segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

E foi isso

O tempo já tinha feito mil caretas, desde o Sol à chuva, ao vento, ao frio, ao nublado, a abertas. Entre o vai e não vai, que o não ir era mesmo o mais apetecível, fui para mais tarde não me arrepender ou ficar mal dispostinha por não ter ido... pedalar... Saí já tarde casa, eram para aí umas 10h30, mas nos entretantos já tinha adiantado refeições e tratado de roupas e mais roupas, enfim, uma pessoa-mulher, por muito que queira, não se livra destas coisas, principalmente quando se acha que se faz tudo isso (e muito mais...) muito melhor do que os outros, vulgo, o marido...
Felizmente levei o corta vento, esse meu amigo quentinho, porque o frio era muito e o vento também. A certo ponto desatou a chover mas não era uma chuva qualquer, era mesmo uma chuvada intensa com granizo. Ficou tudo muito cinzento escuro e o vento soprava com uma força considerável, bem de frente para mim e  para a bicicleta. Cada vez me era mais difícil pedalar e só olhava para baixo e pensava porque raios me metia eu nestas coisas porque não precisava nada de estar ali a levar com aquilo. É que a chuva ainda vai, agora a ventania forte é que não. Por momentos, na minha imaginação fértil de quem vê muitos filmes, imaginei a água que tinha a acompanhar-me, a levantar-se numa onda gigantesca, tal era o vento, e a devastar tudo ali à volta. Mas, felizmente, tal não aconteceu. Apenas a chuva e o vento intensos continuavam e eu continuava a chegar quase ao ponto B (o ponto A é a saída de casa...), o meu destino a meio do percurso. E cheguei. Cheguei ensopada ao café habitual nestas minhas voltas onde estavam para aí uns vinte marmanjos das Moto-4, todos abrigadinhos do mau tempo. Somos muito valentões mas é a fazer barulhos desnecessários e com vestimentas rijas e tal... Desculpem-me as pessoas das Moto-4 mas é um... 'desporto' que não entendo e que me chateia quando vou a pedalar. É que vou tranquilamente nos meus pensamentos e de repente é uma barulheira infernal.
Bom, tomei café e pirei-me e ainda ouço um dos intervenientes dizer que era melhor irem de bicicleta porque assim aqueciam. E eu que fico sempre calada, não me calei! Olhei para os ditos senhores e disse que realmente a bicicleta eram só vantagens: faz-se exercício, não se gasta combustível nem se faz barulho, e prossegui não dando hipótese para resposta. Mais uma vez a minha imaginação atentou-me com o pensamento de que agora é que iam ser elas, que não tardava nada e aquele grupo de gente barulhenta mais as suas potentes Moto-4 iam fazer-me rasteiras e "perseguir-me"... Mas não, tal também não aconteceu...
40 kms depois estava em casa sem sentir os pés de tão gelados que estavam. Que bem que me soube o banho a escaldar.
E pronto, fiquei revigorada e nada arrependida de ter ido...


1 comentário:

Sol disse...

Quando estamos sozinhas fazemos imensos filmes :) Respira fundo e confia corre sempre tudo bem!