terça-feira, 13 de junho de 2017

Já está...

Não tenho palavras, ou melhor, tinha tantas palavras e sentimentos para escrever e descrever sobre a viagem de que tinha falado aqui e que já se passou...
Voltei com a alma e o coração cheios de novas aprendizagens, conhecimentos, sentimentos, cores, cheiros, vistas e sabores que encheram por completo a semana que passou num ápice.
Ao mesmo tempo senti-me (sinto-me) algo tola com tamanha empolgação e êxtase com tudo o que vi e vivi mas é mais forte do que eu. Sinto-me uma criança a quem deram um doce. 
Fui em trabalho mas houve tempo para o lazer e para passear, para conhecer e absorver todo um mundo novo que desconhecia.
Senti-me bem, senti-me em casa, adorei o clima, as paisagens, as comidas, as pessoas. 
Senti que ali podia ser eu mesma, com os meus vestidos e blusas de alsas, mesmo tendo uma cicatriz no ombro porque ali ninguém queria saber disso, mesmo tendo alsas e sendo de tecidos leves e esvoaçantes porque ali não estava frio nem vento como no Oeste, mesmo tendo um metro e oitenta porque ali ninguém reparava no meu tamanho, mesmo vivendo o Amor porque ali ninguém reparava ou ia para o café da esquina cuscar sobre a vida alheia.
Fiquei com estórias para contar...
Houve e foi um encadeado de sentimentos e situações que levaram a novas visões...
Os cadeados por todas as pontes relembram os casais de namorados que por ali passam e que na vida nem tudo é simples quando o podia ser. 
Contudo, tudo pode ficar enrolado numa espécie de nó, fecha-se de forma tão sólida que é quase impossível voltar a abrir... Pode acontecer connosco, com a nossa vida, com o nosso coração, com as pessoas que conhecemos...
Foram dias (muito) felizes e duma coisa tenho a certeza: quero muito lá voltar... Os dias, o que vivi e senti, ficam para sempre guardados no meu coração...
Fecho os olhos, quase consigo sentir o cheiro e o ar quente das manhãs enquanto tomo o pequeno-almoço no terraço do Hotel.
Imagino-me de novo no Vaporetto a caminho dum qualquer lugar ou a percorrermos a pé as milhentas ruas, cantos e recantos da cidade que levavam sempre até qualquer sítio, havendo sempre algo de novo para palmilhar ou conhecer... Imagino que estamos a planear um novo percurso, a vasculhar mapas e guias de viagem sobre a cidade ou a decidir onde vamos almoçar ou jantar...
Apaixonei-me por Veneza e por tudo o que lá vivi. Sinto-lhe (muito) a falta... 

A vista na Ponte dell'Accademia sobre o Grande Canal.

2 comentários:

Miguel Bondurant disse...

Sabes o mundo é grande, mas se tivesse que repetir um destino era Veneza :)

É difícil pôr por palavras tamanha beleza.

Agora fico a aguardar as histórias que de lá trouxesse :)

Tem um bom dia :)

Algures no Oeste disse...

Miguel Bondurant: É exatamente isso, é um sítio demasiado belo em vários aspetos o que dificulta um pouco a descrição de alguns momentos. Vamos ver se chega a inspiração para mais relatos...
Obrigada pela visita.
Igualmente, votos de um bom dia :-)