segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

E num instante passa-nos tudo pela cabeça

Na semana passada ligaram-me. Que tinham chegado os resultados dos exames que tinha feito no âmbito dum rastreio do Cancro do Colo do Útero e para eu ir a uma consulta.
Claro que a minha cabeça ficou desassossegada mas como não me pareceu nada de grave aguardei pelo dia em que iria ver a médica e saber tudo o que se passava.
Bom e realmente não se passa nada de especial. Tenho que ser medicada por algo pontual e daqui a uns meses voltar à consulta para ver se está tudo resolvido.
É claro que ao ouvir palavras como "benigno" parece que em segundos se tem um flash qualquer.
Benigno... É de 'bem' mas para mim está imediatamente associado a... Cancro...
Em laivos de segundo, enquanto era consultada, e após ouvir aquela palavra, o flash da minha vida imediata percorreu a minha cabeça. Então mas sinto-me tão bem, tão forte, tão em forma, tão de bem comigo e com o mundo, consigo correr e pedalar como nunca imaginei, faço aulas de Cycling mais que difíceis durante 60 minutos, estou elegante, e de repente, numa fração de segundo tudo pode mudar por causa dum resultado dum exame a algo que não é perceptível nem tem sintomas... A algo que é silencioso e não se manifesta e que, lá está, talvez por isso, é "benigno" mas... imaginei por segundos que poderia não ser benigno e aí como ficaria a minha vida...
Para onde iria a minha força, e o meu filho... Como seria com o meu filho... E a minha vida toda...
E a bicicleta...? E o correr, saltar, ser livre, pular, dançar, ouvir música, amar e adorar o meu filho e...
Mas está tudo bem... Foi só um momento de pensamentos menos bons...
Em laivos de segundo tive medo, tive muito medo, que não estivesse tudo bem com a minha saúde... Porque... porque não somos eternos e porque às vezes até tenho "medo" de toda a força que sinto e de toda a forma física que tenho neste momento...

3 comentários:

M João Monteiro disse...

Às vezes, é bom pensarmos nestes moldes... No entanto, bom mesmo é aproveitar o que temos, o que nem sempre conseguimos. Tu, que estás em tão bom caminho, segue em frente! Gostava que falasses da tua ida à nutricionista, que contasses o que aprndeste pois lebro-me de teres começado a «cortar» nos jantares mas não me lembro de falares em mais alterações alimentares. (só para variar um pouquito dos exercícios, pode ser? É que eu nem sequer sei andar de bicicleta e só posso ficar aqui com inveja...). Beijinho grande aí para casa! MJ

Algures no Oeste disse...

M JOÃO MONTEIRO: Nunca falei muito da Nutricionista porque acho que cada Plano Alimentar é único e intransmissível ;)
De qualquer forma, deves estar a fazer confusão porque eu nunca 'cortei' nos jantares. Sempre fiz todas as refeições, mesmo o jantar, com sopa, prato e salada. As quantidades é que foram reduzidas mas sempre de forma a não ficar com fome ;)
A ver se num destes dias escrevo mais sobre isso...
Beijinhos!

M João Monteiro disse...

Exprimi-me mal: qundo digo «cortar» é mesmo reduzir. Lembro-me de falares das tostas com queijo fresco e fiambre de peru. Fiquei com curiosidade porque sou daquelas que acha que sabe o que devia comer menos mas não é capaz de o fazer. Sempre achei que por ir a um nutricionista não passaria imediatamente a fazer um plano adequado. Para isso, precisaria de um cozinheiro e de um guarda-costas que me desse com um cacete nos dedos de cada vez que me aproximo de algo que não devo comer... Só queria conhecer um pouco da tua experiência dado que mencionaste que, mesmo depois de começares o exercício, o peso não desaparecia e fiquei curiosa... Beijoca! MJ