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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Azul Oeste

E é isso.
Pedalar e chegar ao mar e ver onde este toca o céu, em tons de azul.
Terapia gratuita à mão, e aos pés. E já agora, à alma e ao coração.
Estas fotos são de diversos sítios e de diversas pedaladas pelo Oeste e vai daí o Azul Oeste, se é que se pode 'chamar' tal coisa.




   


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Oh, não...

"Na madrugada de 28 de Outubro de 2018 (domingo), a Hora Legal muda do regime de Verão para o regime de Inverno.
 Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, às 2:00 horas da manhã atrasamos o relógio de 60 minutos, passando para a 1:00 hora da manhã."






Oh, não, e agora, como é que à tarde vou a pedalar para casa à tarde quando sair do trabalho? Ou saio mais cedo nalguns dias ou então, não sei... É que nalguns dias não é previsível que consiga sair mais cedo...
Bom, para a semana logo verei, não é... 
:-(

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Aquela fase do ano...

Chegámos àquela fase do ano em que acontece muitas vezes de manhã o seguinte: não saber o que vestir, ainda que tenha um armário cheio de roupa e roupas de 'meia estação' (seja lá o que isso for), roupas primaveris que também servem para o outono, roupas para um tempo mais fresco que, afinal, acaba por ser mais morno e ameno do que o esperado.
Vai daí que é raro o dia em que sei, ao certo, o que vestir e penso frequentemente que me falta isto ou aquilo, em relação a peças de roupa...
Para além disso, há um novo hábito e rotina na minha vida que é o de ir trabalhar a pedalar.
Ora se isto começou quase por ser uma brincadeira, e era suposto vir a pedalar para o trabalho uma vez por semana, chegou a um ponto em que, a não ser que tenha algo no meu dia em que precise realmente do carro, ou em que o tempo esteja menos bom, a verdade é que vir a pedalar para o trabalho tornou-se em algo muito presente. Acabo por o fazer três ou quatro vezes por semana e gosto mesmo muito de o fazer.
É assim ali um momento libertador em que venho metida comigo mesma, absorta nos meus pensamentos e em que organizo, ou desorganizo, as minhas ideias e os meus planos para o dia.
Só me ouço a mim, aos pedais e aos pneus a calcorrear o alcatrão pelo que o facto de vir a pedalar, algo que adoro, ver as paisagens, levar com a brisa ou o vento na cara, faz com que o meu dia comece muito bem.
No entanto, nalgum dia tinha que acontecer e na semana passada saí de casa de manhã, com sol e bom tempo, mas ao longo do dia o tempo mudou e ao fim da tarde começou a chuviscar sem parar.
Quiseram dar-me boleia mas pensei que este era um problema que tinha que resolver pois iria (irá) acontecer mais vezes...
A chuva não abrandou e perto das seis da tarde lá fui ter com a bicicleta.
Ajudou-me o facto de trazer na mochila as luvas de ciclismo de verão mas com dedos, e um lenço para o pescoço.
Convém dizer que com a bicicleta elétrica uso a minha roupa normal, do dia à dia, não uso roupa ou calçado de ciclismo.
Vai daí que me meti ao caminho e apesar da chuva que me acompanhou durante todo o percurso (cerca de 20 minutos), vinha com um sorriso na cara porque aquilo estava a fazer-me sentir livre e feliz.
Ainda assim, cheguei a casa toda molhada, à exceção dos pés e do tronco o que significa que as minhas botas são mesmo boas pois estavam ensopadas por fora e secas por dentro e que o meu casaco, numa imitação de pele quase rasca, não deixou passar uma gota de chuva.
Já as luvas, as calças e o lenço ao pescoço estavam completamente molhados pelo que tive que estender esta roupa quando cheguei a casa.
Preocupam-me os dias curtos nestas pedaladas para o trabalho...
Logo se vê.



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Toucas & Capacetes

Hoje estou particularmente feliz com uma decisão simples que tomei e com a ação que daí decorreu.
A verdade é que ontem, muitos anos depois de o ter feito, voltei à piscina para nadar, boiar, mergulhar e fazer o que podia numa pista livre, numa piscina sem pé, e com um braço que não funciona plenamente.
Isto quer dizer que o meu braço não roda na totalidade e desde o acidente de bicicleta que não tinha voltado a tentar nadar "mais a sério" com medo de não conseguir e de outras coisas mais.
Contudo, consegui.
Consegui nadar, não como nadava outrora mas consegui fazê-lo apesar de algumas dificuldades e limitações.
Nadei essencialmente de costas por forma a não ter que utilizar o braço em rotação para o fazer mas, ainda assim, fui perdendo os medos e lá arrisquei a rodar o braço.
Não deu para rodar como seria 'normal' mas consegui um impulso e uma força, vindos não sei de onde, que me levaram a nadar ainda mais rápido.
O fato de banho e a touca foram comprados há uns dias só a pensar na ida à piscina.
Na verdade, é preciso recuar até um pouco mais no tempo dos pensamentos desta decisão.
Há cerca de um mês e meio desisti do ginásio onde andava há sete anos. Comecei por faltar inúmeras vezes, coisa nunca vista em mim, e depois comecei a aborrecer-me com as correrias da hora de almoço a caminho do ginásio e a vir trabalhar.
Ao fim do dia começou a não haver disponibilidade e vontade para lá ir, ora porque ia pedalar na minha bicicleta (de BTT) depois do trabalho, e também porque, entretanto, passei a ir a pedalar para o trabalho, pelo menos três ou quatro vezes por semana, numa bicicleta elétrica.
Posto isto, constato que a minha cabeça passa a vida por entre toucas e capacetes, o que só por si me favorece imenso... ou não...
Vou voltar à piscina com toda a certeza, não só pela enorme sensação de bem estar e de paz de espírito ao estar na água mas também para 'insistir' com o meu braço e dar às perninhas.
Conto ir num regime livre, sem aulas, e depois logo se verá.



quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Qualidade de vida...

Sair do trabalho, ir dar uma voltita na bicicleta e por fim, ver o mar.
A meio lancha-se e trocam-se dois dedos, ou mais, de conversa.
No regresso não se pensa nas horas que já são.
Pensa-se apenas em pedalar até porque, estranhamente, nã
o estava frio no lusco fusco do fim da tarde, o que é quase estranho neste Oeste friorento...
Chegar a casa quase às nove da noite com a alma revigorada pela pedalada e por tudo o que se viu e sentiu pelo caminho é de facto um privilégio. 
E o melhor de tudo, é que é de graça.
De facto, a liberdade não tem preço...




sexta-feira, 6 de julho de 2018

Algo novo e de que não falei...

Há algo novo nas minhas rotinas e de que não falei que é o facto de me deslocar para o trabalho a pedalar.
Até aqui, nada de novo porque é algo que já aconteceu antes, fosse nas férias escolares do filhote, fosse porque tinha o carro avariado.
A diferença é que não o tenho feito na minha bicicleta de BTT em que tinha que calçar sapatos de encaixe e trazer outro calçado na mochila e em que chegava um pouco transpirada ao trabalho.
Há cerca de um mês que o tenho feito numa bicicleta elétrica, mais ou menos duas ou três vezes por semana.
Estava algo reticente por achar que não tinha que fazer nada numa bicicleta destas mas não é bem assim. O motor da bicicleta dá apoio à pedalada mas temos que o fazer sempre porque senão a bicicleta deixa de andar, e por isso decidi meter-me nesta aventura.
Bem sei que grande parte das pessoas acha que uma e-bike é apenas para pessoas mais velhas ou preguiçosas, eu se calhar também pensava assim, mas depois de um uso frequente, constato que temos que pedalar, ainda que com uma ajuda que dá muito jeito nas subidas, temos que fazer força e que, afinal, também transpiro um bocadinho...
Gasto calorias a pedalar para o trabalho mas o melhor disto tudo é que posso ir vestida com a minha roupa e calçado "normal" do dia à dia, levo as minhas coisas, e num instante estou no trabalho ou em casa.
Sabe bem o facto de ir a apanhar ar, vento e sol enquanto pedalo e por isso chego ao trabalho com outro ânimo.
O único senão até agora é o facto de a pedalar a direito a bicicleta não ter mudanças e eu não poder acelerar muito mais para além dos 25/27 km/hora, o que se torna frustrante porque tinha (tenho) força para mais...
Sem suspensão, a bicicleta é muito sensível em desníveis ou falhas no alcatrão e por isso levanto o rabo do selim.
Esta minha experiência na estrada tem corrido bem e os únicos "problemas" que tive, foram, estranhamente, com dois ciclistas com bicicletas de estrada... Fizeram-me razias e atravessaram-se no meu caminho como nenhum carro (ainda o) fez...
Acho divertido vir a pedalar para o trabalho e fico mais parecida com a primeira foto que aqui deixo,  pelo modelo da bicicleta e do capacete.
Comecei a achar piada a esta espécie de "urban style" a pedalar no dia à dia mas não pedalo sem capacete.
Não sei se o conseguiria fazer em Lisboa pois aqui no Oeste o trânsito e as "condições" são outras...
Nalguns dias sinto-me algo 'doida' porque não há assim tanta gente nestes 'preparos' por aí, se calhar noutros países isto já é normal e faz parte do quotidiano mas por aqui, acho que nem por isso.
Os hábitos e rotinas estão a mudar mas é algo que ainda não é usual e por isso noto alguns olhares, de estranheza, quando passo a pedalar...


(fotos via Pinterest)



sexta-feira, 25 de maio de 2018

Happy...

Nada como uma volta de bicicleta para animar.

Parece propositado, mas não foi... :) 
Depois de uma passagem por caminhos cheios de mato, a bicicleta saiu de lá assim. 
A bicicleta parecia transformada em roçadora de mato porque os trilhos estavam quase fechados, mas eis que esta linda florzinha surge colocada na suspensão, como que de propósito, mas não... 




quarta-feira, 16 de maio de 2018

Em modo infantil

Para além das pedaladas "normais" que ocorreram nos últimos dias, incluindo uma ida e vinda do trabalho e uma voltita em que o filhote também foi e em que surpreendeu pela sua agilidade e firmeza nos trilhos e pela força num percurso com várias subidas, fomos também num instante encher os pneus às bombas de gasolina.
Ora, isto nada tem de extraordinário mas teve alguma piada porque acabei por o fazer vestida "normalmente" e confesso que os ténis 'normais' sobre os pedais de encaixe, se tornaram algo incomodativos mas como o percurso foi curto, aguentou-se.
Lá me agachei, com as luvas postas é claro, senão teria levado umas luvas daquelas em género cirúrgico para salvaguardar as minhas mãos e unhas, e toca de encher os pneus, primeiro os do filhote e depois os meus que precisam de um adaptador mas em que assim é tão mais fácil encher os pneus.
A bomba pequena de andar nas voltas enche os pneus duma forma mais, digamos assim, penosa, pelo menos para mim que tenho muito pouco jeito para estas 'cenas' e que tenho um braço direito semi limitado.
Sendo assim, com o adaptador para os pneus da minha bicicleta, é toda uma vida que se torna mais fácil.
Como é possível que uma peça tão pequena faça toda a diferença na mecânica da bicicleta e na minha alma de pseudo ciclista?
E tudo isto graças ao P. que me deu o adaptador.
Isto dito assim pode parecer muito pateta ou que haveria lugar a um tratado sobre bombas, pneus e enchimentos, até porque já pedalo há 8 anos, mais coisas, menos coisa, mas às vezes desmoralizava quando um pneu, ou outro, ficava mais em baixo. 
Tudo parecia muito complicado e com o adaptador, sinto-me livre e a sentir que posso ter os pneus cheios "quando quiser"...
Viva!!! 




quinta-feira, 10 de maio de 2018

Desbloqueador cerebral

Parece que pedalar tem um efeito de desbloqueador mental.
Pois que andei estas semanas sem vir ao blog porque não tinha inspiração nem sabia bem o que escrever ou por achar que não havia nada de interessante para 'postar'.
E vai daí que na última semana calhou a dar umas voltitas de bicicleta, nada de extraordinário porque voltei a estar parada durante todo o mês de abril e as idas ao ginásio também reduziram consideravelmente, mas parece que foi o suficiente para animar a minha alma e o meu pobre cérebro.
Assim sendo, e tendo em conta que estou a gostar bastante do verniz que estou a usar presentemente, dei por mim a tirar fotos às unhas, em vários 'contextos', até porque, mais parece que fazem pendant com várias coisas muitos importantes à minha volta, tais como chaves, gelatinas de mirtilo, individuais, pulseiras e, claro, a bicicleta.
Sempre a bicicleta que surte uma espécie de efeito libertador, para o corpo e para a alma.
E é isso. Este 'post' está mesmo muito interessante...
Ah, mas as fotografias, essas sim, estão mesmo giras...





sexta-feira, 13 de abril de 2018

Previsão do tempo há um ano atrás

De acordo com as memórias do Facebook, por estes dias, mas há um ano atrás, parece que estava Sol, calor e já puxava à bela da imperial, ao tremoço e, melhor ainda, à bela da perna de fora a pedalar.
Pois tenho a dizer que nestes dias cinzentos, de chuva e frio, só me ocorre dizer que andar com as pernas de fora, mesmo sendo só do joelho para baixo, nem pensar!!! 
E pedalar, ainda menos porque ando com uma espécie de constipação, da qual advém uma quantia de ranho e tosse consideráveis, basta ver a quantidade de lenços de papel que já gastei, e o frio parece ser ainda mais cortante nestas condições.
Não há condições...
Quando é que chega o bom tempo para podermos voltar a pedalar como nesta fotografia?...

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Tomb Raider, mais um filme, desta feita sem pipocas

Bem, desta feita mais um filme e desta vez o filhote também foi connosco.
E vai daí que fomos ver o Tomb Raider mas tenho a dizer que estou em crer que prefiro a Angelina Jolie no papel de Lara Croft... Não sei, não sou gajo, mas... a Angelina tem todo um outro carisma que esta... jovem... não me parece ter...
Ainda assim, acho que a parte de que gostei mais no filme foi a inicial pois a Miss Lara pedala pela cidade e às tantas está metida numa espécie de corrida, ou competição, num género que nunca tinha ouvido falar, que é uma data de malta a pedalar atrás duma pessoa, uma "raposa" - e daí levar uma espécie de cauda de raposa pendurada na bicicleta, que por sua vez leva um balde de tinta que vai marcando o percurso feito.
Claro está que esta "raposa" tem que ser apanhada e ganhará um prémio monetário se ninguém a conseguir apanhar.
Só sei que a rapidez e a destreza da Miss Lara a pedalar pela cidade, contornando obstáculos, saltando para e sobre carros, despistando tudo e todos, fez-me rir porque se fosse eu, era apanhada ao virar da esquina.
Fiquei impressionada e pensei que também gostaria de ser assim, ágil e ultra rápida a pedalar... Enfim...
Já o resto do filme... Foi engraçado mas... nada que não se tenha visto antes ou esperado dum filme como este.
Estas gajas do cinema pá, sempre mega e ultra magras, e já quase todas com idade para serem minhas quase filhas...
Sinto-me a ficar mas é velha e a... ganhar peso...
:-(
Ah, e desta vez nem pipocas comi...








Let's look at the Trailer...

 

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Efeméride(s)...

04/04/2013 - Faz hoje 5 anos que me esbardalhei na bicicleta. 
Foi o acidente ou o 'evento' mais brutal, de bruto, que tive na vida. 
Dor e agonia eram as palavras de ordem e em que fiquei quase parada durante 5 meses... Ficaram a placa e os parafusos entre o ombro e o braço. Tudo isto é, foi, impossível de esquecer... 

04/04/2018 - Aqui ando eu com um monitor Holter para confirmar, ou desmentir, se os meus batimentos cardíacos são ou não são irregulares, se se confirma, ou desmente, a possível Arritmia cardíaca mas ao contrário, ou seja, com batimentos cardíacos (muito) mais baixos do que era suposto...
Como me deu para a parvoíce, desviei as blusas para a foto mas no meu dia à dia ninguém se apercebe que carrego o aparelho e muitos fios comigo... 
Lembrei-me também que podia puxar dum fio e rebentar tudo, como se uma terrorista fosse...
Parvoíces...!

Enfim, grande dia, hein...?



quarta-feira, 21 de março de 2018

Melhor que nada...

O tempo no fim de semana não esteve grande coisa em termos meteorológicos e o meu tempo também não era assim muito pelo que "me restou" dar uma voltita pequena a meio da manhã de domingo.
Obviamente que gostava de ter dado uma volta maior mas tendo em conta o 'contexto', foi melhor do que nada. 
Pelo menos, deu para arejar as ideias e sentir um pouco de vento e de liberdade do corpo e da alma enquanto pedalava...
A Primavera já estava a dar sinais da sua chegada com flores a aparecerem um pouco por todos os caminhos por onde passei a pedalar.
Pedalar é algo revigorante e rejuvenescedor... Enfim, como estava  a dizer, foi pouco mas melhor do que nada...



quarta-feira, 14 de março de 2018

Chuva & Liberdade...

Com o mau tempo que tem estado, torna-se difícil pedalar...
Depois de ter estado sem pedalar quase cinco meses por procrastinação no arranjo da bicicleta e depois do entusiasmo com o facto da bicicleta estar arranjada, é com algum desalento que 'recebo' este mau tempo e a chuva...
Os dias ainda não estão muito grandes mas consegui em duas tardes, depois do trabalho, dar umas voltitas pequenas. Foram mesmo pequenas mas não havia tempo para mais... 
No fim de semana também dei uma voltita pequena. O tempo estava incerto mas numa aberta decidi arriscar e fazer-me ao caminho.
Tinha acordado cedo, tinha aspirado e limpo a casa, tratado da roupa, tinha ido às compras para a casa e tinha tratado das minhas unhas de gelinho que tão giras ficaram como se pode ver na foto abaixo, o filhote estava no pai e eu pensei: mas vou ficar aqui parada? É que nem pensar!
Mudei de roupa e ainda que fosse a hora de almoço, segui caminho montada na bicicleta, sempre com o receio de que iria desatar a chover a qualquer momento, com as nuvens a esconderem o Sol e a escurecerem o dia e o vento a soprar mais forte de vez em quando...
Uma hora e meia depois estava em casa e foi mesmo o tempo de me 'salvar' da chuva que começou a cair entretanto.
Uma hora e meia depois sentia-me revigorada, livre e liberta por ter ido pedalar um bocadinho...
Qual medicação, qual quê. Pedalar tem um efeito revigorante, animador e libertador.
A pedalar sinto-me livre, livre de problemas, livre de pensamentos, liberta da pessoa introvertida que sou, liberta da pessoa semi 'medrosa' que sou. 
A pedalar sinto-me uma espécie de super mulher, cheia de forças e sem medos.
A pedalar arejo as ideias e canso o corpo...


Foto tirada numa pedalada ao fim do dia, depois do trabalho...



Aqui a pirosice do verniz a fazer 'pendant' com as cores do capacete...
Tirei esta foto assim porque o vento era tanto que se tirasse o capacete, era bem provável que voasse...
Parvoíces, mas lá que o verniz é muito giro, lá isso é...



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Pro·cras·ti·na·ção - Acto ou efeito de procrastinar. = ADIAMENTO"

pro·cras·ti·na·ção 
(latim procrastinatio-onis)

substantivo feminino

Acto ou efeito de procrastinar. = ADIAMENTO
"procrastinação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/procrastina%C3%A7%C3%A3o [consultado em 26-02-2018].


Não pedalava desde outubro passado, ou seja, não pedalava há qualquer coisa como há quase quatro meses e meio...
Primeiro instalou-se uma espécie de preguiça, depois vieram os dias pequenos deixando-me livre apenas o fim de semana para pedalar, e entretanto havia outras coisas, diferentes e mais interessantes, para se fazer nos fins de semana.
Depois veio o frio e alguma chuva, e por fim um pneu em mau estado e as mudanças que teimavam em não mudar.
Tinha que arranjar a bicicleta, dizia eu interiormente para mim mesma e para quem me rodeava, e a verdade é que se passaram quase cinco meses...
Nas últimas semanas comecei a sentir a falta da bicicleta, do ar livre, do sol, da poeira e até da minha 'rezinguice' nalguns caminhos mais difíceis e técnicos.
Comecei como que a entrar numa espécie de ressaca e a procrastinação sobre o arranjo da bicicleta, também com receio de que fosse algo incrivelmente difícil, complicado, moroso e dispendioso foi combatida e num ápice tornei-me hábil a desmontar o pneu da frente e mais hábil ainda a conseguir colocar a bicicleta (toda) dentro do meu carro que não é assim tão espaçoso quanto isso...
Num ápice a bicicleta foi arranjada e afinal não foi nada difícil, complicado, moroso ou dispendioso... 
E num ápice tive que ir dar umas voltitas, antes e depois das arrumações domésticas, do lava - estende - apanha a roupa, do supermercado e doutras coisas mais...

Afinal, apesar de todas as pausas e ausências, a bicicleta continua a estar presente nos bons e nos maus momentos, nos momentos de dor, de amor, de mágoa, de alegria, de tristeza, de solidão, de companheirismo, de ajuda e da falta dela, de felicidade, de desilusão, de presenças felizes e de ausências infelizes.
A verdade é que em dias de Sol e de vento, o meu corpo e a minha alma absorvem o que a natureza oferece, penso e reflicto no silêncio que, "por norma", nos conduz (a mim e à bicicleta) até ao mar...




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O que faz o (meu) coração bater...

O que poderá fazer o (meu) coração bater...
Numa busca rápida nas minhas memórias, sentimentos e fotografias, numa imensidão de palpitações e batimentos cardíacos ao longo de 43 anos e uns meses, foi difícil escolher meia dúzia de fotos que exemplificassem o que tem feito o meu coração bater nos últimos tempos...

O meu coração bate quando...

Quando pedalo o meu coração bate forte e feliz, pela sensação de liberdade, pelo apaziguamento da minha alma e pelo esforço que faço nalguma subida mais íngreme ou nalgum trilho mais técnico...
Seja como for, o meu coração bate de felicidade quando pedalo...



O meu coração bate quando bebo um singelo café numa qualquer esplanada à hora de almoço do meu dia de trabalho, enquanto apanho sol e saboreio um pouco um silêncio e a minha própria companhia.



 O meu coração bate quando leio um livro de que gosto muito ou quando releio um livro, há muito esquecido nas prateleiras, e o prazer de o devorar avidamente mantém-se porque quero saber o que vai acontecer a seguir...



O meu coração bate quando me delicio com um bom petisco, um bom jantar, e bate ainda mais quando saboreio tranquilamente um bolo de chocolate maravilhoso que, "ainda por cima", foi feito para mim pelas mãos de alguém que me é muito querido. Nunca ninguém tinha feito um bolo de chocolate para mim...



O meu coração bate quando encontro um novo Amor depois de uma separação e de um divórcio cujos motivos agora não vêem ao caso. Seja como for, uma separação e um divórcio, com filhos, é algo que nunca é fácil e dói. O coração bateu de dor aquando de todo o 'processo' mas entretanto rejubila e volta a bater de felicidade por ter encontrado o Amor, a amizade, a dedicação e o companheirismo duma forma muito pouco provável e quando não se estava à procura de nada disso.
O meu coração voltou a bater mais forte ao dar e ao receber mimos...





O meu coração bate por uma viagem.
O meu coração bateu muito forte com a ida a Veneza.
O meu coração dilatou de felicidade com a viagem e a estadia em Veneza.
Foram dias inesquecíveis...



E o meu coração bate forte desde que soube que não estava sozinha, desde que soube que carregava o meu filho no ventre. 
Desde esse dia, o meu coração nunca mais foi o mesmo. 
Passou a bater forte e feio pelo Amor, pela dor, pelas ralações, pela felicidade, pelo inexplicável que é o sentimento de ser mãe.
O meu coração bate forte quando me arrelio, grito e ralho.
O meu coração bate ainda mais forte quando dou e recebo um beijinho, um abraço e vejo o meu filho crescer a um ritmo estonteante.




No fim disto tudo, e de muito mais que haveria para dizer, o meu coração tem batido tanto e tão forte que agora parece estar a bater mal.
Não é nada comprovado ou grave mas o meu coração está a bater muito abaixo do que era expectável, como se eu fosse uma pessoa idosa ou uma atleta de alta competição...
Seja como for, nada de alarmes. Há-de estar tudo bem.
Venham os exames e as análises.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

E a bicicleta "pah"...?

Pois é, por estranho que pareça, houve uma pausa longa nas pedaladas.
Nem consigo explicar bem porquê mas a verdade é que deixei de sentir a vontade que tinha em andar a pedalar constantemente ou em sair do trabalho e ir a correr para poder pedalar um pouco.
Entretanto "meteram-se" outras coisas e as pedaladas foram ficando de parte. Se calhar porque também já estava nalgum ponto de saturação, como se se estivesse a tornar quase numa obrigação e isso não é nada bom...
Vai daí que tinha dado uma volta curta a meio de junho e passei os meses de julho e agosto sem pedalar.
Em setembro foi o regresso mas com uma pedalada no final do mês pelo que agora em outubro, parece que as pedaladas estão a voltar com mais frequência.
Nunca me esqueci da bicicleta ou tive vontade de a pôr totalmente de parte. Apenas precisei duma pausa porque o bichinho e a paixão estiveram sempre cá, em modo 'stand by'...
Agora, quando é possível, pedala-se. Quando não dá, paciência...
O importante é ir com vontade e gosto e ter tempo, e não ser uma obrigação para acumular quilómetros, altimetria ou emagrecer mais depressa...
Neste fim-de-semana a pedalada teve fumo dos incêndios que se faziam sentir na região. Isso provocou tosse e a vontade de sair dali do meio do mato com medo da escuridão e do manto de fumo que se avistava...
Ainda assim, soube muito bem pedalar à tarde, de forma descontraída, sem a obrigação de levantar cedo porque se tem que almoçar a horas certas... ou não...



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Depois de quase 4 meses...

Depois de quase 4 meses de ausência, voltei ao ginásio.
Sim, eu sei, nem parece meu apanágio mas o tempo passou e não voltou e eu não me voltei a exercitar como fazia...
E o mesmo se passou em relação à bicicleta. É incrível mas não pedalo há 3 meses.
Não me recordo de ter pausas deste género no que ao ginásio e à bicicleta diz respeito a não ser quando tive o acidente de bicicleta e em que estive "de baixa" quase 5 meses...
Perdi a vontade, a motivação e a paciência para me exercitar. Deixei de ver resultados e dei conta que estava sempre a ganhar peso, e não a perder como seria expectável numa pessoa que tanto se exercitava e corria dum lado para o outro, como eu...
Claro que como (muito) bem, não o nego, mas também não ando para aí a comer bolos ou a enfrascar sumos...
Quanto à bicicleta, desmotivei um bocado porque também não via evolução alguma na minha "performance". Tanto tempo a  pedalar e a evolução foi nula, nem mais depressa, nem a fazer subidas como uma trepadora, sempre cheia de medo nas descidas e caminhos mais técnicos por causa do trauma da Queda, enfim... Claro que quero e gosto é de pedalar de forma livre por aí, as provas de BTT já pouco ou nada me dizem, não me apetece 'stressar' com competições ou pagar para pedalar em sítios que já conheço como a palma da mão...
Acho que desmotivei com isto tudo mas hoje eis-me regressada ao ginásio.
Neste meses não parei completamente, andei muito a pé e fiz caminhadas mas... não é a mesma coisa... O mais curioso é que o peso se manteve mais ou menos na mesma. Ou seja, deixei de fazer exercício que nem uma maluca e o peso manteve-se...
Confesso que me dediquei mais à "boa vida", ao "dolce far niente", aos passeios, aos petiscos, às comidas saborosas, conheci sabores e texturas novos tanto na comida como na bebida (não me tornei numa bêbeda, ok, mas passei a apreciar bebidas que não conhecia e que tão bem acompanham determinadas comidas...), e decidi não 'stressar' caso não fosse possível ir pedalar ou ir ao ginásio porque dei por mim a aproveitar a vida duma maneira diferente, como nunca o tinha feito e em excelente companhia...
Na verdade, deixei-me ir, deixei-me levar, deixei que me levassem para as coisas boas da vida, deixei que me dessem a conhecer os lados bons da vida...
Mas hoje no ginásio corri na passadeira e estive um bocadinho nas máquinas.
Não me custou muito mas transpirei que me fartei... Agora... Agora é para continuar...

terça-feira, 4 de julho de 2017

Houve um tempo

Houve um tempo em que eu passava a minha vida a correr para ir pedalar ao fim do dia quando saísse do trabalho, para ir ao ginásio à hora de almoço ou ao fim do dia quando desse.
Houve um tempo em que as minhas férias e horas extra eram regidas quase tão somente pela bicicleta.
Recordo-me de treinar com afinco para provas de BTT que aí vinham...
E tudo isto para quê...?
Às vezes andava numa correria louca para ter o jantar pronto ou o almoço ou ia pedalar nas tardes de domingo como se não tivesse mais nada para fazer ou família para usufruir da sua companhia.
Não estou a dizer que isto está "mal" mas, volvidos todos estes anos e tempos, concluo que... "quase" que não valia a pena...
Continuo a adorar a bicicleta mas não lhe pego há quase três semanas e as idas ao ginásio têm sido mais escassas...
O meu corpo e o meu peso ressentem-se mas, sinceramente, deixei de sentir aquele frenesim, aquela loucura de "ter que ir pedalar" porque senão perdia a forma ou ganhava meio quilo.
Continuo a sentir prazer em pedalar e em me exercitar mas já não estou para andar em stresses e correrias por causa disso.
Quando der, vou... Até porque... nas provas de BTT nunca evoluí grande coisa, sempre fui lenta e cheguei quase no fim, nunca me tornei mais rápida ou veloz ou numa grande trepadora, o meu peso sempre aumentou na mesma independentemente de me exercitar como uma maluca ou de pedalar todos os dias...
Sinto algum desalento no meio disto tudo... Perdi em parte o prazer que tinha em pedalar ou em ir a correr para o ginásio à hora de almoço... Não vi resultados ou progressos e isto ao fim de quase sete anos, até é de estranhar que não me tenha sentido assim antes...
Quero continuar a pedalar e vou fazê-lo. Tenho sonhos relacionados com a bicicleta como fazer algumas travessias ou peregrinações ou pedalar por onde nunca o fiz, como "simplesmente" por Lisboa... Mas... de momento sinto que dou mais valor e que me apetece mais estar com as pessoas que me rodeiam...
Tudo isto pode mudar até porque eu preciso de me exercitar e de pedalar para me sentir bem mas... com conta, peso e medida, com algum equilíbrio que eu acho que não tinha... Ter a minha vida condicionada pela bicicleta e deixar quase tudo e todos em segundo plano... não me parece...
Por estes dias tive o carro avariado e nem sequer fui trabalhar de bicicleta como aconteceu noutros momentos... Fui de autocarro e tive a boleia duma colega que é uma boa amiga e assim andei quase uma semana... Não me apeteceu transpirar ou ter que mudar de roupa ou levar com um carro em cima pela estrada...

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Cãominhada

Ora bem, como o próprio nome indica no título deste post, ontem depois do jantar fiz uma cãominhada, ou seja, uma mistura de caminhada com a minha amiga canina a acompanhar-me.
Não fazia isto há bastante tempo e confesso que me soube bem...
Também não tenho ido ao ginásio com a regularidade com que ia, não sei, parece que perdi o entusiasmo, a vontade e o ânimo de me fechar num sítio onde tudo parece igual anos a fio, onde só parecem ver quem entra de novo no ginásio e eu já sou um dinossauro, afinal, ando lá há quase seis anos, e isto é uma bola de neve. Não me apetece ir ao ginásio e ganhei um pouco de peso mas isso, já o tinha ganho mesmo andando por lá de forma frequente e frenética...
As pedaladas andam a meio gás e por isso, ontem já estava farta de estar 'quieta' apesar de ter dado uma voltita de bicicleta no domingo.
Depois de jantar com o filhote que tinha vindo dos seus treinos, arrumei a cozinha já um pouco tarde mas quando fui levar o lixo, apercebi-me de que não estava frio nenhum à noite, o que é deveras estranho no Oeste...
O filhote tinha ido brincar na rua com os seus amiguinhos porque, felizmente, vivemos num sítio calmo e tranquilo, onde as crianças saem e andam na rua a brincar umas com as outras, rapazes e raparigas, até mesmo num bocadinho do serão, e eu peguei na minha amiga canina e fomos dar uma volta.
Não rendeu muito, foram apenas dois quilómetros e pouco mas foi o suficiente para me darem os calores e tirar o casaco...
Notei que a minha amiga canina estava cansada, tal é a falta de hábito destas cãominhadas e corridas que dantes tanto fazíamos... Assim sendo, pensei cá para comigo que este é um hábito ao qual devia voltar, fosse quando chegasse do trabalho ao fim do dia, ou depois do jantar quando já está tudo despachado...
Depois do jantar parece que sabe melhor, ainda que seja de noite. Está tudo mais calmo e tranquilo e não há grandes ruídos o que ajuda bastante a atenuar os meus "ruídos mentais"...
:D

A minha amiga canina foi apanhada a coçar-se aquando da foto.
As outras (fotos) que tirei já não ficaram tão bem...