Mostrar mensagens com a etiqueta As coisas que eu tenho que ouvir. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta As coisas que eu tenho que ouvir. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

"Tanta coisa" num supermercado perto de si...

Cena 1 - Na charcutaria:

Eu - pode cortar uma fatia de fiambre com meio centímetro de espessura?
Resposta - ah, eu de centímetros não percebo nada, se for em dedos, já sei.

A sério que isto pode acontecer numa charcutaria? 

Bem sei que não estava numa papelaria, mas até onde vai esta espécie de estranha iliteracia que me deixa num misto de perplexidade e de "pena"...

A senhora era mais velha mas não tão mais velha assim que 'justificasse' esta 'falta de conhecimento' de medidas e afins...
Para além disso, foi rude e agressiva ao ponto de eu "me sentir mal" por ter feito o pedido assim, como se fosse algo muito erudito ou complexo.
Não quero parecer arrogante nem muito 'inteligente' mas isto é algo básico do ensino... básico... certo...?

Cena 2 - No talho:

Aguardo pela minha vez, um pouco afastada do balcão do talho para que quem está a ser atendido possa ver tudo melhor.
Eu sou assim, sempre a pensar nos outros, mesmo em situações idiotas e sem qualquer importância, penso sempre no 'bem estar' ou na educação para com a liberdade dos outros.
Nisto, uma senhora que estava a ser atendida, sem mais nem menos, anda dum lado para o outro junto ao balcão, mas lá está, eu nem sequer estava encostada ao dito pelo que não interferia com os seus movimentos, vira-se para a filha que a acompanhava e rosna, sim, o termo é mesmo este, de repente as pessoas ficam feias quando são rudes, mal educadas e têm ataques a propósito de nada, rosna para a filha algo do género como eu era grande e que ela era pequena mas que também chegava aos sítios.
E...? Que tenho eu com isso? Que tenho eu a ver que a senhora fosse pequenita e se tivesse transformado num bulldog muito feio, com as suas bochechas ridículas carregadas de maquilhagem e estivesse 'lá em baixo', quase a dar-me pelos joelhos???
Há pessoas muito frustradas, não há?
Eu metida na minha vidinha e aquela pessoazinha, de repente, manda bocas sobre a minha altura como se fôssemos garotas, demonstrando toda a sua raiva e frustração, possivelmente da vida de merda que deve ter, a começar por ser feia e usar mais maquilhagem que sei lá o quê.
Olhei para ela e disse: é preciso ter uma paciência...
E ficámos por ali.
E eu fico a matutar nestas coisas, mas não devia, afinal, já sou quase uma pessoa idosa e os comentários, observações e frustrações devido à minha altura, proliferam pela minha vida fora, a vida duma pessoa grande num país de gente pequenina, em tamanho e na educação e nas boas maneiras.
Eu achava que estas coisas só se passariam na minha adolescência mas afinal não.
Com 43 anos continuo a ouvir comentários sobre o meu tamanho, sendo que para mim é indiferente o tamanho, peso e afins das outras pessoas. Não estou nem aí. Cada um é como é, desde que seja feliz e educado...
Por que raios tenho que continuar a ouvir estas coisas sem jeito nenhum de gente mal educada e ressabiada se eu sou uma pessoa pacífica metida na minha vida...

Cena 3 - Na Caixa:

Quando finalmente vou para pagar as compras, à minha frente está um casal de espanhóis com uma filha com 4 ou 5 anos que teimava em fechar a caixa colocando a barra de metal para o efeito enquanto pulava, saltava e guinchava.
E não é que não ralharam, não corrigiram, não disseram nada???
Eu que estava a seguir, levei com a barra fechada enquanto aquele casal mal educado, e que está a mal educar a filha, nem sequer chamou a atenção da criança ou arrumou a 'cancela' como estava.
Nada.
Foram embora como se nada fosse.
Mas como é que isto é possível??? Se fosse com o meu filho, teria sido corrigido na hora, teria pedido desculpas e arrumado a barra no sítio devido!!!
Conclusão: olhei para a rapariga da caixa e disse que eu não tinha que abrir a cancela, que isto não devia ser assim.
Ela, muito encavacada como é compreensível, afinal somos todos clientes e ela está ali a colaborar muito provavelmente com um contrato precário que não tarda nada acaba, gentilmente abre a cancela e pede desculpa.

Bahhh!!!
Ou eu ontem tive azar, ou isto tudo deixou-me mal disposta, ou então foi dia de encontrar gente estúpida pelo caminho!!!
Sou uma pessoa pacífica e é preciso mesmo muita coisa para me tirar  do sério!
Posto isto, ontem foi o que aconteceu. A minha pacatez e calma foram perturbadas por um sem número de pessoas e ações sem educação, empatia ou simpatia!!!
Para onde foram as boas maneiras?!
Para onde foi o bom senso?!
Será que estou a ficar velha??? Ou sem paciência??? Ou são algumas pessoas que realmente são e estão completamente idiotas???
A minha paciência e calmaria para situações e gente idiota começa a escassear aos 43 anos...
Será tarde?
Bem, para receber comentários idiotas e ouvir bocas sobre a minha altura, parece até que sou uma jovem idiota com cara de parva...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

"Ei, minha senhora, pssst, pssst..."

Ouço eu enquanto mudo de chuveiro porque aquele para onde tinha ido estava a esguichar água e dou por mim a ir para outro enquanto ouço um "Ei, minha senhora, pssst, pssst..." sem saber ao certo se seria para mim, já que estavam mais pessoas (senhoras) no duche...
Mas eis que constato, naquela vulnerabilidade de quem toma um duche no ginásio, que aquilo era mesmo para mim... Não fosse estar com pressa para me despachar e a levar com os esguichos da água na cabeça e na cara, teria levado a mão e o braço ao peito, e dito: "Quem, 'moi'...?".
Como é possível que aos 42 anos e uns meses ainda se dirijam a mim por causa da minha altura...
Suponho que tenha nascido no país errado e deambule numa zona onde, "ainda por cima", a maioria da população é... baixa... o que para mim é indiferente... já a minha altura para os outros, parece não ser...
Mas no caso desta abordagem, a pessoa em si até foi simpática, o que me queria dizer realmente era o seguinte: ""Ei, minha senhora, pssst, pssst... Não me quer dar um bocadinho da sua altura?" .
E a verdade é que isto veio de alguém com um metro e meio ou pouco mais do que isso.
Ao mesmo tempo pensei que só eu para estar a "passar por isto": ali estava eu despida no chuveiro do ginásio a ouvir tecer comentários sobre o meu tamanho...
Respondi que não me importava pois adoraria poder usar alguns saltos altos mas como cá ficaria ainda mais alta, coíbo-me de o fazer...
E depois sorrimos.
E depois dissemos muitas coisas.
Eu a queixar-me dos espelhos na maioria das casas-de-banho públicas e em como tenho que me baixar para me conseguir ver ao espelho e outras parvoíces similares.
A pessoa a dizer que eu podia ter sido manequim.
Eu a dizer que nunca me tinha dado para isso e que agora também já estava velha.
Velha estou eu, diz a outra pessoa, que tinha quase 50 anos.
E mentalmente pensei o mesmo: mas eu também caminho para lá, este ano faço 43...
Acabei o meu duche e não mais fui importunada por este tipo de conversas.
Não tenho ideia de as pessoas baixinhas serem abordadas por pessoas em geral e pessoas grandonas em particular a tecerem comentários sobre a sua altura. Já o oposto, sucede bastante. Acho que ouço comentários e abordagens sobre o meu tamanho desde que nasci. Em criança porque era sempre muito alta para a idade, em adulta porque sou muito alta e muito grande no meio da população portuguesa.
Isto parece ser como as pessoas magrinhas a quem toda a gente tece comentários mas às pessoas 'cheiinhas' ninguém pode dizer nada, nem diz...
Às magras pode observar-se e comentar que estão muito magrinhas. Às gordas não se pode dizer que estão gordinhas.
O mesmo se passa com as mulheres altas e grandes, como eu, com este ar quase de nórdica matulona, a quem toda a gente tece comentários e observações sobre o tamanho.
Às pessoas pequeninas tenho quase a certeza de que ninguém tece comentários ou 'manda bocas'.
Mas por que raios tem de ser assim?
Às vezes apetecia-me emigrar para um país onde todos fossem grandes como eu sou. Acabavam-se os comentários, de certeza...
Que pequenez de espírito.
Quase que podia escrever um livro com tudo o que tenho ouvido na minha vida sobre a minha altura e tamanho...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pérolas sobre a ultra magreza do meu filho

(nota prévia: o meu filho come muito bem e é uma criança "bem alimentada". Faz desporto três vezes por semana fora da Escola e corre e pula e joga futebol que se farta na Escola e é difícil estar quieto...).

Ah, ele deve estar cheio de lombrigas!!! 
O melhor é desparasitá-lo da cabeça aos pés!!!




segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Bem, mas mudando de assunto...

Filhote cresce a olhos vistos...
A duas semanas de completar os 9 anos, está muito alto mas também muito magro. Sugeriram-me até que poderia ter... lombrigas... mas... adiante... Como no final do mês vamos à consulta dos... 9 anos, vamos ver como será... Uma coisa é certa, come bem que se farta e, na família, principalmente do lado do pai, todos são muito magros... Até o mano, que tem já 16 anos, continua alto e magro...
Adiante...
Com filhote a crescer em altura e não para os lados, isso reflete-se, por exemplo, nas roupas e nos equipamentos... E vai daí que no Verão tinha comprado umas chuteiras que servem mas, por especificidades técnicas, são necessárias outras, mais adaptadas a esta nova expressão que entrou no meu vocabulário: "chuteiras para relva sintética"... E isto é todo um mundo que eu desconhecia, como se já não desconhecesse o futebol, e que me vejo obrigada a conhecer ao longo dos anos. Afinal, já lá vão quatro anos desde que filhote está no... Futebol...
Só agora foi necessário trocar o equipamento da equipa, e venham daí as novas chuteiras mais resistentes para a tal relva sintética, bem como as caneleiras que precisavam de ser renovadas...
Não ligo nem gosto de Futebol mas... se filhote gosta e se empenha, só quero que esteja feliz enquanto treina e joga...




Depois na Escola parece que está na moda o velhinho Ping Pong... Filhote não se calava em como precisava de uma raquete para si, para poder jogar nos intervalos e no prolongamento já que têm uma mesa de... Ping Pong...
Não fazia ideia de tantas variedades de raquetes e bolas e isto foi o que se arranjou...
Hoje levou a raquete e uma bola à sua responsabilidade. O aviso foi feito: se perder a raquete, não há mais nada para ninguém, vulgo, mais raquetes, bolas, jogos e por aí fora...