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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Sexta-feira, 13

Enquanto vou lá fora tratar da cadela, a porta de casa fecha-se, estando a chave do lado de dentro...
De repente vejo-me na necessidade de saltar o muro de casa porque, "vá lá", uma das janelas estava aberta...
Senti-me uma espécie de agente secreta ou de assaltante a assaltar a minha própria casa.
Saltei o muro, empurrei os estores, sento-me no parapeito da janela, dou um impulso, rodo as pernas e eis-me a saltar para dentro de casa...
E se não tivesse a janela aberta...?
Ora bem, não faço ideia do que faria porque não tinha comigo a chave de casa, do carro ou o telemóvel, carteira, and so on...
Há dias de sorte no meio do azar.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Coisas que eu acho que não acontecem nas cidades...

De manhã a cadela estava muito irritada a ladrar no muro, pensei que era algum gato que andava por ali mas estranhei tamanha irritação no ladrar... A cadela pareceu-me agitada, quase transtornada e comecei a achar estranho...
Quando fui ver melhor, tinha uma galinha encostadinha, de olho aberto, ao pneu da frente do meu carro. Ali estava ela, a ver se passava despercebida (acho eu...), entre o pneu e a parede...
Fui enxotá-la para não a magoar ou para não se enrolar nos pneus ou no carro mas eis que a galinha foi para debaixo do carro... E assim, às oito e pouco da manhã ali andava eu de rabo para o ar a tentar enxotar uma galinha no meio da rua, com penas e eu com pena de a magoar, com o filhote a ajudar e depois eu só tinha vontade de rir das nossas figuras e do caricato da situação...
Devia ter tirado fotos com a galinha a fugir mas que se deixava apanhar pois, para galinha, até tinha um ar meiguinho...
O filhote queria que eu a devolvesse. Mas a quem, perguntei eu! Quase toda a gente tem animais por ali, menos nós...
E pronto, lá foi a galinha a correr por ali fora... Quase que aposto que isto não aconteceria numa cidade...

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Bike Report

Não pedalava há duas semanas por causa do mau tempo que tem estado aos fins-de-semana. Com os dias curtos, e trabalhando o dia todo, só posso pedalar aos fins-de-semana e nos feriados. Pedaladas durante o dia ou depois do trabalho, é para esquecer...
Assim sendo, já que ontem até estava Sol, decidi aproveitar e "à última da hora", decidi-me a ir pois já eram quase 11 horas. Fiquei limitada no tempo pois não podia demorar muito, tendo o filhote e a minha mãe em casa à minha espera para almoçar, mas pensei que era melhor do que nada... Assim sendo, lá fui dar uma voltita cheia de saudades da bicicleta.

Esta primeira foto que aqui deixo foi tirada a meio da volta, numa tentativa de mostrar a bicicleta e as minhas "novas unhas", arranjadinhas do Sábado (informação deveras importante...), sendo que tirei as luvas de ciclismo para o efeito, e sem imaginar o que se iria passar um pouco depois...
Apenas uma breve introdução para dizer que a primeira e única vez em que tinha sido mordida por um cão, foi quando tinha 5 anos. Valeu-me o meu pai na altura que me socorreu e ajudou a não ganhar medo nem raiva aos cães... Cresci assim sempre com grande ternura por animais e pelos cães em particular...
E vai daí que durante as minhas pedaladas, já tinha sido muitas vezes acompanhada (perseguida...) por cães a correr, a ladrar e por aí fora mas... nunca se tinha passado nada... Até ao dia de ontem em que fui perseguida por uns oito cães e em que um deles me conseguiu morder, estando eu a pedalar a cerca de 20/22 Km/hora e por cima das calças de inverno de ciclismo - que acho que foi o que me valeu...
Valeu-me também o meu pai, onde quer que esteja, com os seus sábios ensinamentos: não mostres medo aos cães. Se assim não fosse, creio que tudo isto teria sido bem pior...
Fiquei com a perna ferida da dentada que tenho estado a desinfectar... Até ver, não noto nenhuma alteração estranha, na ferida ou em mim. Por enquanto, não me transformei em Lobisomem :P
Nos entretantos, a minha cadela andava só atrás de mim mas já lhe disse que estava muito aborrecida com os seus amigos canídeos, pelo que não havia grandes conversas... Onde já se viu uma humana que cheira a cão, gato e periquito, ser mordida por um canino em fúria... 




sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Coisas inéditas que me acontecem logo de manhã...

Eram sete e meia da manhã e ainda estava algo escuro na rua.
Em casa ainda todos dormiam (filhote e a minha mãe) mas eu já estava despachada, só faltava tomar o pequeno-almoço que tomo em conjunto com o filhote pelo que espero sempre que se levante.
Abri a porta que dá para o quintal e o ar estava estranhamente morno àquela hora da manhã num Oeste que costuma ser sempre fresco e húmido...
Não se vislumbrava a luz do dia ou algum raio de Sol mas, como vivo num sítio sossegado e calmo, peguei no saco do lixo e fui levá-lo até ao contentor.
Tinha andado uns metros quando em instantes de segundo ouço uma voz masculina simpática a perguntar se ia levar aquele saco para o lixo.
Olhei para o lado e disse que sim.
Era mesmo a carrinha do lixo que andava a recolher, precisamente, o lixo. E o senhor "pendurado" lá atrás, pegou-me no saco do lixo que eu carregava nas mãos e atirou-o lá 'para dentro', libertando-me daquele peso.
Ora, nunca me tinha acontecido tal coisa... E acho que este tipo de... "coisas" só é possível assim em meios mais rurais e pacatos... Não sei se numa grande cidade, haveria tempo ou disponibilidade mental (vulgo, paciência) para se parar tudo e ajudar alguém a caminho do lixo...
Achei que tinha sido uma maneira muito simpática de começar o dia pois se quisessem tinham seguido a sua vidinha, sem se preocupar se eu ia carregada com um saco do lixo, ou não...
Assim, não tive que andar tanto até ao lixo e foi um gesto simpático de quem tem uma vida dura ao trabalhar de madrugada e andar para ali pendurado, ao ar livre, e a levar com o cheiro e o peso do lixo...
Agradeci e lá seguiram viagem rumo à sua labuta diária...
E eu... eu achei graça...

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Quando um dia virem um carro parado

Principalmente numa subida íngreme, prestes a fazer uma curva, e esse ou qualquer outro carro não andar, não desatem a buzinar e a ficar histéricos.
Aconteceu hoje comigo, a caminho de deixar o meu filho na Escola. Sim, como não tenho família por perto, filhote continua a ir para a Escola e, felizmente, esta disponibiliza esta possibilidade durante as férias escolares.
Tinha dito ao filhote para irmos andando, que ia pôr gasolina, tomava café e comprávamos pão mas eis que o carro decidiu pregar-nos uma partida...
Comecei a enervar-me e atrás de mim toda a gente buzinava como se alguém no seu bom juízo decidisse parar o carro numa subida, perto duma curva, só porque sim...
Ainda para mais tinha o meu filho no banco de trás... Mas querem lá as pessoas saber, não é... Querem é que tudo ande e que se saia da frente, seja um carro empanado, uma pessoa numa cadeira de rodas, uma pessoa coxa ou maneta. Praticamente ninguém tem tolerância à espera, à paciência. Ninguém se lembra que pode acontecer a qualquer um, que azares acontecem, que eu já estava quase a chorar, que o carro não pegava, e finalmente não pegou.
Tive que o deixar estacionado ali mesmo, por cima do passeio, e no meio de tanto azar passou uma amiga que prontamente me deu boleia a mim e ao filhote. Deixámos filhote na Escola e deixou-me a mim no trabalho.
Caramba, mas não mas não me saem da cabeça as buzinadelas àquela hora da manhã num sítio tão pacato e sem trânsito... Se fosse em Lisboa nem imagino, provavelmente vinham bater-me ou assim por estar para ali com o carro parado numa subida, sem 'pegar'...
Fiquei uma pilha de nervos, as lágrimas caíram. Vale-me ter um filhote que às vezes parece que é mais adulto do que a mãe e ainda me acalmou e foi com um sorriso nos lábios para a Escola...
Ultimamente, parece que (quase) tudo me acontece, ando tão... farta... mesmo de (quase) tudo...