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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Já paravas um bocadinho, não...?

É que com esta coisa de afogar as mágoas, a neura ou seja o que for por se estar a aproximar o dia em que fará dois anos que o  meu pai se foi, mexo-me até mais não para não ter que pensar no 'assunto', fora as lides domésticas do costume...
Pois que na sexta-feira ao fim do dia rumei ao ginásio. Fiz duas aulas intensas, sendo uma delas o Cycling, "what else...". A aula correu mesmo bem, foi muito intensa e puxada, estava cheia de gente e eu no meu cantinho do costume dei o litro e senti toda aquela intensidade como se de repente estivesse num qualquer culto ou seita. Ali estávamos todos a pedalar e a transpirar ao ritmo da música e por isso foi bom, muito bom mesmo...
No sábado de manhã fomos (eu, filhote e pai) dar uma caminhada que acabou por ser algo 'complicada' tendo em conta as subidas, as descidas e a lama escorregadia. Estava a ver que caía mas pronto, não caí...
À tarde pisguei-me para uma pequena volta na bike e pedalei tão somente 28 quilómetros, mas queria era pedalar e apanhar sol...
No domingo... No domingo estava sozinha com o filhote porque o pai tinha compromissos mas à tarde o próprio filhote tinha compromissos de uma das suas atividades pelo que acabei por ficar sozinha... E claro, sozinha em casa, um Sol maravilhoso na rua, um vento fresquinho não tão maravilhoso... Hum... Devia era ir passar a ferro mas... não me apeteceu... Equipei-me e fui pedalar, alcatrão fora porque àquela hora não me ia enfiar sozinha por trilhos e no meio do mato. Eu e a minha cavalona, porque não tenho bicicleta de estrada, rumámos à praia, e foi... bom... Houve alturas em que me sentia cheia de energia e apanhando o balanço, em estradas direitas, nem a subir, nem a descer, pedalei eu com as minhas ricas perninhas (ou serão pernonas tendo em conta as minhas coxas...) a 40 kms/hora e foi algo de espetacular que me soube imensamente bem. Parecia o culminar de qualquer coisa, o esforço que imputei às pernas, o tronco curvado na tentativa de me embalar e ganhar velocidade, a transpiração apesar do vento gélido, o coração a pulsar, naqueles poucos minutos aconteceu uma explosão qualquer dentro de mim e entre mim e a bicicleta pesadona e com as mudanças também pesadas. Ui, muito bom!
E assim pedalei 41 quilómetros de forma intensa que me fizeram desejar querer mais mas... tinha que ir passar a ferro pois a pilha de roupa amontoava-se e se eu não a passasse, não seriam certamente o gato ou a cadela que tratariam dela (da roupa...).
Entretanto filhote chegou, pai chegou e fez o jantar... 
E eu senti que não parei todo o fim-de-semana pelo que se calhar a ideia, de logo quando sair do trabalho, de ir correr, é melhor ficar mas é quieta senão o meu corpo pode começar a reclamar, ou talvez não, sendo que a minha alma até agradeceria...



domingo, 31 de agosto de 2014

O regresso

Hoje considerei que foi uma espécie de regresso às pedaladas mais técnicas porque, ao contrário do que é habitual, hoje não fui sozinha. A pedalada de hoje teve a companhia do maridão e de mais uns amigos dele. Isto só foi possível porque tenho a minha mãe por cá que fica com o filhote. Por norma, pedalo sozinha o que não me leva a caminhos muito técnicos nem muito diferentes do que costumo fazer.
Assim, e sob um calor brutal, algo pouco normal pelo Oeste, pedalámos à volta de 60 kms entre arribas, falésias, 'singles', estradões, muita areia, alguma pedra e por fim o alcatrão num desespero em chegar a casa o mais depressa possível porque o calor abundava e a água escasseava, mesmo depois dum segundo abastecimento.
Era bom que fosse assim mais vezes porque de certeza que eu progrediria muito mais.
Enfim, foi um belo passeio porque enquanto pedalo parece que não tenho problemas ou que vou ter que regressar amanhã ao trabalho depois de três semanas de férias...
As pausas para café e fotos sabem imensamente bem até porque permitem contemplar o mar...
Mas o calor e a sede apertam. Ala que se faz tarde e o Sol está demasiado quente...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Últimos dias...

Praia essencialmente para divertimento do filhote e meu que bem tenho sentido falta de... praia...


Leituras na praia que me sabem mesmo bem. O meu cérebro agradece por ter voltado a ler...


Nem sei há quanto tempo não fazia um bolo. Fiz não um mas dois, de chocolate. Um para nós e outro para a vizinha que nos tem dado legumes e frutas da sua horta. 


Não tanto como tinha pensado, de quando em vez lá pego na bike. No domingo passado pedalei cerca de 68 kms e hoje dei uma voltita rápida de 30 kms... Pelo meio páro e como as amoras que estão nos arbustos selvagens que encontro...
Penso na minha vida e nos verdadeiros testes de paciência aos quais tenho sido sujeita. Inspiro, expiro e prossigo a pedalar, com vontades de ir por sítios mais complicados mas sozinha talvez seja melhor não...


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Pedalada de fim de tarde...

Ontem troquei a ida ao ginásio por uma pedalada a três... Eu, filhote e o pai lá de casa, pegámos nas bikes e fomos dar uma volta como há muito não acontecia. Soube-me bem o silêncio dos sítios por onde pedalámos e ver o sol a pôr-se, ao invés do zunzum e dos barulhos no ginásio... Claro que a intensidade do 'exercício' foi menor mas, ainda assim, andámos por trilhos semi complicados, com descidas e subidas compostas. Quer-me parecer que o filhote irá pedalar pelo mato fora sem medos e já com alguma... "técnica"... É que aventura-se nalgumas descidas, cheias de areia e troncos, e consegue fazê-las sem medos, sem cair e de forma leve e airosa... Nalguns sítios até o filhote 'venceu' a mãe ao pedalar a descer e a mãe com os seus pseudo traumas fez aquelas descidas desmontada da bicicleta... Coitadinho do meu filho, ainda assim esperou por mim... E naqueles instantes pensei para que é que realmente me metia em maratonas ou andava de bicicleta pelo mato fora se nalguns bocadinhos até o meu próprio filho de... sete anos me passava à frente, precisamente porque não tinha (tem) medos...
Ainda pedalámos cerca de 9 kms numa hora e pouco e o filhote adorou...
 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Entre cá e lá

Passei o fim de semana em correrias, entre o sítio onde sempre morei antes de me mudar para o Oeste e o Oeste. Estive com a família, fui a um 'shopping' da capital às compras mas, na verdade, os amontoados e as confusões de gente e de trânsito começam a fazer-me confusão. Só dizia à minha tia que já não estava habituada a nada daquilo porque no Oeste é tudo mais tranquilo...
Na verdade, só pensava em regressar e na... bicicleta... E vai daí que apesar do cansaço do dia anterior, de manhã levantei-me e fui dar uma volta, a mesma das últimas semanas, que rende para aí uns 60 kms e umas 2000 calorias gastas em três horas e meia a pedalar. Sozinha na minha solidão, ora penso e tenho ideias, ora não penso em nada e limito-me a gozar dos salpicos da água das regas dos campos que me refrescam e sabem mesmo bem no calor que se sente...
Não vi nenhuma mulher a pedalar, apenas homens e os que vi, na sua maioria, encontrei-os já no alcatrão com bicicletas de estrada.
Antes de chegar ao alcatrão, para fazer parte do percurso, percorro terras e vejo o mar que me apazigua e relembra que é quase o tempo da praia, das férias de que tanto preciso. Sinto saudades de fazer Geocaching e de irmos todos à praia, de fazer lanches sentada na toalha, de descobrir caixas escondidas e seguir as pistas que por vezes não nos levam a lado nenhum...
Começo agora a sentir que preciso das férias e que me estou a preparar para as receber, o mesmo já não posso dizer do meu aniversário que chegará muito primeiro do que as férias... Amanhã chega o mês de julho, o mês dos aniversários da minha família, o meu, o da minha mãe, duma tia e dum primo... Chegam os 40 anos e eu não estou preparada para isso, não me sinto com 40 anos... No sítio onde sempre morei e a propósito de me dizerem que estava muito... "magrinha" dizem que eu tenho que "mandar vir" a menina... Desculpo-me com a idade e na verdade não acreditavam que eu fosse já fazer... 40 anos... A verdade é que há muito que não pretendo ter mais filhos e agora que os... 40 chegam ainda menos predisposição tenho para tal...
 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Às vezes também penso enquanto pedalo...

É verdade, às vezes também penso, ou melhor, tenho ideias enquanto pedalo. Já não é a primeira vez que tal acontece, vou a pedalar e de repente, pumba, tenho ideias sobre como resolver ou tratar determinado assunto e isto incide desde as coisas mais sérias que têm realmente influência na nossa vida, até coisas sem importância, como foi o caso deste fim-de-semana.
Para além dos milhentos afazeres domésticos, maternais, pessoais e sociais, o meu corpo e a minha alma só se tranquilizam quando... vão pedalar... E vai daí que num fim-de-semana tão agitado, para arranjar tempo no tempo para poder dar novamente uma volta grande de bicicleta, ontem, depois duma espécie de festarola pelo serão de sábado dentro que nos fez deitar tarde e comer mais do que devíamos, eis-me levantada antes das sete da manhã com a 'pica' toda (!!!).
Acordei para ter tempo no tempo e também porque se previam temperaturas altas o que não é muito favorável para pedaladas intensas... E assim sendo, às 7h45 aí estava eu a sair de casa, imagine-se, com... frio... Estava uma neblina, um nevoeiro e uma geada àquela hora que as minhas pernas e braços de fora rapidamente se arrepiaram numa descida que 'provocou' um vento frio pelo meu corpo e cabelo...
Mas depressa esta 'situação' foi resolvida com a subida íngreme (em terra) que costumo fazer pouco depois de sair de casa... Rapidamente fiquei com calores e maravilhada com a paisagem depois de chegar lá acima: as nuvens e a tal neblina estavam abaixo da altitude a que eu estava pelo que havia sítios rodeados por aquele nevoeiro que assim de repente pareciam terras encantadas.
Lá prossegui, sempre a acelerar porque tinha que estar cedo em casa. E era tão cedo que o sítio onde costumo beber café ainda nem estava aberto quando lá cheguei...
Siga...
E segui e o calor começou a apertar e fui bebendo a bebida isotónica, comi uma barrita, desta vez não tinha bollycaos para levar (!!!) e nem sei como aguentei tudo sem... beber café...!
Às tantas só pensava que tinha que me despachar, parei um bocadinho de nada a ver o mar e para tirar uma foto e pus-me ao caminho, um nadinha de nada mais reduzido pelo que desta vez, ao invés dos 63 kms que esta volta costuma "render", fiz 58 kms, menos 5 kms portanto. Gastei cerca de 2000 calorias em três horas e meia a pedalar, e sinto que cada vez me custa menos a fazer voltas assim grandes... Continuo algo lenta nas subidas mas faço-as e não as evito, insistindo até nalgumas bem difíceis porque é esta a minha fraqueza...
Mas como estava a dizer no início, durante a pedalada ocorrem-me assim algumas ideias e desta vez a ideia foi para que raios ia em todos os dias que vou ao ginásio, fazer... Cycling... Por que não tentar divertir-me no ginásio, aliviar um pouco o treino e o stress e fazer uma aula de... pasme-se... Zumba! É que eu adoro dançar e assim com'ássim se passo quatro horas a pedalar, bem podia dançar um bocadinho para variar...
Hoje é segunda-feira e há mais de uma semana que não vou ao ginásio. Pensei em ir hoje mas fazer uma aula que trabalha mais a força e ir embora mais cedo para casa por... não fazer a aula de Cycling...
Logo vejo...

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mais do mesmo...

Pois que afinal hoje foi mais do mesmo...
Acordei cedo novamente e tal como no domingo, às 8h30 estava a sair de casa.
A volta foi a mesma. As horas foram as mesmas, quer dizer, demorei menos cinco minutos a fazer tacitamente o mesmo percurso, o que é... bom... Mas tudo o resto foi igual, até a alimentação que levei...
Ontem já tinha pensado que não iria ao ginásio para descansar um pouco o meu corpo pouco cansado e poder ir hoje dar uma volta... Se tiver que optar entre poder ir pedalar ao ar livre ou ir até ao ginásio, opto pela primeira opção...
De qualquer forma, a única coisa diferente é que hoje toda a gente parecia querer falar comigo, fosse a dizer bom dia como é costume entre ciclistas, fossem automobilistas a perguntar onde eram determinados sítios, fossem "bocas" (simpáticas e cordiais...) nas subidas íngremes, ou até darem-me os bons dias mas a dizerem o meu nome e, com grande pena minha, eu não saber quem era apesar de, claro, falar à pessoa de forma (mais) simpática. É que não estou mesmo a ver quem seria... "Paciência"...
Ah, houve mais uma coisa diferente. Em tudo igual, nos 63 kms, gastei menos 400 calorias nesta pedalada. Se no domingo foram 2200 calorias à vida, hoje foram 'apenas' 1800 calorias. Será que é porque me custou menos por estar a repetir o percurso? Eu devia era poder e ter tempo para fazer estes quilómetros todos (e ainda mais alguns...) muitas mais vezes...
Que liberdade poder fazer isto... O som dos pneus a calcorrear a terra e apenas isso, não ouvir mais nada e pensar em nada e em tudo enquanto se pedala...


segunda-feira, 9 de junho de 2014

A minha ideia era fazer 50 kms...

Tenho estado a pensar em como escrever este post de forma compreensível porque, pelos meus relatos por aqui, é sabido que já pedalei mais ou os mesmos quilómetros que fiz ontem e por isso pode não dar para entender 'muito bem' o que a seguir vou escrever...
A minha ideia ontem, para a pedalada matinal de domingo, era fazer à volta de 50 kms. Nos meus treinos habituais, e sozinha, costumo pedalar 35/40/45 kms e, ultimamente, 50/55 kms.
Ah, mas isso não é nada de especial, pensarão muitos.
Pois não, mas para mim é. Relembro que os quilómetros a que me refiro são em terra e seus derivados e respetivos obstáculos, estou portanto a falar de BTT, e não em estrada...
Vai daí que realmente já pedalei 85 kms, 60 ou 65 kms realmente, mas acompanhada e dessas vezes senti-me algo 'farta'...
É verdade, nunca me deu para treinar (sozinha) distâncias maiores por falta literal de tempo e de disponibilidade (sou mãe, mulher, 'dona de casa' e trabalho a tempo inteiro, certo...?), por falta de pachorra e porque nalgumas distâncias maiores me senti cansada, sem estar em forma para tal e porque na minha mente sempre abundaram os pensamentos de que era demais para mim, que não conseguia, como se eu não "merecesse" pedalar mais quilómetros...
Pois bem, ontem estes fatores que me têm "impedido" de pedalar mais quilómetros foram 'combatidos'... Acordei  muito cedo, pus-me ao caminho, meti na cabeça que queria fazer mais quilómetros e, muito importante, acreditei em mim mesma e que o conseguiria fazer.
Pai e filho dormiam quando às 8h30 estava pronta e a sair de casa montada na minha bicicleta e tendo por companhia apenas e tão somente a minha pessoa...
E lá fui. Fiz muitas subidas no percurso e quando cheguei a uma parte em que ou virava para casa ou virava para um sítio que me ia fazer pedalar mais quilómetros, optei pela segunda opção, acreditando que conseguiria, que não me iria sentir farta ou cansada ou que, no limite, se tivesse que me atirar para o chão por causa do cansaço, ligaria ao pai lá de casa para me ir buscar de carro...
E lá continuei a minha pedalada solitária. Parei a meio para tomar café, acho que soube dosear o esforço, a hidratação e a alimentação. No bolso levava dois géis energéticos e de reposição de sais, uma banana, e um bollycao (!!!), para além da bebida isotónica. Eis-me a pedalar com tudo isto nos bolsos de trás do jersey ciclista e conforme o tempo e os quilómetros passaram ia ficando mais leve.
Não encontrei quase ninguém pelos caminhos de terra pelo que às tantas me perguntava se seria maluca por andar por ali a pedalar sozinha mas, que posso fazer, sabe-me bem esta solidão e os pensamentos que vou tendo ao levar com o vento na cara e ao ver o mar...
Comecei até a estranhar por não me sentir cansada mas de facto a fé em mim mesma deve ter sido muito superior porque me aguentei sem desesperos...
Para lá fui por trilhos e para regressar a casa, para ser mais rápido, fui pela estrada 'normal', sempre sozinha... E é por tudo isto que para mim esta pedalada foi um ato de superação de mim mesma. Não quero saber se fui lenta, se para os ultra prós não tem nada de especial e são poucos quilómetros ou se demorei muito tempo, pois para mim foi mais importante o facto de conseguir pedalar tantos quilómetros num tempo razoável, sem me sentir cansada ou farta. Foi como se tivesse qualquer coisa ligada às perninhas.
Não quero saber se por mim passaram inúmeros ciclistas com as suas bicicletas fininhas de estrada, leves e airosas, todos a ultrapassarem-me e a pedalarem mais rápido do que eu na minha bicicleta pesadona e cavalona de BTT... Pouco importa porque realmente ontem estava em competição comigo mesma e não com os outros...
Fiquei feliz e satisfeita comigo mesma, ena, que egocentrismo...
 
Os factos foram os seguintes:
 
- 63 Kms pedalados em 3h52mns com uma média de velocidade de 16.3 kms/hora,
- Atingi a velocidade máxima de 50 kms/hora (numa descida em alcatrão, lembro-me perfeitamente porque estranhamente não tive medo...),
- A média de batimentos cardíacos foi de 149 e a pulsação máxima atingida foi de 181 bpm,
- Altimetria: 811 mt (Ascent) e 808 mt (Descent),
- Calorias gastas: 2220 calorias, o que significa que pude almoçar à vontade a feijoada que tinha deixado pré preparada. Depois foi só chegar a casa e terminá-la (a bela da feijoada)...
 
Note to self: durante o percurso, não sei porquê (quer dizer, sei...), lembrei-me e pensei muito no meu pai... Quase que o sentia... Esteve constantemente na minha cabeça... 
 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Como 'curar' um dia de neura numa hora e pouco

Ontem realmente estava com uma espécie de neura e com o (não) vislumbramento de me poder ir exercitar, ainda pior estava... Tinha ido ao ginásio na segunda-feira, na terça o filhote teve atividades e ontem também tinha pelo que não fazia ideia de ir ao ginásio e muito menos de poder ir dar uma volta de bicicleta. Só que entretanto o pai chegou e podia levar o filhote às atividades e uma vez que o jantar estava feito, não fui de modas.
Então meus queridos, vou ali equipar-me e já volto.
É que eram quase seis e meia, o dia prolonga-se até quase às nove, mas pensei que daria uma volta curta só para desanuviar as neuras e chegar a casa antes do fim das atividades do filhote...
E lá fui eu, num ritmo mais elevado do que é costume para me obrigar a 'trabalhar' mais a pedalada, para transpirar e porque tinha pouco tempo e sabia que ia fazer poucos quilómetros... E realmente numa hora e um quarto a minha neura e os meus problemas foram-se... O vento fresco que se fazia sentir, que me batia na cara e que arrepiava as minhas pernas, o silêncio, o som dos pneus sobre a terra e por fim, ver o mar... É isso tudo que me apazigua. O silêncio, a solidão, o vento, a brisa, o calcorrear terra e contornar obstáculos, o obrigar o meu corpo a esforçar-se nas subidas, e por fim ver a água, o mar e sentir-me livre e liberta...
Foram apenas quase 24 kms mas como foram intensos, deram-me gozo, pica, libertaram-me, amenizaram as minhas neuras... Ai se eu pudesse fazer isto (quase) todos os dias...
 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Bom, eu disse que logo ia ao ginásio...

Eu disse, e pensei, que logo ia ao ginásio mas agora à tarde está-se-me a dar uma espécie de 'moleza' que nem consigo explicar...
E depois, quer dizer, ontem gastei para aí umas três mil calorias, passei cerca de três horas, ou melhor, mais, para aí umas quatro horas e tal a pedalar, sob a torreira do sol e do pó, pensando melhor, para que raios vou hoje enfiar-me no ginásio a... pedalar...?
Só se for para fazer a aula mais cedo e antes do Cycling, sempre são exercícios diferentes e assim ia mais cedo para casa...
Creio que a roupa que está no saco do ginásio que anda no carro desde a semana passada, são uns 'leggings' que mostram a barriga da perna. Que só por acaso agora está (ou melhor, estão, felizmente tenho duas pernas...) cheia(s) de nódoas negras das minhas corridas épicas que dei ontem na maratona quando ia nas descidas vertiginosas com a bicicleta à mão. Aposto que ainda ninguém se lembrou duma espécie de trail destes, hã, corridas com bicicletas à mão e tendo em conta que a minha foi feita para cabrar, escusado será dizer que pesa à volta de 13 quilos, não pesa própriamente oito, nove ou dez como algumas bicicletas de estrada... Portanto, eu galguei descidas, e algumas subidas bué íngremes, a correr com a bicicleta 'presa' pelo braço "manco". Que lindo isto tudo, ui, ui...
:P
A "questão" é que depois só posso voltar ao ginásio na quinta-feira, parecem-me muitos dias sem lá pôr os pés e tal... A esta hora, não sei ainda o que faça...
E depois já estou a ver a minha vidinha quase ao contrário porque, em princípio, não vai dar para pedalar nos próximos dois fins-de-semana, socorro!!!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Exercitar

Fui ao ginásio na segunda-feira. Entretanto não regressei. Não deu por causa dos horários e da minha vida e porque quando deu eu optei por ir pedalar ao ar livre... Com o tempo melhor prefiro andar de bicicleta do que ir para dentro do ginásio pedalar nas bicicletas que não saem do mesmo lugar, manias, dias, vontades, humores, depende...
Mas o facto é que me sabe imensamente bem ir, chegar ao pé do mar, tomar um café, relaxar um pouco e seguir viagem. E na verdade gostava de me sentir assim em provas e maratonas. Às vezes acho que as minhas prestações não são melhores, não tanto pela parte física, mas porque me enervo e parece que bloqueio. Basta ver que a pedalar sozinha ando sempre muito mais depressa do que nas provas... Gostava de me descontrair mais e fazer as provas "na boa" e é só nisso que tenho pensado, afinal, isto é apenas um 'hobbie' prazeiroso que descobri talvez um pouco tarde (?), por volta dos 35/36 anos. Nunca fui desportista e por isso não é agora que a minha vida se vai basear nisto... Queria mesmo era estar mais relaxada nas maratonas. Bem sei que precisamos de energia extra mas no meu caso acho que até fazia bem acalmar...
Como estava a dizer, no tempo livre que tive fui dar uma volta de bicicleta, foram cerca de 52 kms em três horas, sendo o percurso 90% feito em terra e fiz muitas subidas para ver como me aguentava e aguentei-me mais ou menos, acho sempre que podia fazer melhor...
Mas foi uma pedalada em que me forcei a mim mesma a esforçar-me mais do que é costume, como se tivesse alguém a "mandar" em mim e por isso transpirei muito, fiquei quase sem fôlego nalgumas espécies de "sprints" e nas subidas. Cheguei a casa cheia de pó e quase com os pés feridos mas isso significa que terei que comprar outros sapatos de encaixe, 'oh que chatice...'
Inspira e expira... 
 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Aproveitar o tempo que se tem (ou não...)

Aproveitar o tempo que se tem (ou não...) é ir pedalar durante o tempo de uma das atividades do filhote já que o pai estava ausente em formação...
Deixei o filhote na atividade, rumei a casa, marimbei-me para as (imensas) tarefas domésticas que aguardavam por mim - quer dizer, antes de sair de casa retirei a roupa da cama e deixei roupa a lavar..., equipei-me e saí de casa com o conta quilómetros 'colocado' no relógio porque eram as horas que contavam para aquele passeio, treino, 'whatever' e fui... E soube bem mas com o tempo contado não poderia fazer tantos quilómetros como gostaria pelo que numa hora e meia pedalei 25 kms (em terra...), acho que não foi mau de todo.
Cheguei a casa, tratei de mim, ainda tratei da casa e vá lá que uma amiga-mãe trouxe o filhote da atividade já que trazia o seu próprio filho. Confesso que me deu um jeitaço...
No outro dia, com o pai também ausente, não pude pedalar logo de manhã, nem o contava fazer quando eis que afinal o pai chega a casa um pouco mais cedo do que era previsível. E eu, quase a sentir-me "doente" por não poder ir pedalar, mudei rapidamente de roupa e lá fui eu... É realmente uma terapia poder pedalar e levar com o vento fresco na cara, ver o mar e apaziguar o espírito... Enquanto vou na bicicleta, penso em tudo e penso em nada. Alguns medos e receios continuam mas sabe-me tão bem andar de bicicleta... Foram 37 kms (de terra) em duas horas e dez minutos...
E sim, inscrevi-me numa prova (de BTT) mas ainda não paguei porque continuo com incertezas, dúvidas, medos e por aí fora... 
 


terça-feira, 29 de abril de 2014

Post fotográfico - rumo (subida) ao ponto mais alto da Estremadura

E se neste post fazia uma breve descrição escrita da subida quase vertiginosa que fizemos, aqui ficam de forma muito resumida algumas fotos desse passeio... Foi o dia em que pedalei durante praticamente seis horas e em que pouco ou nada me senti cansada e sem cair para o lado... Suponho que tal se deveu ao facto disto ser algo que queria muito fazer e por acreditar que o ia conseguir fazer...
:-) 
 
Ah que nunca mais chegamos lá ao cimo...

A subida foi feita para aí 90% em piso cheio de pedra espetada no chão. Nalguns momentos tivemos que ir com a bicicleta à mão porque era quase impossível pedalar tal era a pedra e tal era a inclinação... Até parecia que caíamos para trás...

Foto tirada da Igreja para a Estação de Radares que tem assim um ar "extraterrestre"...
:P
A caminho, a subir, liberdade...
A foto da praxe que todos os ciclistas tiram quando aqui chegam... Chegar aqui e não tirar uma foto é quase como ir a Roma e não ver o Papa...
:D


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cheguei a dizer que estava de férias...

Não, pois não?
Também não importa porque não fui para lado nenhum. Esta espécie de férias foram mais para pôr em dia uma série de assuntos e tratar doutros tantos...
Contudo, nesta semana que passou não pus os pés no ginásio. Em contrapartida, tenho tirado a barriga da miséria a pedalar... Tipo dia sim, dia não, e quando não choveu, eu e marido fomos dar umas voltas em ritmo de passeio, nada "a sério", pesado, mega rápido ou ultra profissional. Foi mesmo algo prazeiroso, só isso, ainda que eu levasse o pulsómetro.
Em cerca de três dias pedalámos cerca de 130 kms (em BTT) e nalgumas vezes, durante as nossas voltas, dava por mim a pensar em quem é que gasta o tempo escasso que sobra das "férias" para... pedalar e encher-se de lama. Só eu, só nós, acho... Mas sei que há mais pessoas assim por aí ;-)
A meio das nossas pedaladas parávamos para tomar café, comer qualquer coisa ou tão somente apreciar as vistas e soube mesmo bem... Há que aproveitar o tempo que se tem para pedalar porque voltando às rotinas e à vida "normal" não há muito tempo disponível para o fazer... 
Ainda assim confesso que pensei no ginásio, não em fazer aulas de... Cycling mas nas outras, nos abdominais e nos outros exercícios. Mas pronto, para a semana lá regressarei ao 'indoor'... Para já, apetece e aproveita-se o "outdoor"...
Ainda assim, sinto e acho que não estou em grande forma e nem sei bem porquê... As pernas parecem não pedalar ao ritmo que eu desejaria, as subidas fazem-se mas custam e talvez por tudo isto, permanecem as dúvidas, as inseguranças e os bloqueios em relação a provas e afins...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

É de pequenino...

É de pequenino que se incute (e pratica) este espírito e, felizmente, tenho um filho que também gosta (adora) andar de bicicleta... Demos-lhe a primeira bicicleta (ainda com rodinhas) no dia em que fez 3 anos. Quase aos 5 anos já andava sem rodinhas, demos-lhe uma bicicleta maior, e há um ano e tal que tem esta bicicleta (a da foto), já maior (roda de 20') e mais 'sofisticada'. Com esta bicicleta veio também o equipamento 'a sério' de ciclista júnior: calções, calças, jersey e luvas (o capacete sempre teve...).
E assim sendo, e talvez por ver os pais, o filhote é destemido, audaz e ágil a pedalar... No fim de semana passado fomos os dois dar uma volta e foi muito divertido. Tenho no meu filho um bom amigo, um companheiro, um menino muito dócil e conversador. Acatou todas as minhas indicações sobre a segurança a pedalar, fez tudo o que "mandei" e por isso subimos e descemos alcatrão para finalmente entrarmos na terra... E aí sim, pedalámos os dois, lado a lado, sempre a conversar. Com uma mãe tão calada, ainda bem que o filho é conversador e assim percorremos cerca de 8 quilómetros e foi... apaziguador... 
Deixei depois o filhote em casa, com a avó, e segui na minha pedalada solitária a sentir a falta do meu filho e das suas conversas e companhia...
Fiz uns 50 kms e dou também conta que o meu corpo anda a pedir mais quilómetros... Comecei por pedalar 14 kms, passei para 20, andei algum tempo nos 30/35 kms, passei a pedalar normalmente 40/45 kms e chegar aos 50 kms foi uma espécie de "marco". Entretanto entrei nos 60/70 kms, cheguei a fazer 85 kms, e agora, numa saída 'normal' porque também não tenho muito tempo livre, sinto que 40/45 kms já são poucos, que 50 kms ou mais começam a ser necessários, quase fáceis e usuais porque sem isso o meu corpo não parece ficar 'satisfeito'. Continuo, contudo, insegura e por isso (ainda) não me inscrevi em nenhuma prova. Continuo a achar que vou fazer 'figuras tristes', que serei dos últimos e que por isso mais vale nem ir...
(PS: Kms em BTT, não em estrada...).


domingo, 13 de abril de 2014

Não sei que faça amanhã...

Não sei que faça amanhã, se vou mais cedo pedalando para o trabalho ou se vou mais tarde conduzindo e levando o saco do ginásio...
Se for e vier a pedalar não me apetece depois voltar de carro até ao ginásio...
Se for de carro, levo o saco com o equipamento para ir ao ginásio mas... depois penso que as "oportunidades" para ir a pedalar para o trabalho estão a terminar... O filhote está quase a terminar as férias, no fundo, é só mais esta semana, depois é o regresso às rotinas e ao... ginásio... Portanto, se calhar o melhor que faço é aproveitar enquanto dura e ir e vir a pedalar do trabalho mesmo não chegando a 10 kms para lá e a mais 10 kms de lá para casa, o que equivale a cerca de uma hora a pedalar...
Por outro lado, o peso da mochila com a muda de roupa e o meu lanche 'incomoda-me' um pouco mas enfim, nada que não se aguente por uma boa causa, no caso, pedalar... E depois realmente ir a pedalar às oito da manhã faz com que uma pessoa se sinta mais animada...
Bom, amanhã de manhã quando acordar logo vejo...
Na sexta-feira fui ao ginásio, estive lá quase duas horas e gastei mil e pouco calorias... Fiz uma aula de Cycling e outra mais ligada à força e à tonificação o que me deixou muito bem dispostinha exceto o facto de que numa das aulas estavam lá umas pessoas que não se calavam, falavam tanto e tão alto que eu tinha vontade de as mandar calar mas... não posso e sei que os professores também não podem assim mandar calar as pessoas que, no fundo, são os clientes do ginásio... Mas, ainda assim, parece que me leram os pensamentos e a brincar deram a 'piadinha' de que para a próxima aquelas pessoas ficavam "separadas", enfim...
Neste fim de semana, contudo, não houve pedaladas com grande pena minha, mas foi por uma boa causa. É que o sábado e o domingo foram cheios de 'compromissos' sociais e familiares pelo que foram só festas e o tempo não chegou para tudo. Foi bom, deu para estar em família que também é preciso...

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Sim, hoje sim...

Sim, hoje vim de bicicleta para o trabalho mas... já não vim vestida com roupa "normal" porque achei que tinha transpirado em demasia e que era preferível trocar de roupa...
E assim foi. Quer dizer, tomei o meu duche matinal em casa, vesti a roupa e o calçado de ciclismo, e na mochila trouxe a roupa 'normal e formal' e as botinhas da praxe. 
Ainda bem que não está frio pelo que assim o volume e peso da roupa são muito menores. Ainda assim, a mochila ficou (muito) mais pesada e senti-o pelo caminho. A pedalar com aquele peso às costas notei que o meu rendimento baixou um bocadinho...
Mas como estava a dizer, tomei eu o meu duche matinal para entretanto chegar ao trabalho algo transpirada. Hoje estava Sol logo de manhã e nenhum frio...
Arrumei a bicicleta, troquei de roupa, 'compus-me' e eis-me a trabalhar muito mais bem disposta e para aí uma meia hora antes da hora de entrada...
Com isto pareço também uma criança, porque venho a pedalar e porque quando chego tenho que telefonar à minha mãe a "avisar" que já cheguei e que estou bem porque fica preocupada com as minhas pedaladas...
É realmente algo divertido e uma pessoa parece que vem e está a trabalhar com outro ânimo, muito melhor e mais animada... E na verdade só penso que ao fim do dia, quando sair, podia desatar numa volta maior já que tenho o equipamento para vestir mas... o peso na mochila é algo a ter em conta e é, de certa forma, uma maneira de perceber o que aconteceria caso fosse numa jornada mais longa e eu adoraria ir (de bicicleta) a Santiago de Compostela, mas não este ano, talvez no próximo...
Pedalar para o trabalho recomenda-se e faz bem à saúde física e mental...
:D

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pedalada de ontem...

Aqui está uma das pequenas coisas que não tinha antes de morar no Oeste e que me faz feliz. 
Esta é daquelas coisas que por vezes 'equilibra' ou diria mesmo que puxa o prato da balança para o Oeste quando começo com pensamentos angustiantes sobre a nossa mudança...
Bom, sem esperar, foi uma volta a dois pois que marido não teve novamente formação no Domingo (ena, viva!!!) e assim saímos de casa, nas calmas sem saber bem o destino.
Quis o destino que pedalássemos para aí 46 kms, confesso que me apeteciam mais mas marido não pedalava há mais de um mês e não tem feito treino algum e com um problema no joelho, a pedalada começou literalmente a doer-lhe... Se bem que a meio do caminho ainda fizemos um belo dum 'sprint' e passámos um grupo para aí de seis ciclistas 'de estrada'. E porquê esta distinção? Por que os encontrámos no... alcatrão e todos pedalavam bicicletas fininhas de... estrada... Nenhuma era de montanha, ou de BTT vá, como as nossas que são grandes, pesadas e poderosas, umas verdadeiras cavalonas, enfim...
Mas confesso que até teve graça porque como confio tão pouco em mim até me pareceu mentira vir tão atrás daquele grupo, ultrapassá-lo e ainda andar bem à frente sem que ninguém me conseguisse 'apanhar' quando era notório que ficaram 'melindrados' à nossa passagem e que aceleraram...
Bom, parvoíces à parte, foi muito bom poder pedalar no domingo de manhã. Queria sempre poder fazê-lo... Queria ganhar mais confiança em mim, queria tanta coisa...
A verdade é que pedalar me faz sentir leve, livre, aliviada, despreocupada, feliz, contente e tantas coisas mais... E chegar a um sítio depois de vários quilómetros calcorreados e ver o mar é assim algo de extraordinário...




domingo, 30 de março de 2014

Inesperado

Não era esperado que hoje o pai cá de casa não tivesse formação e, consequentemente, estivesse em casa.
Muito menos era esperado ou expectável que eu hoje "pudesse " andar de bicicleta porque com o pai ausente não me resta mais ninguém.
Nem uma amiga, nem uma prima, uma tia, uma mãe ou uma avó que pudessem tomar conta do filhote, apenas uma cadela, um gato e dois periquitos estão por perto e com um filhote tão pequeno ainda, é óbvio que não pode ficar sozinho em casa...
Nada disto estava previsto e já que o pai cá de casa estava tão cansado que nem lhe passou pela cabeça pedalar logo pela manhã, a mim é claro que passou e pensei que como ia ter tempo, que queria ver se pedalava uns 50 kms para tentar equilibrar os escassos treinos que tenho tido.
E lá fui eu. Fiz uma subida vertiginosa com um tempo cinzento e fechado e no fim dessa subida desatou a chover.
Pode ser que passe, pensei eu. Vou andando até ali que entretanto deixa de chover. E lá fui eu. E a chuva cada vez mais intensa, e o vento também. Tinha vestido o corta vento mas passados uns quinze minutos duma chuvada forte, começou a não ser suficiente para não me deixar molhada. A cabeça, essa leva sempre um lenço por baixo do capacete e isso protegeu o meu cabelo da chuva. Mas o corpo, o corpo esse ia ficando ensopado porque a chuva era cada vez mais forte e aquela expectativa de que ia passar não se concretizou.
Fui até certo sítio onde poderia ter continuado ou virado para trás, para casa, e não é que a chuva me estivesse a fazer confusão, porque não estava, até me estava a saber bem, a libertar a alma e as minhas dores, coisas tão minhas que podem ser tão parvas para a generalidade da população, mas que me atormentam, até porque continuo a ver o meu pai em sonhos.
Mas como estava a dizer, queria tanto ter tido um treino longo, e esta chuva nem era nada comparada com tudo o que apanhei quando fui a Fátima, horas a fio a levar com chuva gelada que me fez lá chegar em quase hipotermia, mas ainda assim voltei para casa. Voltei para casa para salvaguardar o meu corpo e a minha saúde porque na verdade já nem queria saber da chuva que até me fez acelerar o ritmo para fugir dela e no meio dela.
Mas pensei que podia adoecer e por isso voltei para casa, muito chateada por ter a oportunidade e tempo e afinal o tempo meteorológico não me "deixou" pedalar. Pedalei apenas 17 kms numa hora, parecia uma aula de Cycling mas em condições adversas.
Soube-me a pouco ou a nada e desta vez o melhor que nada não chegou para mim.
Cheguei a casa encharcada da cabeça aos pés, gelada, nem sentia os dedos dos pés, cheia de lama e fui direta para um banho quente.
Apesar de tudo, e de ter sabido a pouco, soube bem a chuva que apanhei no corpo e na tromba, para ver se me abre as ideias e me mantém mais alerta, mais ainda, e se me limpa os pensamentos menos bons e que são tão meus...
Ao chegar aos 40 há ainda certos aspectos que poderiam e deveriam ser melhorados, resolvidos, tratados, coisas tão minhas...
E o meu pai, continuo a sonhar com ele. Desta vez entrei numa sala ou num quarto qualquer, não sei onde, e lá estava o meu pai sentado. Só isso...
Também tenho pensado muito na avó do meu marido, bisavó do meu filho, não sei porquê, parece que lhe sinto agora a falta.
Lá está, tonterias tão minhas e que só a mim dizem respeito. Quem quer saber disto, aposto que ninguém. As pessoas querem saber é do óbvio, das aparências, de quem dá nas vistas, querem lá agora saber de quem mal abre a boca...
... ... ... ... ...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Ainda assim consegui pedalar

Realmente não sei como fazem as mães que estão sozinhas, e sem família por perto.
Desde que o pai cá de casa está em formação durante todo o fim de semana que as nossas vidas se "ressentiram" um bocadinho, especialmente a minha porque não tenho qualquer tipo de ajudas...
Passo o fim de semana a levar e a buscar o filhote das atividades, a tratar da casa, a cozinhar, a supervisionar os TPCs, a brincar, a jogar, a cuidar do filhote. E se antes tudo isto era partilhado, agora sou só eu porque o pai só chega ao fim do dia de sábado e ao fim da tarde de domingo.
É por isso também mais complicado exercitar-me ao fim de semana e longe vão os fins de semana em que passava todos os domingos de manhã a pedalar... Mas também não faz mal, assim aproveito para dormir um pouco até mais tarde e descansar, sem pressas, com o filhote... Por vezes damos nós os dois pequenas voltas de bicicleta ou fazemos caminhadas com a nossa amiga canina e também é divertido.
Só que ontem parece que me faltava a "medicação"... Raio das pedaladas que parecem um vírus que por muito que nos queiramos livrar dele, não "conseguimos"... Isto tudo para dizer que assim que o pai chegou, que me equipei e saí porta fora a pedalar... Parecia quase doente tal era a ansiedade em ir dar uma volta...
Apesar dos dias estarem maiores, tinha o tempo contado e, de certa forma, isso serviu de estímulo para acelerar e fazer alguns "sprints" que me fizeram transpirar bués. Contudo, sinto que não estou em 'plena' forma física e não entendo isto. Para quem vai ao ginásio três vezes por semana e faz o Cycling e as outras aulas "com uma perna às costas", a pedalar parece que não surte grandes resultados e eu não consigo entender isto, entender o que se passa com o meu corpo...
Nos 'sprints' que fazia, a pulsação ia quase até ao limite, transpirava que me fartava e ficava um pouco ofegante... Acho que há algo no treino no ginásio que não está completamente bem. Se calhar devia pedir uma avaliação física e um treino mais específico para pedalar melhor na rua...