terça-feira, 27 de junho de 2017

Como é que eu posso esquecer Veneza se tudo "me leva" até "ela"...

Hoje de manhã o meu carro avariou, ponto final, parágrafo.
Estava a andar na estrada e a velocidade foi reduzindo de tal forma até que... parou... Parou de parar. Dei à chave, tinha sinais da bateria, portanto, ali fiquei numa pilha de nervos numa curva apertada e pouco visível, onde é habitual haver acidentes, principalmente quando chove.
Devido ao sentimento de incapacidade e de impotência, e dos 'nervos' que se apoderavam de mim, comecei a transpirar por todos os lados. Bom, antes a transpirar do que a chorar como uma parvinha e como acontecia "antigamente" mas... adiante...
Pela primeira vez na minha vida vesti o colete e coloquei o triângulo na estrada, sempre com receio de ser atropelada a qualquer momento...
Nem tinha o número da assistência em viagem no meu telemóvel e fiquei siderada quando me falaram numa espera do reboque de 45 minutos... Vá lá que demorou uns 15 minutos e até conhecia "de vista" o senhor que conduzia o reboque.
Agora o carro está na oficina e não faço ideia do que tem.
Escusado será dizer que me lembrei logo de... Veneza... Estive lá quase uma semana e não precisei de andar de carro, nem "podia" e nem era preciso...
Tudo me leva a pensar em Veneza onde tinha um passe para andar livremente no transporte mais usual de lá, o "Vaporetto" que utilizei frequentemente... Claro que é a andar a pé que se conhece tudo mas, em caso de cansaço ou de se querer ser mais rápido, toca a apanhar o "vaporetto" que andava para cima e para baixo e que parava em imensos sítios...
Ficam estas fotos de um Vaporetto e da estação onde entrei e saí mais vezes e que ficava mais perto do meu alojamento, a Accademia...
Tantas saudades...
E o carro... não sei... vamos ver mas... prevejo que amanhã virei a pedalar para o trabalho... 



(Fotos tiradas ao fim do dia, quando começou a anoitecer e sem filtros ou outro tipo de 'tratamento')


2 comentários:

Miguel Bondurant disse...

E estás mais forte :)

Algures no Oeste disse...

Miguel: Sim, é um pouco isso, o que não nos mata, torna-nos mais fortes e indiferentes a certas "coisas"...
:-)