domingo, 18 de novembro de 2018

Estiveram ausentes das minhas mãos durante muitos anos, tantos que perdi a conta. 
Subitamente, voltaram à minha vida e estão iguais, como se os tivesse folheado ontem... 
Ambos são a primeira edição que remonta a 2003.
Aliás, num está escrita a data da compra: 23/11/2003, o que quer dizer que está prestes a fazer 15 anos.
No entanto, penso apenas no que vi num filme no cinema, há coisa duma semana: o passado é um buraco para o qual não devemos voltar porque corremos o risco de cair lá para dentro e ficar lá.
Os livros são do meu passado mas agora estão no meu presente e é aí que vivo, não querendo nunca voltar para trás.
A não ser que pudesse tomar outras decisões, mas isso já era e já dava outra história.
A minha História.



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

No big deal...

Comprei um simples perfume, não é o meu perfume habitual, nem nunca tinha usado ou experimentado algum deste género, mas num dos dias em que fui à loja ver roupas, calhou a experimentar este singelo perfume.
Como gostei, achei que podia ser uma boa opção para alguns dias em que apetece sentir outro aroma porque, às tantas, já não se sente o nosso perfume habitual em nós por causa da habituação ao seu cheiro.
Assim sendo, e como é pequeno, gasta-se num instante o que é bom para se ir experimentando e mudando para outros.
Vai daí que não sou nada dada a ideias sobre manualidades ou "trabalhos manuais", sempre me considerei um zero à esquerda nessa matéria mas ontem lembrei-me que a embalagem onde vinha o perfume poderia servir para colocar alguma maquilhagem que tinha numa bolsa que entretanto ficou algo envelhecida com o passar do tempo.
O resultado foi o que se vê na colagem que deixo aqui na foto. Não é nada de especial mas para mim dá jeito e soube-me bem ter tido uma ideia qualquer...
Enfim, e este 'post' não é patrocinado, antes fosse porque a ver pela quantidade de roupa e acessórios que trago da presente loja, bem que dava jeito um incentivo extra.
Dream on...








(foto do perfume e da caixa original)

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Espécie de nadar

Voltei à piscina e desta vez foi mais a sério pois decidi 'formalizar' a minha inscrição na piscina, ou seja, paguei seguro, inscrição e entradas individuais.
Portanto, agora sim, vou disciplinar-me para ir, pelo menos, uma vez por semana à piscina em modo livre.
E o bom disto tudo é que chego lá, há três pistas para o modo livre, e pelo menos uma não tem tido ninguém. 
Assim fico mais à vontade para não "empatar" ninguém que nade realmente bem e para nadar à minha maneira.
Sim, é que o facto de não rodar bem um dos braços, implica dar mais às pernas mas o prazer que me dá nadar de costas é tão grande que nem consigo expressar o que sinto enquanto ando ali dum lado para o outro... Sabe tão bem estar ali na água que é quase como se aquele fosse o meu meio natural, como se fosse algo altamente intuitivo onde me sinto imensamente bem.
A água chama por mim, sinto-me muito bem lá dentro e é deveras relaxante nadar um pouco, mesmo não sendo como era antes por causa do braço e das suas limitações.


Uma dúzia...

Hoje o meu filho faz 12 anos e eu estou parca em palavras.
Só me ocorrem clichés tais como: o tempo passa rápido demais, ainda ontem nasceu e agora já tem 12 anos, já está no 7.º ano e eu vou deixar de poder usufruir de apenas meia hora de almoço, no trabalho.
A entrada na adolescência já se nota há uns tempos e há dias em que fico com os cabelos em pé.
Há dias em que é uma luta mas eu não desisto.
12 anos... e sai mais um cliché: lembro-me de tudo como se tivesse sido ontem (refiro-me ao seu nascimento, claro está...).
Tudo o que quero é que o meu filho seja feliz.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Oh, não...

"Na madrugada de 28 de Outubro de 2018 (domingo), a Hora Legal muda do regime de Verão para o regime de Inverno.
 Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, às 2:00 horas da manhã atrasamos o relógio de 60 minutos, passando para a 1:00 hora da manhã."






Oh, não, e agora, como é que à tarde vou a pedalar para casa à tarde quando sair do trabalho? Ou saio mais cedo nalguns dias ou então, não sei... É que nalguns dias não é previsível que consiga sair mais cedo...
Bom, para a semana logo verei, não é... 
:-(

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Aquela fase do ano...

Chegámos àquela fase do ano em que acontece muitas vezes de manhã o seguinte: não saber o que vestir, ainda que tenha um armário cheio de roupa e roupas de 'meia estação' (seja lá o que isso for), roupas primaveris que também servem para o outono, roupas para um tempo mais fresco que, afinal, acaba por ser mais morno e ameno do que o esperado.
Vai daí que é raro o dia em que sei, ao certo, o que vestir e penso frequentemente que me falta isto ou aquilo, em relação a peças de roupa...
Para além disso, há um novo hábito e rotina na minha vida que é o de ir trabalhar a pedalar.
Ora se isto começou quase por ser uma brincadeira, e era suposto vir a pedalar para o trabalho uma vez por semana, chegou a um ponto em que, a não ser que tenha algo no meu dia em que precise realmente do carro, ou em que o tempo esteja menos bom, a verdade é que vir a pedalar para o trabalho tornou-se em algo muito presente. Acabo por o fazer três ou quatro vezes por semana e gosto mesmo muito de o fazer.
É assim ali um momento libertador em que venho metida comigo mesma, absorta nos meus pensamentos e em que organizo, ou desorganizo, as minhas ideias e os meus planos para o dia.
Só me ouço a mim, aos pedais e aos pneus a calcorrear o alcatrão pelo que o facto de vir a pedalar, algo que adoro, ver as paisagens, levar com a brisa ou o vento na cara, faz com que o meu dia comece muito bem.
No entanto, nalgum dia tinha que acontecer e na semana passada saí de casa de manhã, com sol e bom tempo, mas ao longo do dia o tempo mudou e ao fim da tarde começou a chuviscar sem parar.
Quiseram dar-me boleia mas pensei que este era um problema que tinha que resolver pois iria (irá) acontecer mais vezes...
A chuva não abrandou e perto das seis da tarde lá fui ter com a bicicleta.
Ajudou-me o facto de trazer na mochila as luvas de ciclismo de verão mas com dedos, e um lenço para o pescoço.
Convém dizer que com a bicicleta elétrica uso a minha roupa normal, do dia à dia, não uso roupa ou calçado de ciclismo.
Vai daí que me meti ao caminho e apesar da chuva que me acompanhou durante todo o percurso (cerca de 20 minutos), vinha com um sorriso na cara porque aquilo estava a fazer-me sentir livre e feliz.
Ainda assim, cheguei a casa toda molhada, à exceção dos pés e do tronco o que significa que as minhas botas são mesmo boas pois estavam ensopadas por fora e secas por dentro e que o meu casaco, numa imitação de pele quase rasca, não deixou passar uma gota de chuva.
Já as luvas, as calças e o lenço ao pescoço estavam completamente molhados pelo que tive que estender esta roupa quando cheguei a casa.
Preocupam-me os dias curtos nestas pedaladas para o trabalho...
Logo se vê.



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Toucas & Capacetes

Hoje estou particularmente feliz com uma decisão simples que tomei e com a ação que daí decorreu.
A verdade é que ontem, muitos anos depois de o ter feito, voltei à piscina para nadar, boiar, mergulhar e fazer o que podia numa pista livre, numa piscina sem pé, e com um braço que não funciona plenamente.
Isto quer dizer que o meu braço não roda na totalidade e desde o acidente de bicicleta que não tinha voltado a tentar nadar "mais a sério" com medo de não conseguir e de outras coisas mais.
Contudo, consegui.
Consegui nadar, não como nadava outrora mas consegui fazê-lo apesar de algumas dificuldades e limitações.
Nadei essencialmente de costas por forma a não ter que utilizar o braço em rotação para o fazer mas, ainda assim, fui perdendo os medos e lá arrisquei a rodar o braço.
Não deu para rodar como seria 'normal' mas consegui um impulso e uma força, vindos não sei de onde, que me levaram a nadar ainda mais rápido.
O fato de banho e a touca foram comprados há uns dias só a pensar na ida à piscina.
Na verdade, é preciso recuar até um pouco mais no tempo dos pensamentos desta decisão.
Há cerca de um mês e meio desisti do ginásio onde andava há sete anos. Comecei por faltar inúmeras vezes, coisa nunca vista em mim, e depois comecei a aborrecer-me com as correrias da hora de almoço a caminho do ginásio e a vir trabalhar.
Ao fim do dia começou a não haver disponibilidade e vontade para lá ir, ora porque ia pedalar na minha bicicleta (de BTT) depois do trabalho, e também porque, entretanto, passei a ir a pedalar para o trabalho, pelo menos três ou quatro vezes por semana, numa bicicleta elétrica.
Posto isto, constato que a minha cabeça passa a vida por entre toucas e capacetes, o que só por si me favorece imenso... ou não...
Vou voltar à piscina com toda a certeza, não só pela enorme sensação de bem estar e de paz de espírito ao estar na água mas também para 'insistir' com o meu braço e dar às perninhas.
Conto ir num regime livre, sem aulas, e depois logo se verá.



terça-feira, 2 de outubro de 2018

Cadeira de rodas, mas não a motor.

Ontem foi dia de andar dum lado para o outro, entre o Oeste e Lisboa e Lisboa e o Oeste.
Saí do trabalho, ao fim da tarde, e fui logo para o Hospital, em Lisboa, onde a minha mãe me esperava.
Estacionei no parque do Hospital, percorri inúmeros corredores, passei por imensa gente, apanho o elevador, e eis-me chegada ao meu destino.
Tratámos de todos os formalismos com vista à alta da minha mãe, trouxemos os seus bens e eis que me lembro de levar a minha mãe até ao carro numa cadeira de rodas.
Tal era possível se deixasse na enfermaria toda a papelada e voltasse para devolver a cadeira e levar então a papelada.
E aí vamos nós pelos corredores, elevadores e gente e mais gente que se atravessava no nosso caminho.
Para além de ir a empurrar a cadeira de rodas com a minha mãe sentada nela, levava também o seu saco com roupa, medicação e a tal papelada.
Durante o percurso apercebo-me em como é difícil transportar alguém numa cadeira de rodas.
Ou isso, ou a minha falta de jeito porque nos instantes iniciais, a cadeira fugia para o lado e às tantas pensei que a minha mãe ainda iria partir outro osso qualquer à conta da minha aselhice com a cadeira de rodas...
Mas não. Consegui levar a minha mãe até ao carro, intacta, e aí, saindo do Hospital, deparamos-nos com os obstáculos da rua: passeios, gente, carros, gente, relevos no chão, poucas rampas, gente, carros e pouquíssimo espaço para se conseguir passar com a cadeira de rodas por entre os obstáculos, e a trepidar com a irregularidade do piso.
De facto, só quem está nas situações compreende o que se passa...
Naqueles instantes desejei que o chão fosse completamente liso, sem buracos ou pilaretes, sem gente, sem mais nada para chegar até ao carro de forma tranquila e sem sobressaltos...
Bom, mas lá chegámos ao carro onde a minha mãe ficou sentada à espera enquanto eu percorro tudo novamente para devolver a cadeira.
Volto novamente de lá até à rua, pago o parque, meto-me no carro e toca de vir para o Oeste porque nestes dias a minha mãe precisa de ajuda e de amparo...
Demorámos uns 40 minutos entre o Hospital e a entrada na A8, já estava saturada!
Gosto tanto de Lisboa mas o trânsito... ai o trânsito...
Depois foi sempre a andar e eu fiquei elétrica com isto tudo...
Sim, para recuperar trouxe a minha mãe para a minha casa.
Para a semana voltamos a uma consulta no Hospital e logo se verá...
Às vezes sou tão insegura no meu dia-a-dia e nem sei porquê.
Tem dias em que faço de super mulher, e não sei...