sexta-feira, 5 de maio de 2017

A luta continua e o nome já foi para a rua

Com esta cena do divórcio, foi-se o apelido que tinha e pelo qual me tornei "conhecida" na minha vida profissional, principalmente no Oeste.
Sempre disse que se um dia me casasse, não adotaria o apelido do marido, mas afinal caí nessa esparrela.
Sempre usei o nome do meu pai lá pelo meio, nunca o deixei, em sua homenagem e porque aquele sim, era (e é) o meu apelido verdadeiro, da carne, dos genes, dos antecedentes, da família, do sangue que corre nas veias. Contudo, claro, para abreviar, muitas vezes era tratada pelo nome próprio e pelo apelido extra do casamento.
Desde que nos separámos que retirei o nome na utilização do dia à dia, na assinatura do e-mail do trabalho, no Facebook, em inscrições em provas de BTT e por aí fora. No entanto, oficialmente, o nome permanecia lá, colado a mim, como uma espécie de maldição pois nunca me identifiquei com aquele nome e depois de já nada termos a ver um com o outro, ainda pior...
Só em setembro, quando decorreu o divórcio me vi livre, formalmente, do raio do apelido. 
No entanto, no meu trabalho proliferam os telefonemas e e-mails a tratar-me pelo nome próprio e por aquele apelido que um dia usei e que não usarei mais... 
Há que ter muita paciência pois, formalmente, não me vou pôr a explicar que já não tenho aquele apelido e tal... O que é que isto interessa a quem nos contacta profissionalmente...? Pois... Nada! Senão, ainda corria o risco de parecer uma pessoa ressabiada e não é esse o caso. É tão somente porque, de facto, aquele nome já não consta no meu.
Internamente, no sítio onde trabalho, quando ainda me tratam assim, brinco e digo que aquela pessoa já não existe. 
E já não existe mesmo. Com o apelido, foi também embora muito de mim, do que era e já não sou.
Não consigo explicar ao certo mas a verdade é que estou e me tornei numa pessoa diferente... 
Os e-mails continuam a cair com a indicação de "Ex.ma. Senhora Algures da Silva" mas a verdade é que agora sou, tão somente, a "Ex.ma. Senhora Algures no Oeste", como sempre fui, e serei...
O sangue que me corre nas veias, e que transporta o meu apelido, é mais forte do que um qualquer apelido de penduricalho usado em tempos só porque sim...

3 comentários:

Pedro disse...

Queres aprender mais uma para ensinar ao teu filho?
Então lá vai.
"Não se cospe no prato onde já se comeu"

Para uma coisa que já não faz parte de ti, falas demasiadas vezes dela.

Gaja Maria disse...

Já está :)

Algures no Oeste disse...

Pedro: É verdade...
Contudo, é uma "coisa" que acontece diariamente no meu dia à dia...

Gaja Maria: Exatamente...
:-)