domingo, 3 de outubro de 2010

Corri à chuva... E foi bom...

De manhã já tinha chovido e o tempo estava cinzento e ventoso. Ainda assim arrisquei a equipar-me e apesar de todas as dúvidas que me assolaram quanto às condições climatéricas que me rodeavam, peguei na minha amiga canina e lá fomos nós rumo ao parque.
Apesar de saber que poderia chover a qualquer momento, a vontade de fazer exercicío falou mais alto e lá fomos nós no meio duma grande ventania, a andar depressa, a correr e a subir 120 degraus que foram depois descidos. Isto é que deve ser bom para a anca e para o rabo mas... adiante.
Pelo meio cairam algumas gotas de chuva e depressa coloquei o carapuço da camisola que levava por cima da blusa. A chuva e o vento começaram por ser amenos e saber bem, muito bem...
À medida que o tempo passava, o céu ia escurecendo e o vento aumentava. O pronúncio duma chuva forte estava bem à frente dos meus olhos e esconder-me debaixo das árvores estava fora de questão...
Com grande pena minha, passados 20 minutos eu e a minha cadela tivémos que vir embora porque ainda que a chuva me soubesse bem enquanto corria, não sou masoquista ao ponto de levar com chuva torrencial em cima...
Até chegarmos a casa choveu muito. Cheguei a casa transpirada, as calças e a camisola completamente molhadas da chuva, a minha cara num misto de suor e de chuva, e a minha amiga cadela também molhada.
Nunca pensei que um dia me ia saber tão bem correr à chuva e por instantes fechei mesmo os olhos e qual tonteria mórbida que nos passa pela cabeça, pensei, por laivos de segundo, que um dia quando estiver morta não vou poder sentir o vento e a chuva a baterem-me na cara... 

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