domingo, 22 de março de 2015

Não sei o que me passou pela cabeça...

Ou no caso, pelas pernas...
Saí de manhã cedo com vontade de pedalar mas nem sabia ao certo onde ir. Às vezes estou enfadada de percorrer os mesmos percursos várias vezes mas são os mais seguros para quando pedalo sozinha...
E pronto, lá fui eu, pedalei até ao sítio do costume, onde tomo, habitualmente, café. Aí constatei que tinha pedalado 18,7 kms a uma velocidade média de, curiosamente, 18,7 kms/hora! Achei piada, e pensei que só um(a) nerd da bicicleta é que podia achar graça a uma coisa destas...
Pelo caminho encontro pessoas conhecidas, algumas bem mais velhas do que eu mas que pedalam, também, bem mais rápido do que eu. Perguntam-me se me estou a preparar para as maratonas e eu respondo que não, que pedalo por pedalar, para não perder o ritmo. Contudo, no minuto a seguir, quando me perguntam se vou às provas de BTT que decorrem na nossa zona, respondo que... sim, que vou.
Ora esta! Inconcientemente eu quero melhorar as minhas prestações para ir às provas da nossa zona mas como sou algo lenta, não dou importância, relevo, pois o que for, será...
Nos entretantos tinha ultrapassado uns indivíduos do sexo masculino e quer-me parecer que não descansaram enquanto não me ultrapassaram... Para sorte, ou azar, seguimos pelo mesmo percurso, e eles sempre à minha frente. Contudo, à medida que os quilómetros passavam, começo a notar pela postura que estariam... rotos... e dei conta de que posso não ser mega veloz mas há algo que tenho, e que cada vez noto mais: resistência física, canso-me cada vez menos em distâncias cada vez mais longas...
E vai daí que os passei, num estradão, numa espécie de sprint, para mim tinham passado 40 kms, para eles não sei. Só sei que nunca mais os vi...
Pensei em pedalar até ali mas quando lá cheguei era cedo e pensei que, afinal, podia ir até lá acima, e fui... E foi maravilhoso, era como se as minhas pernas pedissem mais e pedalei, pedalei, até chegar ao mar. Inspirei o ar com cheiro a maresia, tirei fotos, contemplei o mar, enchi os pulmões daquele ar e regressei a casa, por alcatrão, eu e a minha bike de BTT, que não tenho outra...
Diria que foi uma volta 50/50 no que à estrada e aos trilhos diz respeito.
No fim, e sem pilhas no conta quilómetros, portanto, não sabia bem a quantas andava, cheguei a casa com 72 quilómetros pedalados em quatro horas - dados da aplicação que uso, achei que tinha sido muito bom, mesmo não sendo mega rápida...
É como se a ida a Fátima tivesse aberto a minha inspiração e confiança em mim mesma, bem como tivesse aberto a porta para uma melhoria da minha condição física...
Agora não posso, nem quero, mesmo parar...

1 comentário:

Sol disse...

E com as provas chegam novos desafios e novos objectivos e por conseguinte novo entusiasmo. Força! Bjinho