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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Toucas & Capacetes

Hoje estou particularmente feliz com uma decisão simples que tomei e com a ação que daí decorreu.
A verdade é que ontem, muitos anos depois de o ter feito, voltei à piscina para nadar, boiar, mergulhar e fazer o que podia numa pista livre, numa piscina sem pé, e com um braço que não funciona plenamente.
Isto quer dizer que o meu braço não roda na totalidade e desde o acidente de bicicleta que não tinha voltado a tentar nadar "mais a sério" com medo de não conseguir e de outras coisas mais.
Contudo, consegui.
Consegui nadar, não como nadava outrora mas consegui fazê-lo apesar de algumas dificuldades e limitações.
Nadei essencialmente de costas por forma a não ter que utilizar o braço em rotação para o fazer mas, ainda assim, fui perdendo os medos e lá arrisquei a rodar o braço.
Não deu para rodar como seria 'normal' mas consegui um impulso e uma força, vindos não sei de onde, que me levaram a nadar ainda mais rápido.
O fato de banho e a touca foram comprados há uns dias só a pensar na ida à piscina.
Na verdade, é preciso recuar até um pouco mais no tempo dos pensamentos desta decisão.
Há cerca de um mês e meio desisti do ginásio onde andava há sete anos. Comecei por faltar inúmeras vezes, coisa nunca vista em mim, e depois comecei a aborrecer-me com as correrias da hora de almoço a caminho do ginásio e a vir trabalhar.
Ao fim do dia começou a não haver disponibilidade e vontade para lá ir, ora porque ia pedalar na minha bicicleta (de BTT) depois do trabalho, e também porque, entretanto, passei a ir a pedalar para o trabalho, pelo menos três ou quatro vezes por semana, numa bicicleta elétrica.
Posto isto, constato que a minha cabeça passa a vida por entre toucas e capacetes, o que só por si me favorece imenso... ou não...
Vou voltar à piscina com toda a certeza, não só pela enorme sensação de bem estar e de paz de espírito ao estar na água mas também para 'insistir' com o meu braço e dar às perninhas.
Conto ir num regime livre, sem aulas, e depois logo se verá.



quinta-feira, 12 de abril de 2018

Memórias sem filtros mesmo sabendo que isto não interessa a ninguém

Faz hoje 5 anos que fui operada ao ombro depois da queda brutal de bicicleta que tinha tido uma semana e uns dias antes.
Bem sei que isto não interessa a ninguém mas acontece que hoje está de chuva, está frio e o dia está cinzento pelo que não sei o que escrever e assim fica um registo para memória futura.


Aqui está a super placa com o meu nome e que tinha a data de entrada no Hospital. Falta o ano mas foi em 2013.



Aqui está um dos lanches dados antes de dormir, era uma espécie de ceia e por muito simples que fosse, sabia-me sempre pela vida...



O que via das janelas do edifício onde fiquei internada.



Nos dias de internamento, andei a pôr a leitura em dia, para me distrair e para ver se o tempo passava mais depressa.



Mais uma das vistas que via enquanto deambulava numa espécie de 'passeio' pelo Hospital.



Este cartão foi-me dado por uma boa amiga, aliás, para além da minha família, ela e a sua família, foram as únicas pessoas que me foram visitar ao Hospital.



Mais uma das vistas e um pombo que andava por ali.



Mais leituras e aqui na própria da cama do Hospital.


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Efeméride(s)...

04/04/2013 - Faz hoje 5 anos que me esbardalhei na bicicleta. 
Foi o acidente ou o 'evento' mais brutal, de bruto, que tive na vida. 
Dor e agonia eram as palavras de ordem e em que fiquei quase parada durante 5 meses... Ficaram a placa e os parafusos entre o ombro e o braço. Tudo isto é, foi, impossível de esquecer... 

04/04/2018 - Aqui ando eu com um monitor Holter para confirmar, ou desmentir, se os meus batimentos cardíacos são ou não são irregulares, se se confirma, ou desmente, a possível Arritmia cardíaca mas ao contrário, ou seja, com batimentos cardíacos (muito) mais baixos do que era suposto...
Como me deu para a parvoíce, desviei as blusas para a foto mas no meu dia à dia ninguém se apercebe que carrego o aparelho e muitos fios comigo... 
Lembrei-me também que podia puxar dum fio e rebentar tudo, como se uma terrorista fosse...
Parvoíces...!

Enfim, grande dia, hein...?



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Depois de quase 4 meses...

Depois de quase 4 meses de ausência, voltei ao ginásio.
Sim, eu sei, nem parece meu apanágio mas o tempo passou e não voltou e eu não me voltei a exercitar como fazia...
E o mesmo se passou em relação à bicicleta. É incrível mas não pedalo há 3 meses.
Não me recordo de ter pausas deste género no que ao ginásio e à bicicleta diz respeito a não ser quando tive o acidente de bicicleta e em que estive "de baixa" quase 5 meses...
Perdi a vontade, a motivação e a paciência para me exercitar. Deixei de ver resultados e dei conta que estava sempre a ganhar peso, e não a perder como seria expectável numa pessoa que tanto se exercitava e corria dum lado para o outro, como eu...
Claro que como (muito) bem, não o nego, mas também não ando para aí a comer bolos ou a enfrascar sumos...
Quanto à bicicleta, desmotivei um bocado porque também não via evolução alguma na minha "performance". Tanto tempo a  pedalar e a evolução foi nula, nem mais depressa, nem a fazer subidas como uma trepadora, sempre cheia de medo nas descidas e caminhos mais técnicos por causa do trauma da Queda, enfim... Claro que quero e gosto é de pedalar de forma livre por aí, as provas de BTT já pouco ou nada me dizem, não me apetece 'stressar' com competições ou pagar para pedalar em sítios que já conheço como a palma da mão...
Acho que desmotivei com isto tudo mas hoje eis-me regressada ao ginásio.
Neste meses não parei completamente, andei muito a pé e fiz caminhadas mas... não é a mesma coisa... O mais curioso é que o peso se manteve mais ou menos na mesma. Ou seja, deixei de fazer exercício que nem uma maluca e o peso manteve-se...
Confesso que me dediquei mais à "boa vida", ao "dolce far niente", aos passeios, aos petiscos, às comidas saborosas, conheci sabores e texturas novos tanto na comida como na bebida (não me tornei numa bêbeda, ok, mas passei a apreciar bebidas que não conhecia e que tão bem acompanham determinadas comidas...), e decidi não 'stressar' caso não fosse possível ir pedalar ou ir ao ginásio porque dei por mim a aproveitar a vida duma maneira diferente, como nunca o tinha feito e em excelente companhia...
Na verdade, deixei-me ir, deixei-me levar, deixei que me levassem para as coisas boas da vida, deixei que me dessem a conhecer os lados bons da vida...
Mas hoje no ginásio corri na passadeira e estive um bocadinho nas máquinas.
Não me custou muito mas transpirei que me fartei... Agora... Agora é para continuar...

terça-feira, 4 de abril de 2017

4 anos - há coisas que não deviam ser relembradas mas...

Faz hoje quatro anos que me esbardalhei na bicicleta e durante o mês de abril de 2013 escrevi vários 'posts' sobre a queda e a operação...
Na semana passada revi tudo por dentro novamente, e agora avivam-se as memórias ainda que seja tudo para retirar cá para fora...
O primeiro post que escrevi na altura sobre o assunto, a 07/04/2013 dizia:

"Custa-me mesmo muito escrever"
E faço-o muito lentamente com a mão esquerda.
Quando melhorar virei relatar melhor o que se passou.
Neste momento tenho tudo semi suspenso. Na quinta-feira passada tive uma queda brutal da bicicleta. Caí violentamente sobre o alcatrão e sobre mim mesma.
Naqueles instantes de segundos do impacto pensei duas coisas: parti os dentes todos e vou ter com o meu pai... O capacete ficou sem a parte que o enfeita, a colorida que saltou com a brutalidade da queda.
Afinal o meu queixo, nariz, boca e joelho, ainda que visivelmente feridos, foram mais fortes do que o meu ombro que está partido em três sítios e que tem que ser operado com material específico que de momento não há no hospital para onde fui levada para as urgências pelos Bombeiros a quem agradeço todo o apoio e auxílio,
Não cheguei a desmaiar mas as dores eram insuportáveis. Tiveram que me cortar a roupa por causa do joelho e do braço e do ombro... Valeu-me a boa pulsação e tensão arterial, de desportista disseram os Bombeiros...
Na Ortopedia gritei mais e tive mais dores do que as que tive a parir, quando me endireitaram o braço...
Não sei como vou estar tantos meses sem poder pedalar e sem poder fazer exercício como tenho feito até aqui...
Tanto trabalho a perder peso e a ganhar forma física e em segundos isso vai-se...
Estou dependente para me calçarem, partirem a comida e outras coisas às quais não ligamos nenhuma a não ser quando não as temos...
Amanhã volto ao Hospital para saber se já me podem operar. Senão não sei se espero ou se me 'piro' para Lisboa...
Às vezes parece que a vida se encarrega de nos fazer parar quando estamos quase a crashar mas era escusado fazê-lo de forma tão dolorosa...
Perdi o meu pai e agora 'perdi' a bicicleta que me mantinha sã... Foram-se as provas em que já estava inscrita e tenho muito medo de engordar e de perder tudo o que consegui até aqui...
2013 está a ser um ano de merda...
Não imaginam quanto tempo demorei para conseguir escrever isto...
Mas está tudo 'bem', estou consciente, ando, falo e penso...A cara, essa, bom, tem mazelas, o joelho também, o ombro nem se fala e a minha alma nem sei bem como está. Estou impaciente e farta...
Incrivelmente nunca chorei, não verti uma única lágrima em todo este processo...
Eu volto quando me custar menos a escrever..."

sexta-feira, 31 de março de 2017

Que saudades eu tinha disto tudo... ou não...

Por causa das dores que venho sentindo no ombro e no braço, e por causa do que se passou no ginásio em que senti dores lancinantes nessa zona, hoje então foi o dia de ir a uma consulta de Ortopedia.
Quatro anos depois - é que no dia 04 de abril faz quatro anos que caí / me esbardalhei da bicicleta -, o médico acha que "está tudo bem" mas que o recomendável era tirar isto tudo para voltar a ganhar agilidade no braço e no ombro e porque um dos parafusos decidiu ser mais acutilante e roçar pelos ossos, e é isso que me provoca alguma dor...
Não é nada de urgente ou que tenha que ser, mas o médico considera que seria mais benéfico para mim e para a minha agilidade retirar isto tudo...
A minha preocupação foi o tempo de recuperação porque quando isto tudo se passou, foram cinco meses que estive parada e sem trabalhar...
Agora o médico falou-me num dia ou dois de internamento, mais duas semanas de recuperação em casa e que, como trabalho sentada com um computador à frente, posso vir trabalhar de seguida...
Sendo assim, vou pensar no assunto, e quando for possível volto para uma consulta e para se agendar a operação...
É a vida...


segunda-feira, 6 de março de 2017

Movimentação na placa, mas não dentária ou tectónica...

Na sexta-feira ao fim do dia, e depois de uma semana de trabalho intensa, saí (do trabalho...) rumo ao ginásio tendo em mente fazer as duas aulas do costume, uma mais de força e tonificação e depois o querido e adorado Cycling.
Não fazia a aula mais localizada há algumas semanas mas não tenho estado parada... Tenho ido exercitar-me à hora de almoço e, quando tem dado, tenho pedalado um bocadinho...
Nunca tive problemas em qualquer exercício ou aula no que ao meu braço e ombro diz respeito...
Contudo, não sei o que se passou mas a verdade é que senti-me mal no final da aula... Quase todos os exercícios incidiram sobre os braços e os ombros, com pesos incluídos, e só sei que aquando do relaxamento comecei a sentir uma dor profunda no braço, senti como que a placa e os parafusos que tenho entre o ombro e o braço, a movimentarem-se...
A dor foi tão intensa que tive que pedir ajuda e quase desmaiei deitada num colchão na sala de aula.
Fiquei muito branca e tive suores frios.
Ainda ouvi alguém dizer para chamar o 112 mas eis que entretanto chega o Fisioterapeuta que me pediu para indicar onde é que eu tinha a placa... e os parafusos... assim e o fiz e em segundos ele tocou-me ali e aquilo até estalou, ouviu-se mesmo.... Mas a partir daí melhorei e a sensação de desmaio passou...
Tinha a senha para ir fazer a aula de Cycling mas decidi voltar para casa...
Tomei banho e vesti-me com a ajuda maior do braço e mão esquerdos, tal era o medo de voltar a ter dores ou que "aquilo" saísse do sítio...
Nunca imaginei que isto pudesse acontecer, que quase quatro anos volvidos sobre a operação, eu sentisse que aquilo está ali no meu corpo e que, aparentemente, se mexeu um bocadinho...
Tenho que ter cuidados redobrados com os exercícios para os braços e ombro e com pesos e, segundo o Fisioterapeuta, fazer um raio-x o quanto antes...
E tempo...? Estou apinhada de trabalho, há consultas e exames para a minha mãe fazer e em que a tenho que acompanhar, o filhote, e por aí fora...
O Fisioterapeuta, sem me conhecer de parte alguma, disse logo que eu estava quase em choque só por relembrar tudo o que passei naquele processo.
E a verdade é que tinha razão. Só de me lembrar de tudo, só me ocorre uma palavra para o efeito: dor, dores, muitas dores...
A placa mexeu-se e a partir de agora não sei como será... se calhar é como um sismo eminente... vai dando sinais e mexendo devagarinho até que chega um dia em que dá de si... E se assim for, sei que não aguentarei com tamanhas dores...

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Transpirar a equilibrar

Há cerca de duas semanas que não fazia este tipo de exercícios pelo que quando regresso aos mesmos, custa sempre mais um bocadinho a fazer...
Ganhar equilíbrio e flexibilidade dá trabalho e faz transpirar mas... sabe bem e parece que alivia a tensão muscular e 'corrige' o nosso esqueleto...
Quando deixo de fazer estes exercícios, as costas e os braços ressentem-se pelo que quando tenho que esticar os braços no ar, o braço que está limitado pela placa, parafusos & companhia Lda., está mais limitado, já não dá tanto de si nem se estica tanto como era habitual...
Também dói, é certo, mas há que insistir e não desistir.
Por vezes, quando estou em prancha ou noutros movimentos apoiados nos braços, até vejo as estrelinhas com as dores lancinantes que sinto no ombro mas... ninguém se apercebe de tal dor. Guardo-a para mim...

(imagem via Pinterest)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Lá havia de calhar...

Há muito tempo que não caía da bicicleta pelo que neste fim-de-semana foi o dia... E ainda por cima na estrada... Nos instantes de segundo em que a queda se deu, só me lembrei de "A Queda", quando parti o ombro, há três anos atrás... Foi em segundos que o meu corpo se estatelou no chão e como caí de barriga para baixo, o instinto primário e primitivo levou-me a levantar o ombro, o mais que conseguia, do... chão... Desta vez a queda foi amparada por um joelho que ficou completamente dorido e ferido... 
Os 'leggings' de ciclismo ficaram com um buraco no sítio do joelho e na outra perna o calção também se rasgou um pouco...
Na altura não foi tanto a dor que me perturbou... Foi mesmo o reviver da outra queda... Fiquei como que apática só ao pensar no outro "processo doloroso"...
Isto já foi no sábado e no domingo até fui dar outra voltita de bicicleta mas hoje, não sei se é do tempo cinzento e fresco (e deprimente...) que se abate pelo Oeste, estou para aqui cheia de dores, nem tenho uma posição confortável para a perna visto que estou sentada o dia todo no trabalho...
Tenho tratado da ferida mas começo a achar que não é suficiente...
Enfim, aventuras e desventuras de quem pedala... Até porque neste fim de semana foi possível pedalar na sexta-feira, no sábado e no domingo...
E regressa a falta de vontade de ir ao ginásio e a vontade imensa de andar para aí a pedalar mas... na rua...

Aqui as pernas e o joelho recém ferido...


Aqui está o joelho no dia seguinte, "ao ar" e já limpo e 'tratado'...
Olhem só as parvoíces de que uma pessoa se lembra nestas alturas: ainda bem que não precisava de fazer depilação por estes dias...
:P

E aqui está a primeira pedalada noturna com a estreia absoluta e real das luzes para a bicicleta que, até ver, estavam lá por casa a ganhar pó... Nunca tinha pedalado de noite "mesmo"... 
Este passeio começou por volta das 18:30 e como foi tudo nas calmas, chegámos a casa lá para as 22:30. Ajudou também o facto de a noite não estar fria e desagradável, ao contrário do que é costume no Oeste... Foi muito divertido e libertador...
E tudo isto foi possível graças à 'paciência' do meu bom amigo P. a quem agradeço a boa companhia e companheirismo nas pedaladas que temos feito em conjunto :-)



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Apetece-me dizer "Oh My God" ou então dizer "mas que raios vem a ser isto...?!"

Bom...
Voltei à Nutricionista... Não à mesma que me levou a perder 26 quilos mas a outra... Até ia um pouco céptica mas afinal, depois até acho que correu bem...
Apetece-me dizer "Oh My God" ou então dizer "mas que raios vem a ser isto...?!" porque, duas semanas depois da avaliação física no ginásio, e ao pesar-me na Nutricionista, constato que tenho ainda mais 700 gramas do que tinha...
O meu peso chegou outra vez a um ponto em que não está realmente bem, como se fosse um ponto de não retorno que me faz parar e refletir e querer mudar algo sobre isso...
Fico triste comigo, por andar a comer tanto, e por ser tão fácil ao meu corpo ganhar peso...
Vai daí que na consulta fiquei mais ou menos com as mesmas orientações da minha "antiga" Nutricionista... Anotámos o peso a perder: 12 quilos, para ficar com o peso que tinha quando me sentia bem e que atingi no processo de emagrecimento e que nunca mais foi o mesmo depois do acidente da bicicleta - e sim, também falámos disso e das suas implicações...
Tenho que mudar alguns hábitos porque o meu problema são mesmo as quantidades às refeições e o pão branco...
De resto, até tenho alguns hábitos que ajudam a ter uma alimentação regrada, mas pronto...
Comprei outro pão, outras bolachas e tenho que regressar à sopa e às saladas no final duma refeição.
Eu até sei isto tudo muito bem porque foi assim que perdi quase 30 quilos, a comer sopa, prato e salada... Não sei por que raios agora descambei neste peso absurdo que se nota a milhas no rabo e na coxa...
Sim, porque toda a gente diz que estou muito bem mas eu é que sei o que sinto em relação às roupas... voltou aquela sensação de não gostar de me ver com nada e de só querer roupas pretas...
Parecia uma tontinha à hora de almoço às voltas no supermercado para comprar as 'novas' bolachas e mais meia dúzia de coisas, incluindo legumes e vegetais, para os voltar a incluir na alimentação...
Assim de repente, só não me agradam muito os lacticínios e os cereais...
Manteiga... sim... mas sem sal...
Ai... nada de molhos e muito menos de pão às refeições e fora delas...
Ouch...!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Onde fui passar hoje...

À porta do Hospital Termal de Caldas da Rainha onde estive internada uma semana, em 2013, por causa do acidente da bicicleta... Fui muito bem tratada, guardo memórias preciosas desse tempo que me parecia infindável...
De repente uma espécie de saudosismo caiu em mim... Deve haver uma explicação psicológica para isto: ter saudades de um sítio onde estivemos por motivos tão dolorosos...
De resto... pouca ou nenhuma vontade de andar por aqui...
Tenho pedalado ao fim de semana.
Tenho ido ao ginásio durante a semana.
Tenho...


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Mensagem subliminar...

Às vezes pergunto-me se o facto de as provas de BTT me correrem tão mal se é alguma mensagem subliminar a querer dizer que a bicicleta, o BTT e, principalmente, as maratonas de BTT, não foram feitas para mim...
Como se isto da bicicleta não fosse para mim.
Como se eu contrariasse algo que não é suposto.
Isto fará algum sentido...?
A bicicleta é uma paixão tão grande e, no entanto, tem-me provocado tantas desilusões, dores e mágoas, tal e qual como pode acontecer num relacionamento humano...
Comecei a pedalar em 2010, a meio do processo da perda de peso.
Em 2012 estava em forma e no início de 2013 estava mesmo bem a pedalar.
Entretanto, em 2013 perdi o meu pai, o que me afetou bastante nas minhas prestações mas, ainda assim, a bicicleta era um escape e por isso mantinha-me veloz...
Ainda em 2013 tenho a queda da bicicleta que me provoca a fratura do colo do úmero. Fiquei inutilizada e de baixa durante 5 meses. Fui operada com anestesia geral. Fiquei com uma placa e parafusos entre o ombro e o braço. Fiz inúmeras sessões de Fisioterapia.
Bloqueei e ganhei imensos medos, principalmente nas descidas que foi como caí...
Recomeçar a pedalar ainda em 2013, depois da recuperação da queda, foi como que começar do zero... Foi um "restart", foi um testar às minhas capacidades de ultrapassar os imensos medos e bloqueios que ganhei com a queda... Mas avancei sempre, nunca me deixei prender e nesse mesmo ano fui ainda a provas que até não correram mal...
Em 2014 as provas também não correram mal de todo, pelo que este ano não entendo o que se está a passar porque as minhas prestações nas maratonas, ao longo deste ano, não têm sido nada de extraordinário... Parece que não estou em forma, chego quase sempre em último...
E ontem aconteceu outra vez. Não correu bem, não gostei da prova, era extremamente técnica e apertada para alguém tão grande como eu...
Estava muito nervosa e nem consegui tomar o pequeno-almoço, só me apetecia vomitar...
Depois comi um pastel de nata e bebi um café e foi assim que fiz a prova... Mas era tão técnica, e tão apertada e tinha tanta gente que entrei em stress, tendo mesmo num momento sentido falta de ar pela ansiedade que estava a sentir...
Não caí mas fiz muitos bocados com a bicicleta à mão para deixar passar os cavalões ultra velozes e sabichões da técnica.
Quis desistir, pensei no meu pai e na minha mãe, quis chorar, quis a minha infância de volta e pensava que raios fazia ali, que a bicicleta e as provas só me davam desgostos e dores de cabeça e da alma...
A sério, não sei por que raios pensei tanto nos meus pais durante a prova, naqueles instantes quis ser outra vez pequenina e tê-los a ampararem-me e não estar assim nesta vida de adulto selvagem onde todos se atropelam, nem sei bem porquê...
Claro que fui a última das mulheres e de quase da tabela. Mas desta vez irritou-me a sério... E... não estou para isto... Talvez esteja na altura de me afastar da bicicleta e, principalmente, das provas... A minha tensão alta deve ter ido aos píncaros e não estou para isto...
Se não evoluo a pedalar, se o meu corpo não dá mais, então para que me meto eu em situações que, em vez de me darem prazer, só enervam e descontrolam a minha paz...?
Se não fui feita para competir, então por que compito...? Eu nem nunca fiz desporto ou competi na minha vida, na infância ou na juventude, por que raios aos 40 anos havia de estar para isto...?
Preciso de paz e tranquilidade e não de me chatear ou de ter obrigações...
Walk away... Afasta-te... a bicicleta não é para ti...
Apetece-me retirar do Facebook as milhentas fotos que por lá tenho com e da bicicleta... a sério...

As pernas e os sapatos no final da prova...

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A minha cicatriz & eu...

E é assim, aqui está o meu reflexo condicionado...



Reflexo condicionado

Enquanto eu pensar se "posso", "devo" ou se "fica bem" usar blusas ou vestidos de alsas ou mais cavados nos braços, quer dizer que se mantém o meu reflexo condicionado relativamente à cicatriz que tenho entre o ombro e o início do braço...
Queria acordar um dia e já não ligar nenhuma a estas coisas mas, volvidos dois anos e pouco, ainda não consigo... Ainda me retraio ao pensar ou em usar uma blusa de alsas ou qualquer roupa que deixe a cicatriz à vista...
Já foi um avanço e um progresso enormes ao vestir blusas de alsas no ginásio... mas no dia à dia parece que é diferente...
Nesta semana vesti roupa que deixava a cicatriz de fora, é certo, mas dou por mim sempre a pensar "nela", e depois visto casaquinhos que deixam assim o braço tapado, e o que vale é que pelo Oeste o clima permite vestir casaquinhos, mesmo no Verão...
Enquanto me condicionar a mim própria relativamente às roupas que vou usar ou vestir, significa que a cicatriz continua muito presente no pensamento, ainda que, realmente, não seja... "feia"... ou "agrida" ao ser vista... Está lá, para sempre...
E mesmo usando diversas pomadas, óleos e cremes, continua clara mas... visível...
Ganhei um reflexo condicionado e gostava de deixar de ser condicionada por esse reflexo...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A vista da minha janela

Há dois anos atrás, a vista da minha janela quando acordava era outra. Tinha uma vista panorâmica sobre a cidade já que estava internada no último piso do Hospital. Estava no rescaldo da operação ao ombro, tinha dores insuportáveis - amenizadas pela medicação, lia, comia, passeava pelo Hospital, ajudava as velhotas que por lá estavam ainda com menos mobilidade do que eu, recebia as visitas da família, dormia, sentia-me presa e farta de estar internada, era como se estivesse presa e hoje compreendo que é necessário tempo para que tudo se cure e passe, ou parte, vá...
Por vezes, em momentos mais 'stressantes', sinto uma espécie de saudade macabra do internamento, é que lá não tinha que fazer nada. Podia dizer que não tinha nada em que pensar mas isso não era verdade. Pensava e muito pois tinha tempo para o fazer. Pensava na vida, pensava no meu filho, pensava no que seria a minha vida...
Volvidos dois anos dou graças por tudo ter passado mas, ultimamente, sinto mais dores no ombro e no braço do que é usual... Não me queixo, interiorizo o desconforto. Não me apetece voltar a ir a consultas, a médicos, apesar do "meu" Ortopedista ser um excelente médico e pessoa...
Às vezes pergunto-me como foi acontecer uma coisa destas...

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Por estes dias...

Por estes dias não me apeteceu vir ao blog... Não me apeteceu escrever e também não ligo à Páscoa... Espero, contudo, que tod@s se tenham divertido por estes dias que serviram, mais que não seja, para se fazer uma pausa...
Portanto, nada de especial a assinalar, ora bem, deixa cá ver...
Na sexta-feira (Santa) fui dar uma volta logo de manhã, sozinha, eu e a bicicleta que, por acaso, não foi a minha que, nos 'entretantos', falhou uma peça... É normal, é do uso mais intensivo que tem tido... Agora vamos ver é quando é que essa pequena peça, tão importante, vai estar disponível...
Assim sendo, não pedalei com a minha princesa que tem rodas 27.5 mas sim com outra princesa, que é do pai cá de casa, que tem rodas tamanho 26. Apesar de não estar habituada a esta bicicleta senti-me bem com ela, achei-a mais leve e ágil... Foram 50 Kms por terras e muito pouco por alcatrão...
No Sábado fez dois anos que caí, a tal queda da bicicleta que transformou a minha vida, e o meu corpo... Transformou também a minha alma mas eu quero seguir em frente pelo que concluí que estar a agarrar-me ao passado não adianta de nada. Não me vai trazer nada de volta nem dar felicidade, muito pelo contrário... Portanto, lembrei-me desse dia 'fatídico' mas decidi que seria a última vez que me lembraria do que aconteceu de forma assim tão... intensa...
Dei uma volta com o filhote, fomos a um parque, passeámos, comemos gelados, fartámos-nos de rir e realmente só o meu filho me faz rir assim...
Isto do pai ter compromissos que o levam a ausentar-se em feriados e fins-de-semana é também algo que afeta o nosso dia à dia mas que... tem que ser...
Ontem pedalei então pela primeira vez com parte das pernas de fora. É que eu sou muito friorenta e ainda não tinha arriscado a ter a pele ao sabor do vento. E apesar de logo de manhã estar uma humidade e um nevoeiro intensos, não senti muito frio e pedalei novamente com a bicicleta do maridão... Sentia-me cheia de força e pedalei um pouco mais rápido do que é habitual, pelos mesmos caminhos, que isto de pedalar sozinha não dá para grandes aventuras... Foram novamente 50 Kms mas cheios de intensidade...
Enquanto pedalo sinto e penso que devo ser maluquinha, que quanto mais pedalo, mais o quero fazer, porque é notório que, quanto mais ando de bicicleta, melhor é o meu rendimento e ritmo... O meu corpo semi preguiçoso precisa de trabalhar intensamente para não perder o andamento e manter a forma... Com isto tudo, só penso em pedalar e muito pouco em ir ao ginásio nesta fase do ano...


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Abril...

Poderia dizer "Abril, águas mil" mas não é isso que me apetece escrever...
O mês de abril lembra-me diversas coisas: foi o mês em que nos casámos com papéis depois de vivermos juntos durante cerca de três anos. 
Foi também o mês em que caí da bicicleta e cujas consequências foram assim do mais marcante que me aconteceu na vida, nomeadamente a operação, a recuperação, a fisioterapia, as mazelas físicas que ficaram (a placa, os parafusos e a cicatriz...), as mazelas psicológicas e outras coisas mais, até mesmo constatar quem eram os amigos, ou não...
Faz neste sábado dois anos que caí e não paro de pensar nisso... Para além disso, continuo cheia de dores entre as costas, o pescoço e o braço, e isso tem-me impedido de ir dar umas pequenas voltas de bicicleta ao fim do dia, ou de vir a pedalar para o trabalho, e até correr ou ir ao ginásio...
Sinto-me... a arrastar... Que tristeza... Que dores. Eu nunca tenho dores...



segunda-feira, 2 de março de 2015

44 + 7.25 = 51.25 ou Corrida 10 de 100

A esta hora da manhã não me sinto ainda muito inspirada pelo que este post é, quiçá, algo telegráfico e factual...
Afinal, na sexta-feira passada ao fim do dia, decidi ir correr e não ir ao ginásio. Sendo assim, ultrapassei os 44 kms corridos durante o mês de fevereiro
Corri tão somente 7.25 kms o que a acrescentar aos 44, deu a módica quantia de 51.25 Kms corridos durante o mês de fevereiro, algo inimaginável na minha vida, bem como ser a 10.ª corrida do ano. Agora posso dizer que já corri 10 vezes durante 2015...
Contudo, esta corrida custou-me. Não sei o que se passava mas foi um suplício, sentia o coração e os pulmões, sentia-me algo cansada pelo que nem cheguei aos 8 kms, fiquei-me pelos 7.25 Kms. Também já não percebo nada disto. Pensei que com a frequência as corridas melhoravam mas afinal parece ser o contrário. Ou isso ou já não percebo nada do meu corpo e isso satura-me. A corrida de sexta-feira ao fim do dia custou-me tanto que por momentos até  me senti arrependida de não ter ido ao ginásio, pelo menos lá, raramente ou nunca me sinto cansada...
E no domingo, também sem grandes vontades, fui dar uma volta de bicicleta. Fui sozinha mas encontrei inúmeras pessoas conhecidas, umas a pedalar, outras simplesmente pelo caminho. Sentia-me enfadada e no início da volta fiquei próxima de casa, não fosse perder a vontade total de ir e assim voltaria de forma tranquila para casa. Entretanto ganhei ritmo e gosto e lá fui, e ainda bem. Claro que depois a pedalada acabou por me saber bem. Fiz várias subidas mas pedalei apenas 43 Kms num ritmo médio, nada de especial...
Sinto-me enfadada, não sei.
Se calhar é melhor abrandar um pouco o ritmo... Parece que estou a ficar farta de (quase) tudo. Parece que as pessoas à minha volta são todas ultra sónicas a correr e a pedalar e que eu, por muito que treine, não só não passo do mesmo (ritmo e velocidade) como às vezes ainda parece que pioro as minhas prestações... Às vezes não compreendo o meu corpo. Se calhar é de ter sido gordo durante dez anos. Se calhar é de ter desatado a fazer desporto apenas aos 35/36 anos. Se calhar, por causa da pausa de cinco meses que tive por causa do trambolhão da bicicleta, o meu corpo ainda está a recuperar dum ritmo interrompido em que estava mesmo em forma. É como se contasse do zero a altura em que voltei a pedalar e a praticar desporto pós queda.
Se calhar... Se calhar o meu corpo é preguiçoso, eu sei lá!
Caramba, que ninguém sabe falar comigo sobre estas coisas. Tipo sou "a coitadinha" porque ninguém me entende, a mim e às minhas angústias pseudo desportivas...!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Algures freak show

Com o regresso ao ginásio à hora de almoço, regressei também às aulas que era usual fazer. Pois que a aula de hoje não a fazia há séculos mas, ainda assim, achei que as minhas prestações não estavam mázitas de todo.
O que me pesou e custou, e que não me saía da cabeça, é que lá está, o meu braço e ombro não funcionam na totalidade... E ainda que me dissessem para estar à vontade e não forçar muito essa zona nalguns movimentos em que trabalhavam mais, na minha cabeça pairavam filmes, e nenhum era cómico ou dava vontade de rir. Na minha cabeça, os filmes que pairavam eram de quase drama, um drama tão grande em que eu só pensava a que ponto tinha chegado para ter um braço e um ombro que não funcionam bem como sempre funcionaram. Bateu, não a loucura, mas sim a tristeza, a angústia, o drama, o horror, a vontade de fugir, o sentimento de que tenho algo a menos...
E ainda que a aula pareça leve mas faça transpirar e que ajude a tonificar e a ganhar força, de repente achei que não estava ali a fazer nada, eu e o meu braço limitado...
E bem sei que existem problemas e situações bem piores mas ali, naquele momento, aquele era o meu dramalhão mexicano de me sentir inadaptada, quase deficiente...
Algures e o seu freak show mental.
Algures, cura-te...

Imagem de:"FitSugar Lower Body Yoga Sequence"


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Dói-me o meu interior...

Isto nem é normal mas hoje dói-me muito o meu interior, vulgo, a placa e os parafusos e, por sua vez, a zona do omoplata, ombro e início do braço junto ao ombro... Caramba, deve ser do frio que está que é mesmo muito porque, de resto, até 'convivo' bem com este material que carrego dentro de mim. Olha, deve ser por isso que ganhei uns quilitos extra... :D
Também foi há quase dois anos que isto aconteceu, o trambolhão da bicicleta que me levou a este novo interior.
Segundo o 'meu' Ortopedista ficarei com estas maravilhas para sempre porque, inicialmente, a ideia era retirar o material passados uns dois anos mas afinal parece que é melhor não...
Auch... hoje tenho dores e eu nem sou de me queixar... Só me apetece é esticar o braço e fazer malabarismos para aliviar as dores... E não, não tenho nem tomo nada para as... dores... Nem quero pensar na altura da operação e do pós operatório e das doses cavalares de medicação que tomei para as dores gigantescas e pavorosas que tive na altura...
:O