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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Podia ser nada ou tão simplesmente fazer marcha-atrás

O que é que esta foto ou este movimento têm assim de espetacular? À primeira vista, se calhar nada mas para mim têm uma importância muito grande... De cada vez que faço este movimento a conduzir, vulgo a fazer marcha-atrás, recordo-me que há coisa de um ano que não conseguia colocar o braço nesta posição... Provocava-me dores e apesar das sessões de Fisioterapia, o braço e o ombro ainda não tinham grande agilidade e, lá está, só quando perdemos as coisas, por mínimas que sejam, é que lhe atribuímos o devido valor... Mas o que é que eu ligava a isto ou ao facto de levar a mão ao cimo da cabeça...? Nada! Mas como entretanto deixei de o conseguir fazer, rejubilei quando voltei a colocar a minha mão no cimo da cabeça...
Foram pequenos grandes passinhos de coisas sem importância mas que afinal eram importantes... Fazer um rabo de cavalo, voltar a conduzir, voltar a conseguir abotoar o soutien atrás das costas... Tudo pequenas grandes vitórias que me fizeram repensar em muita coisa na vida...
Com a Fisioterapia que fiz e com o exercício físico que faço, consegui que o braço e o ombro não ficassem tão bloqueados e presos e por isso quase dou pulos de felicidade quando constato que "consegui" levar o braço ali...



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Espécie de alívio...

Ontem ao fim do dia lá fui eu à Fisioterapia, sessão trinta e tal para aí.
Com o passar do tempo comecei a ficar algo 'cansada' porque o que sinto de há umas duas semanas para cá veio a confirmar-se: não vão haver muitos mais progressos na mobilidade e agilidade do meu braço. A esperança agora é que me retirem o material que me colocaram no braço por forma a que este não cause dor e com isso impeça o braço de rodar e de se levantar na totalidade... Isto implicará ser novamente operada mas será só daqui a uns tempos.
Assim sendo, ontem já não fiz a Fisioterapia. Ficaram algumas sessões por marcar para quando sentir mais dores ou "me apetecer"...
E assim parece que 'encerrei' mais um ciclo, senti uma espécie de alívio por não ter mais a obrigação de ir dia sim, dia não, à Fisioterapia... É que lá sentia-me "doente" e agora parece que posso seguir em frente. Sem a Fisioterapia eu não estaria neste momento a mexer e a movimentar o braço como estou. Não conseguiria abotoar o 'soutien' ou levar a mão e o braço à cabeça...
Sem estas sessões eu não estaria tão 'bem' como estou mas agora está na hora de prosseguir, quero muito voltar ao ginásio e lá posso fazer alguns dos exercicíos que fazia na Fisioterapia. Posso ir para as máquinas dos braços exercitar... os braços, sem grandes pesos ainda...
Quero muito regressar ao ginásio mas sinto-me expectante em relação às aulas que fazia em que movimentava muito os braços. Vamos ver como será e quando...
 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O ponto fraco

Há momentos em que me ocorrem ideias completamente disparatadas.
Deitada na maca da Fisioterapia, depois de muito transpirar a fazer os exercicíos para o braço e ombro, a 'levar' com a luz que está no teto nos olhos e que me lembra a sala de operações, algum gelo e algumas massagens terapêuticas depois, eis que me tocam no ombro, no sítio onde me dói mesmo muito, onde perco as forças... É ali mesmo que todo o meu corpo fraqueja quando é mexido, tocado, massajado, 'gelado' e por aí fora.
E assim sendo, já algo cansada, deu-me vontade de rir quando senti aquela dor. Exclamei que aquele era o meu ponto fraco e que se alguém soubesse, para me atacar na rua bastava colocar um dedo, ou dois, a carregar naquele sítio específico do meu ombro, ali onde os Fisioterapeutas tocam e sentem os parafusos que tenho dentro de mim...
E continuei a rir que nem uma maluquinha a imaginar-me a caminhar tranquilamente na rua e de repente, como nos filmes dos super heróis, aparecia um ou uma tresloucado(a) que não fazia mais nada a não ser carregar naquele preciso local onde os meus queridos e ricos parafusos estão instalados. Então eu seria a super heroína, quase indestrutível, que ficaria imediatamente vulnerável, com dores, sem se mexer a não ser para se atirar para o chão a contorcer, enquanto os maus da fita mexiam no ombro.
Aaaaaaaaahhhhhhhhhhh!!! O que vale é que ninguém sabe 'a olho nú', para além dos Fisioterapeutas, e do Ortopedista, onde carregar exatamente para provocar A Dor... Portanto, se for atacada por alguém disfarçado, só poderão ser "eles"...
Já vendo a cicatriz, talvez seja mais fácil às "pessoas normais" saberem onde me atingir...
:P

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O que é que preferias...?

Parece que estou mesmo a ficar 'desgastada' com a Fisioterapia. Não me apetece ir.
Ao fim dumas trinta sessões, e sabendo que preciso e tal, e que estou muito melhor graças às sessões de Fisioterapia, não me apetece ir, estou a ficar saturada...
Se ao início o meu braço parecia robótico ao fazer os movimentos, os poucos que fazia, agora sou eu que me sinto um 'robot' durante a hora que lá passo a fazer os diversos exercicíos... Farto-me de transpirar, canso-me, tenho dores. Bem sei que é tudo para o meu bem e do meu braço mas estou "cansada" desta rotina, três vezes por semana...
Se calhar estou saturada de tudo, não sei. Ou daqui a bocado isto passa.
Ontem também fui, ou melhor, fomos andar de bicicleta e não achei piada nenhuma. Foram 23 kms cheios de altos e baixos, 'single tracks', areias, subidas vertiginosas e, como sempre, sou sempre a última. Começo a sentir-me um caracol a andar de bicicleta, e ranhoso ainda por cima porque todos são magros, ágeis e leves e eu estou mais gorda oito quilos, estou lenta, estou em baixa forma e tenho um corpo preguiçoso.
Soa-me que se não treinar mais vezes e que se não for rapidamente para o ginásio que não consigo emagrecer nem ficar em forma porque parece que há dias em que já não retiro da bicicleta o prazer que tinha em pedalar e em apanhar com o vento fresco na cara.
Há dias em que faço comparações atrás de comparações e pareço a 'inadaptada do pedal', não que alguém me tenha feito sentir assim, pelo contrário, a minha amiga e o meu marido têm imensa paciência para comigo e apoiam-me em tudo, esperam por mim, incentivam-me... Sou eu que o sinto, bem cá dentro de mim...
Bom, quem sabe daqui a umas horas isto passa.
Para já sei que lá vou eu à Fisioterapia...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Consegui e então

Ontem de manhã, depois de cinco meses, é isso, fez ontem cinco meses que caí, e depois de umas trinta sessões de Fisioterapia, lá consegui, a muito custo e com a ajuda fundamental do braço esquerdo, abotoar o 'soutien' atrás das costas...
Se doeu? Sim, doeu. Aliás, ontem e no dia anterior andei cheia de dores.
Entretanto na Fisioterapia perguntam-me como me senti, ou se foi bom ter conseguido, finalmente, abotoar o 'soutien' atrás das costas.
Na verdade não senti nada. Quer dizer, é bom sim, claro que é, é aliás espetacular mas eu é que ando assim meia amorfa. Suponho que como tenho levado tanta "porrada" nos últimos meses que mais parece que já quase nada me atinge ou surpreende.
Foi um grande passo chegar com o braço atrás das costas, devia estar felicíssima mas não me sinto assim. É bom, é um enorme progresso mas parece que já não me faz sorrir. Quase nada me faz sorrir ou 'doer'.
Ontem nem pedaladas nem caminhadas. Com tantas dores e com a Fisioterapia a acabar tarde, jantei e fiquei sossegadinha no meu canto.
Vamos ver se hoje dará para dar uma volta, seja a andar a pé ou de bicicleta. O que for, será...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Era para ter ido

Ontem quando cheguei a casa era para ter ido pedalar um pouco. Por pouco que fosse, sempre era alguma coisa mas não deu para ir. Ao contrário do que tem sido habitual nos últimos tempos, ontem estava cheia de dores entre o ombro, o braço e o omoplata...
Ainda organizei a roupa de andar de bicicleta mas as dores não me largavam e por isso não fui. Não me parece que estas dores se devam à Maratona a que fui no fim-de-semana porque senti-me bem nos dias seguintes. Creio que se deveram à Fisioterapia do dia anterior que foi mais "puxada" e me fez transpirar imenso...
As dores sobrepuseram-se à bicicleta e se calhar será sempre assim, não sei. Como não pude pedalar, fui caminhar depois do jantar e também me soube bem ir com a minha amiga canina apanhar ar fresco...
Há momentos em que parece quase difícil 'gerir' tudo isto, a bicicleta, as dores, a conciliação de tudo isto e pensar que afinal nada do que aconteceu foi fácil ou que estou completamente "normal"...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Parece que...

Parece que a minha 'vida' sem ir ao ginásio à hora de almoço fica semi vazia...
Era uma rotina tão intrinseca que começo agora a sentir-lhe a falta. Almoço em cerca de vinte minutos, meia hora no máximo, e por isso parece que sobra muito tempo do tempo que tenho para almoçar...
Nos dias em que tenho coisas para fazer (compras, ir a algum lado, etc.) não noto esta 'falta' mas nos restantes dias parece que nem sei o que fazer com a hora de almoço e por isso faço a minha refeição e enfio-me no gabinete a trabalhar. Está demasiado quente para andar às voltas na rua e por isso 'fecho-me' como que para não me 'cansar'...
Bem sei que não estou ainda rápida o suficiente para ir ao ginásio à hora de almoço mas começo a sentir a 'necessidade' de fazer exercicío neste (e noutro...) horário.
Há coisas básicas que não consigo ainda fazer como por exemplo vestir um 'soutien desportivo' ou abotoar o meu próprio 'soutien' "cá atrás" e isso faz-me ficar mais lenta nas rotinas e algo... angustiada...
Com a Fisioterapia estou quase a conseguir lá chegar mas, por enquanto, o braço ir atrás das costas, é algo ainda muito complicado... Quando faço exercicíos para treinar os movimentos do braço a irem atrás das costas, transpiro imenso porque me custa e provoca (muita) dor.
Contudo, ao chegar a hora de almoço e a hora das aulas a que ia, não penso noutra coisa e instala-se o tal "vazio" de não saber o que fazer com o tempo que tenho. Vamos ver se lá para outubro já estou mais ágil e volto a poder ir nalguns dias à hora de almoço e noutros ao fim do dia...
Estes oito quilos a mais instalados nos meus glúteos (para não dizer outra coisa...) têm que sair... É incrível como não faço abdominais há tantos meses e não tenho barriga alguma... Já as coxas e afins, enfim, parece que foi tudo para lá...

terça-feira, 27 de agosto de 2013

25 ou 26...

Vou na sessão vinte e cinco ou vinte seis, já nem sei bem, de Fisioterapia.
Aos poucos instala-se um sentimento de não querer ir apesar de precisar, e muito... Estou (estamos) de férias e parecendo que não, acaba por 'interferir' com a vida livre das.. férias...
E depois faz com que me sinta "doente". Quando vou e estou nas sessões de Fisioterapia "(re)lembro-me" que estou 'doente', que não estou 'normal', que o meu braço não gira, não roda, nem se levanta na totalidade e isso deixa-me angustiada.
Sim, posso andar de bicicleta, é verdade.
Sim, estou muito melhor, também é verdade.
E no meu dia à dia não preciso de girar o braço nem de o levantar e talvez por isso me 'esqueça' de que não tenho o braço "bom". É como se ignorasse que o braço e o ombro estão ainda em recuperação e na Fisioterapia eu não posso ignorar o óbvio, que o braço e o ombro não funcionam a 100%...
E depois a minha relação com a cicatriz melhorou substancialmente. Não ando ainda com blusas cavadas ou de alsas mas também já não me importo quando se vê um bocadinho nalguma manga mais curta. Na praia ando à vontade, decidi tirar as blusas para ver se ganho alguma cor, mesmo colocando protetor com fator 30 e fator 50 na cicatriz...
Hoje acordei assim, o que hei-de fazer. Ontem foi um dia tão bom de praia, mergulhos, passeios e petiscos e ainda comprei umas calças novas e hoje estou assim, meio angustiada e com uma espécie de bloqueios.
Não me apetece ir à Fisioterapia, e é isso...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Nunca pensei dizer isto

Mas hoje "gostei" de voltar a passar a ferro.
É verdade, há quase cinco meses que não passava a ferro porque... não conseguia... E hoje, depois de muito lavar e estender, achei que era um "bom dia" para tentar passar a roupa e consegui. Contudo, acho que é mesmo a tarefa doméstica que mais abomino. Fiquei contente por a conseguir fazer mas... não tinha saudades porque definitivamente não gosto de passar a ferro.
Aliás, com as t-shirts, camisas e roupas mais elaboradas vieram as 'pontadas' e dores no ombro e no braço. Tive que fazer pausas...
Queria que tudo fosse 'normal' novamente e ainda que esteja muito melhor do que o previsto para esta altura, continuo a pensar no que me aconteceu e que eu não sou ainda a mesma...
Tive também mais uma sessão de Fisioterapia e por causa dos meus avanços houve também uma espécie de "upgrade" na dificuldade dos exercícios que faço... E por isso, por ser agora mais difícil fazer estes novos movimentos, fico cheia de calores e por vezes de dores...
Estou agora como estava no início do que agora já faço sem qualquer problema ou dificuldade mas a dúvida persiste: conseguirei algum dia voltar a levantar o braço na totalidade para cima, para os lados e afins sem me esforçar e fazer caretas pela dor provocada...?
Conseguirei algum dia voltar a rodar o braço...?
Não sei. Ninguém sabe. E é no fim das sessões de Fisioterapia que caio em mim como numa espécie de recaída e relembro a queda que tive, tudo por que passei, tenho passado e estou a passar.
A vida continua. Prossigo. Sorrio mas não há dia em que não pense nas dores que tenho tido. Não há dia em que não pense ou não sonhe com o meu pai.
Suponho que para mim este ano de 2013 seja o ano da dor, a dor física e a dor emocional...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Por estes dias...

Muitos passeios, voltas, esplanadas, gelados, petiscos e afins a três para ver se se recuperam as energias dum ano menos bom...


Praia quando o tempo o permite...


Esta foto é só porque me apeteceu, só isso.


Não sei porquê nunca falei disto aqui no blog mas a verdade é que começámos nas férias de verão do ano passado a fazer Geocaching... O filhote adora e chegámos a levar connosco amiguinhos do filhote que adoraram esta aventura. Com o final das férias do ano passado e com tudo o que tem acontecido (de menos bom) em 2013, só agora retomámos este jogo que está, literalmente, por toda a parte! É fascinante pesquisar pistas, localizações, ir até sítios que nem conhecíamos bem apesar de passarmos por lá constantemente, dar atenção aos detalhes e poder caminhar e andar ao ar livre e encontrar o que procuramos. Deixamos o registo e assinala-mo-lo no 'site'.
O filhote delira e ajuda sempre a procurar...


De resto, bicicleta às vezes. Hoje pedalei 41 kms (BTT) em 2h20.
E sim, continuo na Fisioterapia e por isso estas férias não parecem férias "a sério" porque o meu braço, apesar de estar muito melhor, ainda não é um braço normal. Ontem, pela primeira vez desde que caí, consegui levar a mão/braço direito à cabeça e assim lavar o cabelo. Até aqui tenho-o feito apenas com o braço esquerdo...

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Mais do mesmo

Ontem foi dia de Fisioterapia. Ena, até fiz um verso.
E na verdade, não me apetecia nada ir. Preciso de ir, claro que preciso, mas depois de vinte sessões, parece que ontem foi a primeira vez que não me apeteceu ir. Claro que fui mas só pensava que preferia estar no ginásio a fazer uma aula de Cycling...
E depois parece que fiz os exercicíos mais depressa e por causa disso fiz mais do que é suposto. E depois as dores, parece que me estão a espetar facas no ombro e aí começo a ficar 'saturada' e farta de tudo isto. Mas enfim, tem de ser. Esta semana falta ainda uma sessão. Lá vou eu...
 
 
(imagem da net)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Que tristeza

Pode parecer estranho mas só por estes dias vi o filme "O estranho caso de Benjamin Button". E que tristeza de filme no sentido literal de ser triste... Devo dizer que chorei no final e nalgumas partes do filme, por que não chorar, por que temos de reprimir as nossas emoções ao ver filmes...?
A atriz Cate Blanchett tem uma beleza invulgar da qual gosto muito e para além da estória do filme propriamente dita, não é que a sua personagem fica também com uma cicatriz e tem de fazer Fisioterapia, mas numa perna... Parece que este foi o momento ideal para ver este filme. Provavelmente se o tivesse visto antes de ter caído, não ligaria muito à parte da cicatriz na pele e à Fisioterapia... E depois as questões relacionadas com a auto estima, a 'pena' e por aí fora... Tudo isso é abordado ainda que de forma paralela mas está lá no filme.
Por falar nisso, hoje foi a minha vigésima sessão na Fisioterapia. E... é para continuar. As melhoras das últimas duas semanas são consideráveis mas ainda não levanto nem consigo rodar o braço...



domingo, 28 de julho de 2013

Afinal... Não foi qualquer dia, foi mesmo hoje...

Afinal, depois de muito pensar, depois da emoção de ontem voltar a conduzir e de ter a 'permissão' na Fisioterapia para voltar à minha vida "normal", incluindo voltar a pedalar com as devidas limitações, não foi num qualquer dia que voltei a pedalar, foi mesmo hoje...
Tive o apoio e o suporte incondicional do pai cá de casa e por isso combinámos que seria à minha maneira, ou seja, que se em algum momento eu vacilasse, tivesse medo ou quisesse voltar para casa, que assim o faríamos.
Saí de casa meio aos zigue zagues, como se a bicicleta e a estrada fossem algo estranho para mim, como se eu estivesse embriagada... Entretanto aparece a primeira descida e foi numa descida que caí... Agarrei-me com toda a força à bicicleta e travei, ia travando para que a velocidade fosse diminuta, e foi, o que é 7/10 kms/hora numa descida... Parecia uma velhinha em cima duma bicicleta tal era o receio com que ia...
Enfim, mas lá prossegui. 
Ainda bem que depressa deixámos o alcatrão e entrámos na terra.
Contudo, senti-me muito presa, pelo medos e receios, senti que perdi parte da minha forma física pois cansei-me mais facilmente e transpirei mais do que o habitual. 
O peso a mais também contribui para que a pedalada não seja a mesma. Dez quilos a mais em cima duma bicicleta fazem toda a diferença... E nas fotos em que estou de pé, o meu olhar clínico e auto crítico detectou imediatamente aquilo que eu já sabia: a gordura instalada nas coxas e glúteos...
Em suma, foi um misto de emoções. 
Se por um lado consegui vencer este 'obstáculo' de voltar a andar de bicicleta e dois/três meses mais cedo do que esperava, imaginava e me disseram que seria possível, por outro fiquei triste com os meus receios (que são normais, tendo em conta o que me aconteceu...) e com a minha falta de força e por estar em baixa forma física...
Depois, chego a um ponto, passadas para aí umas duas horas, em que começo a ter dores e a sentir-me desconfortável na zona do ombro e do braço. 'Abano' o braço, dobro-o e paro para ver se o mau estar alivia. E alivia... E bebo água e bebidas isotónicas. E então prossigo.
Mas não sei. Senti-me muito mais racional a andar de bicicleta. Gostei, foi bom e tal, mas não me senti como me sentia antes que era geralmente 'extasiada'...
Gostei de ir nas calmas, de passear, de fazer apenas 30 kms, mas... parece que não senti aquela emoção que sentia a pedalar. Quem sabe com  o tempo isto passa...

- foto retirada -


sábado, 27 de julho de 2013

Punhos novos

Punhos novos para a bicicleta. 
Não se percebe bem a cor mas são encarnados. Vermelhos. Vivos. Para dar vida. Para ver se consigo ainda agarrar a bicicleta, o 'boi', pelos 'cornos', salvo seja.
It's time.
Chegou a hora. A hora de perder os medos e voltar à minha vida.
Enfrentar receios, pavores, dores e amores.
Sim, porque a bicicleta é uma espécie de amor. Magoa-nos, faz-nos sofrer, faz-nos pensar na vida, repensar tudo e mais alguma coisa mas... não a conseguimos deixar...

Limitada nos movimentos do braço e do ombro, é certo, com dores mais que reais e frequentes, mas ao fim de quase vinte sessões de Fisioterapia estou 'liberada' para fazer (quase) tudo o que fazia antes de cair e de ser operada, de preferência sem medos...
Hoje voltei a conduzir. Conduzi poucos quilómetros e ao chegar a casa tinha dores no ombro. Mas... Ao fim de quase quatro meses, CONDUZI!!!
Pequenos grandes passos...
Chegou a hora. E a hora chegou para aí uns dois/três meses antes do esperado e inicialmente previsto. 
Tive melhoras galopantes nas últimas duas semanas, apesar das devidas limitações, e por isso na Fisioterapia 'libertaram-me'. Depois das vinte sessões continuo com mais Fisioterapia até, quiçá, conseguir levantar, rodar e ter mais força no braço. 
Até lá posso voltar a (tentar)... VIVER!!!


segunda-feira, 22 de julho de 2013

E depois é isto

Durante todo o dia não fiz "nada". Não treinei nos rolos nem fui fazer caminhadas.
Comecei com o filhote a 'repescar' a matéria dada e começou a fazer as fichas que ainda faltavam terminar, dos livros de apoio. Assim sendo, creio que não será necessário comprar mais livros com fichas porque as que tem chegam perfeitamente até ao final das férias...
Mas como estava a dizer, não me apeteceu 'treinar'. Agora fiquei assim, de quando em vez 'desce' em mim uma inércia que não consigo explicar...
Pensei cá para comigo que depois do jantar iria então dar uma voltinha com a minha amiga canina...
Pois sim, tal e qual... É que antes do jantar lá fui eu a mais uma sessão de Fisioterapia e vim de lá com dores imensas... Transpirei que me fartei a fazer os exercícios para ver se recupero na totalidade o meu braço mas depois é que foi a doer...
Doeu tanto que aqui estou a gemer baixinho com dores... Tal como acontece durante a noite. Sim, as dores amenizaram, é claro, mas continuam durante a noite. Durmo sobre o ombro partido porque custa menos do que dormir para o outro lado e ter o braço 'suspenso' na gravidade, que isso sim, dói como tudo... Durante a noite, quando acordo, se me tenho que virar largo um suspiro e não é pelo romantismo da Lua ou da noite. É mesmo porque me dói a virar dum lado para o outro.
O tempo vai passando e eu vou-me habituando a viver com estas dores mas às vezes custa mesmo um bocadinho, para não dizer um bocadão, ainda que não me queixe muito durante a Fisioterapia porque acredito que a dor que me estão a 'infligir' é para o meu bem e para que o braço recupere...
Vai daí que a ideia de ir caminhar depois do jantar ficou completamente de lado depois da estafa da Fisioterapia e do corpo dorido com que estou, no ombro e no braço obviamente...
Não me doem as pernas mas o desconforto destas dores empurra-me para ter pouca disposição e vontade para me mexer já que estou muito mais confortável e reconfortada no sofá...
Falta muito para este "filme" da minha vida acabar ou amenizar, falta...?

domingo, 21 de julho de 2013

Nunca fui pessoa dada a medos...

Desde que me lembro de mim que não me lembro de ter medo ou medos... Tenho os receios 'normais' das rotinas do dia à dia mas nunca tive medo de animais, de alturas, do escuro, de multidões, da solidão, de tentar, de ir mais além, do mar, dos aviões, dos barcos, dos carros, de conduzir, enfim, pensando bem nisto, apesar de tímida e algo insegura, nunca fui dada a desistir ou a ter receios...
Mas eis que algo marcante acontece na nossa vida e de repente as perspetivas parecem mudar em relação a muitas coisas... Não fiquei 'medrosa', não é isso mas... sinto-me, pelo menos para já, com tendência a 'proteger-me' muito mais do que era habitual... 
A minha recuperação está a correr bem, aliás, só me dizem que estou cheia de medos e muito presa e que por causa disso posso estar a 'bloquear' uma evolução ainda melhor e maior mas... a verdade é que me sinto como que a bloquear, com diversos receios...
Tenho em mim a imagem do meu corpo a saltar/largar a bicicleta como se tivesse sido empurrado por algo ou alguém num sítio perigoso, é certo, mas onde já tinha descido 'carradas' de vezes por ser a pouco mais de quilómetro e meio de casa...
Depois a perda do meu pai que, quando e vez, assola a minha mente. Vejo fotos e parece ainda que não aconteceu. Passaram cinco meses mas às vezes sinto que o meu pai está na casa dos meus pais e que apenas não temos falado ao telefone ou que não tem vindo à minha casa no Oeste. Mas como seria isto possível se a minha mãe está comigo e é a prova de que o meu pai não está mais por cá...?
Sinto também 'medos' e 'receios' em relação aos que me são mais próximos. Como se tivesse medo de os perder, o meu filho, a minha mãe e o meu marido, até a cadela e o gato, e depois todos decidiram 'ultra resguardarem-me' e isso ajuda a que me sinta assim, mais 'receosa'...
Nunca fui de me prender, de não seguir em frente e agora aqui estou eu, mais racional e ponderada, mais presa, mais 'indiferente' a certas emoções... 
Não me lembro de achar graça a nada nos últimos meses e isto é problemático quando a última coisa que nos fez rir com vontade, e deitada numa maca ainda por cima, foi o facto de na Fisioterapia estar a dar no rádio a música do António Variações - "Quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga" e eu dizer que aquilo devia passar em 'loop' o dia todo para os pacientes irem para casa reflectir naquilo, já que a maior parte dos 'sinistrados' está naquele estado porque a cabeça, salvo seja, não teve juízo...
Que raio de humor o meu hein...


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Fiz algo que pensei não conseguir voltar a fazer...

E devia estar contente, ou melhor, super contente e feliz com isso. No entanto, sinto-me assim uma espécie de ser semi amorfo e apesar de ter conseguido fazer algo que não conseguia fazer, parece que fiquei assim quase 'indiferente'. Estou a falar dum simples e singelo bolo, um bolo e do meu aniversário, ainda por cima. Depois de quinze sessões de Fisioterapia, decidi que o dia do meu aniversário era um bom dia para tentar cozinhar, e algo 'específico' ainda por cima. E... consegui... O bolo também não era nada de elaborado, um bolo simples de chocolate, recheado com doce de Amora e 'salpicado' com açúcar em pó. Claro que a parte de cortar o bolo 'ao meio' ficou para o pai cá de casa, que isso eu (ainda) não consigo fazer. Ainda assim, barrei o bolo com o doce e enfeitei-o com o açúcar em pó. Estava bom, a família gostou e repetiu. 
E eu consegui. A passo e passo vou conseguindo alcançar pequenas grandes coisas... Consegui fazer um bolo apesar de não ter (ainda) todos os movimentos no braço ...
As dores vão e vêem. Hoje, por exemplo, tenho tido imensas dores, no ombro e no braço. Às vezes parece que me estão a espetar facas nos ossos... Suponho que tenha de aprender a (con)viver com isso...


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quilos de Quilómetros...

Hoje tenho quilos de quilómetros em cima. Eu e a minha família. Nem tudo correu bem mas nem vou falar disso senão daqui a pouco pareço "a desgraçadinha que andava no gamanço", salvo seja... Contudo, deixou-me numa 'pilha', fez-me 'tremer' e chorar com os "nervos"...
É que mesmo contado por mim, até seria difícil de acreditar o que aconteceu e o contexto e por isso, daqui a bocado, vou ao Mercado Medieval para ver se há por lá alguma bruxa honesta ou algum tratamento anti 'bruxedos' ou anti o ano de 2013 para mim ou anti o último ano da idade em que estou uma vez que estou a poucos dias do meu aniversário e de mudar de ano...
Bem, adiante...
Na verdade, o que é de salutar é que chegada a casa, consegui, pela primeira vez desde que caí, fazer um rabo de cavalo 'normal'. Quer isto dizer que, para já, tenho andado a fazer rabos de cavalo, o que por si só era já um progresso. Eram feitos de lado, é certo, junto à orelha esquerda, mas foram um avanço brutal para o meu braço direito a ajudar o braço esquerdo a apanhar o cabelo...
Não conseguia, de todo, fazer um rabo de cavalo atrás e a meio da nuca como é costume. A posição e jeito do braço direito não me o permitiam, e hoje consegui!!! Aqui estou radiante por ter o cabelo apanhado atrás "normalmente"...
A Fisioterapia está mesmo a surtir os seus efeitos, 'finalmente'... Durante as sessões até pode ser, e é, duro, custa, dói, faz transpirar, é frustrante e desesperante, mas afinal depois começam a ver-se os efeitos...
Falta ainda levar a mão ao cimo da cabeça, rodar o braço como se estivesse a nadar, abotoar o 'soutien', ter força e tantos outros movimentos tão normais e curricureiros e afinal tão importantes... Só damos conta de quão importantes são quando deixamos de os conseguir fazer. Falo por mim, nunca liguei ao facto de conseguir rodar os braços ou levar as mãos à cabeça ou lá para trás...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Hoje consegui...

Hoje consegui, deitada na 'maca' da Fisioterapia, levar a mão ao cimo da cabeça. Foi um avanço porque até aqui não o conseguia e continuo a não conseguir fazê-lo de pé... 
Continuo a sentir-me uma espécie de "Robocop" ou um "Exterminador Implacável" que olha o seu braço hirto e direito, que não consegue encostar o cotovelo ao corpo na maior parte dos movimentos...
Sinto o braço a ganhar força mas dói demais quando encosto o cotovelo ao corpo nalguns movimentos.
Hoje tive muitas dores, foi dorido e doloroso. Para além dos movimentos, senti também 'picadas', como se me estivessem a espetar uma espécie de faca nos ossos...
Fico muito desanimada quando termino as sessões de Fisioterapia. Apodera-se de mim uma sensação de impotência, de dor dolorosa, de impaciência para a recuperação de algo que pensava ser simples apesar de toda a gente me dizer o contrário desde o momento em que caí...
Tem que ter paciência. É a frase que mais ouço ultimamente de médicos, de amigos, de Fisioterapeutas, de velhotas, de pessoas que encontro na rua e que nem conheço mas que me perguntam como estou. Contudo,  mais parece que o Universo me colocou à prova...
A minha paciência está a esgotar-se. A minha paciência está a ficar impaciente. Mesmo sabendo que há quem esteja muito pior do que eu, tenho momentos em que me apetece gritar ao mundo que estou farta...!
Paciência...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Três meses

Faz hoje três meses que caí e que toda a minha vida mudou radicalmente...
Já nem sei bem que mais escrever pois todos os meses tenho assinalado a data da queda e da operação.
Tanta coisa aconteceu desde então. 
Tantas mudanças que se deram no corpo e na mente.
Foi uma pausa brusca e forçada, como se o destino se tivesse encarregado de me fazer parar e realmente eu só pararia com algo tão violento que me fizesse realmente parar...
Três meses depois da queda, quase três meses depois da operação e dez sessões depois de Fisioterapia, ainda não ganhei os meus movimentos de volta...
E é isso. Nem me apetece escrever mais nada...