sexta-feira, 21 de julho de 2017

Por aí

Estava muito vento de manhã quando saí de casa e por isso, quando saí do trabalho à hora de almoço, achei que ainda ia estar fresco mas afinal a temperatura amena ajudava a atenuar o efeito do vento mais fresco...
O vento continuava a soprar mas o ar já não era tão frio pelo que acabei por andar de manga curta enquanto carregava o blusão num braço e a mala no outro (braço).
E o que é que isto interessa...? Pois, nada, acho eu... A não ser que me apeteceu fazer uma pausa à hora de almoço, andar mais a pé do que é costume e pensar um pouco na vida, sozinha.
Vida essa que nem sempre é simples ou fácil ou descomplicada.
Há dias assim, em que damos conta que o tempo galopa freneticamente e passa por nós como se fôssemos mais uma pequena peça insignificante do puzzle que parece não encaixar em parte alguma.
De repente, há coisas a não baterem certo e as certezas começam a tornar-se incertas.
Tenho 43 anos e nunca me imaginei nesta idade pois com 20 ou 30 anos, as pessoas de 40 parecem ser quase idosas e velhas aos nossos olhos, pelo menos eu pensava assim, e agora aqui estou, a pensar na vida, em mim, nas pessoas e nas circunstâncias que me rodeiam...
Era bom que o vento fresco do Oeste apaziguasse e levasse alguns dos pensamentos que teimam em permanecer ou vir à tona nestes momentos de solidão propositada.
Era só o vento e o café, eu, os meus pensamentos, e o meu corpo de 43 anos... Afinal, somos transportados por ele, não é, o nosso corpo que nos carrega e move dum lado para o outro...
O vento frio continua pelo Oeste, pode ser que leve com ele e desapareça com alguns dos pensamentos que persistem e insistem...
Depois, depois não sei...
Sou eu com 43 anos...


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