quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A saudade não passa, a saudade atenua

E é bem verdade.
Suponho que chegará o dia em que o dia em que o meu pai fazia anos não passe duma ténue lembrança mas, por enquanto, recordo-me sempre desse dia com alguma intensidade.
Hoje faria 73 anos e penso tantas vezes no meu pai que, duma forma irracional, até parece que o sinto ao meu lado nalguns momentos.
Sinto-lhe a falta e nunca me imaginei sem o meu pai. Coisas simples duma família simples, a mãe, o pai e a filha (eu) que entretanto foi mãe.
Não sei o que é ter uma família grande com irmãos, tios, primos, sobrinhos e por aí fora.
Sempre "fomos" poucos e assim "continuamos".
Com a ausência do meu pai, "ficámos" ainda menos e é pena.
Há um ano atrás colocava uma foto nossa, sendo eu ainda criança.
Tempos maravilhosos e paradisíacos que não voltam mais duma infância feliz recheada de cores, odores e sentimentos doces.
Como costumo dizer ao meu filho: "Aproveita bem filho porque estes são os melhores tempos. Não queiras crescer à pressa que o mundo dos adultos é uma complicação e são só chatices. O melhor tempo é o da infância e de quando estudamos...".
Pelo menos, para mim foi...

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