domingo, 11 de fevereiro de 2018

Carnaval

Era tudo bem mais simples quando era criança.
A única "problemática" carnavalesca que existia era chatear a minha mãe para irmos cedo para arranjarmos lugar à frente nos bailes de Carnaval que decorriam na sociedade recreativa ao pé do sítio de onde vivíamos.
Isso e mascarar-me. E arranjar papelinhos e serpentinas. E encher a bisnaga com água...
Agora... agora é pensar que amanhã me esperam milhentos e-mails e papéis porque estive ausente dois dias em serviço noutro local.
É pensar que amanhã não fico em casa nem faço 'ponte'.
É pensar no que vestir, no que cozinhar, no que comprar no supermercado, na roupa que não seca, no ir ao ginásio, no carro que tem que ir à inspeção e que de cada vez que vem da Oficina, acende uma luz nova.
É pensar nas contas, é pensar na vida real.
É pensar que às vezes parece que está tudo de pernas para o ar.
É pensar que a vida tomou um rumo estranho e que ao invés do Amor, a Vida sim, é um lugar muito estranho.
Ah, que saudades do Carnaval da minha infância...
E estalinhos. E balões de água.
Isso é que era...

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