segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Enquanto me aproximo do livro e me afasto do Facebook, apercebo-me de que muito tenho eu partilhado nas redes sociais.
Não tanto que me leve a arrepender de alguma coisa mas talvez um pouco mais do que "gostaria".
Nestas alturas aproximo-me mais dos livros e do Instagram em que é só partilhar uma foto e "pronto". Sempre gostei de tirar fotos, aqui e ali e de usar alguns filtros simples no tratamento das fotografias...
Mas enquanto me aproximo do livro e me afasto do Facebook, o meu filho dorme no sofá da sala depois de três dias e três noites mal passados, com pesadelos, muito ranho, tosse e febre.
Hoje por fim fomos ao médico e com uma gripe e um ouvido algo afetado, e vómitos intensos, há que ficar em casa a repousar.
Já se sabe que quando aparece o número da escola no ecrã do telemóvel, não vem lá coisa boa... saí disparada do trabalho e tentei aconchegar o meu filho com mimos culinários e mimos de mãe como se o nosso filho de 11 anos tivesse pouco mais que 3 ou 4.
Por instantes queria que o meu filho fosse bebé para o poder pegar e embraçar no colo. Coisas de mãe.
Agora aqui enquanto me afasto do Facebook e me aproximo do livro e olho o meu filho na esperança de que melhore e jante a sopa de grão que me pediu, constato como a vida e o tempo passam depressa, que a vida nem sempre é como imaginamos e que rapidamente tudo se perde e esvai e que por isso, há que viver intensamente e não desperdiçar o que a vida nos oferece...
O meu filho dorme, carregado de febre.
Pouso o livro.
Faço zapping e páro na RTP Memória para ver um pouco da Ilha da Fantasia.
1979, é  o que aparece no ecrã.
Nesse ano a minha vida era mesmo uma fantasia. Tinha 4/5 anos, era a menina do papá e da mamã, todos me mimavam, era tão feliz...
Espero que um dia o meu filho sinta o mesmo.
Pela parte que me toca, estou a fazer o melhor que posso e consigo...

Sem comentários: