segunda-feira, 12 de março de 2018

Tem muito trânsito, tem...

Hoje fiz algo que não fazia há anos. Nem sequer me o lembro de o fazer, que foi vir de manhã da casa da minha mãe, algures perto de Lisboa, para o Oeste.
Aproveitei o facto do filhote estar no pai e num impulso rumei à casa da minha mãe e vai daí que ao invés de voltar no domingo ao fim do dia, como é costume e por causa da Escola do filhote, e como estava muito vento, decidi ficar, acordar mais cedo e fazer-me ao caminho.
Foi com estranheza que constatei que agora, para conseguir sair do sítio onde vive a minha mãe e onde eu vivia antes de mudar para o Oeste, há filas e filas de trânsito...
Quando eu lá vivia, não era assim...
Agora tive que esperar no semáforo e tive que esperar numa fila enorme de trânsito até conseguir 'escapar' para a estrada que me levaria até à A8...
Ainda assim, um pouco antes da entrada na A8, lá estava mais... trânsito...
Já não estou nada habituada a isto, ao trânsito, às filas de carros, ao pára e arranca...
No Oeste é sempre a andar, não há trânsito nem se demora tempo algum a chegar seja onde for, é sempre a andar...
Senti-me... 'velha' e desconhecedora do sítio onde sempre vivi, afinal, saí de lá com 35 anos, foi toda uma vida a viver por ali...
Assim que entrei na A8, segui o caminho de forma rápida e cheguei ao meu destino sã e salva...
Passei em casa para ver se a minha amiga canina tinha ainda comida e água, pousei sacos e rumei ao trabalho...
Na verdade, soube-me muito bem vir agora de manhã, até parece que fiquei com mais energia.
Sinto-me também algo reconfortada por ter estado com a minha mãe, que afinal, está só, sozinha.
Ao percorrer a casa onde vivi até aos 28 anos, dou de caras com fotografias, memórias, espaços, objetos, cheiros e sentimentos que sempre fizeram parte da minha vida.
Por instantes fecho os olhos e as memórias felizes passam na minha mente como um filme em 'fast forward'...
Por instantes fecho os olhos, e as memórias menos felizes passam na minha mente e levam a que os meus olhos fiquem inundados de água e sal...
A casa quase vazia de gente, a ausência do meu pai, do meu filho, as voltas que a vida dá...
Às vezes não é só o Amor que é um Lugar Estranho, a vida também o é, e muito...

2 comentários:

Gaja Maria disse...

Põe estranha nisso...

Algures no Oeste disse...

Gaja Maria: é mesmo... Beijinhos. :-)