quarta-feira, 23 de maio de 2018

Aventuras na minha terra

O fim de semana foi algo agitado entre visitas à minha mãe e a alta que teve depois de não ter sido possível fazer o que ia fazer ao Hospital mas... está tudo bem...
Eu é que dou por mim com outros pensamentos, sentimentos e vivências e depois apetece-me falar disso, mesmo que ninguém me ouça.
No sábado fiz algo diferente. Fui de autocarro do Oeste para Lisboa e como cheguei uma hora antes do início das visitas, decidi ir a pé até ao Hospital ao invés de ir de Metro.
Ao calcorrear as ruas de Lisboa, apercebo-me que está diferente de quando por lá vivia e trabalhava, a começar por mim que agora ando muito a pé (algo que não fazia), passando pelas inúmeras bicicletas e ciclovias. 
O que se mantém igual é o sentimento de continuar a adorar Lisboa.
E vai daí que passei pela Benção das Fitas deste ano, pelos inúmeros estudantes e respetivas famílias, todos radiantes e cheios de flores e sorrisos, e pensei para onde raios tinha ido "a minha benção" no longínquo ano de 1996. Pensei que nesse dia também estava extremamente feliz e tinha uma boa vida, com os meus pais e rodeada de outras pessoas que, entretanto, algumas delas faleceram ao longo do tempo.

Continuei a minha caminhada, cheia de entusiasmo e força, e apesar de carregar água e bolachas, nada me deteve.
Sentia saudades de Lisboa e estava a saber mesmo bem ir a pé e poder observar as ruas, os sítios, as casas, os carros, os jardins, as montras, as pessoas... Tem-se uma perspetiva diferente de quando se vai de carro.
Absorta nos meus pensamentos e no meu silêncio interior, continuei até ao meu destino e acabei por caminhar durante 7 km duma forma enérgica e em que cheguei mesmo em cima da hora de início das visitas.
Lá estava a minha mãe. Por lá fiquei até meio da tarde e no regresso ao Oeste já fui de metro até ao autocarro. Estava calor e era a subir até ao Campo Grande...
No domingo a minha mãe teve alta e lá rumei do Oeste a Lisboa de carro e correu tudo bem.
Soube muito bem andar por Lisboa e às tantas imaginei como seria a minha vida caso não tivesse saído de lá.
Enfim, também soube bem regressar ao Oeste mas... Lisboa é Lisboa...









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