sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Viperina com a família a uma sexta-feira e logo de manhã?! Arre!!!

Não sei se a situação é 'normal', se sou eu que vejo mal as coisas, se tenho laivos de embirração ou se esperava algo que afinal não sucedeu, mas são estas pequenas coisas que me têm vindo a transformar num ser humano mais distante, 'duro' e semi pragmático...
Sou filha única e como tal o meu filho é neto único do meu "lado". Quando decidi ser mãe sempre pensei que, realmente e obviamente, a responsabilidade seria sempre minha até porque não decidi ser mãe aos 20 anos. Decidi ser mãe depois de ter a minha vida pessoal e profissional estabilizada...
Mas adiante. Isto tudo para dizer que o meu filho tem 5 anos e tal e nunca mas nunca ficou a dormir "fora de casa", ou seja, nunca esteve sem os pais, ou seja, nunca ficou nos avós e, de certa forma, isto perturba-me no sentido dos avós nunca mas nunca se voluntariarem nem terem voluntariado para ficarem com o neto uma noite que fosse.
Também já sei que agora não moramos próximo e, por isso mesmo, ainda mais esta questão me faz confusão porque  me imagino a mim como avó e acho que não resistiria em "pedir" ou mostrar a minha disponibilidade para ficar com netos meus nem que fosse um dia ou dois, já nem falo em tomar conta porque isso também não aconteceu.
E é com alguma irritação que comento com a minha mãe que este ano tenho as férias mais dificultadas porque a partir de Setembro o filhote não poderá ir mais para a Creche e eu terei que ficar em casa com ele até a Escola começar e não se vislumbrou sequer uma iniciativa ou uma vontade de se disponibilizar ou perguntar se precisava que fiquem com o menino alguns dias para eu não ter que 'cortar' assim nas férias e ficar tudo desorganizado... Nada...
E de repente ao telefone fiquei fria, distante, sarcástica, irónica e quase gozona. E sem paciência.

7 comentários:

Cristina disse...

Uma coisa que aprendi quando o meu filho mais velho nasceu, foi que não podia contar com mais ninguém além de mim. Ouvi muitos nãos e ouvi poucas ofertas de ajuda. Mas também aprendi que às vezes as pessoas não se sentem à vontade para se oferecerem para alguma coisa, porque nós parecemos conseguir controlar a situação. Por isso, sugiro que peças directa e claramente à tua mãe se te pode ajudar. Pelo menos esclareces essa situação e deixa de haver mal entendidos.
Bjos.

Carla Isabel disse...

Pois...percebo-te!

Bjs

Anónimo disse...

Já pensou que oa avós podem pensar que a mãe não equacionou essa solução? Tente perguntar-lhes se estão disponiveis, talvez se surpreenda e do outro lado lhe digam "Pensavamos que não queriam deixa-lo connosco". Salvo raras excepções é isso que acontece.

bjinhos
Ângela

Flor de Leite disse...

Se calhar ela não chega lá sozinha ou tem receio de perguntar. Pergunta-lhe diretamente se quer ficar uns dias com ele. :)

E na Escola não pode ficar? A Escola não tem ATL/CAF (Componente de Apoio à Família)? Se tiver, podes inscrevê-lo e começa, à partida, logo no início de setembro.

Bjs

Algures no Oeste disse...

MENINAS: Obrigada pelos vossos comentários.
Pode ser que haja aqui uma falha de comunicação, talvez...

FLOR DE LEITE: Ainda não sei, sei que tem ATL mas não sei se começa logo no início de Setembro ou se só começa quando começarem as aulas. Quando fizer a inscrição pergunto.
Se calhar estou a "fazer filmes" e afinal depois tudo se resolve...
Beijinhos a todas.
Ângela: bem vinda :)

Anónimo disse...

Concordo com as outras meninas, pode ser apenas uma falha de comunicação. A tua mãe pode achar que é tu que não queres que o F fique com eles.
Por mim, à minha mãe não posso pedir, pois infelizmente já n ão tenho mãe, ao meu pai também não... tem Alzheimer e não me sinto confiante. resta-me a minha sogra em que as poucas vezes que necessitei de apoio ou ouvi um não por motivos que aqui não interessam pois iriam identifica-la e até creio que já falámos sobre isso no MSN ou então deu-me um sim tão pouco amigável que me arrependi de imediato.
A única vez em que se propôs ficarem com o L foi quando nasceu o meu bebe mais novo e isso implicava ficar a 200 quilometros dele porque nessa altura ela estava de ferias... recusei claro, já é dificil a aceitação de que deixou de ser o benjamin quanto mais levarem-no para longe da mãe, era o sentimento de exclusão total mesmo...

Elsa disse...

cá em casa é COMPLETAMENTE diferente... se não fosse os meus pais nós não poderíamos ter as nossas profissões visto que esta criança dorme 2 a 3 vezes por semana nos avós :(