terça-feira, 2 de outubro de 2018

Cadeira de rodas, mas não a motor.

Ontem foi dia de andar dum lado para o outro, entre o Oeste e Lisboa e Lisboa e o Oeste.
Saí do trabalho, ao fim da tarde, e fui logo para o Hospital, em Lisboa, onde a minha mãe me esperava.
Estacionei no parque do Hospital, percorri inúmeros corredores, passei por imensa gente, apanho o elevador, e eis-me chegada ao meu destino.
Tratámos de todos os formalismos com vista à alta da minha mãe, trouxemos os seus bens e eis que me lembro de levar a minha mãe até ao carro numa cadeira de rodas.
Tal era possível se deixasse na enfermaria toda a papelada e voltasse para devolver a cadeira e levar então a papelada.
E aí vamos nós pelos corredores, elevadores e gente e mais gente que se atravessava no nosso caminho.
Para além de ir a empurrar a cadeira de rodas com a minha mãe sentada nela, levava também o seu saco com roupa, medicação e a tal papelada.
Durante o percurso apercebo-me em como é difícil transportar alguém numa cadeira de rodas.
Ou isso, ou a minha falta de jeito porque nos instantes iniciais, a cadeira fugia para o lado e às tantas pensei que a minha mãe ainda iria partir outro osso qualquer à conta da minha aselhice com a cadeira de rodas...
Mas não. Consegui levar a minha mãe até ao carro, intacta, e aí, saindo do Hospital, deparamos-nos com os obstáculos da rua: passeios, gente, carros, gente, relevos no chão, poucas rampas, gente, carros e pouquíssimo espaço para se conseguir passar com a cadeira de rodas por entre os obstáculos, e a trepidar com a irregularidade do piso.
De facto, só quem está nas situações compreende o que se passa...
Naqueles instantes desejei que o chão fosse completamente liso, sem buracos ou pilaretes, sem gente, sem mais nada para chegar até ao carro de forma tranquila e sem sobressaltos...
Bom, mas lá chegámos ao carro onde a minha mãe ficou sentada à espera enquanto eu percorro tudo novamente para devolver a cadeira.
Volto novamente de lá até à rua, pago o parque, meto-me no carro e toca de vir para o Oeste porque nestes dias a minha mãe precisa de ajuda e de amparo...
Demorámos uns 40 minutos entre o Hospital e a entrada na A8, já estava saturada!
Gosto tanto de Lisboa mas o trânsito... ai o trânsito...
Depois foi sempre a andar e eu fiquei elétrica com isto tudo...
Sim, para recuperar trouxe a minha mãe para a minha casa.
Para a semana voltamos a uma consulta no Hospital e logo se verá...
Às vezes sou tão insegura no meu dia-a-dia e nem sei porquê.
Tem dias em que faço de super mulher, e não sei...

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