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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O meu filho e o parque infantil...

Aquele momento em que estás num parque infantil e dás conta de que o teu filho começa a parecer um "matulão" ao pé das crianças mais pequenas que por lá andam: esse dia chegou...
A pouco mais de um mês de completar 11 anos, é quase estranho constatar que o nosso filho, que ainda "há tão pouco tempo" era um dos pequenitos que se divertia pelo parque, é agora dos mais crescidos ainda que tenha idade para o frequentar...
De repente vejo as mães a correr atrás dos seus filhos pequenos e o meu anda por ali à vontade e parece-me imensamente crescido...
Ainda assim chama-me para ir para o pé dele...
O tempo está a passar demasiado rápido... 


terça-feira, 25 de julho de 2017

Teen Blog...

Longe vão os tempos em que tive um "Babyblog"... 
Foram tempos trabalhosos pois cuidar de um bebé não é fácil mas por estes dias acho que devia criar uma espécie de "Teen Blog"...
As atitudes e reações do meu filho à beira de completar 11 anos, deixam-me muitas vezes surpreendida e à beira dum ataque de nervos...
Para onde foi o meu bebé, rezingão é certo, mas que podia ser "dominado", salvo seja...
Quase com 11 anos, está a crescer a olhos vistos e esta espécie de... "independência" começa a... "fazer-me confusão"... 
Tem amigos, o que é bom, mas parece querer muito a sua companhia.
Dá-me respostas 'tortas' e tem sempre argumentos e "contra ataca" aquilo que lhe digo ou mando fazer...
Tudo isto torna-se quase exasperante porque eu não quero o meu filho só para mim, contudo, não estava à espera deste "grito do Ipiranga" tão cedo...
Depois penso em muitos aspetos à nossa volta, penso em mim como pessoa e como mãe, penso na separação, no divórcio, no pai, nas pessoas que estão nas nossas vidas...
O meu filho sempre foi algo 'rebelde' e nada resignado, como a mãe foi em criança, adolescente e até em adulta, mas agora esses traços têm estado a ficar mais... vincados...
Às tantas pergunto-me se é dele, da idade, se "faz parte", se é, ou foi, da separação, se é de mim e por aí fora...
Depois leio estas "coisas" e parece que aquilo que refiro, está tudo lá...
Fico muitas vezes cansada e triste com as suas reações.
Fico muitas vezes alegre e feliz com a sua companhia e a sua meiguice, com as suas conversas pois é uma criança conversadora, que tem sempre assunto e que gosta de... conversar...
Quando penso que tudo foi tão rápido e no que lá vai... Sei que já passou e já foi mas penso muitas vezes como seria a nossa vida, fechados num prédio, algures num apartamento nos arredores de Lisboa ao invés de estarmos aqui pelo Oeste quase rural...

Foto tirada no dia em que o filhote completou 3 meses.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

10 anos não é assim muito tempo & a Felicidade

É que às vezes o filhote dá-me respostas em que pareço estar a conversar com um adulto e não com uma criança a caminho dos 11 anos.
O "enquadramento" deste pequeno e breve 'post' é que o filhote foi para um acampamento durante alguns dias.
Como em tudo na vida, e principalmente na vida chata dos adultos, houve lugar a desentendimentos, a pequenas confusões, amuos e chateações entre os 'campistas mais próximos', vulgo, que estavam a partilhar a mesma tenda...
Que tenho um filho com ideias fixas, isso já eu sabia, contudo, depois de ouvir de um lado e de outro, tenho o meu filho ao telefone que não muda de ideias relativamente à sua "posição" e ao que o levou a tomar essa posição, tem argumentos em relação ao outro lado-supostamente-ofendido-com a sua posição, e não arreda pé do que diz e sente.
No fim diz-me: "Não mãe, eu não vou mudar de ideias nem vou fazer isso porque em nada contribui para a minha felicidade.".
Ora toma e embrulha... Por instantes fiz um silêncio ao telefone porque não só estava a dar razão mentalmente ao meu filho como me apercebi que, efetivamente, isto era algo que eu devia ter feito ao longo da minha vida e muitas vezes não fiz, sempre a querer agradar aos outros ou com medo de desiludir ou melindrar ou de não agradar, acabei quase sempre por não fazer o que eu queria ou sentia mas sim as coisas de forma a não desapontar os outros.
Já o meu filho, admiro-o por isso. Ainda que às vezes me enerve e me contrarie, admiro-o por ter posições fortes, seguras e ter sempre contra argumentos. Admiro-o ainda mais por fazer aquilo em que acredita relativamente a um problema que surja...

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Tinha deixado o filhote na Escola depois de termos saído de casa um pouco mais tarde do que é costume.
Assim, não houve tempo para irmos ao pão enquanto eu bebo um café e o filhote come mais qualquer coisa depois de ter tomado o pequeno-almoço em casa. Não sei se é da idade mas a verdade é que o apetite está em altas pelo que come muito mais do que era habitual.
Entrei com o filhote na Escola à procura do casaco de fato de treino esquecido a meio da semana e já procurado por mim, por ele e por pessoas da Escola. Nada feito. Ficou o pedido. Vão voltar a procurar.
Venho a sair e dou de caras com a Diretora de Turma, ainda bem - pensei eu - pois precisava mesmo de falar com a Professora. Foi tudo a correr mas para a semana vamos falar melhor. Tenho um filho inteligente e com bom aproveitamento mas que não consegue estar quieto nem calado nem com muita atenção... E se no 1.º Ciclo a Professora ia tolerando tudo isto, agora no 2.º Ciclo, com diversos professores, já não é bem assim, e eu compreendo que assim seja. Afinal, eu própria tenho consciência do filho que tenho e sei bem que não consegue estar "parado" muito, ou melhor, nenhum tempo...
Saio da Escola e o tempo está cada vez mais cinzento, na rua e na minha cabeça... 
Sento-me no carro e dou à chave para seguir viagem até ao trabalho.
Pelo caminho vou onde não ia há algum tempo tomar café e comprar pão. Ao lá chegar, uma tristeza imensa invadiu o meu corpo e a minha alma, por tudo e por nada...
Saio do carro, completamente absorta nos meus pensamentos, já chuviscava quando me apercebo que um senhor, velhote e de muletas, deixou cair os seus  boletins do Euromilhões, outros tantos papéis e dinheiro. Com o vento que estava, começou tudo a voar e eu voei a correr para o ajudar pois o senhor teria imensas dificuldades em se agachar.
Corri para cima dos boletins e dos papéis e apanhei logo a nota de 20€ que lhe dei imediatamente.
Salvaram-se os boletins preenchidos, os outros eram apenas papéis ao vento, sem nada e sem importância...
Talvez isto não tenha sido nem um minuto da minha vida mas passei de estar absorta e centrada no meu mundo para ajudar alguém e a verdade é que me fez bem desconcentrar de mim mesma...
O velhote fartou-se de agradecer e eu só pensava que o dinheiro poderia fazer-lhe mesmo falta. Imaginei a minha mãe sem ajudas e pensei no meu pai que já não tenho...
Contudo, o dia continua cinzento e feio, lá fora e na minha cabeça...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Acordei assim-assim

Acordei assim-assim depois de uma noite mal passada e mal dormida cujo início do sono foi interrompido pelo filhote que, assim de repente, se lembrou que se tinha esquecido dos trabalhos de casa de Português e que os fazia de manhã, antes da aula. 
Mas é que nem pensar, disse eu!
Toca a acordar do sono que mal tinha começado, a acender a luz, a ir buscar mochilas e cadernos, lápis e papéis.
E assim, às onze e tal da noite, ali estávamos os dois a ler e a fazer trabalhos sobre parte do livro de
Virginia Woolf , "A viúva e o papagaio". Ainda acabei eu a ler alto parte do livro e ali ficámos os dois de volta das leituras.
E assim sendo, como estava a dizer, acordei ensonada e cansada, depois de um fim de semana sem Sol e sem bicicleta. E como me custa não pedalar durante o fim de semana... É que agora com os dias curtos não o posso fazer noutro dia da semana, a não ser que seja feriado...
Ainda que não tenha pedalado durante sábado e domingo, na semana que passou 'fartei-me' de ir ao ginásio pois só não me exercitei num dia da semana. De resto, fui sempre à hora de almoço e à noite fui na sexta-feira que é quando estou mais liberta. E foi algo intenso. Na sexta-feira ao fim do dia, depois de uma semana de trabalho, corri na passadeira, fui um bocadinho para as máquinas, fiz uma aula com pesos e exercícios com o peso do próprio corpo e ainda o famigerado Cycling...
Escusado será dizer que ao serão estava algo "k.o." com tanto exercício de impacto profundo mas... soube bem...
Mas como estava a dizer, e nunca mais lá chego, acordei assim-assim, mas depois chego ao mundo virtual e deparo-me com fotografias e sentimentos de uma colega que perdeu o filho adolescente. Isso sim é um problema e o meu acordar assim-assim torna-se em nada num instante...

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Ontem fui a Lisboa...

Como o filhote fazia anos, e a seu pedido, ontem à tarde rumei a Lisboa para ir buscar a avó para nos vir fazer companhia durante uns dias.
Ia tudo muito bem na viagem, enquanto me deliciava a ouvir música num volume considerável, na Autoestrada A8.
Pois eis que chego ao famoso Túnel do Grilo e noto que havia alguma lentidão no trânsito... Eis senão quando havia mesmo duas ou três filas de trânsito lento... E assim se manteve até conseguir sair dali para onde queria...
Neste espaço de tempo já desesperava com a lentidão do trânsito e com o ar quente e abafado que se fazia sentir e isto são duas coisas que não tenho tido no Oeste: trânsito congestionado e clima quente...
Dei por mim a transpirar e a desesperar e só a pensar como era tranquila a minha vida no Oeste, ainda que adore Lisboa na mesma...
No fim de contas, demorei quase tanto tempo a ir do Túnel do Grilo até à casa da minha mãe, como vir do Oeste até ao famoso Túnel...
Isto roubou-me tempo e paciência e a ideia de que cada vez menos penso em regressar a Lisboa, uma ideia que me assolava a mente nos primeiros tempos da mudança para o Oeste... Até poderá vir a acontecer mas... para já isso está posto de parte...
Já me (nos) habituei aos ritmos e 'facilidades' de viver no Oeste: tudo próximo de casa e do trabalho, não há complicações de trânsito ou de estacionamento, quando muito, há um tractor que provoca alguma lentidão no percurso, não há um clima abafado e saturante, geralmente, os parques de estacionamento não se pagam nas duas primeiras horas, não há barulho ou confusões de gente, a Escola, o ATL e as atividades extra-curriculares são próximas e está tudo muito bem organizado, sem ser excessivamente caro and so on...
Já para não falar da bicicleta e dos trilhos e dos percursos que há por aqui, fora do alcatrão...
Se eu quiser, posso vir trabalhar a pedalar...
Quando vou a Lisboa só reparo é nas multidões de gente que se amontoam por todos os lados, o imenso trânsito, tudo se paga, o estacionamento é a loucura total, os barulhos, os ruídos, a poluição pelo ar...
Adoro Lisboa mas... acho que a passei a adorar para... visitar...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

10... 10 Anos...

Dez anos... hoje é o teu dia filhote, duas mãos cheias de anos...
Acordámos os dois às três da manhã, eu aflita para fazer xixi, tu a perguntares as horas. E assim te cantei baixinho os parabéns àquela hora da madrugada, em que já tinhas nascido, pois vieste conhecer o mundo à meia-noite e meia...
De manhã levantámos-nos e deixei-te uma prenda na mesa do pequeno-almoço com um cartão de Parabéns feito por mim... Desde que me lembro que te coloco uma prendinha na mesa logo de manhã porque sei que gostas e ficas contente com a surpresa...
Ainda assim, fui depois buscar a outra prendita que tanto querias, e aí sim, ficaste imensamente feliz...

Começo a pensar na vida e que, talvez um dia quando fores adulto, recordes que o aniversário dos 10 anos foi o primeiro que passaste com o pai e a mãe separados, divorciados... Creio que são memórias que irão ficar... que ficam... Mas fazemos tudo para que estejas e fiques feliz... O Amor e a relação entre os pais acabou, mas para contigo, o nosso Amor será eterno...
Contigo aprendi o que é o Amor puro e infinito e ter alguém que nos faz lutar pela vida com uma força imensurável mesmo quando tudo parece correr menos bem... 
Muitos parabéns meu amor, desejo que este dia seja eterno nas nossas vidas e nos nossos corações. :-) <3 span=""> — a celebrar o aniversário do meu filho.

O filhote quando estava na maternidade, acabado de nascer... :-)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Há dez anos atrás...

Há dez anos atrás estava internada na Maternidade à espera que o filhote nascesse...
O internamento deveu-se ao facto de ter a tensão alta e vai daí que dei entrada na Maternidade a 23 de outubro de 2006 para ver se o rapaz saía mais depressa. Contudo, já naquela altura deu para perceber como era teimoso pois só se dignou a vir conhecer o mundo três dias depois, apesar da medicação que me deram para acelerar o parto...
E hoje, dez anos depois, aqui estamos às voltas depois de tantas voltas que a vida deu...
Nunca pensei que o tempo passasse tão depressa e muito menos imaginei tudo o que se viria a passar no espaço destes dez anos: a mudança de vida para o Oeste, a morte do meu pai, o acidente de bicicleta, o divórcio...
Assim é a vida, sempre a surpreender-nos...
Às vezes ponho-me a ler o blog onde escrevi sobre a gravidez e o nascimento do filhote, e recordo-me tão bem de tudo aquilo, que mais parece que se passou ontem.
Se fechar os olhos, consigo visualizar tudo e colocar-me onde estava...
Dez anos... Daqui a dois dias terei um filho com duas mãos cheias de anos...


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Conversas...

Ultimamente filhote conversa ainda mais do que era habitual.
Sempre foi conversador mas agora está ainda mais, não sei se é de se aproximar dos 10 anos, afinal, falta um mês para o seu aniversário, mais coisa, menos coisa...
Ontem ao jantar não foi exceção e no meio de tantos assuntos, claro, acabamos a falar na Escola.
Entre outras coisas, diz-me que as meninas se preocupam e se dedicam mais aos estudos, e que os rapazes são menos interessados e dedicados em relação à Escola.
"Mau"... (pensei eu, mas nada disse... deixa cá ver o que vai sair daqui...).
E vai daí que concluí dizendo que com ele era diferente, que da turma dele era o rapaz com melhores notas e tudo porque eu (a mãe...) puxo por ele e estudo muito com ele...
Fiquei assim a olhar para ele, primeiro sem saber o que dizer, e depois lá lhe disse que aquela "teoria" de que os rapazes eram menos dedicados à Escola e menos "inteligentes", não era bem assim... Dei-lhe exemplos de Cientistas, Professores e outras áreas em que os indivíduos do sexo masculino se tinham evidenciado e em que eram pessoas dedicadas àquelas causas e temas...
Também aproveitei para "ralhar" ao dizer-lhe que nem pensasse em utilizar aquele 'argumento' dos rapazes serem mais distraídos como uma desculpa para se dedicar ou interessar menos pela Escola...
"Mau"...