domingo, 7 de setembro de 2014

Contrariar

Às vezes creio que é preciso contrariar aquilo que o nosso corpo pede...
Na sexta-feira contrariei o meu corpo ao não ir ao ginásio. Ele queria ir - o meu corpo - mas a minha cabeça não deixou. Lembrei-me que há que equilibrar as coisas e que a minha vida também tem mais que se lhe diga do que passar a vida enfiada no... ginásio... No passado domingo pedalei durante quatro horas, na terça-feira e na quinta-feira estive uma hora e meia em cada um dos dias no ginásio, portanto, achei que era exercício suficiente para a semana até porque não andei para aí a comer alarvidades... E depois também o meu filho e a malta lá de casa. Apesar de eu saber que não se importam com as minhas ausências, gosto que estejamos juntos...
E esta foi a contrariedade do final da semana.
A contrariedade do dia de hoje foi contrariar a minha mente e o meu corpo que não tinham grande vontade de ir pedalar... Ainda que o despertador tivesse tocado cedo, não me apetecia levantar. Achei que ía estar um dia pavoroso com chuva e que isso era uma bela duma desculpa para ficar no aconchego da cama...
Mas lá está, vislumbrei uns raios de Sol pela janela e contrariei as minhas vontades. Levantei-me, equipei-me devidamente e depois do pequeno-almoço tomado, ala que se faz tarde...
O chão estava húmido, nalguns casos empapado e cheio de lama, vestígios da imensa chuva que caiu durante a noite e depressa a bicicleta ficou suja e eu também...
Gostei de me ter contrariado e me ter obrigado a ir. Fez-me muito bem ao corpo e à mente. E quando cheguei a casa só pensava que o problema é mesmo nem se ir. Que se tem que pedalar sempre porque quanto mais se pedala, mais se quer pedalar...
Apesar de ter ido sozinha, foi bom na mesma...
Foram 65 kms terapêuticos. E chegar e ver o mar, fabulous...

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