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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Esperança e não tanta Saudade.

Estou em crer que, pela primeira vez, sinto uma enorme esperança inexplicável nisto de fazer 6 anos que o meu pai partiu.
Se calhar, não me expliquei bem pois saudades sinto sempre, mais nuns momentos do que noutros mas desta vez, sinto algo diferente e nem sei explicar bem o quê.
A vida é um sopro e acho que pela primeira vez sinto algo diferente quando penso que foi neste dia, há 6 anos, que o meu pai decidiu partir.
Assim é a vida e acredito que o meu pai está por aí a dar-me força e inspiração.
Acredito mesmo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Boas notícias

Em poucos dias fiquei a saber que está tudo bem com as minhas maminhas e o meu útero.
Eu sei que isto não interessa a ninguém até porque estamos quase no Natal mas foi um alívio saber os resultados dos exames.
Daqui a 5 anos, ou seja, quando estiver à beira dos 50, volto a fazer o rastreio do cancro do colo do útero.
Quanto às minhas maminhas, tendo em conta que os meus antecedentes familiares não ajudam (avó materna, tia paterna e prima direita com cancros na mama e sem um peito) e que não tenho a mania das doenças à exceção do que se passa nas ditas, foi um alívio enorme quando o médico disse que estava tudo bem...
Enfim, há que não descurar a saúde e como não me tem ocorrido nada para escrever aqui, apeteceu-me relembrar toda a gente da importância da prevenção e da realização de exames e rastreios...

domingo, 18 de novembro de 2018

Estiveram ausentes das minhas mãos durante muitos anos, tantos que perdi a conta. 
Subitamente, voltaram à minha vida e estão iguais, como se os tivesse folheado ontem... 
Ambos são a primeira edição que remonta a 2003.
Aliás, num está escrita a data da compra: 23/11/2003, o que quer dizer que está prestes a fazer 15 anos.
No entanto, penso apenas no que vi num filme no cinema, há coisa duma semana: o passado é um buraco para o qual não devemos voltar porque corremos o risco de cair lá para dentro e ficar lá.
Os livros são do meu passado mas agora estão no meu presente e é aí que vivo, não querendo nunca voltar para trás.
A não ser que pudesse tomar outras decisões, mas isso já era e já dava outra história.
A minha História.



terça-feira, 2 de outubro de 2018

Cadeira de rodas, mas não a motor.

Ontem foi dia de andar dum lado para o outro, entre o Oeste e Lisboa e Lisboa e o Oeste.
Saí do trabalho, ao fim da tarde, e fui logo para o Hospital, em Lisboa, onde a minha mãe me esperava.
Estacionei no parque do Hospital, percorri inúmeros corredores, passei por imensa gente, apanho o elevador, e eis-me chegada ao meu destino.
Tratámos de todos os formalismos com vista à alta da minha mãe, trouxemos os seus bens e eis que me lembro de levar a minha mãe até ao carro numa cadeira de rodas.
Tal era possível se deixasse na enfermaria toda a papelada e voltasse para devolver a cadeira e levar então a papelada.
E aí vamos nós pelos corredores, elevadores e gente e mais gente que se atravessava no nosso caminho.
Para além de ir a empurrar a cadeira de rodas com a minha mãe sentada nela, levava também o seu saco com roupa, medicação e a tal papelada.
Durante o percurso apercebo-me em como é difícil transportar alguém numa cadeira de rodas.
Ou isso, ou a minha falta de jeito porque nos instantes iniciais, a cadeira fugia para o lado e às tantas pensei que a minha mãe ainda iria partir outro osso qualquer à conta da minha aselhice com a cadeira de rodas...
Mas não. Consegui levar a minha mãe até ao carro, intacta, e aí, saindo do Hospital, deparamos-nos com os obstáculos da rua: passeios, gente, carros, gente, relevos no chão, poucas rampas, gente, carros e pouquíssimo espaço para se conseguir passar com a cadeira de rodas por entre os obstáculos, e a trepidar com a irregularidade do piso.
De facto, só quem está nas situações compreende o que se passa...
Naqueles instantes desejei que o chão fosse completamente liso, sem buracos ou pilaretes, sem gente, sem mais nada para chegar até ao carro de forma tranquila e sem sobressaltos...
Bom, mas lá chegámos ao carro onde a minha mãe ficou sentada à espera enquanto eu percorro tudo novamente para devolver a cadeira.
Volto novamente de lá até à rua, pago o parque, meto-me no carro e toca de vir para o Oeste porque nestes dias a minha mãe precisa de ajuda e de amparo...
Demorámos uns 40 minutos entre o Hospital e a entrada na A8, já estava saturada!
Gosto tanto de Lisboa mas o trânsito... ai o trânsito...
Depois foi sempre a andar e eu fiquei elétrica com isto tudo...
Sim, para recuperar trouxe a minha mãe para a minha casa.
Para a semana voltamos a uma consulta no Hospital e logo se verá...
Às vezes sou tão insegura no meu dia-a-dia e nem sei porquê.
Tem dias em que faço de super mulher, e não sei...

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Hoje o meu pai faria 74 anos.
Há coisa de 26 anos, soube neste dia que tinha entrado na Universidade no curso da primeira opção mas não do coração.
Há dois anos foi o dia de oficializar o divórcio na conservatória.
Hoje a minha mãe dá entrada no hospital para ser operada ao ombro, depois de uma queda dada há mais de uma semana nas escadas do prédio onde vive há quase 50 anos e onde nunca tinha caído.
Parece que afinal não é preciso cair da bicicleta para se partir o ombro. É que a minha mãe partiu exatamente o mesmo que eu aquando da queda da bicicleta.
Vai daí que desde a queda que tenho ajudado a minha mãe no seu dia à dia.
Vai daí que só quem passa por estas situações é que percebe que muitas coisas são irrelevantes e que muita gente inventa problemas onde não existem.
Quer-me parecer que, à falta do que fazer e à falta de problemas na vida, há quem invente dramas, que para si são reais, e problemas e ande mal disposto só porque sim.
Eu... eu estou cansada, é certo. No entanto, estou a aprender a relativizar, a focar-me no que realmente e em quem realmente importa, e a tentar dar o meu melhor, seja no que for.
Estou também a relativizar a vida e o que fazemos dela.
Passei demasiados anos numa vida em que não se passava quase nada e o relógio não pára, tic-tac, tic-tac.
Vejo a minha mãe a envelhecer e a precisar de ajuda e dou por mim a pensar que amanhã é tarde demais.
O dia de anos do meu pai sempre foi emblemático, mesmo depois da sua partida.
Vou continuar a minha rota.
Vai correr tudo bem.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Slide...

Por estes dias, aquando duma ida à casa da minha mãe, deu-me para ir vasculhar nas antiguidades que estão lá por casa e vai daí que fiz esta grande redescoberta: a máquina de projetar slides que conta já, mais coisa, menos coisa, com 25 anos, como é possível... 
Lembro-me muito bem do meu pai chegar a casa todo entusiasmado com a máquina e eu, por arrasto, e na parvoíce dos meus 18-19 anos, e como adorava fotografia, fui na onda.
O ritual de retirar o quadro grande da parede para podermos projetar os slides, era algo quase épico mas que nos (re)unia e era muito engraçado.
A excitação maior foi ver projetadas as fotos, quer dizer, os slides das férias, no caso, em agosto de 1993, na Costa da Caparica, como 'atesta' a etiqueta produzida por mim e colada na caixinha de slides, como se pode ver aqui numa das fotos.
Eu era assim, muito metódica e organizada, e muito cuidadosa com tudo para nada se estragar. A prova é de que a máquina e as caixinhas com os slides estão devidamente arrumados, organizados e quase intactos.
Foi com alguma pena e tristeza que constatei que a máquina funciona mas a luz do projetor está fundida, o que não permitiu que se vissem os slides.
O meu filho nunca tinha visto uma máquina de projetar slides e não sabia o que eram slides, vai daí que perguntou logo o que eram slides...
Lá lhe expliquei, ficou muito curioso, ajudou-me a ligar a máquina e a colocar os slides de forma a serem projetados pelo que foi algo frustrante quando constatámos que a luz estava fundida...
Agosto de 1993, Costa da Caparica... Belos tempos... 
Tinha 19 anos e zero quilos a mais apesar de enfardar que nem um javali e comer tudo o que me apetecia.
Não andava de bicicleta e faltava ainda um ano para ter carta de condução.
Tinha passado para o 2.º Ano da Faculdade e tinha uma vida leve e airosa.




quarta-feira, 20 de junho de 2018

A perfeita anormal

A perfeita anormal devo ser eu porque, muito honestamente, não consigo vibrar com o futebol...
Desde miúda que nunca liguei ao futebol, aos jogadores e por aí fora.
Nunca me babei ou suspirei por jogadores de futebol, fosse na adolescência, em adulta ou agora que começo a ficar cota.
Lembro-me conhecer raparigas que algures entre os 17/18 anos e os 23/25 anos, iam assistir a treinos de futebol e eu pensava: mas que perda de tempo ou a variante "que seca, tenho mais que fazer"...
E vai daí que acompanho o meu filho nos treinos e jogos de futebol, desde os 4 anos, mas com o seu crescimento passei a assistir só aos jogos e mesmo assim, às vezes não percebo nada do que se está a passar, para além do óbvio.
Sendo assim, é com espanto e sentido-me uma perfeita anormal, que dou por mim a não vibrar, a não colocar cachecóis e bandeiras dentro e fora de casa, a não atualizar a minha foto do Facebook com motivos nacionais ou clubísticos, não faço patuscadas em casa, nem vejo televisão ou bebo cervejas enquanto decorrem jogos de futebol, da equipa de que "sou" ou da seleção nacional.
A sério, podem até ameaçar-me ou chamar-me parva mas não consigo mesmo sentir seja o que for por um jogo de futebol.
Quando vejo reportagens na televisão com as pessoas todas entusiasmadas, pintadas, a rir, eufóricas, aos saltos, a buzinar os carros, e a fazerem muitas outras coisas, é com estranheza que olho para aquilo tudo porque me sinto completamente imune e indiferente ao mundo futebolístico.
Talvez tenha vindo doutro planeta ou aterrado há pouco tempo e não me lembre mas o futebol não me faz sentir nada.
Há dois anos fui ver um jogo no estádio do 'meu' clube (Sporting), pela primeira vez, e aí sim, achei piada e vibrei mas mais pela massa humana e por todo aquele fenómeno do que propriamente pelo jogo em si.
Se repetiria? Sim, claro, não sou tacanha e fechada ao ponto de me recusar a ir um estádio ou a ver um jogo em que não entre o meu filho mas esta loucura com jogos, mundiais e campeonatos, não é para mim...

terça-feira, 29 de maio de 2018

Só Sol

Sabem aquela sensação de quando o Sol parece atravessar a pele e provoca quase uma espécie de arrepio em que nos sentimos a absorver a energia que vem daí (mas sem ser o Sol a escaldar, obviamente...)?
É disso que sinto falta.
Sinto muita falta de absorver raios solares e este tempo não está a ajudar nada...
Sinto a falta de sair da água salgada e sentir o corpo a secar com o Sol.
Estamos no fim de maio e está de chuva e sinto frio. Pior ainda, estou a usar botas...
Sol, sinto-te a falta, onde andas tu...?

(fotografias da net, não são da minha autoria...).





segunda-feira, 28 de maio de 2018

Fé, ou talvez não

Conversa entre mãe e filho a propósito da Nossa Senhora de Fátima.
E de repente do alto dos 11 anos ouço o seguinte:
Sabes mãe, é que tu já pediste tanto a Nossa Senhora de Fátima para resolver aquilo e há tantos anos, e nada aconteceu, por isso, eu não acredito em Deus nem na Nossa Senhora.
E eu... eu fiquei com cara de quem não teve resposta. 
Embora não seja uma católica fervorosa, tenho a minha fé, à minha maneira, tendo ido já, cheia de fé ou do que lhe quiserem chamar, a pedalar até Fátima sob um frio imenso, das duas vezes que fui.
Contudo, fiquei a pensar na resposta do filhote...
De facto, há muitos anos que "aquilo" não se resolve ou nada acontece.
Não é nada de grave, são umas coisas nossas, minhas, enfim...

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Aventuras na minha terra

O fim de semana foi algo agitado entre visitas à minha mãe e a alta que teve depois de não ter sido possível fazer o que ia fazer ao Hospital mas... está tudo bem...
Eu é que dou por mim com outros pensamentos, sentimentos e vivências e depois apetece-me falar disso, mesmo que ninguém me ouça.
No sábado fiz algo diferente. Fui de autocarro do Oeste para Lisboa e como cheguei uma hora antes do início das visitas, decidi ir a pé até ao Hospital ao invés de ir de Metro.
Ao calcorrear as ruas de Lisboa, apercebo-me que está diferente de quando por lá vivia e trabalhava, a começar por mim que agora ando muito a pé (algo que não fazia), passando pelas inúmeras bicicletas e ciclovias. 
O que se mantém igual é o sentimento de continuar a adorar Lisboa.
E vai daí que passei pela Benção das Fitas deste ano, pelos inúmeros estudantes e respetivas famílias, todos radiantes e cheios de flores e sorrisos, e pensei para onde raios tinha ido "a minha benção" no longínquo ano de 1996. Pensei que nesse dia também estava extremamente feliz e tinha uma boa vida, com os meus pais e rodeada de outras pessoas que, entretanto, algumas delas faleceram ao longo do tempo.

Continuei a minha caminhada, cheia de entusiasmo e força, e apesar de carregar água e bolachas, nada me deteve.
Sentia saudades de Lisboa e estava a saber mesmo bem ir a pé e poder observar as ruas, os sítios, as casas, os carros, os jardins, as montras, as pessoas... Tem-se uma perspetiva diferente de quando se vai de carro.
Absorta nos meus pensamentos e no meu silêncio interior, continuei até ao meu destino e acabei por caminhar durante 7 km duma forma enérgica e em que cheguei mesmo em cima da hora de início das visitas.
Lá estava a minha mãe. Por lá fiquei até meio da tarde e no regresso ao Oeste já fui de metro até ao autocarro. Estava calor e era a subir até ao Campo Grande...
No domingo a minha mãe teve alta e lá rumei do Oeste a Lisboa de carro e correu tudo bem.
Soube muito bem andar por Lisboa e às tantas imaginei como seria a minha vida caso não tivesse saído de lá.
Enfim, também soube bem regressar ao Oeste mas... Lisboa é Lisboa...









quinta-feira, 17 de maio de 2018

Viagens pela minha terra

Levantei-me às 5h30 e saí de casa por volta das 6h00.
Rumei do Oeste a Lisboa com alguns receios porque o carro já tem uns anos valentes, porque tem avariado com alguma frequência nos últimos tempos, mas pensei que ia correr tudo bem, e assim foi.
Primeiro passei na casa da minha mãe e depois lá fomos para o centro de Lisboa.
Nunca fui de me atrapalhar a conduzir em Lisboa e enquanto lá trabalhei, sempre me desloquei de carro.
No entanto, desde que vim para o Oeste, há quase nove anos (!), que não tenho conduzido assim tanto pela capital mas não me amedrontei. Apesar dos receios dos problemas mecânicos do carro e do trânsito, encontrei lugar num parque privado.
Como era coisa para umas horas lá ficou.
Caminhámos muito lentamente pelos 300 metros que separavam o parque do Hospital e às tantas constato que caminho sozinha.
Olho para o lado e a minha mãe ficou para trás. Custa-lhe a andar e sente-se cansada. E ainda que eu saiba disto tudo, não encaro com facilidade o envelhecimento e as limitações da e na minha mãe, que sempre foi uma mulher cheia de força, de garra e de energia.
Assim sendo, fomos parando pelo caminho e o caminho parecia interminável...
Chegadas ao destino, quase sempre em silêncio, que a minha mãe nunca foi muito de partilhar emoções, e eu também não, lá se tratou dos detalhes burocráticos e a minha mãe ficou internada para um breve procedimento, nada de grave, e só terá alta no dia seguinte.
Acompanhei-a até à cama onde iria ficar, trouxe os seus "pertences", e vim embora com mil e um pensamentos.
Talvez fosse da fome, afinal, tinha-me levantado há 4 horas atrás e o meu estômago continuava vazio.
Tomei o pequeno-almoço no bar do Hospital, que tinha pouca gente, e pude sentar-me numa esplanada no exterior que era até agradável.
Engoli o café ao balcão, pus os óculos escuros e vim embora.
Enquanto percorria e atravessava as ruas em Lisboa, pensei que se agora andasse por lá, que pouco ou nada usaria o carro, mas sim as minhas pernas, o Metro ou até uma bicicleta pois vi várias pessoas a pedalar, e carregadas com mochilas e materiais...
Rapidamente entrei na A8 rumo ao Oeste e aí sim, os meus pensamentos começaram a deambular e um pouco de Tristeza chegou e acompanhou-me na viagem de carro até ao meu trabalho.
Comecei a pensar se a vida seria isto... Ver a minha mãe envelhecida, sem a força doutrora e que tudo passou num ápice, que a sua vida não foi fácil e que assim de repente, quase tudo parece um absurdo, desde a morte do meu pai, ao desamparo e à distância entre nós, à minha vida e a alguns rumos que tomou, que isto não é quase nada do que imaginei.
A Tristeza esteve presente durante a viagem e chegou ao ponto de me fazer cair uma lágrima, ou outra.
Quando cheguei ao trabalho, arrumei o carro e disse à Tristeza que estava na hora de se ausentar.
Assim foi. Ainda que permaneça comigo, agora está semi desligada.
Penso que vai correr tudo bem com a minha mãe e que mais logo, quem sabe, darei uma volta de bicicleta muito bem acompanhada, e que ao serão terei o meu filho comigo.
A vida é realmente muito estranha.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Memórias sem filtros mesmo sabendo que isto não interessa a ninguém

Faz hoje 5 anos que fui operada ao ombro depois da queda brutal de bicicleta que tinha tido uma semana e uns dias antes.
Bem sei que isto não interessa a ninguém mas acontece que hoje está de chuva, está frio e o dia está cinzento pelo que não sei o que escrever e assim fica um registo para memória futura.


Aqui está a super placa com o meu nome e que tinha a data de entrada no Hospital. Falta o ano mas foi em 2013.



Aqui está um dos lanches dados antes de dormir, era uma espécie de ceia e por muito simples que fosse, sabia-me sempre pela vida...



O que via das janelas do edifício onde fiquei internada.



Nos dias de internamento, andei a pôr a leitura em dia, para me distrair e para ver se o tempo passava mais depressa.



Mais uma das vistas que via enquanto deambulava numa espécie de 'passeio' pelo Hospital.



Este cartão foi-me dado por uma boa amiga, aliás, para além da minha família, ela e a sua família, foram as únicas pessoas que me foram visitar ao Hospital.



Mais uma das vistas e um pombo que andava por ali.



Mais leituras e aqui na própria da cama do Hospital.


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Efeméride(s)...

04/04/2013 - Faz hoje 5 anos que me esbardalhei na bicicleta. 
Foi o acidente ou o 'evento' mais brutal, de bruto, que tive na vida. 
Dor e agonia eram as palavras de ordem e em que fiquei quase parada durante 5 meses... Ficaram a placa e os parafusos entre o ombro e o braço. Tudo isto é, foi, impossível de esquecer... 

04/04/2018 - Aqui ando eu com um monitor Holter para confirmar, ou desmentir, se os meus batimentos cardíacos são ou não são irregulares, se se confirma, ou desmente, a possível Arritmia cardíaca mas ao contrário, ou seja, com batimentos cardíacos (muito) mais baixos do que era suposto...
Como me deu para a parvoíce, desviei as blusas para a foto mas no meu dia à dia ninguém se apercebe que carrego o aparelho e muitos fios comigo... 
Lembrei-me também que podia puxar dum fio e rebentar tudo, como se uma terrorista fosse...
Parvoíces...!

Enfim, grande dia, hein...?



segunda-feira, 19 de março de 2018

Podia escrever sobre o meu pai, podia

Podia escrever sobre o meu pai, pois podia, já que hoje é o Dia do Pai.
Também podia partilhar uma foto fofinha no Facebook de mim pequenina com o meu pai, como já o fiz.
Mas acontece que hoje, aqui e agora, não me apetece.
Não por que não queira saber do meu pai mas porque lhe sinto a falta todos os dias. Às vezes até venho aqui ao blog escrever sobre isso mas hoje em particular, não me apetece.
Onde quer que esteja, o meu pai sabe que me faz muita falta, a mim e à minha mãe, e nalguns momentos peço a sua ajuda e orientação, se é que isso 'tem algum efeito'...
Estou a ficar cansada de olhar muitas vezes para o passado e de pensar no que já foi.
Está na hora de pensar mas é no que está para vir e viver o presente como se não soubesse que iria existir o amanhã.
As memórias e o passado já lá vão.
Sentirei sempre a falta do meu pai que era, afinal, uma pessoa tão sábia e 'certeira'.
"Verifico" agora que raramente ou nunca se enganou em relação ao 'perfil' que fazia das pessoas à minha e à nossa volta, e da vida no seu todo. É incrível mas tem batido tudo certo.
Se calhar um dia também vai acontecer comigo o que o meu pai contava ter-se passado consigo: também ele era (dizia ele...) uma pessoa fechada e muito calada mas um dia, por volta dos 40, começou a falar 'com toda a gente' e a 'desinibir-se', tanto que começou a cantar fado por aí e por acolá.
Eu não pretendo cantar fado ou outra canção qualquer porque não tenho voz para tal mas gostava mesmo de me 'desinibir' mais e nalguns momentos ser 'desbocada'.
Isto da pessoa ser calada, não está com nada...
Também há por aí uma ditadura que não se vê mas que se sente: a ditadura da extroversão e do "poder oratório"...

segunda-feira, 12 de março de 2018

Tem muito trânsito, tem...

Hoje fiz algo que não fazia há anos. Nem sequer me o lembro de o fazer, que foi vir de manhã da casa da minha mãe, algures perto de Lisboa, para o Oeste.
Aproveitei o facto do filhote estar no pai e num impulso rumei à casa da minha mãe e vai daí que ao invés de voltar no domingo ao fim do dia, como é costume e por causa da Escola do filhote, e como estava muito vento, decidi ficar, acordar mais cedo e fazer-me ao caminho.
Foi com estranheza que constatei que agora, para conseguir sair do sítio onde vive a minha mãe e onde eu vivia antes de mudar para o Oeste, há filas e filas de trânsito...
Quando eu lá vivia, não era assim...
Agora tive que esperar no semáforo e tive que esperar numa fila enorme de trânsito até conseguir 'escapar' para a estrada que me levaria até à A8...
Ainda assim, um pouco antes da entrada na A8, lá estava mais... trânsito...
Já não estou nada habituada a isto, ao trânsito, às filas de carros, ao pára e arranca...
No Oeste é sempre a andar, não há trânsito nem se demora tempo algum a chegar seja onde for, é sempre a andar...
Senti-me... 'velha' e desconhecedora do sítio onde sempre vivi, afinal, saí de lá com 35 anos, foi toda uma vida a viver por ali...
Assim que entrei na A8, segui o caminho de forma rápida e cheguei ao meu destino sã e salva...
Passei em casa para ver se a minha amiga canina tinha ainda comida e água, pousei sacos e rumei ao trabalho...
Na verdade, soube-me muito bem vir agora de manhã, até parece que fiquei com mais energia.
Sinto-me também algo reconfortada por ter estado com a minha mãe, que afinal, está só, sozinha.
Ao percorrer a casa onde vivi até aos 28 anos, dou de caras com fotografias, memórias, espaços, objetos, cheiros e sentimentos que sempre fizeram parte da minha vida.
Por instantes fecho os olhos e as memórias felizes passam na minha mente como um filme em 'fast forward'...
Por instantes fecho os olhos, e as memórias menos felizes passam na minha mente e levam a que os meus olhos fiquem inundados de água e sal...
A casa quase vazia de gente, a ausência do meu pai, do meu filho, as voltas que a vida dá...
Às vezes não é só o Amor que é um Lugar Estranho, a vida também o é, e muito...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Pro·cras·ti·na·ção - Acto ou efeito de procrastinar. = ADIAMENTO"

pro·cras·ti·na·ção 
(latim procrastinatio-onis)

substantivo feminino

Acto ou efeito de procrastinar. = ADIAMENTO
"procrastinação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/procrastina%C3%A7%C3%A3o [consultado em 26-02-2018].


Não pedalava desde outubro passado, ou seja, não pedalava há qualquer coisa como há quase quatro meses e meio...
Primeiro instalou-se uma espécie de preguiça, depois vieram os dias pequenos deixando-me livre apenas o fim de semana para pedalar, e entretanto havia outras coisas, diferentes e mais interessantes, para se fazer nos fins de semana.
Depois veio o frio e alguma chuva, e por fim um pneu em mau estado e as mudanças que teimavam em não mudar.
Tinha que arranjar a bicicleta, dizia eu interiormente para mim mesma e para quem me rodeava, e a verdade é que se passaram quase cinco meses...
Nas últimas semanas comecei a sentir a falta da bicicleta, do ar livre, do sol, da poeira e até da minha 'rezinguice' nalguns caminhos mais difíceis e técnicos.
Comecei como que a entrar numa espécie de ressaca e a procrastinação sobre o arranjo da bicicleta, também com receio de que fosse algo incrivelmente difícil, complicado, moroso e dispendioso foi combatida e num ápice tornei-me hábil a desmontar o pneu da frente e mais hábil ainda a conseguir colocar a bicicleta (toda) dentro do meu carro que não é assim tão espaçoso quanto isso...
Num ápice a bicicleta foi arranjada e afinal não foi nada difícil, complicado, moroso ou dispendioso... 
E num ápice tive que ir dar umas voltitas, antes e depois das arrumações domésticas, do lava - estende - apanha a roupa, do supermercado e doutras coisas mais...

Afinal, apesar de todas as pausas e ausências, a bicicleta continua a estar presente nos bons e nos maus momentos, nos momentos de dor, de amor, de mágoa, de alegria, de tristeza, de solidão, de companheirismo, de ajuda e da falta dela, de felicidade, de desilusão, de presenças felizes e de ausências infelizes.
A verdade é que em dias de Sol e de vento, o meu corpo e a minha alma absorvem o que a natureza oferece, penso e reflicto no silêncio que, "por norma", nos conduz (a mim e à bicicleta) até ao mar...




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

5 anos.
O meu pai partiu há 5 anos.
Como é possível ter passado tanto tempo...
Sinto-me a repetir mas a dor da ausência permanece num canto do meu coração.
Às vezes sonho com o meu pai.
Às vezes acho que converso com ele acordada.
Como eu gostava que estivesse presente, na minha vida e na do neto...
Mas a vida não quis que assim fosse...
Vou... olhar em frente e... desapegar-me... o meu pai ia gostar... desapego era com ele... e a sabedoria da vida também...
E é isso...

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Carnaval

Era tudo bem mais simples quando era criança.
A única "problemática" carnavalesca que existia era chatear a minha mãe para irmos cedo para arranjarmos lugar à frente nos bailes de Carnaval que decorriam na sociedade recreativa ao pé do sítio de onde vivíamos.
Isso e mascarar-me. E arranjar papelinhos e serpentinas. E encher a bisnaga com água...
Agora... agora é pensar que amanhã me esperam milhentos e-mails e papéis porque estive ausente dois dias em serviço noutro local.
É pensar que amanhã não fico em casa nem faço 'ponte'.
É pensar no que vestir, no que cozinhar, no que comprar no supermercado, na roupa que não seca, no ir ao ginásio, no carro que tem que ir à inspeção e que de cada vez que vem da Oficina, acende uma luz nova.
É pensar nas contas, é pensar na vida real.
É pensar que às vezes parece que está tudo de pernas para o ar.
É pensar que a vida tomou um rumo estranho e que ao invés do Amor, a Vida sim, é um lugar muito estranho.
Ah, que saudades do Carnaval da minha infância...
E estalinhos. E balões de água.
Isso é que era...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Dreams

Esta noite voltei a sonhar com o meu pai como há muito não acontecia.
Estávamos os três, eu, a minha mãe e o meu pai.
Íamos apanhar um transporte público qualquer.
A minha mãe perdeu o telemóvel. Eu recuperei-o.
Voltei para o pé dos dois.
Só isto.
Mas vi nitidamente o meu pai.
Tenho pensado tanto nele e no seu coração... 
Se calhar foi por isso que surgiu no meu sonho...
Depois acordo cansada e com sono.
Sonhos...
Saudades... muitas... do meu pai... 

sábado, 27 de janeiro de 2018

Blá blá blá

Ninguém imagina as tuas dores até passar por algo semelhante.
Ninguém nunca faz a mínima ideia do que estás a passar.

A semana que passou foi dura.
O filhote esteve doente pelo que estivemos em casa depois de duas idas à médica de família e duma ida às urgências do hospital depois de muitas queixas de dores de cabeça por parte do filhote que me assustaram bastante pela violência das dores.
Faziam parte da gripe forte que atacou forte e feio o filhote...
Vim do hospital com o código de barras do processo do filhote colado no casaco e como a minha cabeça anda muito bem, fui à farmácia e ao supermercado assim...
O filhote melhorou e agora estou eu para aqui a gastar inúmeros lenços de papel com o ranho que teima em cair e a tossir quase sem parar.
Depois duma semana intensa de assistência ao filhote, estou eu agora semi adoentada.
No entanto, cuidar de um filho mais crescido é completamente diferente de quando era mais pequeno... Com 11 anos, faz muita companhia...

Enfim, depois de passar por tudo isto, e sem o apregoar e à doença, no Facebook,  talvez até pareça que não se passou nada...

Sozinha e sem ajudas numa semana a cuidar dum filho doente... entre muitas outras coisas para além da maternidade... estou a ficar uma espécie de Rambo no que à dureza da vida diz respeito...
Olha, até a bilha do gás tive que ir buscar quando este acabou subitamente, ainda por cima, quando o filhote tomava banho!
Sim, eu vivo mesmo no fim do mundo onde ainda existem bilhas de gás!
Para quê continuar a ir ao ginásio...