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segunda-feira, 12 de março de 2018

Tem muito trânsito, tem...

Hoje fiz algo que não fazia há anos. Nem sequer me o lembro de o fazer, que foi vir de manhã da casa da minha mãe, algures perto de Lisboa, para o Oeste.
Aproveitei o facto do filhote estar no pai e num impulso rumei à casa da minha mãe e vai daí que ao invés de voltar no domingo ao fim do dia, como é costume e por causa da Escola do filhote, e como estava muito vento, decidi ficar, acordar mais cedo e fazer-me ao caminho.
Foi com estranheza que constatei que agora, para conseguir sair do sítio onde vive a minha mãe e onde eu vivia antes de mudar para o Oeste, há filas e filas de trânsito...
Quando eu lá vivia, não era assim...
Agora tive que esperar no semáforo e tive que esperar numa fila enorme de trânsito até conseguir 'escapar' para a estrada que me levaria até à A8...
Ainda assim, um pouco antes da entrada na A8, lá estava mais... trânsito...
Já não estou nada habituada a isto, ao trânsito, às filas de carros, ao pára e arranca...
No Oeste é sempre a andar, não há trânsito nem se demora tempo algum a chegar seja onde for, é sempre a andar...
Senti-me... 'velha' e desconhecedora do sítio onde sempre vivi, afinal, saí de lá com 35 anos, foi toda uma vida a viver por ali...
Assim que entrei na A8, segui o caminho de forma rápida e cheguei ao meu destino sã e salva...
Passei em casa para ver se a minha amiga canina tinha ainda comida e água, pousei sacos e rumei ao trabalho...
Na verdade, soube-me muito bem vir agora de manhã, até parece que fiquei com mais energia.
Sinto-me também algo reconfortada por ter estado com a minha mãe, que afinal, está só, sozinha.
Ao percorrer a casa onde vivi até aos 28 anos, dou de caras com fotografias, memórias, espaços, objetos, cheiros e sentimentos que sempre fizeram parte da minha vida.
Por instantes fecho os olhos e as memórias felizes passam na minha mente como um filme em 'fast forward'...
Por instantes fecho os olhos, e as memórias menos felizes passam na minha mente e levam a que os meus olhos fiquem inundados de água e sal...
A casa quase vazia de gente, a ausência do meu pai, do meu filho, as voltas que a vida dá...
Às vezes não é só o Amor que é um Lugar Estranho, a vida também o é, e muito...

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Ontem fui a Lisboa...

Como o filhote fazia anos, e a seu pedido, ontem à tarde rumei a Lisboa para ir buscar a avó para nos vir fazer companhia durante uns dias.
Ia tudo muito bem na viagem, enquanto me deliciava a ouvir música num volume considerável, na Autoestrada A8.
Pois eis que chego ao famoso Túnel do Grilo e noto que havia alguma lentidão no trânsito... Eis senão quando havia mesmo duas ou três filas de trânsito lento... E assim se manteve até conseguir sair dali para onde queria...
Neste espaço de tempo já desesperava com a lentidão do trânsito e com o ar quente e abafado que se fazia sentir e isto são duas coisas que não tenho tido no Oeste: trânsito congestionado e clima quente...
Dei por mim a transpirar e a desesperar e só a pensar como era tranquila a minha vida no Oeste, ainda que adore Lisboa na mesma...
No fim de contas, demorei quase tanto tempo a ir do Túnel do Grilo até à casa da minha mãe, como vir do Oeste até ao famoso Túnel...
Isto roubou-me tempo e paciência e a ideia de que cada vez menos penso em regressar a Lisboa, uma ideia que me assolava a mente nos primeiros tempos da mudança para o Oeste... Até poderá vir a acontecer mas... para já isso está posto de parte...
Já me (nos) habituei aos ritmos e 'facilidades' de viver no Oeste: tudo próximo de casa e do trabalho, não há complicações de trânsito ou de estacionamento, quando muito, há um tractor que provoca alguma lentidão no percurso, não há um clima abafado e saturante, geralmente, os parques de estacionamento não se pagam nas duas primeiras horas, não há barulho ou confusões de gente, a Escola, o ATL e as atividades extra-curriculares são próximas e está tudo muito bem organizado, sem ser excessivamente caro and so on...
Já para não falar da bicicleta e dos trilhos e dos percursos que há por aqui, fora do alcatrão...
Se eu quiser, posso vir trabalhar a pedalar...
Quando vou a Lisboa só reparo é nas multidões de gente que se amontoam por todos os lados, o imenso trânsito, tudo se paga, o estacionamento é a loucura total, os barulhos, os ruídos, a poluição pelo ar...
Adoro Lisboa mas... acho que a passei a adorar para... visitar...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Suponho que não teria jeito algum para surfar, de surf mesmo...

Podia estar aqui a falar do turbilhão de emoções que decorreram neste fim de semana porque fui buscar a minha mãe ao sítio onde sempre vivi antes de me mudar para o Oeste, ou porque esteve um temporal incrível durante as viagens entre o Oeste e Lisboa e em que conduzi contraída e deserta de chegar aos destinos, ou porque no domingo fez três anos que o meu pai se foi, ou porque vi dois filmes que me fizeram chorar baba e ranho - 'A Culpa é das Estrelas' e, pela centésima vez, o 'Love Actually' (que adoro de paixão...), ou porque era para termos ido a uma prova de BTT no domingo mas como o tempo estava realmente mau e perigoso, decidimos não arriscar a nossa condição física, ou ainda que ainda não relatei os tais 130 km que pedalei pela primeira vez, mas não, na verdade, venho aqui dizer que, muito provavelmente, não teria jeito algum para fazer Surf...
Pois que no ginásio experimentei pela primeira vez esta prancha de equilíbrio que até se vende na Decathlon e eu não sabia... E que existe no ginásio há anos e sobre a qual nunca me tinha colocado.
Ainda me valeu uns bons sorrisos pois parecia uma idosa em cima desta prancha já que me foi difícil equilibrar e, pior ainda, fazer um breve agachamento... Durante os agachamentos em cima da prancha, as minhas pernas tremiam como varas verdes o que quer dizer que, aquilo aplicado a estar em cima duma prancha de Surf, significava tremideira certa, e eu sou pessoa que não bebe e que ainda não se baba...
Vai daí que a minha figurinha de pernas a tremer como se não houvesse amanhã, só me deu para rir, do género, lá está esta, há tantos anos no ginásio, e nunca fez uma coisa destas que, pelos vistos, é eficaz e ajuda no equilíbrio e na tonificação e, quiçá, na força nas pernitas que bem preciso...
Posto isto, que interessa ter passado o fim de semana prestes a enfiar a cabeça na sanita com tanta tristeza e pensamentos melancólicos, se uma pequena coisa me fez... sorrir...




quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Bloqueio mental

Bloqueio em vir aqui escrever.
Bloqueio em andar pela blogoesfera.
Bloqueio em querer e participar em provas de BTT como fazia e sentia outrora em que buscava tudo e mais alguma coisa, agendava, guardava, planeava, dava pulinhos de alegria, saltitava de contentamento ao pensar na prova que se ia avizinhar, planeava as idas e regressos, partilhava com grupos e amigo(a)s e por aí fora. Parece que perdi todo o gosto e vontade em pedalar em competições, por muito amigáveis que sejam...
Bloqueio numa série de bloqueios.
É que vem aí o Natal e ir à casa dos meus pais é por demais doloroso com tantas memórias e cheiros felizes da minha infância e vida felizes até quase aos 30 anos e com a ausência do meu pai. Só penso que está debaixo da terra e que não há nada a fazer... Que nunca mas nunca mais o verei...
Assim, o melhor é passarmos o Natal no Oeste ainda que tenha saudades e quisesse passear no sítio onde sempre vivi e cresci e por Lisboa... E sempre posso pedalar pelo Oeste, certo...
Sim, nunca me esqueci de Lisboa... E penso sempre que a quero dar a conhecer imensamente bem ao meu filho... Para que veja e partilhe aquilo que eu vi, vivi e conheci...
Bloqueio em ficar bloqueada... Ainda que filhote me deixe imensamente feliz com a sua participação e atuação nas suas atividades e com o bom (ótimo...) aproveitamente escolar que tem tido...
E é isso... Daqui a nada passa...
Até porque já passaram 4321 jantares de Natal...
Pronto, vá...

sábado, 24 de outubro de 2015

I close my eyes...

Fui a Lisboa buscar a minha mãe para vir para o Oeste para o aniversário do neto na segunda-feira.
Passeei com a minha tia paterna por Lisboa, por shoppings atafulhados de gente.
Almocei em família no feminino.
Adormeci no sofá da sala dos meus pais, como que sendo o único sítio onde me sinto em paz e descanso e sossego da mente e da alma.
Adormeci e quando acordei, desejei que nada se tivesse passado, que os anos não tivessem passado, que o meu pai não tivesse partido, que eu não tivesse partido para o Oeste.
Naquele instante desejei ter menos 20 anos e menos milhentos problemas. Desejei não ser adulta.
Desejei que tudo não passasse dum pesadelo e que fosse uma ilusão tantas perdas e dores.
A minha alma está cansada e só eu sei o que me custam estes pensamentos.
I wish...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Quando o Sol se põe e a Alma o acompanha...

Dei uma voltita de bicicleta na sexta-feira ao fim do dia e no Sábado à tarde. 
Depois disso rumei a Lisboa, à casa dos meus pais, pois tinha que tratar de uns assuntos durante o resto do fim de semana e ontem, segunda-feira.

Como sempre, fico algo afetada por ter estado no sítio onde sempre vivi, antes de me mudar para o Oeste... As memórias, as lembranças, enfim, uma panóplia de coisas e de sentimentos, que acho que quase mais ninguém entende ou compreende, mexem muito comigo...

E por isso, ontem quando cheguei ao Oeste, nada melhor do que pegar na bicicleta para 'curar' parte das neuras, ainda que tivesse tido novamente aquele sentimento enfadado de ter que me equipar e preparar "tantas coisas" para ir pedalar...

E foi realmente maravilhoso ver o Pôr do Sol na voltita que dei ontem ao fim do dia... Não encontrei ninguém a pedalar, o dia escurecia cada vez mais rápido, tive que ligar as luzes da bicicleta, mas tive que parar para tirar esta foto...
E pensei que... às vezes basta um pouco de água salgada... uma gota de suor pelo esforço feito, uma lágrima que limpa a vista, a alma e o coração, e um mar imenso que tranquiliza e apazigua a saudade...




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Parece que sim...

Parece que sinto e tenho cada vez menos interesse em olhar para a minha vida antes de me mudar para o Oeste...
Andei muito tempo apegada à vida que tinha antes de me mudar, à casa, a uma série de coisas e sentimentos...
Com o passar do tempo e o passar de algumas tempestades que se abateram sobre as nossas vidas, parece que me sinto mais livre e solta, com vontade de olhar em frente, e sem intenções de regressar a Lisboa...
Aqui a vida parece melhor e mais simples. Não há trânsito, não há complicações, as Escolas funcionam muito bem, as atividades do filhote também, e eu própria sinto-me já tão "inserida" em várias coisas que se me mudasse outra vez, parece que não sei o que seria de mim...
Há ainda assuntos 'pendentes', que não estão resolvidos, mas tenho fé e esperança de que se hão-de resolver...
E é isso, estou a perder o interesse em olhar para trás...
Como é que em Lisboa sairia de casa depois do jantar, com o filhote e a nossa amiga canina, para dar uma volta por um parque e por outros sítios, parar numas bombas de gasolina onde prendemos a cadela à grade das bilhas do gás, compramos gelados e ficamos ali a saboreá-los porque a noite até está amena e agradável...
Chegámos a casa quase às dez da noite revigorados e sossegados.. 
E é isso... Agora falta resolver uma ou duas coisinha... e... siga...


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Eu às vezes sou mesmo muito parva, para não dizer... estúpida, vá...

Neste fim de semana fui a Lisboa buscar a minha mãe para vir para o Oeste e acontecem sempre, pelo menos, duas coisas às quais já não estou habituada: o trânsito ao chegar à capital e arredores, e o imenso calorão, quase sufocante, que nos faz transpirar constantemente... Desabituei-me do ar quente, quase doentio, porque no Oeste o mais normal é que o ar seja sempre mais fresco e nunca chega a haver um calor sufocante... Das voltas que dei, só sentia era calor e mais calor e só pensava na frescura do Oeste...
Desta vez parece que a ida à casa dos meus pais não custou tanto (os cheiros, as memórias, as fotos constantes do meu pai, as lembranças da infância e da minha vida feliz e despreocupada até quase aos 30 anos, e por aí adiante...), sendo que sinto uma paz imensa quando lá estou... Apesar do calor, dormi de forma muito mais tranquila, vá-se lá entender isto... Acho que é por ser como se voltasse ao ninho, não é, parece que me sinto criança outra vez, sem responsabilidades e problemas, sempre amparada pelo meu pai e pela minha mãe, mas a vida não é assim...
Estive também com a minha tia paterna, demos umas voltas, gosto da sua companhia e tenho mesmo pena de não vivermos mais próximas...
Constato que todos envelhecem e que os mais próximos vão precisando de nós agora. Um dia, quando éramos crianças, cuidavam de nós, agora parece que chegou a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós, pelo menos sinto isso...

Bom, enquanto deambulava com a minha tia numa loja LIDL, dou de caras com este 'jersey' aqui das fotos a um magnífico preço: 1,43€!!! Eu nem queria acreditar, até me certifiquei na caixa mas sim, confirmava-se, era mesmo aquele preço... Havia um aberto, em tamanho M, que experimentei e mesmo por cima da roupa ficava bem. Achei giro e trouxe... E agora perguntam vocês o que é isto tem a ver com o título do post...? É que fiquei tão espantada com tal preço que tirei fotos ao jersey embalado e partilhei no Facebook, e ontem, já de volta ao Oeste, fui dar uma volta de bike e levei o famigerado jersey. E toca de tirar uma selfie a mim mesma para 'partilhar' que o jersey estava muito bem e era giro, para além de que tinha três bolsos jeitosos atrás e que o tamanho M devia ser grande pois estava folgado.
E depois disto tudo senti-me assim parva por estar a partilhar no Facebook o meu histerismo por ter achado um jersey ciclístico, giro e funcional, por um preço tão baixo! Senti-me provinciana, não sei, que mais valia ter estado quieta, que assim ninguém sabia o preço e que agora, quando pedalar com ele, "toda a gente" vai saber que nem um euro e meio custou...
:|
Ainda por cima, pelo caminho, um grupo de colegas ciclistas "meteu-se" comigo a dizer que eu devia ter o jersey da equipa de BTT a que pertencia e da qual saí mas que parece que quase ninguém, ainda, se apercebeu...
Raios, só respondi que já não era do grupo e prossegui, sempre pedalando...
Para além disso, estive uma semana sem a bicicleta, que esteve a levar uma revisão, e ontem sentia-me ótima, talvez porque estive uma semana sem pedalar, e porque a bicicleta estava a funcionar mesmo muito bem, algo que não acontecia nos últimos tempos, em que havia sempre bloqueios e problemas com a corrente e as mudanças...
Foram quase 58 km cheios de subidas que, estranhamente, não custaram a fazer... Voltei a subir a tal subida a pique, que fica perto de casa, e não me senti ansiosa nem com grandes dificuldades em fazê-la.
Quererá isto dizer que estarei mesmo a melhorar a minha condição física... ou serão... "dias"...
E agora, inscrevo-me em duas maratonas que aí vêem ou  não vale a pena...

Portanto, à esquerda aqui a "je" com o jersey, depois duma subida imensa.
À direita da foto, o jersey ainda embalado...

terça-feira, 24 de março de 2015

O cacto

Tinha acabado de chegar ao trabalho e estávamos apenas a falar de plantas, no caso um cacto que não apanhava muito sol.
E de repente foi uma bola de neve. Dei por mim a contar que na casa que tinha, perto de Lisboa, que um dos lados da casa tinha Sol durante quase todo o dia e que, por isso, a casa aquecia e os cactos eram as plantas que melhor 'se davam' por lá.
Enquanto proferia estas palavras, a minha alma, o meu eu interior, ficaram imensamente tristes. Eu sei que já não devia ligar e que me repito ao parecer aprisionada a um passado que já lá vai, mas é como se acendesse um fósforo de cada vez que há algo que me faz relembrar do sítio e da casa onde morávamos, antes de nos mudarmos para o Oeste...
Lembrei-me que a casa era imensamente iluminada e que foi lá que acolhi o meu filho aquando do seu nascimento. Foi lá que lhe fiz o ninho para o receber aquando do seu nascimento com tanto mimo e amor, com tantas coisas, com tanto carinho.
E por isso comecei a ficar angustiada e com saudades daquela casa e do meu filho bebé e do que por lá vivi. Eram mesmo outros tempos e não gosto nada deste sentimento repentino de nostalgia e saudade de tudo o que por lá se viveu...
Estava tão bem e agora de repente isto... Bate a tristeza e a saudade, como se quase tudo se resumisse a quase nada...
Tudo por causa de um cacto, que dói, que magoa, mas que floresce...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Rendi-me à 'lanzice'...

Pois que neste fim-de-semana regressei às origens e levei no saco os ténis e a roupa para... correr... No sábado de manhã ainda dei uma volta de bicicleta pelo Oeste mas foram apenas 40 kms e portanto, tinha planeado chegar aos 10 kms, a correr, no dia seguinte, já em 'casa' dos meus pais. Pensei cá para comigo que ia conseguir fazê-lo no domingo de manhã mas... acordei mais tarde do que é habitual, chovia muito, o tempo estava escuro, e ainda que não fosse nada a que não estivesse habituada, principalmente com a bicicleta em que já pedalei sob condições atmosféricas mais que adversas, rendi-me à boa vida e não saí do quentinho...
Deixei-me ficar, como há muito não o fazia, sim, porque aos fins-de-semana ando sempre num corropio entre a vida doméstica, as atividades do filhote e as minhas pedaladas... E portanto, como estava a dizer, deixei-me ficar deitada mais um bocadinho, levantei-me de forma tranquila, e não me vesti a correr como é costume. Por estranho que possa parecer, nem me lembro de ficar de pijama num domingo (ou num sábado...) de manhã e em casa, saboreando de forma tranquila o pequeno-almoço. Tinha saudades desta calmaria na casa dos meus pais que sabe muito bem de vez em quando, a minha alma precisava, e creio que o meu corpo tão exercitado agradeceu...
De quando em vez é preciso parar e foi isso que fiz. Parei e comi mais do que é costume o que dá uma equação com calorias extra mas... não quero saber, também mereço uma pausa de quando em vez. Até porque não parei de me exercitar, não vou deixar de correr ou de pedalar. Precisava sinceramente de uma espécie de pausa, principalmente por estes dias em que a memória do meu pai esteve mais que presente. Senti-me como num daqueles filmes com realidades alternativas ou comas profundos em que se acorda ou em que nos deparamos com uma realidade na qual não queremos acreditar. No caso é o facto de terem passado dois anos desde que o meu pai partiu e eu sinto que não me devo apegar a isso e que devo seguir em frente e não estar sempre a olhar para o passado mas... tem sido difícil... muito difícil...
Enfim, de regresso ao Oeste, vamos ver o que se seguirá: ginásio, corrida ou pedalada... parar é que não até porque amanhã trabalho...
:-(

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Como é que já passaram 2 anos...

E pronto. Faz hoje 2 anos que o meu pai partiu, por volta das seis da manhã.
Não dormi nada de jeito, acordei cedo, e o que é que eu podia fazer para desanuviar um pouco? Pedalar...
Filhote até tinha uma atividade importante dentro da sua atividade mas eu precisava de estar sozinha com os meus pensamentos pois sei que não seria boa companhia, precisamente para aqueles que me são os mais próximos...
Saí de casa ainda nem eram nove da manhã e é claro que não estava muito inspirada a pedalar.
Pensei em tanto e em nada. Pensei que gostaria de me desapegar mais do passado e de quem partiu mas, até ver, não estou a conseguir...
E agora eis-me de volta ao sítio onde sempre morei antes de ir para o Oeste... Ui, tantos pensamentos...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Estou deserta que chegue sábado e que acabe o mês de fevereiro

Sábado porque irei rumar à casa dos meus pais onde está a minha mãe sozinha. Não nos vemos há um  mês e por isso tenho saudades da minha mãe e do sítio onde sempre vivi até me mudar para o Oeste. Saudades daquelas que lembram a infância. Os cheiros dos sítios, os cheiros que pairam na casa dos meus pais que me lembram tanta felicidade. O cheiro das comidas da minha mãe, enfim, tudo isso e muito mais...
Devo aumentar um quilo só no fim-de-semana por causa, precisamente, das comidas que a minha mãe faz, fora os extras, tipo queijinhos, enchidos e por aí fora...
Claro que na bagagem levo os ténis e a roupa para correr porque não me dá jeito ir com a bicicleta atrás e porque por lá mais facilmente se corre do que se pedala... Ando cá a pensar se conseguirei então chegar aos 10 kms na corrida, é que vou nos 8 (kms) e queria conseguir fazer mais...
Fevereiro, caramba. Fevereiro que decidiu juntar num só mês tantas coisas juntas: o dia dos namorados que só por acaso é o dia em que faz 2 anos que o meu pai partiu e o Carnaval em que tenho que trabalhar. Baaaahhh!!! Que treta de mês!!!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Previous life...

A minha cabeça não tem sossego...
Para além de na semana passada ter voltado a sonhar com o meu pai, esta noite sonhei imenso com o sítio onde trabalhava em Lisboa, sonhei com várias pessoas de lá... Em suma, sonhei com a minha vida anterior à mudança para o Oeste...
E depois acordo assim, meio cansada e angustiada. Gosto realmente de viver no Oeste, e não estou arrependida da mudança, principalmente pelo meu filho, mas... parece que há sempre um mas... Sinto sempre uma certa insatisfação, uma ansiedade no que a Lisboa diz respeito, algo que não consigo explicar.
Na verdade, quando lá vou, é como se não tivesse saído de lá, conduzo por todo o lado, sinto-me bem, não sei...
Às vezes penso no que aconteceria se me propusessem voltar a trabalhar em Lisboa, a sério...
Que falta de sossego mental, caramba... Que depois se traduz na falta de sossego físico para amenizar estes pensamentos, estas angústias, estas tristezas...
:O

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Alguém reproduziu em palavras simples

Alguém reproduziu em palavras simples o que sinto quando volto ao sítio onde sempre vivi, antes de me mudar para o Oeste...


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Mais memórias...

Depois de uma vida inteira a viver em Lisboa, há 2 anos atrás foi a primeira vez que pedalei por lá, já que só comecei a andar de bicicleta quando me mudei para o Oeste. Aqui ainda tinha a bicicleta Specialized,  de que tanto gostava, mas com a qual viria a cair mais tarde, rígida.
Contudo, estes passeios por Lisboa não abonam em felicidade pois foi na altura em que o meu pai já se encontrava muito doente e em que deixávamos o Oeste e íamos todos os fins-de-semana para casa dos meus pais... Parece agora que foi pouco, foi muito pouco o que fiz nos últimos momentos da vida do meu pai...
Hoje também é uma espécie de dia-não porque não estou a conseguir encontrar a 'felicidade' em nada. Apetece-me estar de trombas para o mundo porque vejo tudo 'negro' e sinto-me a ser sugada, cada vez mais, para essa espécie de buraco angustiante em que as cores se foram...



domingo, 11 de janeiro de 2015

Liberdade...

Para mim este é um dos momentos de liberdade. Ir a pedalar e a ver o mar, ir a pedalar até um sítio onde possa contemplar o mar... E isso aconteceu hoje. Hoje precisava de pedalar. Depois de um momento pela terra fora, meti-me ao alcatrão com a bike pesadona de BTT. Precisava de desanuviar já que ontem fui a Lisboa levar a minha mãe a casa e já se sabe que fico sempre c'a neura nestes dias. O ir ao sítio onde sempre vivi antes do Oeste, a casa dos meus pais que me viu crescer e onde ainda está o meu quarto de menina-mulher, a minha mãe que fica sozinha, enfim... Não preciso dizer mais nada   pois não...?
E assim sendo, hoje tinha que ver o mar porque eu sou como ele, o mar. Calma e serena, e num instante fico agitada, num reboliço, numa ondulação que bate nas rochas, leva-me o vento, estou azul e tranquila, fico cinzenta e rebelde...
Pedalei cerca de 58 kms e hoje soube mesmo bem. Comi quase tudo o que levava mais um café pelo caminho. Caminho esse só e solitário, só eu e o eco dos meus pensamentos em turbilhão...

domingo, 28 de dezembro de 2014

De regresso ao Oeste...

Ora bem, eis-nos de regresso ao Oeste, a custo para mim, a saltar de felicidade para o pai e o filho...
Fico sempre numa espécie de ressaca quando volto do sítio onde sempre vivi e a pensar se esta foi a melhor opção e depois caio numa espécie de nostalgia algo melancólica e perco a capacidade de encontrar vantagens em viver no Oeste...
Bom, mas como isto já deve chatear quem me lê, adiante que eu não estou por assim dizer, radiante...
E o que se faz pelo Oeste...? Pedala-se pois claro... Ontem dei uma mini volta de 30 kms, sozinha, e hoje, em grupo, uma volta de 60 kms cheia de lama, chuva e um vento frio que só me fazia apetecer tomar um banho bem quente e pensar para que me metia eu naquelas aventuras... Isto ocorreu-me principalmente numa parte em que tivémos que atravessar uma ponte que ficava em parte submersa mas ou passávamos por ali ou tínhamos que fazer tudo de volta para trás... E mesmo depois de ter visto passarem todos os meus companheiros de pedalada e em como era possível passar sem problemas, bloqueei e irritei-me mesmo muito... Vociferei umas palavras pouco simpáticas e percorri aqueles metros com a bike debaixo de água sempre a achar que iria cair... Hoje era um daqueles dias em que não me sentia muito segura a pedalar...
O ânimo também não ajudava pois só pensava em Lisboa e em tudo o que ficou para trás, por muito que queira não consigo desligar-me do que deixei...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

No dia de Natal corri...

No dia de Natal logo de manhã, depois de muitas calorias ingeridas e de muitos dias sem me exercitar, decidi ir... correr... Sem a bicicleta por perto e tendo trazido na mala os tenis e a roupa de corrida, fui aproveitar o Sol e um espaço para correr que nunca 'usei' enquanto vivi por cá pois não me mexia e por causa disso tinha quase mais 30 quilos em cima... Soube bem mas realmente correr é algo que me custa muito, suponho que se aprenda a gostar e que a treinar se ganhem resistências e  melhores resultados. Nunca parei mas sinto e sei que sou lenta e as pernas parecem pesar toneladas...
Foram 7,2 kms em 50 minutos o que é muito tempo, mas pronto, melhor que nada ou do que parar... Suponho também que se vivesse por cá, num ambiente urbano e citadino, que me dedicaria mais a correr e menos a pedalar...

Do Natal

Podia escrever sobre várias coisas mas não podia deixar passar que realmente tenho um filho muito especial...
Ontem ao serão chama-me à parte, para um canto da casa, com um ar muito misterioso. Pensei que me ia falar em mais prendas ou que teria havido algum descuido com a roupa...
Quase a sussurrar pega-me nas mãos, olha para mim e diz baixinho: sabes qual foi o meu maior desejo para este Natal? Foi que tu voltasses a sorrir...
Bom, fiquei sem palavras e os meus olhos encheram-se de água... Coitadinho do meu filho, tão perspicaz e com tanta sensibilidade, apercebe-se que nalgumas coisas a mãe não anda muito animada... Fiquei também a pensar que tenho que 'arribar' e seguir em frente, se bem que este Natal no sítio onde sempre vivi me deixa muito nostálgica e pensativa...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Boas Festas malta

Boas Festas malta! Desculpem -me a ausência mas decidimos passar o Natal em casa dos meus pais, no sítio onde sempre vivi, até me mudar para o Oeste...
Estou sem net frequente pelo que assim aproveito para matar saudades da casa que me viu nascer e crescer, do sítio onde sempre estive, de Lisboa, doutros sítios, gentes e cheiros...
Só não tinha saudades de shoppings apinhados de gente e de filas de trânsito...
Imagine -se que trouxe o equipamento para correr mas por causa dos encontros e desencontros não foi possível fazê-lo e acho que ainda bem...
Desculpem-me as ausências, feliz Natal.
Até breve...