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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Ride with the wind

Ontem era para ter ido ao ginásio. Suspendi a inscrição durante o mês de Agosto pelo que agora será (ou seria...) então o regresso que, afinal, não se concretizou...
Não me apeteceu ir enfiar-me no ginásio e depois também ando um pouco farta, não sei... Parece que só importam novos clientes ou determinadas pessoas... Uma pessoa que anda lá há uma vida (quatro anos acho que já dava direito a diploma...), já vi tantas pessoas a entrarem e a saírem, mantenho-me fiel e depois parece que não interesso para nada... Avaliações físicas é quase de ano a ano. Raramente falam comigo. Ninguém parece querer saber ou importar-se por eu andar de bicicleta e em tentarem ajudar-me a melhorar nesse campo... Quem entra de novo paga menos do que eu. Quem sai, recebe imensas SMS e e-mails com promoções...
Isto tudo junto tem-me chateado mas... adiante...
Como estava a dizer, ontem saí do trabalho, comprei pão, rumei a casa e mudei de roupa...
Na verdade, talvez seja ainda o rescaldo das férias, porque enquanto trocava de roupa para ir pedalar, também me senti enfadada, farta por ter tanto trabalho com a indumentária ciclística: a roupa, as meias, o capacete, os óculos, as luvas, os sapatos de encaixe, o rabo de cavalo e a fita, o telemóvel e a aplicação ligada, o cartão de cidadão e uma moeda de 1€ caso me apetecesse um café, o bidon, ufa... Depois de pronta para pedalar, parecia que estava pronta para me atirar para cima da cama...
É que entretanto, sem a minha mãe por cá, as rotinas maternais e domésticas voltaram ao normal e em força, e o tempo começa a escassear, e a liberdade na minha cabeça também...(?)
Bom, mas para contrariar o sentimento de prostração e pensando que se ficar quieta, e a comer como ando, é peso ganho na certa, lá fui...
Estava uma ventania, como de costume, e, ainda assim, fartei-me de transpirar e nem sei porquê... Fiz uma volta curta por causa do tempo (uma hora e meia...) e no regresso dediquei-me a fazer uma subida longa que termina relativamente alta... E isso é que foi transpirar... E depois dessa subida, fiz uma descida que me dá alguns calafrios pela sua inclinação mas... estou a melhorar nos tempos em que a faço, o que quer dizer que estou a... perder medos...
Contudo, notei que o meu rendimento não foi grande coisa... E isso deixou-me algo desanimada... E vem ao de cima o para quê pedalar tanto se não passo do mesmo... Para quê mexer-me... E blá, blá, blá, blá...
Vamos ver se vou ter tempo para pedalar como antes porque o pai cá de casa passou a ter uns horários menos... "normais", digamos assim, e a minha disponibilidade fica afetada porque não há quem fique com o filhote...
Se calhar devia era dedicar-me aos tachos e às panelas, a bordar, a coser meias, a limpar a casa a toda a hora, e por aí fora...
Ser mulher é bom mas quando calha à disponibilidade parental e doméstica, sem ajudas familiares ou outras, quem se trama é o sexo feminino...



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cotovelos

Sou pessoa que não fala pelos cotovelos mas, ainda assim, trago uma blusa com manga pelos cotovelos e no dia de hoje foi uma escolha muito pouco acertada... Está mais frio, é notório, e salva-me o casaquito de malha que trago por cima, e o blazer...

Depois no trabalho perguntam-me se morreu alguém porque tenho muito preto vestido.
Ora bolas, eu sempre adorei preto. Mas o que me apeteceu responder e que pensei na minha cabeça foi: "Sim, sim, morreu, há um ano e meio, mais coisa, menos coisa...". Mas calei-me e respondi de forma simpática que achava que não...

Penso na prova em que participei e que, de certa forma, e por breves momentos, faz-nos pensar que se aguentámos aquilo, aguentamos quase tudo... Foi mesmo algo muito duro, pelas condições atmosféricas, pela dificuldade do percurso, por saber que havia muita gente inscrita que não foi por causa do... tempo... enfim...
Suponho que isto seja também uma espécie de 'lição' de ânimo para acreditar mais em mim mesma, para saber me valorizar e ser mais segura e não duvidar tanto das minhas capacidades.
Durante a prova acompanhei uma menina de 17 anos e pensei que 'tomara' eu ter desatado a fazer desporto naquela idade e aos vinte e tal anos porque, certamente, iria ter prestações no mínimo razoáveis ou boas... Fui sempre a incentivá-la e a dar-lhe pequenas dicas para não desistir. Podia ser minha filha e pensei que um dia gostava que alguém fizesse o mesmo ao meu filho numa situação semelhante, ou que se fosse eu da idade dela, era bom ter ali uma espécie de "apoio".
Fomos sempre conversando e percebi que estava a ser importante para ela ir ali comigo.

Quem me dera poder treinar mais e melhor.
Estou um pouco cansada do 'meu ginásio'... Não é nada contra ninguém em particular, são todos muito simpáticos mas custa que não se esqueçam da anuidade de um seguro que considero ser demasiado caro, e se esqueçam que a última avaliação física que fiz foi há um ano, quando regressei depois da pausa por causa do acidente na bicicleta. Desde então ninguém se interessou em marcar nova avaliação física ou em conversar comigo sobre isso, ou sobre a bicicleta, ou sobre BTT... Parece que têm "medo" por poderem considerar que sei 'muito' sobre as bikes ou então é para recorrer a serviços de PT. Não, obrigadinha, não assim...

terça-feira, 8 de julho de 2014

E a escolha vai (foi) para...

E ontem se estava cheia de dúvidas entre o que fazer, ao longo do dia estas foram-se dissipando e acabei por não ir ao ginásio e rumar a casa para dar uma volta de bicicleta, 'of course'...
Estava uma ventania enorme o que dificultou um pouco a pedalada mas, ainda assim, tentei dar o meu melhor no curto espaço de tempo que tinha.
Saí do trabalho e até me preparar para sair na bicicleta, passou algum tempo e como não queria chegar 'tarde' a casa, optei por pedalar apenas uma hora e dez minutos o que rendeu cerca de 20 quilómetros.
Como digo, o vento não ajudou mas às vezes é preciso para arejar a cabeça que anda atormentada por o corpo ir fazer 40 anos...
É como fazer uma espécie de balanço, mas onde é que eu cheguei aos 40 anos.
Os 40 anos são como os imaginei aos 20 anos...?
Mas como é que já passaram vinte anos desde que fiz 20 anos...?
O meu corpo irá ressentir-se com a idade...?
As rugas que não tenho chegarão entretanto.
E as minhas pernas, como será quando não aguentarem a pedalar.
Caramba, sinto-me tão bem fisicamente, sinto-me em forma e a ganhar força, a melhorar mas depois bate na minha cabeça, como se fosse um sino gigantesco, que vou fazer 40 anos...
Pedalo ainda com mais força, contra o vento e contra o tempo que passa mas ele não pára de passar nem o vento pára de soprar com força, empurrando-me para trás, fazendo-me fazer muita força para avançar na bicicleta, como se fosse a minha vida, (quase) sempre a empurrar contra a maré desavinda que me perturba e me faz lutar, não sabendo muitas vezes como não baixei os braços.
Merda de vida que me tem dado alguns tropeções, e daqueles bem grandes.
Inspiro, fecho os olhos mas não por muito tempo, não vá estatelar-me outra vez no chão com a bicicleta.
Controlo tempos, quilómetros e as aplicações no telemóvel.
Nem transpiro com a ventania fresca que está.
Paro e desmonto a bicicleta só para tirar uma fotografia. Eu e as fotografias. Sempre a tirar fotos. E a partilhar no Facebook, o que é que isso interessa. A foto ficou o máximo mas rendeu apenas meia dúzia de 'likes'. Quem laika, laika, quem não laika, não laike.
Cheguei a casa com a cabeça muito pouco arejada apesar do vento. Encontro o meu filho e também não sei como é que ele já vai fazer 8 anos e como é que há oito anos atrás eu vivia um Verão com uma barriga grande, atafulhada em gelados, melão e camarão... Ele nasceu de mim e não há nada melhor que eu possa ter na vida ou no mundo...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ultimamente

Parece que o tempo passa depressa demais e que não há tempo no tempo para se fazer e experimentar tudo o que há na vida.
O tempo parece ser galopante e imperdoável, chega, está e vai-se ou melhor, esvai-se por entre as mãos como a areia se vai por entre os dedos.
Cada vez parece haver menos tempo no tempo e se o tempo é o que queremos fazer dele, parece que este tempo está cada  vez mais contado.
Nem acredito que tenho quase 40 anos. Aos 20 anos parecia-me tudo tão longe. As pessoas de 40 e de 50 eram velhas e agora cheguei lá, ou estou a chegar, e comecei a 'dar-me' com pessoas de 50 ou mais anos e parecem-me muito bem, nada velhas... Ao aproximar-me dos 40 começo a relacionar-me com pessoas de 50. Aos 30 não me lembro de me relacionar com pessoas de 40, se calhar porque andava demasiado absorvida na minha vidinha, vejo agora isso como algo quase egocêntrico, próprio da idade...
As pessoas com 50 ou mais anos pareciam-me tão distantes e agora começam a ser-me próximas, e, não tarda nada, eu própria lá chegarei, tal como estou a chegar aos 40.
Aos 20 anos, vejo-me agora assim, era egoísta e mimada, apesar da imensa maturidade social, emocional, académica e pessoal que tinha... Achava que o mundo girava à minha volta e que ao mínimo percalço, tudo era um drama. Sabia lá eu o que era a vida.. Olha, apetece-me dar um par de estalos a mim mesma se regressasse no tempo e me encontrasse com essa idade.
Mas enfim, era feliz, tinha uma feliz vida com os meus pais, a estudar na Faculdade.
Quase aos 40 sinto-me muito melhor. Muita coisa não é como imaginei, principalmente o tempo que voa e foge.
A propósito, daqui a poucos dias o meu filho faz... 7 anos... Como é possível... Ainda ontem nasceu e agora tem 7 anos, está no 2.º ano e tem resposta pronta para tudo...
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

E é isso

O tempo passa, tudo se transforma, nada fica igual.
Realmente já nem me lembrava, ou lembrei, o que é bom sinal suponho eu, que ontem passaram cinco meses desde que dei um trambolhão enorme da bicicleta. Não foi um trambolhão qualquer, foi grave, as consequências foram (muito) graves, ainda o estão a ser, mas o tempo vai passando.
Cortei o cabelo acima dos ombros, muito mais curto do que costumo usar porque me pareceu mais prático, dadas as minhas dificuldades em mexer o braço direito, e porque me pareceu mais 'higiénico' sabendo que iria ser operada com anestesia geral e ficar internada durante uma semana...
Houve momentos em que para além de todas as limitações que estava (estou) a viver, que pensava que o cabelo nunca mais crescia, que não me gostava de ver ao espelho com o cabelo tão curto mesmo tendo as pessoas amigas a dizerem que me ficava bem.
Cinco meses passaram, tanta coisa aconteceu, e o cabelo... cresceu... Ainda não está comprido como quero e gosto mas para lá caminha...
Uma coisa de cada vez.
O cabelo a crescer.
O peso para perder, malvados oito quilos instalados nas coxas e glúteos...
Voltei a conduzir.
Comecei a conseguir levar o braço à cabeça e com isso voltei a conseguir lavar o cabelo com as duas mãos.
O braço que a custo já abotoa o 'soutien'.
As pedaladas para ir melhorando o meu ritmo.
Voltar em breve ao ginásio.
Uma coisa de cada vez...
 
 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Long time ago...

Há muitos anos atrás, por esta altura, da idade do meu filho, eu ia a bailes de Carnaval com a minha mãe.
Delirava mascarar-me e pintar-me e adorava brincar com papelinhos e dançar no baile de Carnaval.
Realmente eram outros tempos. Não havia internet nem muitos canais de televisão e as pessoas divirtiam-se com coisas simples como ir apenas a um baile de Carnaval onde toda a gente se conhecia, encontrava, conversava, ria, brincava, comia sandes com bifanas e com couratos e onde se dançava muito, a noite toda.
As crianças deitavam-se muito tarde nestes dias, lá para as três da manhã, e ninguém cresceu traumatizado, com comportamentos desviantes ou a ter de ir ao Psicólogo por causa disto.
Apenas nos mascarávamos e nos divertíamos e aguentávamos acordados todo aquele tempo porque era tão bom ser criança, brincar e dançar...
E foi assim que cresci no Carnaval. Era um ritual ir aos bailes e fui até aos meus 14/15 anos. Depois disso os tempos começaram a mudar, as pessoas a 'escassear', crescemos e os bailes deixaram de ter tanta piada...
Mas é por causa dos bailes e foi graças a eles que o gostinho pela dança sempre ficou cá dentro, num cantinho do meu coração.
As músicas em ambiente de bailarico acordam em mim sentimentos de felicidade da minha infância e da minha adolescência, lembranças e sentimentos felizes duma criança e duma adolescente que adorava dançar e mascarar-se.
Os bailaricos recordam-me sempre da minha mãe e da sua boa disposição, da sua paciência infinita para comigo e para com as minhas máscaras, da sua resistência inabalável para com a minha falta de sono e de não haver nada que me cansasse, nem que fosse dançar e correr por mais de quatro horas e ali estava eu fresca que nem uma alface.
Os bailes de Carnaval lembrar-me-ão sempre o sítio onde cresci e vivi até me mudar para o Oeste. Serão sempre o equivalente a uma felicidade máxima aliada à boa disposição da minha mãe e é por isso que quando ouço músicas de bailes, que algo desperta cá dentro, algo muito feliz, que me deixa feliz a uma vontade interminável de dançar pela música e por me lembrar sempre mas sempre da minha mãe.
E é por isso que também pego sempre no meu filho para dançarmos, seja em casa ou seja nalgum sítio onde se ouça música e tal seja possível.
É que hoje, aqui não há bailaricos nem música e amanhã eu tenho que ir trabalhar...
Hoje há frio, um filhote que brinca, uma televisão ligada, um portátil e um tablet ligados à net.
Agora apenas os meus dedos dançam sobre o teclado enquanto escrevo este post.
Saudades mãe.
Saudades de ti, dos bailes e da minha infância...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Terão as mães realmente sempre razão...

É que se assim for ontem a minha "recomendou-me", ou melhor, "mandou-me" parar de andar de bicicleta ao fim de semana. Diz que eu preciso de descansar, que ando sempre a correr e se vou ao ginásio todos os dias para que é que me meto a andar de bicicleta, sozinha ainda por cima, por caminhos solitários.
Acrescentou ainda que eu devia era pegar no menino e na cadela e ir com eles ao parque dar uma voltinha mas algo mais calmo e tranquilo...
E assim de repente perguntei-me se a minha mãe teria razão.
Realmente ando para aí feita maluca a andar de bicicleta para quê? Para perder peso 'já' não é 'preciso', não sou atleta nem nunca fui, também não tenho um passado ciclista, não sou professora de ginástica nem tenho ligações à carreira militar pelo que realmente se calhar devia era estar em casa ou no parque a fazer 'tricot' e a coser meias ao invés de andar para aí a pedalar feita maluca, sendo que eu saio completamente do perfil de quem costuma pedalar e/ou fazer BTT...
Já nem tentei 'explicar' que neste momento vou pedalar porque gosto e me dá prazer e porque, inconscientemente, sei que me estou a preparar para uma maratona que irá decorrer lá para a Primavera... É verdade, não sou atleta realmente mas eu sei que cá dentro com as pedaladas ao ar livre e com as aulas de Cycling que estou a treinar para ter uma boa prestação na(s) maratona(s)... O que eu penso é que sem metade da preparação que tenho hoje em dia, as duas maratonas em que participei não correram assim tão mal (porque não desisti nem fui a última...), como será agora que estou mais bem preparada... É a tal tentativa da superação de nós próprios...
Ou será que a minha mãe tem razão e o melhor é parar com isto e resignar-me a ir ao parque e pensar que tenho quase 40 anos e que o melhor que tenho a fazer ao fim de semana é ser mesmo 'apenas' dona de casa e mãe... Ui, e o que eu adoro ser dona de casa...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

E o que eu gostei deste filme...

É sempre estranho quando morre alguém famoso, "conhecido". Parece que as pessoas ligadas às Artes são sempre eternas mas, infelizmente, muitas vão por caminhos menos saudáveis e acabam assim, novas e de forma 'estranha'...
A Whitney Houston 'entrou na minha vida' com o filme "The Bodyguard", a Whitney e o Kevin Costner... Devia ter para aí uns 18 anos e adorei o filme e as músicas. A música mais conhecida não saía do rádio e tocava em todo o lado e, claro, acabei por comprar o CD com a Banda Sonora do filme...
Achei o filme muito romântico e na minha ingenuidade da idade, sonhava que também poderia ser cantora num mundo alternativo porque cantar bem nunca cantei e, claro, ter alguém próximo como o Kevin Costner porque namorados não tinha na altura...
E ainda choraminguei com o final do filme...
Agora que passaram quase 20 anos sobre o dia em que vi o filme pela primeira vez, continuo a achar-lhe piada mas já não posso ouvir a música "I wil always love you" e sei que nunca serei cantora...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A música influencia a nossa "prestação" física...?

Eu acho que sim e creio que a maioria das pessoas também...
O facto de nas aulas de Cycling ter de se pedalar ao ritmo da música faz com que o facto de eu gostar mais ou menos duma canção 'afecte' o meu ritmo.
Claro que tento fazer tudo 'bem' mas quando dá uma música de que gosto mesmo muito é como se de repente ligasse o turbo e desato a pedalar quase frenéticamente. E isso aconteceu ontem quase no fim duma aula em que já tinha transpirado mais que muito, o cabelo todo apanhado para não incomodar, e começa a dar uma música que não ouvia há anos.
Deu-me cá "uma coisa" que ainda que fosse suposto já estar 'cansada' por ser quase o fim da aula aumentei a carga e pedalei mais depressa ao ritmo rápido da música.
Foi como se tivesse recuado não sei quanto anos porque a música é para aí de 1992 mas eu só lhe devo ter achado graça uns anitos depois.
Acho que recuei no tempo, no espírito, nas memórias e no corpo...
Recuei no corpo porque de repente tinha a força e a genica dos meus 18 anos...
Recuei nas memórias porque me lembrei dos meus 18 anos sem preocupações e grandes responsabilidades. Só me preocupava e tinha a responsabilidade de estudar e dar o meu melhor na Faculdade... Era magra naturalmente e não precisava de fazer nem metade do exercicío que faço hoje em dia para ter um corpo delineado, sem gorduras e tonificado... Na altura fazia aeróbica e step quatro vezes por semana e 'bastava'... Comia 'croissants' e folhados e salgados "à descrição" e o meu corpo não engordava nem ficava mole...
Agora... Agora se quero manter o peso e ter um corpo 'delineado' tenho que 'trabalhar' para isso...
Bem, mas eu só vinha aqui dizer que a música influenciava o nosso ritmo a fazer exercicío e já estou em divagações quase deprimentes sobre a idade, o peso e afins...
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Dez anos... é muito tempo...

Por estes dias fui levar uma vacina, daquelas que a partir de certa idade só se levam de dez em dez anos...
Quando levei a dose 'passada' estávamos no ano de 2001 e na altura a enfermeira brincou e disse que dali a dez anos, quando levasse nova dose, em 2011, já traria filhos pela mão. Na altura não estava nem aí para estas conversas sobre a maternidade porque não pensava ter filhos nem ligava muito ao facto de poder vir a ser mãe...
A verdade é que dez anos passaram num ápice e dez anos volvidos, confirmou-se que ao levar nova dose da vacina teria filhos nos braços, no caso um filho com 5 anos...
Estes dez anos passaram tão depressa que o meu olhar ficou fixo no livro de vacinas quando a enfermeira assinalou a lápis "2021" para não me esquecer da data da próxima vacina...
Meu Deus, em 2021 terei quase 50 anos... Não sei ou imagino como será a minha vida. Serei mãe dum adolescente de 15 anos e quanto ao resto tento não pensar muito...
É que antes eu não ligava nada às idades mas agora ando um pouco "assustada" com o envelhecer... Penso muito nisto principalmente desde que emagreci e desde que faço este desporto todo... Conseguirei eu manter a boa forma durante muitos anos mesmo sabendo que o corpo é uma máquina que vai perdendo capacidades com o passar do tempo...
Conseguirei eu 'encaixar' que se calhar deixarei de conseguir pedalar frenéticamente como o faço hoje em dia...
Daqui a dez anos quando for levar a vacina estarei eu ainda a morar pelo Oeste? É que há dez anos atrás morava no sítio onde sempre vivi e não me passava pela cabeça que um dia não iria morar lá, no sítio que me viu nascer, crescer e ter a minha vida...
Talvez o melhor seja não pensar em nada... Até porque a vacina deixou-me parte do braço inchado e 'dorido'...
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Constatações das férias...

Os dias passam demasiado depressa.
O tempo parece não chegar para colocar em prática tantas ideias, tantas saídas e passeios a tantos lugares. Planeio sempre tantas coisas e depois sinto que o tempo escasseia para o que penso fazer... As férias deviam ser maiores ou então devia haver mais tempo livre disponível para a família ao longo do ano e eu acho que até nem me posso queixar muito...
Inacreditavelmente tenho dado descanso à máquina fotográfica e ao computador tendo aproveitado e guardado para mim todos os momentos. Devo estar a mudar com a idade...
Sabe-me muito bem ter o meu filho e o meu enteado presentes na minha vida e começa a parecer-me que as férias são demasiado curtas para aproveitarmos e fazermos tudo ao máximo.
Ainda assim não passo sem as caminhadas e as pedaladas mas... nas caminhadas pós jantar os meus meninos são a minha companhia...
Hoje voltei a pedalar mas fui sozinha e fui bastante rápida (20 quilómetros em quase 1 hora com bastantes subidas no percurso). Podia ter pedalado mais, energia não faltava mas... acho que vejo muitos filmes e como parte do percurso se destina apenas a passeios pedestres e a bicicletas e é pouco frequentado e algo isolado, no meio do mato e da vegetação, quando iniciei esse caminho voltei para trás. Cá dentro uma vozinha mandou-me regressar e eu obedeci sabendo que estaria a cumprir ordens da minha imaginação saltitante graças às imensas séries policiais que acompanho. Naqueles caminhos quase desertos, e ao pedalar sozinha, imagino sempre que um psicopata com traumas com ciclistas salta dum arbusto e desata a correr atrás de mim... Enfim... Agora estou a rir-me com estas ideias mas na altura fez com que realmente não percorresse aquele caminho sozinha...
No entanto, numa subida a corrente da bicicleta saltou pelo que fiquei com unhas partidas e as mãos completamente "mascarradas" e o que isto custou a sair. Depois do banho continuava com os dedos e as unhas semi pretas pelo que a solução foi 'embeber' uma folha de papel de cozinha em óleo (de cozinha) e ir besuntando e retirando a 'mascarra' das mãos. Resultou mas... ainda vejo aqui e acolá pedacinhos de pele quase pretas e isto leva-me a pensar que "são ossos do ofício" pois tal nunca me tinha ainda acontecido... O próximo passo é aprender a colocar e a tirar uma roda da bicicleta porque... dá jeito e pode ser preciso...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ter blogs há 6 anos é...

Ter blogs há 6 anos e uns meses é ir reler tudo de vez em quando.
É ir reler o que se passava no mesmo mês mas há não sei quantos anos atrás.
É relembrar momentos, é relembrar o que se sentia.
É como ler o livro da nossa vida, quase com todos os detalhes.
É pensar que jeitaço teriam dado os blogs quando era adolescente porque me fartava de escrever e não tinha nenhuma plataforma digital onde o fazer...
Que bom que é escrever, que bom que é reler tanta coisa. Escrevo em blogs desde Abril de 2005  e já não conseguia passar sem isto...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quando eu vim para esse mundo...

Quando eu vim para esse mundo
Eu nao atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ie meus camaradas
Eu nasci assim eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela
Sempre Gabriela
Quem me batizou quem me nomeou
Pouco me importou assim que eu sou
Gabriela sempre Gabriela
Quando eu vim para esse mundo
Eu nao atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ie meus camaradas
Eu nasci assim eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela
Sempre Gabriela
Eu sou sempre igual nao desejo o mau
Amo o natural etc e tal
Gabriela sempre Gabriela
(Modinha para Gabriela - Gal Costa)

domingo, 22 de maio de 2011

Entre a minha vida e os tachos separam-nos 200 leitores...

Creio que o melhor, tal como "pensei" e partilhei aqui há uns tempos atrás, seria realmente dedicar-me aos tachos, literalmente...
Só por curiosidade, entre este blog e o que tenho onde partilho as minhas receitas, há uma diferença de 200 seguidores...
Conclusão rápida e irónica: os meus cozinhados são mais interessantes do que os relatos da minha/nossa vida e afins...
:D

terça-feira, 17 de maio de 2011

A vida, as mudanças...

Dou por mim a pensar que a vida e, principalmente, todas as mudanças ocorridas desde que nos mudámos para o Oeste, fizeram de mim uma pessoa menos cor-de-rosa, menos 'afectada' por determinadas coisas, mais desprendida em relação a outras.
Por vezes tenho quase "medo" de onde isto me possa levar porque já me sinto muito mais objectiva, pragmática, racional e quase insensível nalguns assuntos e sem paciência para grandes lamechices...
A vida tornou-me mais dura, o que é bom, mas às vezes tenho saudades de sorrir mais, de ter mais esperança nas coisas e nas pessoas, de me entusiasmar mais com certas coisas, de me empolgar com outras.
Neste momento a vontade de sorrir é pouca. Faço-o por cortesia, faço-o porque a vida até tem corrido bem dentro do possível e do plausível, e faço-o para o meu filho e para o meu marido.
Há coisas que não matam mas moem e tenho a perfeita noção da mágoa que sinto por causa de determinados 'acontecimentos' de que não me apetece falar aqui e, pior ainda, porque sei que não tenho "culpa" e que "não merecia" tal coisa.
Creio que não me estou a tornar numa pessoa amargurada, longe disso, mas há desilusões que nos afectam realmente muito na nossa forma de estar na vida...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Férias da Páscoa...

É algo que não existe por cá... Não temos férias e a creche do filhote também não portanto a vida segue como habitualmente...
Já tinha ficado a pensar nas férias da Páscoa quando ontem vi no telejornal uma reportagem em que mostravam como uma aldeia quase desertificada algures na Guarda ficava repleta de crianças durante as férias escolares e que os dias que passam com os avós é mais que benéfico bem como o contacto com a Natureza e os animais. Logo aqui fiquei pensativa porque isto é algo que não existe na nossa vida já que agora quem mora num meio mais rural somos nós e não os avós que moram num meio mais que urbano.
Depois... Depois os avós não "têm vida" para ficar com o neto, logo o ir para casa dos avós um dia, um fim-de-semana, uma semana ou umas férias também não se aplica e é por isso que tanto gosto da creche onde o filhote está. A creche é a nossa extensão, o nosso suporte, a nossa ajuda em tempos de férias e de dias em que chegamos mais tarde do trabalho porque sem ajudas e sem familiares por perto não há quem vá buscar o filhote mais cedo à creche.
Depois a "questão das férias" colocou-se hoje de manhã porque deixei o filhote numa creche quase vazia, com poucos meninos, poucos carros a deixarem os filhotes e poucas mochilas e casacos pendurados nos cabides. As actividades habituais também foram de férias à excepção de duas que são pagas (as outras são "oferta" da Câmara Municipal) e  por isso parece tudo quase "deserto"...
Enfim... e eu que anseio tanto por umas férias... Descanso precisa-se...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pessoas amarguradas e "ressabiadas"

É impressão minha ou quando as pessoas são, ou se tornam, mais 'amargas', de mal com a vida, amarguradas e quiçá "ressabiadas" com o mundo e os outros, ficam também fisicamente menos 'favorecidas'?... É uma constatação que tenho vindo a fazer pois parece que essas pessoas andam sempre com "má cara" e, consequentemente, ficam com um ar mais pesado e sem graça. Parece que envelhecem e ficam quase sem graça. E aqui nem falo das pessoas a quem a vida corre menos bem porque essas, a maior parte das vezes, tiram lições de vida das adversidades (e falo por nós lá em casa também) e tentam sempre sorrir.
Estou mesmo a falar de pessoas "ressabiadas" por coisas mínimas que até parece que se 'consomem'. Notam isso também?... Sim...? Então... toca a sorrir porque a vida passa demasiado depressa para andarmos de trombas...
:)

domingo, 14 de novembro de 2010

Despedidas... Até já...

Pronto, com o fim-de-semana a chegar ao fim é impossível não estar já a pensar que amanhã os meus pais irão embora e que isso me vai custar... Agarro-me ao meu filho e à minha família para não 'vacilar' mas eis que tenho outro exemplo diante dos meus olhos. Uma filha que estuda fora. Uma filha que vem à sexta-feira e que se vai embora ao Domingo. Como estará aquela mãe por dentro num serão de Domingo...? Ou eu sou muito sentimentalóide, ou muito agarrada, ou pouco desprendida por sempre ter vivido em casa dos meus pais, pois só saí para casar quase aos 30 anos, estudei em Lisboa, sempre em casa dos meus pais e é por isso que, por vezes, este afastamento me custa muito. Mas como estava a dizer, se nos custa estar longe dos pais, mais custará estar longe dos filhos ainda que eu saiba que os filhos têm que voar e que até lhes faz bem, para ganhar independência física e emocional, estudar longe dos pais... Mas fiquei a pensar nisto e em como seria esta situação comigo. Se agora estou tão ligada aos meus pais, como seria ver o meu filho 'partir' todos os Domingos à tarde para só regressar na Sexta-Feira à tarde...
Portanto, cá estou eu com esta angústia da eminente despedida e imagino que aquela mãe com a angústia de ver a sua filha ir embora...
Resta-me a esperança de pensar que o tempo passa depressa e que não tarda nada estaremos juntos outra vez...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Agora já sou crescido mãe, tenho 4 anos!

E estas foram as primeiras palavras do meu filho quando acordou ontem com uma mãe a cantar-lhe os parabéns porque o pai já tinha saído para trabalhar.
Sem que ele desse por isso coloquei um livro (prenda) debaixo da almofada e disse-lhe que era a surpresa dos nossos gatos, da cadela e dos periquitos e quando falou logo de manhã com a avó ao telefone disse-lhe que tinha tido uma prenda da Y e da Z...
A minha mãe desligou o telefone porque começou a chorar... E apercebo-me mais tarde que enviou um postal de parabéns, pelos correios, coisa rara (e tão preciosa) hoje em dia...
... ... ... ... ...
Eu própria me emocionei com o telefonema e com o postal mas depressa respirei fundo ainda que tivesse ficado pensativa...
E podia ser dia de Equitação mas ainda assim o meu filho tinha que estrear roupa e lá foi ele com umas calças de fato-de-treino novas para a creche.
E assim deixei o filhote na creche e de repente bateu uma solidão por não ter os meus pais ao pé de mim neste dia mas eles não podiam vir cá e nós não podíamos ir lá... Combati a solidão com a ida ao ginásio e às compras, roupa e calçado para o filhote, supermercado e, ineditamente, um vestido para mim, ui...
À tarde foi o delírio com o bolo e os parabéns na creche e todos os amiguinhos do meu filho atrás de mim porque queriam ver o bolo e os guardanapos :) E eu que sou a mãe nada lamechas, fiquei com os olhos cheios de água por ver o meu filho ali só a chamar por mim e feliz a 100% por a mãe estar na sua escolinha... Saímos mais cedo da creche e ainda fomos ao parque.
O pai chegou, abrimos as prendas e ainda assim reclamou, que queria mais... (!!!).
Ao serão fizemos-lhe a vontade e jantámos no McDonalds porque não se calava a pedir para lá ir e lá fomos, ele com uma roupa nova que depressa ficou toda suja...
Em suma, foi um dia pensado e dedicado só ao filhote, algo que tinha planeado por só ser possível ter cá a família no fim-de-semana, e assim percebi que ele estava imensamente feliz.
Já a mãe, a comer menús, tartes de maçã e sundaes do McDonalds, ai, ai, ai, lá foi tudo para a anca e para a coxa. Se não fosse de noite, tinha ido correr muito para abater tudo o que comi (brincadeirinha...).
:O

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Porque recordar também é bom...

E porque me apeteceu...
Há 4 anos atrás estava a "dar as últimas" na gravidez... Lembro-me tão bem de tudo como se fosse hoje e já passaram 4 anos desde que tive o meu filho na barriga...
Já tinha tido uma consulta na maternidade e mal sabia eu que uns dias depois iria ficar internada...
Que cliché tão grande mas a pergunta impõe-se: como é que já passou tanto tempo...?

- fotos retiradas -