terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sobe, sobe, balão sobe...

Com a queda da bicicleta, amedrontei-me nas descidas e aprimorei-me nas subidas. Suponho que seja assim quando se ganha uma espécie de 'handicap', nem que seja mental...
Deslizo em 'single tracks' mas quando se aproxima uma descida quase vertiginosa, bloqueio e, por norma, desmonto da bicicleta, mas isto aos poucos tem vindo a melhorar. Desde que não me chateiem a dizer para não ter medo, ou para não desmontar, até nem corre mal.
E isto tudo para dizer, ou referir, que na tal prova a que fui durante o fim de semana, fiz subidas quase vertiginosas montada na bike, algumas quase a pique, outras bem no meio de uns 'single tracks' técnicos e apertadinhos mas... não desmontei... e passei até por outras concorrentes que faziam aquilo a pé...
Dei por mim no final satisfeita comigo mesma. Venci e venci-me ao palmilhar aqueles caminhos com toda a força que tinha imputada nas minhas pernas, tanta que os cavalões que vinham atrás mas porque pertenciam ao percurso maior, ficavam admirados que tal caracol ciclístico (eu) fosse ali naqueles preparos, montada na bicicleta onde o mais provável era fazer aquilo à  mão...
Verifico no final que algumas das meninas por quem passei montada e que fizeram aquelas subidas à mão, chegaram mais depressa à meta do que eu... Isto desemboca num misto de frustrante com "who cares" porque o que importa é aquilo que EU consigo fazer mas... há sempre um mas, é como pensar que nos esforçámos muito, que trabalhámos ou estudámos mais que sei lá o quê, mas depois foi outra pessoa que sabemos não se ter esforçado tanto que 'ganhou o lugar' ou que teve melhores resultados no teste...
E isto tudo é mesmo a vida, não é...

1 comentário:

Gaja Maria disse...

É assim mesmo, força nas canetas, mostra-lhes como é! Bjs