terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Porquê sentir "medo" da boa disposição...

Há dias em que acordo a sentir-me confiante, alegre e feliz dentro das minhas possibilidades de felicidade, afinal o que nos faz felizes é algo único e pessoal, não tem que ter a ver com o sair o Euromilhões ou ser possuidor(a) de um carro ou de um barco que vale milhares e milhares de Euros...
E por isso, ainda que por momentos esta vida realmente não seja fácil, dou conta de que existem problemas realmente graves dos quais, felizmente, não 'padeço'...
E assim, inesperadamente, acordo a sentir-me bem, talvez porque o cabelo ficou giro depois de lavado, de levar com uma mousse de volume, ser seco com o secador e penteado com uma escova grande...
Ou porque experimentei umas collants novas, opacas, que até foram compradas no Minipreço, e que me servem maravilhosamente bem, que isto de ter as pernas longas faz com que muitas das collants compradas fiquem novas e guardadas de parte porque não servem no comprimento...
Ou porque vesti uma saia que tem para aí uns quinze anos e que foi apertada e remodelada e que eu olho no espelho e acho que fica mesmo bem.
Ou apenas porque o risco nos olhos saíu direito e está giro.
Ou porque me ri com o meu filho logo de manhã  ao invés de stressarmos com a pressa das rotinas matinais e fomos a conversar no carro e o deixei feliz na creche com um pacote de bolachas recheadas com chocolate para partilhar com os amigos...
Ou então porque estava a dar uma música gira no carro e de repente senti-me com 20 anos mas 20 anos seguros, maduros e crescidos de quem tem quase 40. Não os 20 anos parvos, inseguros e arrogantes, irritantemente magros, rijos, sem celulite e sem nada a abanar mesmo comendo 'croissants' à fartazana e não fazendo nem metade do exercicío que faço hoje em dia.
Eram os 20 anos felizes e o pensar algo que demonstra a idade que tenho hoje em dia: ai se eu soubesse aos 20 anos o que sei hoje...

(foto da net)

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