quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Se calhar devia era dedicar-me aos tachos e panelas...

Há dias em que só me apetecia ser uma Nigella.
Em adolescente queria ser uma Madonna, salvo seja, sabendo de antemão que não sabia cantar e que era demasiado tímida para expressões e danças em cima dum palco.
Aos 20 achava que ia ser uma grande intelectualóide, com uma carreira profissional e académica brilhante, super preenchida e cheia de sucesso.
Aos 30, afinal, descobri que ter o amor da nossa vida ao nosso lado era muito bom e importante e, como tal, quis ser mãe, depois de ser já ma(e)drasta e andei ali até perder neurónios com o nascimento do meu filho e lá se foi a carreira académica e profissional proeminente. Culminei numa vida profissional normal e natural que seguiu o seu rumo, felizmente sem problemas de desemprego.
A caminho dos 40, em género de devaneio, fico a babar-me, não só com as receitas e iguarias da Nigella, mas também com a envolvência dos seus programas. Os que tenho visto agora, sobre o Natal da Nigella, têm-me encantado pelas cores, pelo prazer em cozinhar e comer, pelos amigos, pelas festas, pelas iguarias. Bom, eu acho que não comeria tanto, e a Nigella está a ficar realmente muito rechonchuda porque ataca o frigorífico de madrugada, algo que nunca fiz, mas se de repente me perguntassem numa realidade alternativa em que mundo queria viver, eu diria que queria "ser" a Nigella, ter os seus programas, ir às compras, fazer pesquisas e cozinhar para tanta gente. Isto equivaleria a dizer que teria um bem muito precioso e escasso nos tempos que correm: precisamente tempo livre...
Gravo os seus programas, faço algumas das suas receitas e se calhar o melhor que tinha a fazer era realmente dedicar-me aos tachos e panelas. Até o meu blog culinário tem mais leitores, 'feedback', comentários, visitas novas, e parece ser muito mais dinâmico do que este...
E não é que acabei de vir do supermercado com ingredientes para colocar em prática, depois do jantar, uma das receitas de Natal da Nigella? Mas venho irritada, não tinham tudo disponível. Detesto ir a um supermercado e não terem tudo o que quero...

4 comentários:

Maariah disse...

Eu também gosto muito da Nigella. Confesso que mais dela do que propriamente das receitas que apresenta. Mas gosto do seu ar, do seu olhar e do prazer que tem no que faz.

kombi disse...

tb me tenho sentido com esse tipo de sentimentos de recordar sonhos que tive e não o concretizei, e da sensação confusa que tenho de que a vida está quase no fim ( se viver até aos 67 anos, idade que o meu pai faleceu, só tenho mais 37 anos de vida o dobro que já vivi e que passou tao depressa)no entanto sinto que tenho tanto para viver, tanta energia,mais energia que tinha em tempos atrás faz de mim imaginar -me a faz tantas coisas, mas porque não me encho de coragem e as concretizo?........medo, medo de arriscar e viver.

tb me tenho encantado com os programas da Nigellia, apesar destes do Natal serem mágicos não me têm cativado em fazer as receitas.

grrrr não me digas nada que ultimamente acho que os supermecados não t~em nada, até os produtos báicos, principalmente os frecos me enojam, acho-os sempre assim passados do prazo, por vezes já nem sei o que comprar.

Maria disse...

Desejo, para ti e para toda a tua linda família, os votos de um ano novo muito feliz, cheio de saúde, paz, alegria e muitas felicidades.
Feliz Ano Novo
Bjs
Maria e Leonor
( Desculpa a ausência, mas leio-te sempre, apesar de comentar muito pouco)

Sofia disse...

Chegamos à conclusão que o importante mesmo nesta vida é ser feliz e fazer o que nos dá prazer rodeadas de que amamos e nos ama :)

Que 2011 seja um ano cheio de felicidade!!

Beijinhos