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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Estou contentinha

Algo que não acontecia assim há algum tempo.
A minha mãe chega hoje para passar uns dias e sempre me dá uma ajuda nas lides domésticas. Para além disso, não nos vemos há um mês e eu e o neto temos (muitas) saudades...
Depois, se tudo correr bem, logo ao fim do dia vai haver:
 
Trabalhar os glúteos e as pernas e a barriguita que a malta (feminina) precisa...



Um bocadinho de step sabe sempre bem e dá para dançar um pouco e matar saudades da aeróbica dos anos 90... :P Céus, como estou a ficar 'velha'...


E o melhor será mesmo a aula de Cycling....!


Por que eu sinto a música e pedalo sempre ao seu ritmo ou pelo menos esforço-me para isso...
E é isso, tenho que ser mais auto-confiante e ser uma espécie de "cycle diva", ah, ah, ah, ah, muito bom... Assim com'ássim pedalo no mesmo sítio e pedalo mato fora, portanto...
:P

 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

"Esta", "Esta" e "Este" já não estão cá...

Como estou em casa, 'sobra-me' algum tempo livre e para que é que me havia de dar...? Para ver e organizar fotografias tiradas desde... 2002...
Já não sei se fiz bem ou se fiz mal porque no "fim" de ver tanta fotografia fiquei assim para o angustiado e triste por recordar passagens da minha/nossa vida mais antiga em que 'muitos' dos intervenientes já não estão entre nós...
Ver fotos de férias passadas, do Natal, de aniversários, do nascimento do filhote, tudo ainda na outra casa onde morávamos perto de Lisboa, fez-me entrar no modo nostalgia. E o "pior" foi quando dei de caras com quem já não está entre nós e comecei a 'constatar' que tantas coisas tinham passado e que "eles" já se foram...
Primeiro a avó paterna do filhote, estava ele ainda na minha barriga, em 2006...
Depois a bisavó paterna em 2011 e agora este ano, o meu pai...
Ali estavam em fotos, ali estavam os nossos Natais tão cheios de gente, o meu enteado tão pequeno... O meu pai com o neto ao colo tendo este acabado de nascer.
A bisavó paterna tão cheia de força e vida com 84 anos...
A avó paterna que partiu tão cedo, com 51 anos, estava eu grávida...
O meu pai... Com 68 anos... Logo agora que finalmente ia começar a descansar e a aproveitar a sua 'reforma'...
Fiquei cheia de saudades de todos e dei conta que o tempo passa tão depressa que nem nos apercebemos...
Ainda ontem o meu filho era um bebé e agora vai a caminho do 2.º ano...
Bem sei que devemos seguir em frente mas às vezes é duro demais recordar aqueles que amamos e que já não vão estar no Natal nem na festa de anos ou da Escola, não vão ver o neto na Música ou dar pontapés na bola...



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O que mais se ouve lá por casa ultimamente...

Pois, é mesmo o que se vê na imagem: Trompa! Com tão poucos dias de aulas de Música, o filhote pega na Trompa com uma ligeireza como se sempre o tivesse feito. A agilidade e a facilidade com que manuseia e emite sons e notas deixa-me deveras admirada... Em casa não tem propriamente pais músicos nem instrumentos... Sei um pouco de Música, do que me lembro e aprendi mas não muito mais do que isso...
Fico encantada e espantada com o seu gosto e rapidez na aprendizagem. Não largou a Trompa o fim de semana todo e por momentos passei de adorar Música a pensar: "Oh Meu Deus, que agora é que vão ser elas com tanto barulho cá em casa!"
Aliás, se não fosse rápido a aprender suponho que o Professor não quisesse que o filhote fosse já participar dos ensaios para ir à festa de Natal da escola de Música... É certo que não irá tocar a Trompa mas, ainda assim, demonstra que tem ouvido e ritmo porque o vão pôr a tocar algo mais simples mas já sei que quando for ver o espetáculo que de lá virá a lagriminha, coisa de mãe babada...
Mas a piada maior foi mesmo telefonar aos avós com a Trompa como som de fundo. Isto é que foi a risota total nossa e dos avós do lado de lá, no bom sentido claro, de alguém tão "pequenino" estar para ali a 'tocar' um instrumento quase maior do que ele...!
:O


(imagem da net)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A dois dos setenta...

É hoje. O meu pai faz 68 anos, como o tempo passa... Parece-me mentira que está a dois anos dos setenta e que o tempo passou tão depressa, para ele e para mim...
Lembro-me sempre do meu pai forte, um homem de forças, a trabalhar horas a fio, sem horários, sem férias, um homem honrado, honesto e às vezes com um feitio difícil que sempre tratou de que nada faltasse em casa, principalmente a mim, à escola e à Faculdade...
Lembro-me sempre que cantou fado anos a fio e que eu, nas minhas crises tótós de adolescente, nada gostava de fado, embirrava com aquilo, e hoje em dia, quando ouço algum fado que me diga algo mais, emociono-me porque me lembro do meu pai.
Lembro-me do meu pai porque entretanto devido às doenças e aos internamentos que teve deixou de poder cantar, fala normalmente mas foi-se o fôlego, a força e a voz com que cantava...
Ficaram os problemas no coração e a diabetes...
Durante o meu crescimento quase sempre andámos às turras e quase sempre as pessoas diziam que era por sermos tão parecidos de feitio. Até fisicamente o somos, costumam dizer que eu sou o meu pai de cabelos compridos... :D
Parabéns pai.
Amanhã os meus pais veêm para o Oeste e assim estaremos juntinhos, já tenho saudades...
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Estou sempre a ler frases no Pinterest que mandam olhar para a frente e esquecer o passado

Mas às vezes pura e simplesmente não consigo desprender-me do passado, libertar-me, não ligar a detalhes sem importância, não fazer comparações, não ficar afetada ou triste com coisas que já lá vão...
Na verdade hoje foi o início da escola do filhote. Lá fomos todos entusiasmados e correu tudo muito bem. Hoje foi só a apresentação, o tratar de detalhes burocráticos, o esclarecimento de dúvidas, a indicação dos materiais e por aí fora.
Gostei bastante do ambiente e das novas pessoas que vão acompanhar o filhote no processo da aprendizagem e da educação, senti-me à vontade e pensei que podia estar no seu lugar mas... não estou. Não estou mas entendo e compreendo tudo o que dizem e pretendem...
Bom, mas como estava a dizer, no caso lá fui eu agarrar-me às memórias passadas, a sentir-me magoada, a dar importância ao que não devia.
Lembrei-me que antes de ter filhos tinha amigas com filhos e que no dia em que esses filhos se iniciaram na escola eu fui acompanhá-los e partilhei da sua felicidade e emoções vividas...
Bem sei que entretanto me mudei para o Oeste e que fiquei distante de muitas dessas pessoas mas dei por mim em divagações e a pensar que ninguém dessas pessoas se interessava pelo meu filho, nem agora que vai para a escola, nem mesmo quando nasceu... Quase ninguém ligou aquando do seu nascimento e fiquei sempre a 'pensar' nisto...
Mas pronto, quem está, está, quem não está, não está, nem sei porque ainda dou importância a estas coisas...
E por fim os avós. Que primeiro vinham para ver o neto a ir para a escola. Afinal não veio ninguém. Como se de uma espécie de punição se tratasse por nos termos mudado para o Oeste para longe de tudo e de todos e agora toma lá que não estamos presentes.
E assim de repente, no misto do nervosismo duma mãe que vê o seu filho ingressar no 'sistema', na escola 'a sério' com as ausências, ali estava eu deveras ansiosa e um pouco triste ao mesmo tempo.
Mas assim é a vida. Porque raios continuo eu a matutar nestas coisas se já sei que só posso contar connosco mesmos?!
Enfim...
Vamos ver como corre agora a Escola e como será a partir daqui...
 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estarei possuída...

É que ontem fui a uma maratona de BTT duríssima nos caminhos, no percurso, ou seja, foi difícil física e psicológicamente.
Durante o seu percurso senti-me 'desgastada' principalmente do ponto de vista psicológico porque, uma vez mais, tive uma queda e escorreguei várias vezes. Foi notório que estava cheia de medos, quase como se fosse uma principiante, por causa da valente queda que dei na semana passada... A cada descida a que me aproximava começavam os bloqueios mentais com medo de me estatelar novamente no chão e isto fez com que abrandasse muito mais do que é costume...
Para além disso, a bicicleta também não estava a 100% e por vezes falhava-me e se na primeira hora eu ia bem à frente, com a queda que tive entretanto para cima dum arbusto desanimei e abrandei... Lá está a parte psicológica a funcionar (no caso, mal...).
De repente pensei em toda a minha vida à volta da bicicleta e mentalmente dizia de mim para mim que a bicicleta tinha acabado. Que me ia dedicar a outras coisas. Que não ia colocar mais fotos no facebook nem falar da bicicleta no blog. Que isto e aquilo...
E escusado será dizer que afinal não se passou, nem passa nada do que pensei... Suponho que este 'desgaste' durante a prova também tivesse a ver com o elevado número de maratonas de BTT a que fui nos últimos meses, afinal, não sou atleta, nunca fui, e faço tudo isto apenas por gosto, por paixão... Desde maio até agora participei em seis maratonas... Ora, seis maratonas em três meses dá uma média de duas por mês, muitas delas em fins de semana seguidos e eu sou uma "zé ninguém" do BTT, não tenho tempo para treinar muito nem tomo "coisas" para melhorar as 'performances' e tal...
E pronto.
Ainda assim adorei a maratona, ia tendo apoio pelo caminho, palavras de incentivo que sabem sempre bem e que animam e no fim, já fartinha e deserta de terminar a prova, ainda tive que fazer um percurso com uns 3 quilómetros extra ao que era suposto...
E assim foram 43 quilómetros duríssimos que me fizeram terminar a prova completamente encharcada em suor porque se de manhã estava vento e frio, fui com uma camisola de Inverno a pedalar e no fim estava mesmo muito calor e só aí a tirei e fiquei de alsas.
Por outro lado foi bom porque não fiquei com escaldões na pele nem acentuei mais o meu bronzeado esquesito nos braços mas tenho as pernas completamente marcadas, por causa dos calções, com uma espécie de escaldão e cheia de nódoas negras, para 'variar'...
Isto é muito 'engraçado' porque se durante a prova estava completamente desgastada, no final fica aquela sensação espetacular de "eu consegui" ou "está feita" ou "não desisti" ou "que bem que me sabe esta adrenalina toda...".
E no dia a seguir, ou seja, hoje, e daí o título deste post, sinto-me completamente cheia de energia!!! E trouxe comigo o saco do ginásio caso me 'apeteça' lá ir à hora de almoço... Com a 'pica' com que me sinto está-se mesmo a ver que lá devo ir... É que não tenho dores no corpo, nem na alma...
Pensei que ía estar mais desgastada mas afinal estou para aqui com energia para dar e vender...!!!
Para além disto, o filhote ficou em casa com os avós. Os meus pais vieram cá passar uns dias e eu estou de coração e alma cheios...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Depois de uma semana e alguns dias...

Os meus pais foram hoje embora.
Estou num misto de emoções entre o "ui-já-precisava-de-espaço-outra-vez" e o "ui-que-não-tarda-nada-tenho-saudades-outra-vez"...
Nem sei bem se me apetece falar sobre isto.
Não chorei quando me despedi nem me doeu particularmente mas as dúvidas do costume assolam-me a cabeça e a mente que é a da distância e a das mudanças...
Enfim, adiante...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ontem foi um dia especial...

Pois é, nada como morar no Oeste para se ficar próximo duma série de 'eventos', digamos assim... E vai daí que me arranjaram quatro bilhetes para o último treino da Seleção que foi ontem...
Como não ligo a futebol e como estava (estou) cheia de trabalho e não podia sair, os quatro bilhetes foram direitinhos para a família toda (filhote, marido e os meus pais) que delirou por assistir ao treino e ver bem de perto as estrelas do futebol.
Na verdade, foi a minha mãe quem mais gostou de ver o treino (!)... O filhote não ligou quase nada apesar de treinar e 'praticar' futebol, o pai cá de casa tirou fotos e o meu pai não se pronunciou...
:O

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Com os meus pais por cá...

O filhote ficou em casa com os avós na segunda-feira.
Contudo, como entre ontem e amanhã tem diversos passeios e atividades, voltou novamente à escolinha...
Isto deixa-me a pensar que se por um lado devia estar a aproveitar a companhia dos avós com quem está tão raramente, por outro lado, seria uma "pena" que não aproveitasse os passeios, entre eles a ida à Kidzania...
Enfim, se calhar na sexta-feira ficará outra vez em casa e hoje quem estava com vontade de ficar em casa a aproveitar a companhia do pai e da mãe era eu mas enfim, a vida de adulto é assim, não podemos fazer sempre o que nos apetece...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ter os meus pais lá em casa

E um filhote que pediu para ficar em casa com os avós ao invés de ir para a escolinha num dia de Natação, deixa-me completamente tranquila...
Dias não são dias e enquanto não anda na escola "a sério" ainda 'permito' que estas situações aconteçam até porque à escolinha vai todos os dias da semana e ver e estar com os avós é só quase de mês a mês, quando não é mais tempo...
Por isso acho  mais é que o meu filho tem que estar em casa a gozar da companhia dos avós e vice versa...
E eu própria e o meu espírito estamos muito mais tranquilos com os meus pais por perto... Fico tão sossegada por estar próxima do meu pai e da minha mãe que até durmo melhor e sinto-me mais liberta e com menos correrias.
É certo que por estes dias não sei o que é cozinhar nem ter que pensar nas comidas que irei preparar para as refeições e é certo que hoje quando me levantei de manhã para vir trabalhar, estava a minha mãe a passar roupas nossas a ferro...
Realmente, não há ninguém no mundo para nós como os nossos pais...
E realmente passei a apreciar ainda mais a sua companhia desde que me mudei para o Oeste e em que estamos 'temporadas' sem nos encontrarmos.
Ultimamente apavora-me a ideia de poder ficar sem um deles... Têm quase 70 anos e é como se o tempo urgisse...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Viperina com a família a uma sexta-feira e logo de manhã?! Arre!!!

Não sei se a situação é 'normal', se sou eu que vejo mal as coisas, se tenho laivos de embirração ou se esperava algo que afinal não sucedeu, mas são estas pequenas coisas que me têm vindo a transformar num ser humano mais distante, 'duro' e semi pragmático...
Sou filha única e como tal o meu filho é neto único do meu "lado". Quando decidi ser mãe sempre pensei que, realmente e obviamente, a responsabilidade seria sempre minha até porque não decidi ser mãe aos 20 anos. Decidi ser mãe depois de ter a minha vida pessoal e profissional estabilizada...
Mas adiante. Isto tudo para dizer que o meu filho tem 5 anos e tal e nunca mas nunca ficou a dormir "fora de casa", ou seja, nunca esteve sem os pais, ou seja, nunca ficou nos avós e, de certa forma, isto perturba-me no sentido dos avós nunca mas nunca se voluntariarem nem terem voluntariado para ficarem com o neto uma noite que fosse.
Também já sei que agora não moramos próximo e, por isso mesmo, ainda mais esta questão me faz confusão porque  me imagino a mim como avó e acho que não resistiria em "pedir" ou mostrar a minha disponibilidade para ficar com netos meus nem que fosse um dia ou dois, já nem falo em tomar conta porque isso também não aconteceu.
E é com alguma irritação que comento com a minha mãe que este ano tenho as férias mais dificultadas porque a partir de Setembro o filhote não poderá ir mais para a Creche e eu terei que ficar em casa com ele até a Escola começar e não se vislumbrou sequer uma iniciativa ou uma vontade de se disponibilizar ou perguntar se precisava que fiquem com o menino alguns dias para eu não ter que 'cortar' assim nas férias e ficar tudo desorganizado... Nada...
E de repente ao telefone fiquei fria, distante, sarcástica, irónica e quase gozona. E sem paciência.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Era um bilhete para Lisboa por favor...

Eram sete e pouco da manhã e ainda estava escuro e muito frio quando, pela primeira vez desde que nos mudámos para o Oeste, e já lá vão quase dois anos e meio, entrei no autocarro rumo a Lisboa e comprei o bilhete.
Sentei-me e com a excitação duma criança que vai num passeio da escola, dei por mim a observar caminhos, percursos e pessoas...
Num grande conforto e com pouca gente no transporte, acabei por dormitar um pouco no caminho e assim que o autocarro entrou em Lisboa, sempre na faixa do 'Bus', dei por mim a observar o ar enfadado das pessoas que estavam dentro dos carros, nas imensas filas de trânsito para entrar na capital...
Os prédios muito altos também me pareceram algo desfasados daquilo a que agora a minha vista está habituada e por isso achei-os sem graça, quais gaiolas que albergam imensas pessoas num espaço concentrado...
De repente caí em mim e dei conta que já não estou nada habituada a muitos carros, a filas de trânsito e a barulhos típicos duma cidade bem como a viver e a trabalhar no meio de prédios enormes...
Dei conta que deixei a cidade no corpo e na alma e que dificilmente me voltaria a habituar aos ritmos stressantes e frenéticos que fazem parte de quem mora em grandes cidades e nos seus arredores como era o meu caso...
Saí do autocarro e corri para o metro e ia trocando as linhas mas lá fui para o sítio certo no meio de um aglomerado imenso de gente...
Quando saí vi logo os meus pais que decidiram ir ter comigo só para me verem e estarem comigo a fazer companhia naquilo que eu ia fazer. Não nos víamos desde a passagem de ano e assim foi uma forma de matar saudades.
Abracei a minha mãe efusivamente e por pouco choramingava mas contive-me e abracei também o meu pai...
A manhã passou e ao vir embora os meus pais saíram numa estação de metro antes daquela onde eu iria sair...
Despedimo-nos, a minha mãe e o meu pai diziam adeus da plataforma enquanto o metro seguia o seu caminho e eu acenei também e depois fechei os olhos.
Fechei os olhos porque ainda que me tivesse despedido dos meus pais com um ar de 'durona', naquele momento 'quebrei' e os meus olhos fechados encheram-se de água.
Achei que os meus olhos fechados eram suficientes para albergar a água que teimava em alojar-se dentro deles mas tal não foi possível... A água era mais do que aquela que cabia nas pálpebras e começou a cair pela minha cara abaixo e desta vez não era o suor duma aula frenética do ginásio, eram as minhas emoções a falar mais alto.
E foi assim que pela primeira vez na minha vida, as lágrimas me cairam cara abaixo em pleno Metro de Lisboa. Felizmente não era hora de ponta e eu mantive os meus olhos fechados, indo sempre limpando com um lenço as lágrimas que caiam...
Por momentos doeu-me a despedida dos meus pais, por momentos pensei se terá sido o mais acertado para a minha vida viver assim longe deles sendo eu filha única e tendo comigo o seu único neto...
Fará sentido o neto crescer vendo tão pouco os avós e tendo tão pouco a presença deles na sua vida...
Saí do metro com os olhos vermelhos e meio perdida dirigi-me à paragem porque em breve chegava o autocarro que me levaria de volta ao Oeste...
Pelo caminho serenei os meus sentimentos e as minhas emoções, quase dormi tal era o conforto, cheguei e fiz-me à vida...
Descobri entretanto que fiquei fã do autocarro que ruma a Lisboa: fica muito mais barata a ida, vamos sentados comodamente e faz-se a viagem de forma tranquila, é pontual, dá para ler, dormir e ouvir música pelo caminho, não é preciso pensar em estacionamentos em Lisboa nem gastar tempo e dinheiro com isso, e existem muitos autocarros em diversos horários...
Mesmo para quem quer vir de Lisboa ao Oeste, recomendo vivamente os transportes...

sábado, 24 de setembro de 2011

Back then não tinha filhos e tinha mais 25 quilos em cima...

Um trabalho para a Creche do filhote obrigou-me a ir pesquisar fotos passadas, guardadas em cds... Fotos de que já nem me lembrava.
Fotos com nove, oito, seis anos...
Fotos de pouco tempo passado após o início da nossa relação.
Fotos de memórias passadas.
Fotos de família.
Fotos do meu enteado com dois/três anos e de mim agarrada a ele. Fotos em que ainda nem pensava em ter filhos.
Mas as fotos que doeram a ver e que me fizeram desatar a chorar foram as fotos do que(m) não tem regresso.
Fotos da avó paterna e da bisavó paterna. Fotos do aniversário do mano do meu filho. Fotos de Natais e de passagens de ano. Fotos do que não voltará a acontecer nem a repetir-se porque a mãe do meu marido não volta mais nem a sua avó...
Fotos em que os meus braços eram roliços, gordos e sem formas. Fotos em que a minha cara parece estar inchada, em que a minha barriga, a minha anca e o meu rabo parecem ter inchado desmesuradamente. Como foi possível ter estado assim durante dez anos e tal? Com mais 25 quilos em cima, completamente a mais no meu corpo e no meu peso...
Fotos em que era completamente loura. Fotos em que nem pensava em ser mãe. Fotos de férias em que o mano do meu filho era tão parecido com o meu filho na mesma idade.
Fotos de tantas coisas, de tantas vivências, de tantas memórias.
E depois, um dia, assim de repente, sem mais nem menos, as pessoas vão-se e ficam essas mesmas memórias. Ficam as lembranças, as estórias e os cheiros e a pergunta de porque teve que partir tão cedo a mãe do meu marido.
Fica o lembrete de que a vida passa depressa demais.
Que a avó já não está.
Que a bisavó já não está.
Que entretanto chegou o meu filho e que a vida continua.
Mas... a tristeza bateu forte quando revi as fotos... É a vida...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É a vida...

Enquanto compramos flores para a bisavó que partiu, alguém compra flores para uma bebé que nasceu...
Dei por mim a pensar que a vida é assim mesmo, que assim são os seus ciclos por mais dolorosos que sejam de vez em quando...
Obrigada a quem se preocupou connosco, a quem deixou uma palavra de afeto no post aqui por baixo, a quem enviou mensagens e a quem telefonou :)
Ainda que doridos, a vida continua...
O filhote ainda não sabe de nada, o mano sabe mas tem uma idade completamente diferente.
Já está, já passou. As memórias, essas ficam para sempre...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Achamos sempre que as pessoas vivem para sempre...

Mas afinal não é bem assim... É que há pessoas nas nossas vidas que parecem imortais tal é a genica, a força e a vida que têm aliadas a uma idade longíqua intensa e cheia de vivências...
Esta noite, e de forma pacífica e tranquila, a bisavó paterna do meu filho e do seu mano decidiu deixar-nos.
Aos 85 anos a avó do pai cá de casa que, na verdade, foi uma mãe para ele, voou para outro sítio pouco tempo depois de ter falado ao telefone com o neto... Quem sabe se agora não foi ao encontro da filha, a avó paterna do meu filho que também nos deixou há 5 anos atrás, estava eu grávida...
Aos 85 anos e depois duma vida cheia, feliz e sofrida a bisavó S. partiu...
Até sempre...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Parabéns mãe...

A minha mãe faz anos hoje, muitos, a passos largos para os 70 tal como eu caminho a passos largos para os 40.
É inevitável o envelhecimento e o passar dos anos, a chegada de doenças e de várias complicações.
Com a idade chega também a compreensão e o entendimento sobre a vida da minha mãe e o porquê de certas atitudes e posturas.
Continuo a ver a minha mãe como mãe e não tanto como avó...
Parabéns mãe. Estamos longe hoje e por isso toca de começar o dia pensativa, mais que o habitual...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Manic Monday...

Inspira, expira que isto mais logo passa.
Segunda-feira.
Rescaldo do aniversário.
Pensamentos diversos sobre os diversos telefonemas que recebi a desejarem-me feliz aniversário.
Família que foi embora.
Fim-de-semana que passou depressa demais.
Questionar uma série de coisas.
Ficar semi abalada com as despedidas enquanto o meu filho fica na maior na Creche já não "ligando" nenhuma aos avós...
Ficar semi abalada porque vi a minha mãe a semi choramingar depois de nos despedirmos.
Pensar que neste dia  mas há cinco anos atrás partia a avó paterna do meu filho, ainda tão nova...
Pensar que me dá uma espécie de neura e que depois penso nela e na sua partida rápida e galopante e que já não está cá para saborear tudo o que a vida nos dá...
Como digo, mais logo isto passa. Por enquanto... "Ouch"...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O equipamento...

Nunca liguei ou gostei de futebol... Não pelo desporto mas pelo mundo que lhe é inerente, pelas fortunas que envolvem o futebol e respectivos jogadores...
Sempre disse que um dia ia morder a língua se um filho meu adorasse futebol e assim parece ser o futuro, a morder a minha língua...
O meu filho adora jogar à bola e, "pior ainda", parece ter jeito para a coisa... Tem apenas 4 anos mas aguenta estar a jogar durante uma hora e tal depois de um dia na creche em que teve natação e outras actividades...
Costuma jogar com o pai enquanto eu corro e lá está ele em movimento o tempo todo...
E eu comecei a morder a língua ao ver o seu gosto por jogar e engoli uma espécie de "sapo" no dia em que comprámos umas chuteiras ainda que tenha achado alguma piada por serem iguais às do pai...
Posto isto, faltava algo, e esse algo era um equipamento de futebol... Não para enfeitar ou vestir ao Domingo para dizer que tinha o equipamento mas para o usar quando joga. Era suposto o seu primeiro equipamento ter sido do Sporting mas não calhou. O seu primeiro equipamento veio dos avós, do clube da terra do avô, do sítio onde sempre morámos antes de vir para o Oeste... Tem o número 5 nas costas porque o filhote irá fazer cinco anos e tem o seu nome escrito. As meias devem durar-lhe até aos 12 anos mas isso agora não interessa nada...!
Escusado será dizer que o filhote delirou e não descansou enquanto não estreou o seu equipamento a jogar à bola.
Tirei-lhe fotos, sem ninguém dizer nada fez poses à jogador (!) - vá lá mãe, agora morde-te toda - e agora vamos imprimir e dar aos avós...
E eu... eu gosto que o meu filho faça desporto. E se 'geneticamente' já é mais que magro, com tanta actividade, ainda mais magrinho me parece...

- foto retirada -

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A blusa mais improvável...

Esta blusa também faz parte do 'rol' de roupas que estavam guardadas antes de emagrecer. Foi-me oferecida pela avó do meu marido (bisavó do meu filho e do mano) e ainda que estivesse com peso a mais, servia-me porque 'estica'... Ainda assim, só agora gosto de me ver com ela porque fica justa ao corpo parecendo adelgaçar e/ou realçar as gorduras que perdi... É óptima para usar de forma descontraída aos fins-de-semana...
No entanto, o título deste post refere-se a uma blusa improvável no meu guarda roupa porque a acho gira, o que demonstra o bom gosto e a 'modernidade' de uma 'velhota' com mais de 80 anos e porque foi comprada numa loja de artigos chineses. Não tenho nada contra as ditas lojas mas eu sozinha nunca lá encontro nada de jeito para mim...
Vai daí que é realmente uma blusa improvável: comprada por uma senhora com oitenta e tal anos e vinda duma loja chinesa :O

- foto retirada -

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Once upon a time...

Era uma vez uma avó que só o era pelos laços biológicos. Avó no verdadeiro sentido do termo nunca o foi porque só a conheci aos 15 anos e depois disso vi-a no máximo mais quatro ou cinco vezes já em adulta.
Essa avó deixou o seu filho, o meu pai, ainda criança, juntamente com a irmã, mais criança ainda, deixou o marido também e partiu.
Durante anos ouvi esta estória e o sítio onde se instalou passou a ser como que assim um local "mítico"... Quando se falava daquela terra associava-se imediatamente ao local onde morava (e mora, suponho eu) a dita avó com a sua nova família...
E isto tudo para dizer que quem havia de me dizer a mim que, tantos anos depois, um dia iria tantas vezes ao tal sítio onde a minha pseudo avó mora... Por motivos de trabalho desloco-me várias vezes a essa terra onde ela e a sua família estarão instaladas.
É inevitável. Lembro-me dela assim que entro naquela 'terra' e ela não faz a mínima ideia de que a neta desconhecida por ali anda tantas e tantas vezes. Tenho a certeza que se me encontrasse na rua não faria a mínima ideia de quem eu sou e, na verdade, acho que também não me lembro assim tão bem da sua cara...