quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sempre que vou a Lisboa...

Fecho os olhos. 
Inspiro.
E penso que não cheguei a sair de lá...
Sempre que vou a Lisboa parece que sinto que continuei a minha vida por lá porque não me sinto uma "outsider" ou perdida e nem mesmo o trânsito intenso me faz confusão. Ainda andava na Faculdade quando comecei a conduzir e a percorrer todos os caminhos à volta e dentro de Lisboa. Inclusive houve uma altura em que trabalhei no Bairro Alto e... ia de carro... Ia de carro porque tinha estacionamento garantido, claro, mas ia...
Penso nas vantagens do Oeste, que faço e tenho coisas que nunca fiz e tive em Lisboa. Que é um privilégio ter paisagens e caminhos maravilhosos, não ter trânsito e muitas mais coisas mas... em Lisboa sinto-me... bem... e... em casa... Como digo, sinto como se nunca de lá tivesse saído, mesmo percorrendo as avenidas cheias de trânsito e de gente...
E nestes dias voltam as dúvidas, as angústias relativamente à mudança para o Oeste apesar de também me sentir cá bem e de adorar as minhas pedaladas, algo que provavelmente não teria em Lisboa, pelo menos não em versão BTT...
Fico confusa e num paradoxo paradoxal que não gosto e não aprecio.
Sinto-me sem tomates (daqueles que tiram ou dão forças, não os legumes...), sem certezas, ganho dúvidas, tristezas e angústias cíclicas, sinto saudades da minha família, ou da que resta, a minha mãe e a minha tia.
Fecho outra vez os olhos e a minha alma está cansada. Cansada destas e doutras dúvidas e doutras coisas...

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