quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A idade tem destas coisas

Ontem ao fazer 'zapping' pelos canais dei de caras com um programa na RTP Memória sobre as Doce. Nesse programa passaram atuações, videoclips e participações em programas diversos.
E num instante regressei à minha infância e às músicas de que tanto gostava.
Disse imediatamente ao meu filho que gostava daquelas músicas desde para aí os 6 anos, a idade que ele tem agora...
E curiosamente ele ficou curioso e acompanhou-me a ver, ouvir e a cantalorar as músicas que eu sei de trás para a frente. E tivémos um momento "nosso", tão simples, tendo como banda sonora as Doce...
Adorava as Doce e hoje quando as ouço e/ou vejo adoro e recuo muitos anos no tempo, à minha infância, à minha infância feliz, despreocupada, amada e ingénua.
Nessa altura "obrigava" os meus pais a comprarem(-me) os 'singles' em vinil das Doce e ainda estão lá pela casa dos meus pais...
Que belas memórias e recordações e por momentos tive saudades da criança que fui, ainda que extremamente tímida, fechada e insegura, mas era extremamente feliz e amada...
E talvez por isso ou por todas as recordações dei por mim a choramingar quando deu a atuação das Doce (no caso já só três delas) no programa de passagem de ano para 2007 com os Gato Fedorento.
Ver as raparigas que eu idolatrava agora mulheres envelhecidas, com algum peso a mais e tantos anos depois foi quase como um murro no estômago na minha cabeça fantasiosa da imagem que tinha delas. Ver que 'cresceram' e envelheceram lembrou-me que a vida passa a correr, que há momentos espetaculares na nossa vida que não duram para sempre, e que efetivamente, crescemos e envelhecemos e que nada dura para sempre.
E é também por isso que tento viver tudo ao máximo porque o envelhecer me assusta.
Porque não sei se serei capaz de pedalar ou de correr aos 60 anos.
Porque sei que mais dia menos dia as rugas chegam, os cabelos brancos (alguns) já chegaram e que esta ideia do eterno, perfeito e bonito não dura para sempre...
 


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