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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Conversas...

Ultimamente filhote conversa ainda mais do que era habitual.
Sempre foi conversador mas agora está ainda mais, não sei se é de se aproximar dos 10 anos, afinal, falta um mês para o seu aniversário, mais coisa, menos coisa...
Ontem ao jantar não foi exceção e no meio de tantos assuntos, claro, acabamos a falar na Escola.
Entre outras coisas, diz-me que as meninas se preocupam e se dedicam mais aos estudos, e que os rapazes são menos interessados e dedicados em relação à Escola.
"Mau"... (pensei eu, mas nada disse... deixa cá ver o que vai sair daqui...).
E vai daí que concluí dizendo que com ele era diferente, que da turma dele era o rapaz com melhores notas e tudo porque eu (a mãe...) puxo por ele e estudo muito com ele...
Fiquei assim a olhar para ele, primeiro sem saber o que dizer, e depois lá lhe disse que aquela "teoria" de que os rapazes eram menos dedicados à Escola e menos "inteligentes", não era bem assim... Dei-lhe exemplos de Cientistas, Professores e outras áreas em que os indivíduos do sexo masculino se tinham evidenciado e em que eram pessoas dedicadas àquelas causas e temas...
Também aproveitei para "ralhar" ao dizer-lhe que nem pensasse em utilizar aquele 'argumento' dos rapazes serem mais distraídos como uma desculpa para se dedicar ou interessar menos pela Escola...
"Mau"...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Eu estava a lavar os dentes depois do jantar

E filhote aproximou-se de mim, a propósito de nada, e sussurrou que tinha pedido dois desejos.
Aconselhei-o a não os revelar a ninguém pois corria o risco de não se concretizarem.
- Sabes filho, a mãe em pequena também pediu desejos e como os contei a outras pessoas, não se realizaram...
- O quê, mãe?
- Olha, pedi para ter irmãos e a verdade é que nunca os tive...

E ficámos ali naquele impasse.
Comecei a alvitrar hipóteses para os seus desejos: uma PS4, mais jogos, outra bicicleta, e por aí fora, mas não, acenava com a cabeça a dizer que não era aquilo que tinha desejado.
Até que me pediu para me baixar e, baixinho, sussurrou-me ao ouvido: sabes mãe, eu desejei que tu fosses sempre muito feliz, para não ficares triste...
... ... ...
Silêncio... Pausa...
... ... ...
Agarrei-me a ele enquanto umas lagrimitas teimosas saltaram dos olhos.
- Sabes filho, também se chora por felicidade e eu estou feliz, muito feliz, por teres tido esse desejo e lembrares-te de mim...
Mais um abracinho...
E aquele momento ficou, e ficará sempre, que no meio de tantos problemas o meu filho tem o cuidado e o amadurecimento de querer ver a mãe feliz..
Fiquei... feliz...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A propósito de nada...

Os dois sentados no sofá a ver televisão.
A propósito de nada, o filhote vira-se para mim e diz: "Sabes mãe, eu depois vou ter muitas saudades tuas".
Desculpa filho, não estou a perceber...?
"Sim mãe, porque tu um dia vais primeiro para o céu mas não faz mal que eu mais tarde vou ter contigo".
(silêncio constrangedor...).
Olhos vidrados num misto de tristeza e de espanto com esta conversa tão adulta numa criança de 7 anos e a propósito de nada.
Caíu-me uma lágrima.
Demos um abraço.
"Tens saudades do avô, e por isso estás a chorar mãe?"
Sim filho, tenho saudades do avô.
Silêncio.
Abraço.
Olhar em frente no infinito e para a televisão.
Finalmente o sono...

terça-feira, 1 de maio de 2012

O que realmente importa...

O que realmente importa é que enquanto vestia o pijama ao filhote e brincávamos um bocadinho como é costume, ele fez o gesto de me querer sussurrar algo ao ouvido.
Pensei que fosse alguma 'piada' ou para dizer qualquer outra coisa e afinal chega-se ao meu ouvido, põe a mão no meu ombro e diz baixinho: "és a melhor mãe do mundo".
(...).
E eu, qual mãe pateta e completamente desprotegida, enchi os meus olhos com água e disse-lhe que assim fazia com que a mãe choramingasse de felicidade.
Trocamos muitos mimos e dizemos constantemente um ao outro o que sentimos, o quanto nos adoramos mas isto da melhor mãe do mundo foi a primeira vez e por isso fiquei assim num misto de lamechas e de felicidade...
Noto que o meu filho está mesmo a crescer, a mudar, a ficar maduro, a ficar companheiro e... comilão... Ultimamente come muito mais do que era usual. Como costumo dizer, parece que está "roto" e continua magrinho que eu sei lá...
O meu filho é mesmo tudo o que desejei, só podia ser mesmo ele o meu filho...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Amor aos 5 anos...

O Amor aos 5 anos é eu estar a sair do ginásio (ontem) quase às oito da noite e receber um telefonema do pai porque o filhote me queria dizer 'algo'. E o que era esse algo? Era para eu comprar uma rosa cor-de-rosa à namorada para levar-lhe no dia dos Namorados (hoje)... E, já agora, uns cromos para a caderneta do futebol...
Se já estava com calores de ter feito imenso exercicío, ainda com mais calores fiquei por ainda ter que ir em busca duma flor e lá encontrei a rosa cor-de-rosa e pensei que ser 'sogra' duma menina é mais 'dispendioso' do que ser sogra dum menino...
Cheguei a casa e o filhote esperava-me ao portão. Quando viu a rosa os seus olhos brilharam mas a expressão na sua cara transbordou de felicidade quando me disse que a sua namorada lhe ia levar uma caixa cheia de chupa-chupas (!). Isso é que ele estava feliz com a ideia duma caixa cheia de chupa-chupas!!!
Portanto, flores para as meninas e chupa-chupas para os meninos. Está visto que o sexo masculino é pragmático, simples e objetivo desde criança...
E hoje ao deixá-lo na Creche estavam todos tão entusiasmados que já queriam desatar a trocar as prendinhas e só falavam nos namorados e namoradas uns dos outros... Lá vi a minha "nora", que, pelas minhas contas, já é a terceira ou quarta, com um ar tímido, perninhas entrelaçadas, e ficaram os dois a conversar...
Está visto que eu vou ser uma sogra mãos largas... O filhote pede e eu acedo, tudo em nome do Amor...

(foto da net)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Filho conservador no que aos namorados da casa dizem respeito...

Mãe, porque é que a Y...... tem tantas maminhas?
Sabes filho, porque um dia quando for mãe pode ter vários cãezinhos e assim é mais fácil para eles conseguirem beber o leitinho das maminhas da Y...
Ah, e ela tem cãezinhos na barriga mãe? Agora não filho, ainda não, para ter cãezinhos na barriga vai ter que arranjar um namorado primeiro e a Y ainda não arranjou...
Pois... E aqui ficou pensativo... Silêncio... Pois, continuou, e ela só vai ter um namorado lá para os 30 anos, não é mãe?
É filho, é mais ou menos isso sim, e comecei a rir...
Bem, na verdade, se nos guiarmos pela idade dos cães, e não pela humana, a Y tem quase 30 anos e por isso, realmente, se calhar está quase na altura de arranjar um namorado...
(espero que não porque não conseguia ver-me livre dos cães mas também não podia ficar com eles...)
:P

domingo, 29 de janeiro de 2012

Passaste no Pólo Norte, mãe?

Pergunta o meu filho enquanto vê as imagens, via satélite (como no Google Earth) do percurso que fiz de Bicicleta...
Do que ele se lembra e eu comecei a rir com a sua imaginação e a associação de ideias que fez por parte do percurso aparecer em "branco". Ainda lhe disse que era bem pensado e que teria a sua graça colocar uma bandeirinha no Pólo Norte mas não vislumbro que tal vá acontecer...
Lá lhe expliquei que era a areia da praia e que por isso aparecia algo branco. Ainda retorquiu que a areia não era branca mas isso dava para uma palestra...
Ainda quando saí para ir pedalar começou também a dizer que queria ir comigo e eu disse-lhe que agora não podia ser porque a mãe ia muito depressa.
Depressa acrescentei que não precisava de se preocupar porque daqui a uns 15/20 anos a conversa seria outra... Vai ser ele a sair para pedalar e eu já quase velha e caquética a 'pedir' para ele me levar comigo e aí ele dirá que vai muito depressa e que eu não o conseguirei acompanhar ;)
É assim a vida...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

À uma da manhã na passagem de ano...

Estávamos a deitarmo-nos e assim, sem mais nem menos, e a propósito de nada, o filhote olha para mim, antes de se aconchegar e diz:
"Sabes mãe, eu vou adorar-te muito, mesmo depois de morreres...".
E eu fiquei sem palavras... Os meus olhos brilharam porque ainda que fosse algo imensamente terno, era também algo imensamente triste...
Por momentos, por instantes de segundo, tive o pensamente horroroso de como seria a vida do meu filho sem mim. E se eu morresse de repente? E se o meu filho tivesse de ser "criado" sem a mãe...
Que horror...
E assim na passagem de ano, pouco antes de dormir, só tinha era vontade de chorar, pelas palavras do meu filho, pelo pensamento da hipótese de lhe faltar...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Deixa-me em paz!"

Há uma altura em que uma mãe fica assim sem expressão, sem palavras, sem saber como reagir...
De manhã a tomarmos o pequeno-almoço, comecei a ficar 'stressada' porque o filhote estava a demorar imenso tempo a comer...
Sem levantar a voz e sem ralhar muito, pedi-lhe que se despachasse porque hoje tinha mesmo que estar a determinada hora num certo sítio.
E vai daí que responde ele um insípido "Deixa-me em paz!". E eu fiquei... Fiquei sem saber se ralhava, se mudava de 'estratégia', se conversava sem ter tempo de manhã para isso, ou se nada dizia...
Na verdade fiquei magoada e sentida, senti-me uma mãe chata, e disse-lhe para não me voltar a dizer aquilo porque não me pode responder desta forma aos pais...
Desde que fez 5 anos que o noto mais 'respondão', mais confiante, mais teimoso, a contrariar-nos mais, a fazer birras que era algo que não fazia há imenso tempo porque aceita muito mal o facto de ser contrariado...
Confesso que tenho momentos de desespero e de pouca ou nenhuma paciência.
Depois "auto flagelo-me" em pensamento por ralhar e ferver em pouca água, afinal a adulta sou eu, mas com tantas posições rígidas que o filhote toma, fico assim sem saber bem o que fazer. Afinal só tem 5 anos, não tem 10 ou 12...
:S

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Have a nice trip my friend

Porque eu não sei como o dizer em neerlandês.
A minha amiga/vizinha holandesa foi hoje embora e está a ganhar uma importância crescente na minha vida. Eu prometi a mim mesma que não ia deixar "entrar" mais ninguém no meu coração de manteiga porque quase todas as amizades me têm 'traído' ou desiludido de certa forma. Prometi a mim mesma que agora só ia ter "conhecimentos" mas isto, tal como a paixão e o amor, não se consegue controlar. Um bocadinho ali e um bocadinho acolá certas pessoas estão a entrar na minha vida porque gosto delas e a minha amiga estrangeira é uma delas.
A sua sabedoria e a sua vivência extra Portugal ajudam a que as nossas conversas sejam sempre relaxantes e a que nunca estejemos caladas. Nunca há silêncio entre nós exceto quando não me ocorre determinada palavra em Inglês e aí rimo-nos...
Tudo começou com conversas sobre os cães de cada uma e agora já vamos juntas às compras e às casas de cada uma.
E ontem a nossa conversa, a nossa despedida tranquilizou-me. Ajuda também ser uma pessoa um pouco mais velha do que eu que adora a vida e que vê simplicidade onde eu vejo dificuldades e "confusões"...
Desta vez trouxe umas bolachinhas holandesas para o filhote que eram de comer e chorar por mais...
Há muito que não escrevia sobre e das amizades...
See you soon...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Resposta na ponta da língua...

Este meu filho tem resposta pronta para tudo...
Num destes dias chamo-lhe a atenção para algo e refiro que "parecia 'impossível' ter 5 anos e ainda fazer aquilo!".
Deita-me um olhar aterrador e diz com um ar muito zangado: "Eu ainda não tenho 5 anos, tenho 4, só faço 5 em Outubro".
Ora toma! Quem ficou sem resposta fui eu!!! Dei uma resposta cliché do género não respondes à tua mãe. Mas afinal estava a falar com uma criança de (quase) 5 anos ou com um adolescente de 13?!
Ora esta!!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Porquê? Porquê? Porquê?

Isto até poderia ser o refrão da música dos Contos de Tinga Tinga mas ultimamente, lá por casa, é o refrão das conversas do filhote.
No meio de qualquer conversa surge sempre um "porquê mãe?" e às vezes os porquês são tantos que sinto a minha cabeça a fumegar.
Isto faz-me lembrar as conversas da minha mãe sobre mim e sobre como eu estava sempre a fazer perguntas, sempre a perguntar o porquê de tudo e do que estava escrito nas legendas dos filmes (aos 4/5 anos) que davam na televisão e que até deve ter sido por isso que quis e que aprendi a ler antes de ir para a escola. E a verdade é que o filhote também já me começa a perguntar "o que é que os senhores estão a dizer" (nos filmes) e "o que está escrito naquelas letras"...
Da próxima vez que for a casa dos meus pais vou trazer comigo o velhinho livro Porquê que a tantas dúvidas esclarece e que me foi oferecido quase do género: "por favor cala-te um bocadinho e procura as tuas respostas no livro"...

(imagem da net)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Coisas que o meu filho me diz a propósito de nada e que me arrepiam

Mãe, eu vou adorar-te muito até morreres.
(...)
Mãe, eu vou ter muitas saudades tuas quando morreres.
(...)
Mãe, eu adoro-te muito e toda lá por dentro.
(...)
Mãe, tu adoras-me muito mesmo quando ralhas comigo?
(...)
Mãe, eu adoro-te muito mais a ti do que tu a mim...
(...)
and so on...

- foto retirada -

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O que é isso mãe?

Começou ele por perguntar enquanto me via pegar em duas folhas de louro já seco para as lavar e retirar o 'pézinho'. Este meu filho anda sempre atrás de mim na cozinha e ajuda-me imenso na parte dos doces...
São folhas de Louro, respondi eu. Servem para temperar a carne, principalmente a de Porco mas não se comem porque fazem mal, é só para dar um certo gostinho.
Ah, mas a bisavó XP comeu um bocadinho no outro dia.
Sim filho, mas fazem mal.
Ah, já sei, só os velhinhos é que comem folhas de louro mãe?
(aqui já estava num misto de "socorro" que isto parece a dissertação sobre a aplicação do louro e de me desatar a rir).
Não filho, a bisavó deve ter-se enganado porque ninguém deve comer folhas de louro.
Este meu filho não se esquece mesmo de nada, não vê a bisavó há quase um mês e não se esqueceu que num dos momentos em que estivémos juntos que a viu comer um bocadinho de uma folha de louro...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sem medos e sem... rodinhas...

Podem não acreditar mas estou para aqui extasiada porque ontem ao serão o filhote andou à frente dos meus olhos sem as rodinhas da bicicleta.
Há uns dias que dizia que conseguia andar sem rodinhas, que andava assim lá na creche mas acho que nós não valorizámos o suficiente.
Ao serão o pai começou por arranjar um pedal que teimava em saltar e acabou a retirar as rodinhas e eu fiquei mais que emocionada quando o vejo a andar com uma agilidade incrível, sem qualquer tipo de medos e completamente equilibrado na bicicleta. Para terem uma ideia, o sentimento foi quase igual a quando deu os primeiros passos. Fiquei a babar, emocionei-me, arrepiei-me, apeteceu-me bater palmas ao meu próprio filho e disse-lhe que estava muito à frente pois a própria da mãe aprendeu muito tarde a andar de bicicleta e só aos 10 anos retirou as rodinhas...
Suponho que este incentivo veio também de me ver a mim, ao pai e mais recentemente ao mano a andar frenética e efusivamente de bicicleta... Realmente conta muito o que se vê em casa...
Estou feliz e orgulhosa. Aos 4 anos e meio o meu filho sabe andar de bicicleta e do alto da sua sapiência olha-me nos olhos e pergunta: "e agora mãe, quando é que eu vou andar de bicicleta na lama contigo e com o pai?".
Atrevo-me a dizer que não "escapa" nada a este meu filho que tem tão mau feitio às vezes mas que é um doce de menino... Lá está, é mesmo água com fogo... Escorpião com ascendente em Leão dá nisto :P

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Como pôr uma mãe pateta e a choramingar em 5 segundos...

À noite enquanto vestimos o pijama.
Sabes mãe, eu disse à XY (a Educadora) que a minha mãe me adorava, dava-me muitos beijinhos e que me lia estórias à noite quando eu me deitava.
E pronto! O que disse, a forma espontânea como o disse, os seus olhos brilhantes e a sua expressão facial deixaram-me 'de rastos' no bom sentido e lágrimas escorreram-me pela cara e tive que explicar que às vezes também chorávamos de felicidade, que era como quando a mãe cortava as cebolas para a salada e desatava a chorar mesmo sem querer e sem estar triste (isto porque houve um dia em que o filhote ficou muito perturbado quando me viu a "chorar" enquanto fazia uma salada e aqui também expliquei que às vezes as cebolas tinham este efeito...).
E pronto, acho que já sei o que virá escrito no presente e/ou cartão feito na Creche para o Dia da Mãe...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Mas as outras estão lá a ver..."

E pronto, uma frase tão simples deixa-nos assim pensativos logo de manhã, ainda por cima numa segunda-feira.
Isto tudo porque o filhote começou a insistir para eu o ir ver à Natação e eu disse que não podia porque estava a trabalhar.
Refilou, esperneou, fez uma mini birra e sempre a "mandar-me" ir. Lá ia explicando que não podia mesmo, que não era porque não quisesse, era porque tinha que trabalhar para "ganhar tostão" e poder comprar-lhe coisas giras, mas nem assim aceitou.
Por fim, como um qualquer adulto à espera do remate final para nos machucar, magoar e picar, sai-se com esta pérola que foi "mas as outras mães estão lá a ver"... Engoli em seco e mais uma vez tentei explicar que isso acontecia porque as mães de alguns meninos podiam ir vê-los porque não estavam a trabalhar mas eu não podia mesmo...
E amuou...
Amuou ele, fiquei eu enjoada e o que vale é que logo de manhã o páteo da brincadeira estava aberto e assim que chegou à sala o filhote despediu-se e correu para brincar com os amigos sob o sol matinal...
E eu fiquei, e ainda estou, a pensar nisto... Tenho pena de não ter mais tempo para acompanhar o meu filho mas depois penso na forma como cresci e os meus pais tinham muito menos tempo para mim e eu sobrevivi e não sou nenhuma traumatizada.
Todos os dias a minha mãe chegava do trabalho às 18h30/19h00, o meu pai então só lá para as 21h00 e não precisei de terapia por causa disso.
Ainda assim "consigo" ir buscar o meu filho por volta das 18h00/18h30, salvo algumas excepções nos dias em que saio mais tarde e aí vai o pai buscá-lo e por muito que me custe que esteja nove horas na creche, não temos forma de alterar esta situação...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Saí pela tua boca, mãe...?

Contexto: eu e o filhote no meio duma qualquer conversa e eis que ele fala no casamento da mãe e do pai e lembrou-se da estória que lhe conto quando digo que ele (filhote) assistiu a tudo porque estava dentro da barriga da mãe.
Pois, diz ele. E depois saí pela tua boca, não foi?!!!
E aqui esbocei um sorriso amarelo e fiquei uns segundos calada que me pareceram uma eternidade a pensar se deveria dizer a verdade, algo do qual sempre fui apologista, ou se deveria dar uma resposta mais fictícia do género das que me davam a mim em pequena como, por exemplo, que os bebés vinham numa cegonha de Paris.
Em segundos articulei na minha mente todas as tretas que me disseram na infância sobre os bebés, as omissões, o silêncio sobre a sexualidade humana e concluí que não iria fazer o mesmo ao meu filho, ainda que tenha apenas 4 anos. E assim, à pergunta de se tinha saído da minha barriga pela minha boca respondi-lhe, a sorrir (um sorriso semi nervoso), que não, que tinha saído e é isso mesmo que estão a pensar, disse literalmente ainda que com um nome infantil e 'simpático' por onde tinha saído, um nome que começa por p e acaba em i e que tem quatro letras...
Em segundos também pensei se não estaria a ser demasiado realista ao dar estas informações a uma criança de 4 anos e fiquei em dúvida sobre isto mas paciência, já estava a informação dada.
O meu filho esboçou um sorriso e baixou a cabeça e ambos sorrimos e eu pensei se esta teria sido a melhor forma de lhe dizer por onde tinha saído mas de facto quero sempre dizer-lhe a verdade...
Por dentro também disse um "ufa" de alívio e pensei se não seria muito cedo para estar com estas perguntas...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ainda da 3.ª idade: "Mãe, porque é que os bebés e as velhas usam fraldas?"

E eu não aguentei e desatei a rir porque estas perguntas com certos "raciocínios" do meu filho levam-me a este estado de risota.  E ele ficou tão incomodado que se encolheu todo e colocou a cabeça no meu colo com ar de amuado e de chateado.
Desculpem, ainda sou "castigada" por hoje estar numa de falar de "velhos" mas foi mesmo a expressão que o meu filho utilizou...
No entanto, passada a risota lá expliquei o porquê, de como ele usava fraldas quando era pequenino e como aprendeu a ir à casa-de-banho e que quando chegamos a velhinhos, é ao contrário, há coisas no nosso corpo que deixam de funcionar bem e que deixamos de 'controlar' e é por isso que em velhotes parecemos bebés outra vez...
Não sei lhe esta explicação fez sentido para o meu filho pois não disse mais nada mas também não sei onde vai buscar estas ideias e expressões...
Velhas... Velhas usam fraldas...
Whati?!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Perguntas do meu filho enquanto come uma canja da avó...

Quando vamos visitar os avós é certinho virmos de lá com comidinha feita pela minha mãe. Como digo, é bom para mim porque tenho menos trabalho a cozinhar mas é menos bom para a minha "linha"...
O filhote adora a canja que a avó faz e de repente, enquanto se deliciava com a canja, e eu não sei mesmo onde vai buscar estas coisas, vira-se para mim e pergunta se a minha mãe me fazia a mim quando era pequenina o mesmo que eu lhe fiz e faço, como a canjinha e a frutinha desfeita (isto porque no fim-de-semana fiz um bolo em que tive que esmagar bananas e lhe disse que quando ele era bebé lhe partia assim as frutas)...
E eu fiquei assim num misto de aparvalhada como encantada e emocionada por o meu filho 'reparar' e se lembrar que eu, a sua mãe adulta, já fui pequenina como ele e que, efectivamente, a minha mãe me fez a mim o que eu lhe faço a ele...
Mas que perguntas e que reparos...