domingo, 10 de outubro de 2010

Espécie de depressão pré aniversário ou isto é um lugar comum

Mas só olho para o meu filho e não sei como já passaram quase 4 anos desde que nasceu. Parece que foi ontem e tenho na memória os sentimentos e os cheiros que antecederam o seu nascimento e tudo o que se passou desde que nasceu.
É um lugar comum mas basta-me fechar os olhos e consigo visualizar todos os momentos e pergunto-me para onde foi o meu bebé e todos os momentos desde que saíu de dentro de mim. Penso muitas vezes, e isto é mais um lugar comum, que o meu filho esteve na minha barriga, que durante 39 semanas eu não soube como era e que agora passaram quase 4 anos e ainda 'ontem' estava em casa de licença de parto. Ainda 'ontem' tinha dores terríveis para amamentar e que afinal amamentei o meu filho até quase ele fazer 1 ano.
Que me lembro do fim da licença de parto, do seu primeiro dia na ama, das primeiras papas, sopas, dos primeiros passos, as primeiras palavras e sinto que o tempo me foge entre as mãos e que quando estamos os dois mais tempo sozinhos em casa (como na semana que passou por ter estado doente) sinto-me ligada a ele cada vez mais. Por estranho que possa parecer, e apesar de todas as ligações e sentimentos, à medida que o meu filho cresce, também a minha ligação e o meu amor por ele aumenta. Eu não sabia ser mãe, não tinha sobrinhos, primos ou filhos de amigos por perto. Estou a aprender a ser mãe desde que engravidei e, principalmente, desde que o meu filho nasceu. É um aprendimento contínuo e ininterrupto e há momentos em que 'desço' à sua idade e faço parvoíces, falo alto, digo coisas sem nexo, mexo o meu corpo de forma infantil e quase primitiva e nada me faz mais feliz do que ouvir o meu filho a rir às gargalhadas por causa das coisas tontas que estou a fazer.
A quase duas semanas dos 4 anos, constato que tudo mudou na minha vida desde o dia em que fiz o teste e descobri que estava grávida, naquela longíqua manhã de Sábado de Março.
Em parte mudei-me para o Oeste também a pensar no meu filho, a pensar que é um sítio melhor para ele crescer e viver. E espero que quando crescer ele pense o mesmo, ainda que estejamos longe dos avós maternos...

1 comentário:

kombi disse...

tantos sentimentos não é? e amaternidade ainda nos dá mais, e mais incertezes, e mais confusão, e o sentir que o tempo passa rápido demais.

tudo o que sentes penso ser comum a todas as mulheres, e principalmente aquelas que são mães, eu fiquei tão "ceguinha" desde que fui mãe, abedico de muitas coisas, quer dizer agora que crescem já me dedico mais a mim, mas realmente ser mãe é o melhor do mundo, e acho que para nós caranguejo ainda sentimos com mais intensidade.