sábado, 10 de novembro de 2012

Primeira aula de Música "a sério"...

Na Creche o filhote teve aulas de Música, sendo que nunca percebi bem o que aprendiam que me pareceu não ser muito. Nas festas de Natal e do final do ano letivo cantavam mas nada assim de especial...
Entretanto, com a entrada no 1.º Ciclo, uma das Atividades Extra-curriculares é, precisamente, a Música. Comprámos uma flauta e ainda nos rimos cá em casa comigo a tocar flauta e as músicas de que me lembrava das aulas de Música que tive (para além das da Escola...).
Entretanto, queríamos mesmo que o filhote aprendesse Música "a sério" até porque vários amigos nossos e filhos de amigos andam no sítio para onde queríamos que fosse...
Tínhamos inscrito o filhote mas como as vagas escasseiam, esperávamos que nos chamassem desde agosto e na semana passada foi o dia e hoje foi o dia da primeira aula "a sério", durante quase uma hora e a título individual...
Enquanto esperávamos dei por mim com pensamentos em género de devaneio. Senti que, de certa forma, estava como que a "trair" o sítio onde sempre morei antes de me mudar para o Oeste e, principalmente, o meu pai que tanto gosta de música.
Foi lá que cresci e que andei na Música e sempre achei que, "pela lógica das coisas", que seria lá que o meu filho também aprenderia Música, que iria "representar" o espírito do sítio onde sempre morámos e de onde o avô materno é oriundo.
Quis a vida que nos mudássemos para o Oeste e desde então o filhote tem vindo a "incorporar" as atividades e as "sociabilidades" do sítio onde moramos.
Primeiro a creche, agora a Escola, entretanto o Futebol e agora a Música. O meu filho vai crescer e interiorizar estas atividades e respetivos valores noutro sítio que não aquele onde sempre morei, onde cresci, onde tudo passei e onde achei que o meu filho iria vivenciar o mesmo...
O meu filho vai crescer com 'amor' a outra terra, diferente da minha e do avô, e talvez por isso, no momento em que olhava as fotografias, as medalhas, os pratos comemorativos, as bandeiras de lembranças, senti que estava a trair tudo o que sempre vivi...
Patetices... Nada que não seja ultrapassado com a felicidade no olhar do filhote no final da primeira aula e com o entusiasmo do Professor que confessou nunca ter tido um aluno tão novo e que ainda não soubesse ler "bem" por causa das notas. Ainda assim o filhote aprendeu bem e depressa e por isso para a semana continua...
O meu filho, se continuarmos por aqui, vai ser um 'cidadão do Oeste' e não vai saber o que é, o que foi ou o que seria crescer e viver onde a mãe e o avô sempre viveram...

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