segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Quando ando de bicicleta torno-me numa pessoa suportável

No fim de semana, no Alta Definição, a Rita Blanco dizia que se tornava numa pessoa melhor e mais simpática depois de nadar. E eu dei por mim a fazer uma analogia com a bicicleta, que realmente ficava melhor depois de pedalar... É que nestas férias instalou-se uma moleza em mim que não reconheci nem esperava. Suponho que se deveu ao cansaço acumulado mas adiante.
No fim de semana não pude ir dar uma volta grande de bicicleta como gosto de fazer. Desta vez o pai cá de casa tinha uma pedalada combinada e sem família ou apoios por perto, há sempre um de nós que tem que ficar com o filhote. Achei que ia pedalar eu há tantos fins de semana seguidos que desta vez era a vez do pai cá de casa.
Posto isto comecei a sentir uma espécie de frenesim, típico da abstinência da... bicicleta... Era o fim da tarde de domingo e tive que ir. Peguei na bicicleta e fui sem saber bem onde ir já que não tinha muito tempo e sozinha não me estava a apetecer aventurar-me por sítios mais isolados. Contudo, tive que fazer um pedaço de caminho por single tracks, bem junto ao mar. Para conseguir passar para o outro lado, tive que desmontar e pegar na biblioteca para passar por um pedaço de água que batia na rocha... Foi tão pouquinho que às tantas eu parecia uma barata tonta a fazer quilómetros, dum lado para o outro, tipo vou até ali e volto para trás... Duas horas a pedalar, lá está, melhor que nada mas soube a tão pouco... Foram uns singelos 35 kms ziguezagueados contra o vento e veraneantes a andar, a pescar, a praiar e a fazerem outras coisas terminadas em "ar'' que não se desviam nem um milímetro, parecendo esperar que uma pessoa se estatele no chão mais a bicicleta... Ainda assim, melhor que nada...

1 comentário:

Gaja Maria disse...

Como eu te compreendo... :))