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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Viagens pela minha terra

Levantei-me às 5h30 e saí de casa por volta das 6h00.
Rumei do Oeste a Lisboa com alguns receios porque o carro já tem uns anos valentes, porque tem avariado com alguma frequência nos últimos tempos, mas pensei que ia correr tudo bem, e assim foi.
Primeiro passei na casa da minha mãe e depois lá fomos para o centro de Lisboa.
Nunca fui de me atrapalhar a conduzir em Lisboa e enquanto lá trabalhei, sempre me desloquei de carro.
No entanto, desde que vim para o Oeste, há quase nove anos (!), que não tenho conduzido assim tanto pela capital mas não me amedrontei. Apesar dos receios dos problemas mecânicos do carro e do trânsito, encontrei lugar num parque privado.
Como era coisa para umas horas lá ficou.
Caminhámos muito lentamente pelos 300 metros que separavam o parque do Hospital e às tantas constato que caminho sozinha.
Olho para o lado e a minha mãe ficou para trás. Custa-lhe a andar e sente-se cansada. E ainda que eu saiba disto tudo, não encaro com facilidade o envelhecimento e as limitações da e na minha mãe, que sempre foi uma mulher cheia de força, de garra e de energia.
Assim sendo, fomos parando pelo caminho e o caminho parecia interminável...
Chegadas ao destino, quase sempre em silêncio, que a minha mãe nunca foi muito de partilhar emoções, e eu também não, lá se tratou dos detalhes burocráticos e a minha mãe ficou internada para um breve procedimento, nada de grave, e só terá alta no dia seguinte.
Acompanhei-a até à cama onde iria ficar, trouxe os seus "pertences", e vim embora com mil e um pensamentos.
Talvez fosse da fome, afinal, tinha-me levantado há 4 horas atrás e o meu estômago continuava vazio.
Tomei o pequeno-almoço no bar do Hospital, que tinha pouca gente, e pude sentar-me numa esplanada no exterior que era até agradável.
Engoli o café ao balcão, pus os óculos escuros e vim embora.
Enquanto percorria e atravessava as ruas em Lisboa, pensei que se agora andasse por lá, que pouco ou nada usaria o carro, mas sim as minhas pernas, o Metro ou até uma bicicleta pois vi várias pessoas a pedalar, e carregadas com mochilas e materiais...
Rapidamente entrei na A8 rumo ao Oeste e aí sim, os meus pensamentos começaram a deambular e um pouco de Tristeza chegou e acompanhou-me na viagem de carro até ao meu trabalho.
Comecei a pensar se a vida seria isto... Ver a minha mãe envelhecida, sem a força doutrora e que tudo passou num ápice, que a sua vida não foi fácil e que assim de repente, quase tudo parece um absurdo, desde a morte do meu pai, ao desamparo e à distância entre nós, à minha vida e a alguns rumos que tomou, que isto não é quase nada do que imaginei.
A Tristeza esteve presente durante a viagem e chegou ao ponto de me fazer cair uma lágrima, ou outra.
Quando cheguei ao trabalho, arrumei o carro e disse à Tristeza que estava na hora de se ausentar.
Assim foi. Ainda que permaneça comigo, agora está semi desligada.
Penso que vai correr tudo bem com a minha mãe e que mais logo, quem sabe, darei uma volta de bicicleta muito bem acompanhada, e que ao serão terei o meu filho comigo.
A vida é realmente muito estranha.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Fotografia de família...

Por estes dias o filhote trouxe um recado para um trabalho da Escola, relacionado com o Natal.
Não é algo de carácter obrigatório mas foi a primeira vez, depois do divórcio/separação, que esta 'questão' se colocou: levar uma fotografia da família...
Assim de repente o filhote diz-me que não queria levar foto nenhuma e eu fiquei num misto de não saber bem o que fazer e dizer e de ter que ter uma solução 'rápida'.
Vai daí que sugiro que leve uma foto dele com o pai e outra de nós os dois e ainda uma foto dele com o mano.
Não quis nada disto. 
Vacilou com a foto do mano e anuiu a dizer que sim, que podia ser mas nem passados cinco minutos volta a dizer que não quer levar fotos.
E aí surge o (meu) discurso numa nova 'temática' na nossa vida: que por os pais estarem separados, ele continua a ter muita família que gosta muito dele.
Mas o seu ar contido e meio enjoado levou-me a pensar no que se passava naquela cabeça e que isto eram quase conversas como se de sexo estivéssemos a falar.
Ainda perguntei como faziam os coleguinhas que tinham os pais na mesma situação  mas a resposta foi que ninguém ia levar fotografias.
Presumi entretanto que isto também se devia à idade e ao ano na Escola, que os mais pequenos é que iriam levar fotografias e que eles, como mais 'crescidos', já não estavam para aquele tipo de 'trabalhos'...
Ainda assim, esta e muitas outras 'situações' irão proliferar pela nossa vida fora... 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Cuidar...

Faz amanhã ao fim do dia, uma semana que a minha mãe teve alta do hospital, depois de uma hiperglicemia e de um "leve" enfarte...
Desde esse dia que passei a cuidar da minha mãe, isto é, fiquei em casa, com um atestado de assistência à família até ao final desta semana.
A única pessoa de quem tinha cuidado era, e é de vez em quando, o meu filho. É suposto as mães cuidarem dos filhos e é o que tenho feito com o meu e é o que a minha mãe fez durante a sua vida toda comigo, a sua filha única.
Como não estou ligada à área da saúde e como não tenho uma família grande, nunca tive que cuidar de ninguém...
Vejo-me agora, pela primeira vez na vida, neste papel de cuidadora...
Anotei e verifiquei a medicação que dou a horas certas à minha mãe.
Trato das roupas, do acordar e levantar, preparo-lhe o pequeno almoço e as restantes refeições. Trato da casa.
Ajudo no banho e a andar na rua como num dia que quis ir ao cabeleireiro pois já não suportava o cabelo que trouxe do hospital...
Andamos devagarinho pela rua, de braço dado e ainda que a minha mãe nunca tenha estado inconsciente e esteja a recupear bem, dentro do possível, tem estado manifestamente fraca e em baixo.
Dou por mim a ser a mulher da casa, a ir ao pão e a pensar em mimos, como a minha mãe me fazia a mim.
Dou o lanche. Ligo a televisão.
Cuido...
Isto dito agora parece tão egoísta mas talvez por estar longe, não cheguei a cuidar do meu pai, havia a minha mãe na frente da batalha.
Agora não há mais ninguém. Estou cá eu para dar o corpo às balas e para... cuidar...
Felizmente parece-me ser algo temporário mas isto fez-me repensar tantas e tantas coisas sobre a vida, a minha vida, a vida da minha mãe e por aí fora.
A velhice e o enfraquecimento do nosso corpo, é tramado.
Mas sim, estamos bem dentro do possível.
Cuido de todos... da minha mãe, do meu filhote, da minha cadela, do meu gato e até do meu periquito e dos cactos que me deram e que coloquei ao Sol.
A vida é mesmo uma dádiva e pêras...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Don't you dare to fail me

Não sei porque escrevi o título em Inglês, coisas que nos passam pela cabeça. Parece que há coisas que soam melhor na Língua Inglesa.
Estava eu a falar no Natal no 'post' aqui por baixo, quando agora digo, realmente, "Don't you dare to fail me" à minha mãe.
Na última semana do ano estive de férias e foi uma animação, só que não... O filhote esteve doente com febre e vómitos que duraram até para aí à quarta-feira, tendo nós saído de casa na quinta-feira, não fosse o filhote piorar.
Nestes "entretantos", a minha mãe também ficou adoentada. Primeiro com dores nos ossos, e no corpo, e depois começou com mais dores e alguma falta de ar.
Foi duas vezes ao hospital e das duas vezes que lá foi, veio embora, medicada e com a marcação de uma consulta no Hospital.
Mas eis que ontem, ia eu a caminho da Escola do filhote para ter a reunião sobre a avaliação do 1.º período, me liga a dizer que não se sentia bem.
Rumei para casa e tivemos que chamar a ambulância ainda que a minha mãe não estivesse inconsciente ou deitada.
Entrei em 'stress' por estar tudo a acontecer ao mesmo tempo, a reunião da Escola, a ida para o hospital da minha mãe e por aí fora.
Como estava "lúcida", foi a minha mãe sozinha na ambulância enquanto eu fui a correr à reunião da avaliação e em que pedi aos pais e mães presentes se se importavam que fosse eu a primeira a falar com a Professora, ao que todos anuíram e assim foi.
Saí disparada da Escola rumo ao Hospital e fui logo chamada pela médica. A minha mãe, sentada numa cadeira de rodas, foi observada, tiraram sangue e pediram para eu ir com ela ao Raio-X, ainda que a tenha ajudado pelo meio a ir à casa de banho.
Ficou para observação e disseram para eu regressar por volta das 22:00 e assim o fiz.
Estava consciente e acordada, deitada numa maca, ficou internada por causa da falta de ar e por ser diabética e estar com hiperglicemia.
Vim embora carregando os seus anéis e a aliança de casamento. E depois de muito matutar, acabei por desabar no carro enquanto conduzia sozinha, absorta nos meus pensamentos e na música alta que espantava aquela sensação de não ter o controle ou o domínio sobre nada.
De repente a minha mãe está-me a falhar e não pode ser. A minha mãe é um ser único e imortal, não me pode falhar, não agora, não depois de tudo por que tenho passado.
Não é nada de grave mas esta sensação de impotência ou que de repente os pais envelhecem e que não podemos fazer nada, é realmente dura.
Já perdi o meu pai, não tarda nada há quatro anos. Por isso, agora é bom que a minha mãe recupere e que não me falhe, não me o pode fazer...
Achei que o ano de 2017 ia começar de melhor forma mas, até ver, não vejo nada...

Foto do meu batizado, tendo eu 5 meses, ao colo da minha mãe e com o meu pai ao lado.
Belos tempos...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O Natal e eu (post atrasado ou extemporâneo ou... qualquer coisa do género)

Nunca liguei muito ao Natal.
Desde criança que o associo a uma seca pegada ou não fossem as memórias dos meus Natais algo tão insípido como passar o serão da noite da consoada tão somente com os meus pais num sossego desmesurado.
Por vezes, o meu pai até adormecia antes da meia-noite e ali ficava eu com a minha mãe a ver televisão, a petiscar os inúmeros doces natalícios e a desejar que o tempo passasse para poder abrir as prendas que restavam debaixo do pinheiro de Natal.
Não sei se por minha causa mas a minha mãe nunca adormeceu na noite de Natal, ao contrário do meu pai que se estava positivamente a borrifar para a época e que adormecia em pé, ainda no corredor, a caminho do quarto. A propósito, acho que estou a ficar parecida com o meu pai nisso mas... adiante...
Por volta da meia-noite eu abria as prendas e a minha mãe ia fritar camarão à sua moda e era bem bom pois ainda hoje me delicio com este camarão frio, o pão, o molho, o pão no molho e por aí fora...
Bom, e vai daí que cresci e associei sempre a noite de Natal a um serão algo triste e solitário já que a nossa família éramos apenas nós, sem mais ninguém que viesse "da terra" ou sem irmos nós "à terra" que não tínhamos, pelo menos eu e o meu pai, já que a minha mãe também não tinha mais ninguém na sua... "terra"...
Depois cresci, construí a minha família, tive um filho, e durante uns anos os Natais até passaram a ser animados com mais gente, dos dois lados da família, o meu lado e a família do outro lado.
Mas até nisso as coisas se modificaram pois se durante alguns anos (poucos...) as noites de Natal até tinham "muita gente"), sem ninguém esperar, as pessoas que com quem passávamos a noite de Natal começaram a desaparecer.
A vida começou a levar aqueles de quem mais gostávamos, ou melhor, a morte levou-os...
E assim de repente, as noites de Natal voltaram a ser invadidas por alguma tristeza por não termos junto de nós aqueles que nos eram tão queridos.
De repente tinha o meu filho na noite de Natal mas já não tinha o meu pai.
E assim se passou o tempo, os anos e o Natal.
Até que chegou o meu primeiro Natal e a minha primeira passagem de ano enquanto mulher, pessoa e mãe divorciada.
E tudo mudou novamente.
A realidade que via nos outros passou a ser a minha.
Na noite de Natal tive o meu filho e a minha mãe comigo mas no dia de Natal não tive o meu filho durante a parte do dia que foi passada com o pai.
Na noite da passagem de Ano, pela primeira vez na minha vida, não tive o meu filho comigo. Desde que nasceu que nunca tinha passado uma passagem de ano sem o meu filho que esteve, desta vez, com o pai.
Assim é a vida, uma roda viva, de situações, momentos e pessoas.
Uma coisa é certa, o sentimento que me acompanha desde criança mantém-se: a noite de Natal é uma seca tremenda.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Ontem fui a Lisboa...

Como o filhote fazia anos, e a seu pedido, ontem à tarde rumei a Lisboa para ir buscar a avó para nos vir fazer companhia durante uns dias.
Ia tudo muito bem na viagem, enquanto me deliciava a ouvir música num volume considerável, na Autoestrada A8.
Pois eis que chego ao famoso Túnel do Grilo e noto que havia alguma lentidão no trânsito... Eis senão quando havia mesmo duas ou três filas de trânsito lento... E assim se manteve até conseguir sair dali para onde queria...
Neste espaço de tempo já desesperava com a lentidão do trânsito e com o ar quente e abafado que se fazia sentir e isto são duas coisas que não tenho tido no Oeste: trânsito congestionado e clima quente...
Dei por mim a transpirar e a desesperar e só a pensar como era tranquila a minha vida no Oeste, ainda que adore Lisboa na mesma...
No fim de contas, demorei quase tanto tempo a ir do Túnel do Grilo até à casa da minha mãe, como vir do Oeste até ao famoso Túnel...
Isto roubou-me tempo e paciência e a ideia de que cada vez menos penso em regressar a Lisboa, uma ideia que me assolava a mente nos primeiros tempos da mudança para o Oeste... Até poderá vir a acontecer mas... para já isso está posto de parte...
Já me (nos) habituei aos ritmos e 'facilidades' de viver no Oeste: tudo próximo de casa e do trabalho, não há complicações de trânsito ou de estacionamento, quando muito, há um tractor que provoca alguma lentidão no percurso, não há um clima abafado e saturante, geralmente, os parques de estacionamento não se pagam nas duas primeiras horas, não há barulho ou confusões de gente, a Escola, o ATL e as atividades extra-curriculares são próximas e está tudo muito bem organizado, sem ser excessivamente caro and so on...
Já para não falar da bicicleta e dos trilhos e dos percursos que há por aqui, fora do alcatrão...
Se eu quiser, posso vir trabalhar a pedalar...
Quando vou a Lisboa só reparo é nas multidões de gente que se amontoam por todos os lados, o imenso trânsito, tudo se paga, o estacionamento é a loucura total, os barulhos, os ruídos, a poluição pelo ar...
Adoro Lisboa mas... acho que a passei a adorar para... visitar...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Suponho que não teria jeito algum para surfar, de surf mesmo...

Podia estar aqui a falar do turbilhão de emoções que decorreram neste fim de semana porque fui buscar a minha mãe ao sítio onde sempre vivi antes de me mudar para o Oeste, ou porque esteve um temporal incrível durante as viagens entre o Oeste e Lisboa e em que conduzi contraída e deserta de chegar aos destinos, ou porque no domingo fez três anos que o meu pai se foi, ou porque vi dois filmes que me fizeram chorar baba e ranho - 'A Culpa é das Estrelas' e, pela centésima vez, o 'Love Actually' (que adoro de paixão...), ou porque era para termos ido a uma prova de BTT no domingo mas como o tempo estava realmente mau e perigoso, decidimos não arriscar a nossa condição física, ou ainda que ainda não relatei os tais 130 km que pedalei pela primeira vez, mas não, na verdade, venho aqui dizer que, muito provavelmente, não teria jeito algum para fazer Surf...
Pois que no ginásio experimentei pela primeira vez esta prancha de equilíbrio que até se vende na Decathlon e eu não sabia... E que existe no ginásio há anos e sobre a qual nunca me tinha colocado.
Ainda me valeu uns bons sorrisos pois parecia uma idosa em cima desta prancha já que me foi difícil equilibrar e, pior ainda, fazer um breve agachamento... Durante os agachamentos em cima da prancha, as minhas pernas tremiam como varas verdes o que quer dizer que, aquilo aplicado a estar em cima duma prancha de Surf, significava tremideira certa, e eu sou pessoa que não bebe e que ainda não se baba...
Vai daí que a minha figurinha de pernas a tremer como se não houvesse amanhã, só me deu para rir, do género, lá está esta, há tantos anos no ginásio, e nunca fez uma coisa destas que, pelos vistos, é eficaz e ajuda no equilíbrio e na tonificação e, quiçá, na força nas pernitas que bem preciso...
Posto isto, que interessa ter passado o fim de semana prestes a enfiar a cabeça na sanita com tanta tristeza e pensamentos melancólicos, se uma pequena coisa me fez... sorrir...




segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Resumo das férias e das festas...

Bom Ano :-)

O resumo das férias e das festas é: muito comer e pouco mexer...
Comi muito e mexi-me muito pouco nesta semana e pouco...
A última vez que fui ao ginásio foi para aí na terça-feira antes do Natal.
Ainda que de férias, pedalei pouco... muito pouco... A última vez que pedalei foi na terça-feira antes do Ano Novo...
Ou porque estava de chuva ou porque tinha coisas para fazer ou porque me rendi à lanzice na companhia de filhote e da família... Até porque o pai cá de casa fez anos no dia 02, e portanto, desde o Natal que tenho comido muito mais e do que não devo...
Enfim...
Num desses dias fomos dar uma volta até à Serra de Montejunto, já fui até lá a pedalar mas desta vez fomos de carro. Estava um frio cortante e um nevoeiro que tornava aquele ambiente ainda mais... mágico...
A certa altura o meu corpo pedia para caminhar rápido ou correr ou pedalar mas... tal não era possível pelo que me limitei a ver as vistas, a tirar fotos, a lanchar num barzito que há por lá ("Bar da Serra") que é muito agradável, permite a entrada a animais, tem umas mantas disponíveis em cada mesa, há rede wi-fi grátis e disponível e servem umas tostas espetaculares que filhote e o mano devoraram em pouco tempo, quer dizer, a tosta de filhote teve ainda a minha ajuda e do pai... E que saborosa estava...

O Bar da Serra:


As vistas sobre as ruínas e os radares em Montejunto:


As super tostas a serem devoradas por filhote (à direita) e pelo mano (à esquerda). Atente-se no pormenor de que eu e o pai estávamos a tentar ficarmos-nos pelo café... 

 Mais uma panorâmica da vista, cheia de nevoeiro e muito fria...

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Isto não é um relato mas...

Mas pronto, aqui fica, em género de relato, a 'indicação' de que fomos ver a Exposição de Lego em família e que foi aconchegante e divertido...
O mano do filhote veio passar o fim de semana connosco e escusado será dizer que filhote estava em delírio com a companhia do irmão... Entretêm-se muito um com o outro nos jogos e noutras conversas cibernéticas e tecnológicas que já me transcendem... Logo eu que sou dada a tudo o que é novo mas em relação aos jogos, não estou nem aí...
É incrível como os anos passam.
É incrível como o meu filho já tem 9 anos e o mano 16... Parece que foi ontem que o mano tinha 9 anos e o meu filho 2...
Incrível também foi ter comprado sete farturas porque uma custava um euro e as sete custavam cinco euros... Como tinha (tenho) a minha mãe em casa que adora farturas, levei para ela, e nós os três também nos 'lambuzámos' a comer as ditas antes de chegarmos ao carro... :D
Adiante...


Os bilhetes da entrada (sim, eu sei que o verniz estava a 'falhar' mas pronto, falha minha que eu não gosto de ter o verniz assim... next...!)

Entre outras construções, achei piada a esta da Torre de Belém...


Depois ontem estava na dúvida se iria pedalar ou não... O tempo estava escuro e parecia que vinha aí uma chuvada... Levantei-me nas calmas pois achava que não iria dar para pedalar.
Contudo, naquele tempo todo de hesitações, a chuva não aparecia e vai daí que me equipei, afinal, não pedalava há coisa de duas semanas e já me sentia a... ressacar...
Dei uma voltita cheia de lama mas também pedalei no alcatrão para aliviar o peso do piso...
Acabou por nunca chover e tive imenso calor porque levei um casaco com receio do frio e da chuva...
Que bem que aquela volta me soube...
Os lugares e os sítios são os mesmos do costume mas o facto de não ir até lá há duas semanas fez com que lhes sentisse a falta... 
Chegar ao pé da praia e do mar, numa solidão solitária de quem pedala sozinha e não vislumbra quase ninguém, tranquiliza-me e sossega-me a alma...
Bebi um café retemperador e pensei para comigo que tinha pena de não ter mais tempo para pedalar mais vezes e poder dar voltas maiores... Mas sem preocupações ou obrigações... Simplesmente ir e usufruir das paisagens e dos trilhos...



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Das poucas doenças que me assusta e em que penso...

Sou muito despreocupada e desligada de doenças... e de medicamentos... nunca sei os nomes dos medicamentos... nem as gramas ou a dosagem...
Contudo, há uma doença que me assusta e na qual penso muito: o Cancro de Mama...
Talvez porque a minha avó materna faleceu deste problema.
Talvez porque a minha tia paterna retirou um peito há 11 anos. Na altura tinha 57 anos.
Talvez porque tenho uma prima direita com 52 anos (ainda que 'meia-prima' pois os nossos pais eram 'meios-irmãos'...) a passar por este processo...
Assusta-me muito pensar no Cancro de Mama...
No ano passado fiz a minha primeira Mamografia. Estava tudo bem. Próximo exame: no próximo ano porque faço parte dos grupos de risco...

Liga Portuguesa Contra o Cancro

sábado, 24 de outubro de 2015

I close my eyes...

Fui a Lisboa buscar a minha mãe para vir para o Oeste para o aniversário do neto na segunda-feira.
Passeei com a minha tia paterna por Lisboa, por shoppings atafulhados de gente.
Almocei em família no feminino.
Adormeci no sofá da sala dos meus pais, como que sendo o único sítio onde me sinto em paz e descanso e sossego da mente e da alma.
Adormeci e quando acordei, desejei que nada se tivesse passado, que os anos não tivessem passado, que o meu pai não tivesse partido, que eu não tivesse partido para o Oeste.
Naquele instante desejei ter menos 20 anos e menos milhentos problemas. Desejei não ser adulta.
Desejei que tudo não passasse dum pesadelo e que fosse uma ilusão tantas perdas e dores.
A minha alma está cansada e só eu sei o que me custam estes pensamentos.
I wish...

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Voltar onde fomos (muito) felizes...

Nestas férias regressei a um sítio onde fui muito feliz e de onde guardo muitas e boas memórias das férias em família com os meus pais ao longo de vários anos: a Costa da Caparica...
Não quero saber se é piroso, se não é chique, se toda a gente de Lisboa e arredores cai lá, mas a verdade é que as praias da Costa são excelentes...
Não ia lá há tantos anos que já nem me lembrava da ponte nem dos cheiros a maresia e do mar da Costa...
Já sabíamos que o pai cá de casa ia estar a trabalhar durante as férias mas numa semana calhou a estar 24 sobre 24 de serviço pelo que aproveitei, peguei no filhote, e rumei a Lisboa onde "apanhei" a minha mãe e a minha tia e lá fomos nós para a margem sul do Tejo...
Tinha tantas saudades que parecia uma parva a delirar ao passear pelo 'paredão' da Costa e ao constatar como agora, ao contrário dos tempos em que ali passava férias, há imensa gente a correr e a pedalar...
Quis mostrar ao meu filho os sítios por onde tinha passado férias e tinha sido tão feliz... e o ar e o mar...
No primeiro dia íamos com roupas normais mas eu não me fiz de rogada e arregacei as calças só para provar o mar da Costa...
Depois, no dia a seguir, já fomos devidamente 'equipados' para a praia e aí é que foi o delírio... A água, comparativamente com a água das praias do Oeste, estava... quente... Eu e filhote estamos tão habituados à água gelada que naquela água da Costa entrámos logo, sem frios ou medos...


Algures em versão "vim agora do campo onde chovia e estava frio, e por isso não contava com sol e calor. Assim, arregaço as calças para molhar os pés, à boa maneira provinciana"...

Algures em versão vim do Oeste e estava frio e por isso vim de calças de ganga e deparo-me com este mar maravilhoso e este Sol imenso na Costa e fico deslumbrada a contemplar o mar...

Algures em versão já vim preparada para a praia - com um biquini da Calzedonia... - e quero mas é bronzear-me e dar mergulhos porque no Oeste continuo pálida como tudo e só de molhar os pés, congelam-se-me os tornozelos... A vantagem é que no Oeste não há trânsito nem falta de sítios para estacionar, nem se pagam portagens ou se gasta muita gasolina...

Azul... da cor do mar, do céu, do chapéu de sol, da minha blusa e da minha vida naqueles momentos em que estive a relaxar na Costa...
Quero mais... preciso de mais...
Saudades... tantas...

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Férias diferentes...

Este ano as férias são... diferentes... e mais difíceis também... O pai cá de casa está a trabalhar pelo que, de férias, sou só eu e filhote... Estas ausências custam, e muito, mas... tem que ser...
Tento assim proporcionar ao filhote o melhor que posso e consigo numas férias a dois... Vamos à praia, às compras, passeamos, comemos... Na praia jogamos raquetes que me fazem estalar o ombro e que me obrigam a levantar o braço manco, o que é bom...
Leio deitada na areia, algo que não fazia há imenso tempo, brincamos os dois, damos mergulhos, filhote anda na água com a prancha de Bodyboard e assim vamos andando...
Contudo, no fim de semana passado fui a uma maratona de BTT e não correu mal. Não fui ao pódio, obviamente, mas diverti-me, tiraram-me fotos, fizeram uma pequena entrevista, estive com amigos, almocei lá, enfim...
Depois o regresso ao sítio onde sempre vivi para levar a minha mãe que tem coisas para tratar por lá... Foi também o reencontro com primos com quem não estava há anos, os seus filhos que mal conhecia, enfim, foi "preciso " o meu pai partir para nos voltarmos a falar mas, suponho, que onde quer que esteja, o meu pai está a apreciar e a gostar desta reaproximação familiar, ao sangue da família...
Voltei no mesmo dia ao Oeste e por cá andamos, em praias semi desertas e com lugares para estacionar, onde chegamos sem trânsito...
A bicicleta está assim difícil de pedalar mas quando tenho uma aberta, aí vou eu. Num destes dias em que o pai chegou mais cedo do que era esperado, tendo já ido à praia com filhote, montei-me na bicicleta e fui...
E são assim os nossos dias, nem sempre fáceis....

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Guilty pleasure...

Bom, ontem rumámos ao Mercado Medieval de Óbidos e só tenho a dizer que não foi a primeira nem a segunda vez que lá fomos este ano...
Adoro lá ir, vou, aliás vamos, desde a primeira edição, e é sempre divertido.
Das outras vezes que fomos, comemos iguarias em Tabernas diferentes e ontem tivemos que ir a uma onde ainda não tínhamos ido para eu "matar um desejo" meu: comer uma sandes de couratos...!
Bem sei que, talvez, para a maioria das pessoas seja algo repugnante mas eu adoro, seja no pão ou numa salada com 'pickles' e azeitonas, temperadinhos com alho... Recorda-me o meu pai e a minha infância feliz... Foi o meu pai que me deu a conhecer os couratos e quando havia lá perto de casa, chamava-me para irmos petiscar ou levava para casa...
Até quando estava grávida me deu vontade de comer couratos e lá foi o meu pai à sua procura para me os levar...
Filhote não apreciou pelo que manjou um belo dum porco no espeto que a mãe ainda foi lá petiscar também. 
Hum... estava tudo tão bom... mas o melhor foi o polvo grelhado, com 'pickles', azeitonas e um molho espetacular, acompanhado de batatas doces grelhadas com alho...
Ah, e a sangria, já me esquecia da bela da sangria...
Ficámos até tarde, estava imensa gente e, estranhamente, a noite estava morna...
Bem bom :-)


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Em vésperas de aniversário...

Ao contrário de anos anteriores, não estou nem me sinto com angústias ou neuras existenciais por ir fazer anos...
Têm acontecido tantas coisas marcantes e menos boas que quando os ventos começam a mudar, uma pessoa parece que nem acredita...
Nos outros anos, e principalmente no ano passado por ir entrar nos 40, estava com uma crise e um stress por ir fazer anos que não se aguentava...
Este ano... Este ano sinto-me... diferente... sinto-me a mudar interiormente e não o consigo explicar...
Sinto-me (finalmente) a libertar e a sentir-me... livre... A não querer saber do que os outros pensam ou acham e que a minha opinião e o que sinto vale algo e é mesmo importante...
Sinto-me a não me calar, a falar mais com as pessoas, algo que nunca aconteceu muito pois sempre me fechei em mim, como uma defesa para que ninguém se aproximasse e, consequentemente, me pudesse magoar...
Lembro-me tanto das palavras do meu pai, qual sábio que previa o futuro, ao dizer que ele próprio só tinha começado a falar mais com as pessoas depois dos 40 anos, que só começou a ser quem realmente era aos 40 e tal, que só aos 40 e tal se tinha "soltado"...
Na altura não percebi bem o que me estava a transmitir pois aos 20 ou aos 30, os 40 parecem ser uma idade longínqua onde já não se passa nada e em que todos são velhos, gordos e carecas, cheios de filhos e sem vida própria...
Mas... a vida ensinou-me que não é assim. Eis-me chegada aos 40, amanhã farei 41 anos, e aqui estou, sem sentir a idade que tenho, incrédula com a rapidez do passar dos anos, cheia de energia, com um peso saudável, com um filho magnífico, com a responsabilidade duma casa e do trabalho mas com vida própria e a sentir que ainda tenho muito, ou quase tudo, pela frente para viver.
Foi preciso chegar aos 40 para aprender a viver, como dizia o meu pai... Para saber gerir melhor os sentimentos e as relações com os outros, inclusive com a própria família...
A partir de amanhã fico mais perto dos 50, mas vou estrear um lindo macacão, mesmo que me dê alguma "macacoa" (esperemos que não!).
... ... ...

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Algures em modo "ir e vir do trabalho" a pedalar...

Bom, e como hoje não me ocorre nada de especial para escrever, aqui fica uma foto de mim em versão urbana com uma bicicleta de BTT...
É assim que tenho ido e vindo do trabalho durante toda esta semana. É a primeira vez que pedalo para o trabalho durante uma semana seguida pois já o tinha feito mas sempre alternando num dia ou outro com o carro. Desta vez quis fazer esta espécie de desafio e experimentar pela primeira vez pedalar uma semana "de seguida" até ao trabalho.
Isto só é possível nas férias escolares do filhote e porque a minha mãe está cá e o filhote fica com ela em casa. Se eu tivesse que levar filhote para algum sítio, já não poderia vir para o trabalho a pedalar. Quer dizer, seria possível mas com outros horários e implicações...
O saldo foi muito positivo pois levar com vento e ar fresco logo de manhã e à tarde parece que nos deixa com outra disposição...
Num dia ou outro transpirei mais do que 'gostaria' mas não foi nada de especial.
Felizmente trabalho num sítio que permite guardar a bicicleta e onde posso trocar de calçado e deixar tudo arrumado num cantinho. É que os pedais são de encaixe e por isso trago as sandálias na mochila e os sapatos de encaixe nos pés...
De resto, sinto e noto melhorias nas minhas pedaladas. Mesmo sendo apenas cerca de 16 km diários, suponho que o facto de o fazer de manhã e à tarde, e contra o vento, que me esteja a dar outras forças e energias, vamos ver...
Não sei se irei continuar a pedalar "de seguida" todos os dias para o trabalho mas quero fazê-lo muito mais frequentemente e enquanto as férias escolares o permitem... Quando voltarmos às rotinas e às aulas já não poderei fazer isto. Portanto, é aproveitar enquanto posso!



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Eu às vezes sou mesmo muito parva, para não dizer... estúpida, vá...

Neste fim de semana fui a Lisboa buscar a minha mãe para vir para o Oeste e acontecem sempre, pelo menos, duas coisas às quais já não estou habituada: o trânsito ao chegar à capital e arredores, e o imenso calorão, quase sufocante, que nos faz transpirar constantemente... Desabituei-me do ar quente, quase doentio, porque no Oeste o mais normal é que o ar seja sempre mais fresco e nunca chega a haver um calor sufocante... Das voltas que dei, só sentia era calor e mais calor e só pensava na frescura do Oeste...
Desta vez parece que a ida à casa dos meus pais não custou tanto (os cheiros, as memórias, as fotos constantes do meu pai, as lembranças da infância e da minha vida feliz e despreocupada até quase aos 30 anos, e por aí adiante...), sendo que sinto uma paz imensa quando lá estou... Apesar do calor, dormi de forma muito mais tranquila, vá-se lá entender isto... Acho que é por ser como se voltasse ao ninho, não é, parece que me sinto criança outra vez, sem responsabilidades e problemas, sempre amparada pelo meu pai e pela minha mãe, mas a vida não é assim...
Estive também com a minha tia paterna, demos umas voltas, gosto da sua companhia e tenho mesmo pena de não vivermos mais próximas...
Constato que todos envelhecem e que os mais próximos vão precisando de nós agora. Um dia, quando éramos crianças, cuidavam de nós, agora parece que chegou a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós, pelo menos sinto isso...

Bom, enquanto deambulava com a minha tia numa loja LIDL, dou de caras com este 'jersey' aqui das fotos a um magnífico preço: 1,43€!!! Eu nem queria acreditar, até me certifiquei na caixa mas sim, confirmava-se, era mesmo aquele preço... Havia um aberto, em tamanho M, que experimentei e mesmo por cima da roupa ficava bem. Achei giro e trouxe... E agora perguntam vocês o que é isto tem a ver com o título do post...? É que fiquei tão espantada com tal preço que tirei fotos ao jersey embalado e partilhei no Facebook, e ontem, já de volta ao Oeste, fui dar uma volta de bike e levei o famigerado jersey. E toca de tirar uma selfie a mim mesma para 'partilhar' que o jersey estava muito bem e era giro, para além de que tinha três bolsos jeitosos atrás e que o tamanho M devia ser grande pois estava folgado.
E depois disto tudo senti-me assim parva por estar a partilhar no Facebook o meu histerismo por ter achado um jersey ciclístico, giro e funcional, por um preço tão baixo! Senti-me provinciana, não sei, que mais valia ter estado quieta, que assim ninguém sabia o preço e que agora, quando pedalar com ele, "toda a gente" vai saber que nem um euro e meio custou...
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Ainda por cima, pelo caminho, um grupo de colegas ciclistas "meteu-se" comigo a dizer que eu devia ter o jersey da equipa de BTT a que pertencia e da qual saí mas que parece que quase ninguém, ainda, se apercebeu...
Raios, só respondi que já não era do grupo e prossegui, sempre pedalando...
Para além disso, estive uma semana sem a bicicleta, que esteve a levar uma revisão, e ontem sentia-me ótima, talvez porque estive uma semana sem pedalar, e porque a bicicleta estava a funcionar mesmo muito bem, algo que não acontecia nos últimos tempos, em que havia sempre bloqueios e problemas com a corrente e as mudanças...
Foram quase 58 km cheios de subidas que, estranhamente, não custaram a fazer... Voltei a subir a tal subida a pique, que fica perto de casa, e não me senti ansiosa nem com grandes dificuldades em fazê-la.
Quererá isto dizer que estarei mesmo a melhorar a minha condição física... ou serão... "dias"...
E agora, inscrevo-me em duas maratonas que aí vêem ou  não vale a pena...

Portanto, à esquerda aqui a "je" com o jersey, depois duma subida imensa.
À direita da foto, o jersey ainda embalado...

terça-feira, 2 de junho de 2015

Ontem coloquei estas fotos no Facebook a propósito do Dia da Criança...

Mas rapidamente as retirei porque pensei que seriam um sinal de "fraqueza" minha ou algo muito lamechas ou que me estaria a expor muito, não sei...
Na verdade, agora também vim aqui para o blog fazer o mesmo mas parece que é diferente. Fica como memória futura e o registo é outro, não sei...
E vai daí que referi que tinha saudades da mão do meu filho deste tamanho (tinha 6 meses nesta foto...) e saudades da minha infância muito feliz e do meu pai, no fundo...
Ainda apareceram uns quantos 'likes' mas rapidamente retirei a colagem com as duas fotos...
Para já, comecei a chorar sozinha enquanto postava as fotos, e depois pensei que, realmente, há que seguir em frente, e que ao partilhar tudo isto, era como se fosse alguma espécie de... "coitadinha"... e eu não sou nada assim...
De qualquer forma, tenho mesmo saudades do meu filho bebé, ainda que tivesse ficado sem cérebro até aos seus 3 anos, porque parece que passou tudo muito depressa e porque não planeio ter mais bebés ainda que, nem sei porquê, ultimamente várias pessoas me falam no assunto. E a minha resposta agora é a de que estou velha para isso...
Quanto à minha infância feliz, tenho mesmo muitas saudades, tudo era perfeito, sem problemas ou angústias chatas de adulto. Vivia para estudar, brincar, sempre com o conforto na retaguarda do meu pai e da minha mãe... 
O meu pai já não está cá, a minha mãe está e ainda que às vezes demonstre ter um feitio tramado, é a minha mãe, nunca a "deixarei para trás" ou "de lado"...
O tempo passa realmente demasiado depressa...


A minha mão com a do filhote - abril de 2007 (filhote com 6 meses).
Eu de mão dada com o meu pai para aí em 1979/80, portanto, eu teria 5/6 anos...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Desinspiração...

Não sei... Sinto-me "desinspirada", parece que na vida e também com o blog e a sua escrita...
Que posso dizer, sei lá... 
Que na sexta-feira dei uma volta de bicicleta.
Que no sábado de manhã dei uma volta de bicicleta aos ziguezagues porque estou farta dos mesmos caminhos por onde pedalo, já que são sempre os mesmos, visto que é onde me sinto segura a pedalar sozinha...
Senti-me farta das minhas voltas do costume, ainda que esteja rodeada de paisagens e ambientes belíssimos para a alma e para a vista...
Depois no domingo de manhã troquei a solidão e as horas que levo a pedalar por uma bela caminhada, em família e com amigos, e foi muito boa a experiência... Por causa do filhote tivemos que ir num ritmo mais leve mas o facto de ir ali, com várias pessoas amigas, de estarmos os três juntos, foi algo que me soube mesmo bem... Cansada como estou das mesmas voltas e de andar sempre sozinha a pedalar, estar com gente, pessoas, fez-me bem... 
Foram 10 quilómetros algo auspiciosos, cheios de trilhos que, claro, me levavam a pensar na bicicleta, e numa corrida em versão Trail...
Por fim, havia o almoço, que fazia parte do evento, e também aí correu tudo muito bem. O almoço estava delicioso.
O filhote ficou orgulhoso porque foi a primeira vez que andou 10 quilómetros de seguida, e eu adorei a companhia...
Só que entretanto fomos para casa, depois do almoço, adiantei umas coisas e... ao fim do dia parecia frenética, nem consigo explicar isto e tive que ir... Onde...? Claro, dar uma volta de bicicleta... Sabia que era algo rápido para não perder tempo e por isso pedalei apenas durante quase uma hora e meia. Lá fui eu pelos mesmos caminhos, lá estava eu enfadada com os mesmos caminhos e com a minha solidão, mas tinha que pedalar, dar às pernas noutro cenário que não o de andar ou correr, como tinha acontecido de manhã.
E como cheguei até ao mar, pensei, bom, e agora vou ali dar um mergulho, nado uns quilómetros, e estou pronta para fazer Triatlo...! (brincadeirinha... que o meu braço não me permite grandes braçadas...). É que de manhã caminhei 10 Km, à tarde pedalei 21 em versão BTT, e agora nadava sei lá o quê... Mas não... Fiquei-me por esta espécie de..."Duatlo"...?
Em suma, não me sentia cansada com nada e nem sei como ou porquê, porque tenho andado algo desalentada com uma série de coisas, enfim, adiante... Quem sabe melhores inspirações chegarão...

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Sexta, Sábado e Domingo...

Este foi um fim de semana diferente, não nas correrias, que essas continuaram, mas na habitual pedalada matinal ao domingo...
Bom, mas comecemos por sexta-feira em que cheguei a casa, ao final da tarde, e fui dar uma volta de bicicleta. Estava muito vento mas, ainda assim, fui e pedalei cerca de 22 kms o que não é muito mas é melhor do que nada e deu para 'matar um pouco o bichinho'...
No sábado, bom, no sábado foi dia de correrias, de atividades, de compras, de gelados, de fazer sobremesas, de andar dum lado para o outro até que ao fim do dia, quase a deitar fumo pelos ouvidos, saí para uma pequena volta desenfreada na bicicleta. Foi a volta possível, por caminhos que já quase faço de olhos fechados mas... melhor do que nada... Foram 38 kms a pedalar depressa, com um café rápido pelo meio.
E isto tudo porque sabia que no domingo não seria possível pedalar. Pensei que me ia custar mais mas afinal o motivo pelo qual não foi possível pedalar, superou qualquer angústia que pudesse ter surgido pela falta da bicicleta... Troquei os sapatos de encaixe por outros mais... 'finos'... Em vez de calções e do 'jersey', vesti um vestido, arranjei-me, coloquei pulseiras, coisas que também não fazia há muito tempo tais como emocionar-me, rir-me muito, beber um bocadinho (só um bocadinho...) de cerveja, comer tanto que às tantas não consegui mesmo comer mais e isto para mim quer mesmo dizer que estava cheia porque eu... gosto de comer... :D 
E, por fim, dançar... Dancei como não dançava há anos e só tinha vontade de rir, o que só por si já é bom... Até me lembrei da possibilidade hipotética de ir experimentar aulas de... Zumba...
Filhote e marido também estavam a divertir-se mesmo muito pelo que foi um dia em cheio, super animado e preenchido...
Às vezes é bom, sabe bem e é preciso quebrar a rotina... Não tive a bicicleta como costumo ter mas tive outras coisas que me fizeram recordar que sou gente e que, por vezes, me isolo dos outros e nem sei bem porquê...
Foi uma miscelânea de pensamentos, tantos que até pensei que apesar de muitas coisas (ainda) estarem a correr mal, que tenho que dar a volta por cima, inspirar e ter esperança de que melhores dias virão, que eu mereço seguir em frente e que tenho a vida pela frente, que tudo depende da perspetiva com que a encaro e agarro...