Hoje estou particularmente feliz com uma decisão simples que tomei e com a ação que daí decorreu.
A verdade é que ontem, muitos anos depois de o ter feito, voltei à piscina para nadar, boiar, mergulhar e fazer o que podia numa pista livre, numa piscina sem pé, e com um braço que não funciona plenamente.
Isto quer dizer que o meu braço não roda na totalidade e desde o acidente de bicicleta que não tinha voltado a tentar nadar "mais a sério" com medo de não conseguir e de outras coisas mais.
Contudo, consegui.
Consegui nadar, não como nadava outrora mas consegui fazê-lo apesar de algumas dificuldades e limitações.
Nadei essencialmente de costas por forma a não ter que utilizar o braço em rotação para o fazer mas, ainda assim, fui perdendo os medos e lá arrisquei a rodar o braço.
Não deu para rodar como seria 'normal' mas consegui um impulso e uma força, vindos não sei de onde, que me levaram a nadar ainda mais rápido.
O fato de banho e a touca foram comprados há uns dias só a pensar na ida à piscina.
Na verdade, é preciso recuar até um pouco mais no tempo dos pensamentos desta decisão.
Há cerca de um mês e meio desisti do ginásio onde andava há sete anos. Comecei por faltar inúmeras vezes, coisa nunca vista em mim, e depois comecei a aborrecer-me com as correrias da hora de almoço a caminho do ginásio e a vir trabalhar.
Ao fim do dia começou a não haver disponibilidade e vontade para lá ir, ora porque ia pedalar na minha bicicleta (de BTT) depois do trabalho, e também porque, entretanto, passei a ir a pedalar para o trabalho, pelo menos três ou quatro vezes por semana, numa bicicleta elétrica.
Posto isto, constato que a minha cabeça passa a vida por entre toucas e capacetes, o que só por si me favorece imenso... ou não...
Vou voltar à piscina com toda a certeza, não só pela enorme sensação de bem estar e de paz de espírito ao estar na água mas também para 'insistir' com o meu braço e dar às perninhas.
Conto ir num regime livre, sem aulas, e depois logo se verá.





















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