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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Fotografia de família...

Por estes dias o filhote trouxe um recado para um trabalho da Escola, relacionado com o Natal.
Não é algo de carácter obrigatório mas foi a primeira vez, depois do divórcio/separação, que esta 'questão' se colocou: levar uma fotografia da família...
Assim de repente o filhote diz-me que não queria levar foto nenhuma e eu fiquei num misto de não saber bem o que fazer e dizer e de ter que ter uma solução 'rápida'.
Vai daí que sugiro que leve uma foto dele com o pai e outra de nós os dois e ainda uma foto dele com o mano.
Não quis nada disto. 
Vacilou com a foto do mano e anuiu a dizer que sim, que podia ser mas nem passados cinco minutos volta a dizer que não quer levar fotos.
E aí surge o (meu) discurso numa nova 'temática' na nossa vida: que por os pais estarem separados, ele continua a ter muita família que gosta muito dele.
Mas o seu ar contido e meio enjoado levou-me a pensar no que se passava naquela cabeça e que isto eram quase conversas como se de sexo estivéssemos a falar.
Ainda perguntei como faziam os coleguinhas que tinham os pais na mesma situação  mas a resposta foi que ninguém ia levar fotografias.
Presumi entretanto que isto também se devia à idade e ao ano na Escola, que os mais pequenos é que iriam levar fotografias e que eles, como mais 'crescidos', já não estavam para aquele tipo de 'trabalhos'...
Ainda assim, esta e muitas outras 'situações' irão proliferar pela nossa vida fora... 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Eis como não me senti em Veneza... Estranha...

E eis o que acho cada vez mais do sítio onde vivo. 
A ruralidade a vir ao de cima num pequeno recanto algures no oeste... 
Nada que não soubesse antes, é só porque agora já não tenho os olhos tão... fechados...
Como costumo dizer, eu nem sou de cá, só estou a ver os carros a passarem... Não sou nem nunca quis ser...
Tenho pena de algumas pessoas. São pobres de espírito e certamente não têm vida própria... Aposto que se mordessem a língua, iriam morrer de tanto veneno que têm na dita... Disso e de tanto ressabiamento...

Em pleno Século XXI continua a causar confusão e dor de corno que uma mulher, depois do divórcio, siga com a sua própria vida, não morra miserável e, mais estranho ainda, tenha o seu emprego e que "não precise de nenhum homem" (isto no sentido muito lado e económico da coisa) para continuar a sua vida e conseguir manter a sua casa, o carro, pagar as contas e ainda ter um filho a cargo...
Ah, e pior ainda. É livre e faz o que quer e, imagine-se, vai (foi) viajar e não se vê o carro ou a cadela dentro de casa... Parece impossível!!!
Devia ficar em casa a engordar e a ficar desdentada enquanto carpia as dores dum divórcio e devia agir como se fosse uma pobre viúva e morrer para a vida. 
Devia, principalmente, não conseguir sobreviver após o divórcio...
Aquela velha estória de que as pessoas são condescendentes e gostam é de vítimas, confirma-se. Por isso, a TVI tem tanto sucesso com os dramalhões alheios.
Quando somos livres e arriscamos a viver... Ah, isso não pode ser. É crime (tentar) ser feliz...


The Doors - People Are Strange


People are strange when you're a stranger 
Faces look ugly when you're alone 
Women seem wicked when you're unwanted 
Streets are uneven, when you're down 
When you're strange 
Faces come out of the rain
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange
When you're strange 
When you're strange 
People are strange when you're a stranger 
Faces look ugly when you're alone 
Women seem wicked when you're unwanted 
Streets are uneven when you're down 
When you're strange 
Faces come out of the rain
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange
When you're strange 
When you're strange 
When you're strange 
Faces come out of the rain 
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange
When you're strange 
When you're strange

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A luta continua e o nome já foi para a rua

Com esta cena do divórcio, foi-se o apelido que tinha e pelo qual me tornei "conhecida" na minha vida profissional, principalmente no Oeste.
Sempre disse que se um dia me casasse, não adotaria o apelido do marido, mas afinal caí nessa esparrela.
Sempre usei o nome do meu pai lá pelo meio, nunca o deixei, em sua homenagem e porque aquele sim, era (e é) o meu apelido verdadeiro, da carne, dos genes, dos antecedentes, da família, do sangue que corre nas veias. Contudo, claro, para abreviar, muitas vezes era tratada pelo nome próprio e pelo apelido extra do casamento.
Desde que nos separámos que retirei o nome na utilização do dia à dia, na assinatura do e-mail do trabalho, no Facebook, em inscrições em provas de BTT e por aí fora. No entanto, oficialmente, o nome permanecia lá, colado a mim, como uma espécie de maldição pois nunca me identifiquei com aquele nome e depois de já nada termos a ver um com o outro, ainda pior...
Só em setembro, quando decorreu o divórcio me vi livre, formalmente, do raio do apelido. 
No entanto, no meu trabalho proliferam os telefonemas e e-mails a tratar-me pelo nome próprio e por aquele apelido que um dia usei e que não usarei mais... 
Há que ter muita paciência pois, formalmente, não me vou pôr a explicar que já não tenho aquele apelido e tal... O que é que isto interessa a quem nos contacta profissionalmente...? Pois... Nada! Senão, ainda corria o risco de parecer uma pessoa ressabiada e não é esse o caso. É tão somente porque, de facto, aquele nome já não consta no meu.
Internamente, no sítio onde trabalho, quando ainda me tratam assim, brinco e digo que aquela pessoa já não existe. 
E já não existe mesmo. Com o apelido, foi também embora muito de mim, do que era e já não sou.
Não consigo explicar ao certo mas a verdade é que estou e me tornei numa pessoa diferente... 
Os e-mails continuam a cair com a indicação de "Ex.ma. Senhora Algures da Silva" mas a verdade é que agora sou, tão somente, a "Ex.ma. Senhora Algures no Oeste", como sempre fui, e serei...
O sangue que me corre nas veias, e que transporta o meu apelido, é mais forte do que um qualquer apelido de penduricalho usado em tempos só porque sim...

quarta-feira, 8 de março de 2017

Que dia é hoje...

Hoje é o Dia da Mulher e eu decidi não ir a almoços ou a jantares "temáticos".
Também não recebi flores ou fui homenageada pelo meu filho, pelo gato ou pela minha congénere canina. 
Este ano apeteceu-me "estar do contra", não por não achar que não seja um dia importante mas porque, mais complicado do que dissertar sobre este dia, são as relações humanas.
Não preciso deste dia específico para a Mulher para pensar ou achar que no fundo das coisas, continua praticamente tudo igual ao que estava há muitos anos atrás. Parece que não por estar tudo camuflado com estas cenas da modernidade, de que somos todos iguais, de que os géneros têm cada vez menos distinções, que os homens de hoje "sabem fazer tudo como as mulheres", como se ser mulher fosse apanágio de se ter que ser uma dona de casa muito prendada e habilidosa, ou fosse um acto criminoso ser-se mulher e não se ter jeitinho nenhum para as lides da casa ou para lindos bordados e costuras.
Acho que tudo tem que ter um equilíbrio  e que tudo se tem que fazer, em casa, e na vida, mas agora o conotar com o género algumas capacidades, quase como se fossem características intrínsecas, é que não me parece muito normal...
Por mim falo que sempre detestei esta ideia de "dona de casa" e que nunca tive jeitinho nenhum para bordados e afins.
Enquanto ouço conversas sobre malhas e bordados, agulhas, lãs, cozinhados e novos métodos de limpeza, o meu cérebro refugia-se em pensamentos sobre o ginásio, bicicletas e séries.
Nunca fiz parte daquele grupo de mães perfeitas, ultra higiénicas e muito prendadas, que fazem malhas e bordados na hora.
Adoro cozinhar e acho que até o faço bem mas... quanto ao resto, lá porque sou mulher não tenho que gostar ou me interessar por demais assuntos prendados...
Podia dizer muitas mais coisas, sobre a vida, sobre os géneros, o casamento, o divórcio, os filhos e por aí fora mas... fica para outra altura...
O que importa é ir perdendo os medos e seguir em frente... Porque no fundo, continua quase tudo igual.
Quando há um divórcio, na grande maioria dos casos, o homem vai à sua vidinha, e, por norma, é a mulher que fica com os filhos, mesmo trabalhando e tendo mil afazeres. E não me entendam mal, não é que não concorde ou que não ache que os filhos não devem ficar com as mães mas... sejamos realistas, na maior parte dos casos, os homens vão à sua vida, têm as suas novas namoradas, têm a sua vidinha livre e à vontade para sair, beber e foder, e no caso das mulheres, estão sempre mil vezes mais limitadas porque têm o seu trabalho fora de casa, as lides da casa - lá está - cozinhar, lavar, passar, estudar, and so on... - e os filhos consigo, não deixando muito tempo livre para outros compromissos, hobbies ou atividades ou tão somente alapar-se sozinha no sofá a vegetar enquanto vê séries duvidosas e novelas manhosas.
Portanto, em 2017, não me venham cá com conversas de Igualdade e Fraternidade. Igualdade onde...? Igualdade onde se é a mulher que continua sobrecarregada...
Bah...!!!



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Só me ocorre dizer: que tristeza...

Não sei o que se passa, ou passou, porque nem sequer conheço os intervenientes e, mesmo que os conhecesse, nunca ninguém sabe ao certo o que se passa, ou passou, numa relação entre duas pessoas, num namoro ou num casamento que falhou.
Independentemente de tudo o que possa ser verdade ou mentira, para haver um divórcio, antes teve que haver um casamento e planos para uma vida em conjunto. E acho que, quando alguém se casa, não programa ou planeia um dia divorciar-se, independentemente do rumo que tudo toma.
Sendo assim, e desde que me divorciei, que fiquei como que mais atenta e sensível a estas questões e por isso acho todo este processo que envolve duas figuras públicas, ou mesmo que ninguém as conhecesse de parte alguma, lamentável...
Tantas idas a tribunal, tanta exposição, tanto lavar de roupa suja entre duas pessoas que um dia partilharam uma vida, uma casa, um amor e, 'por fim', os filhos...
Acho tudo isto deveras triste, principalmente havendo filhos pelo meio, o que pensarão eles daqueles dois adultos que, "só por acaso", são os seus pais...
E os envolvidos... nem imagino o que possam estar a sentir ou a passar, ou pelo menos uma das partes, seja ela qual for, com o desgaste que processos destes acarretam, em termos psicológicos, de tempo e de tantas coisas mais... Não há sossego algum, paz ou compreensão...
Os filhos vivem em sobressalto certamente...
Que tristeza chegar-se a um ponto destes, ter que resolver a vida privada em público, nos tribunais, com tanta gente envolvida e com tantas notícias a proliferar na imprensa...
Que tristeza...




terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Ei Universo, "what's going on...?"

Mas a verdade é que desde que me separei, e divorciei, que acontece algo que não acontecia antes, e garanto que isto é verdade: que é as pessoas falarem comigo...
Como é que eu hei-de explicar isto...? É que antes da separação eu estava sempre no meu canto e tal, por isso, não sei se a explicação disto está nos outros ou se fui eu que mudei algo em mim e não notei...
Desde que me separei que mal tenho tempo para 'respirar' sempre com tantas pessoas a 'quererem' falar comigo, sejam pessoas que conheço da minha vida, pessoas que conheço "de vista" ou pessoas nunca antes vistas. 
Seja no talho, na charcutaria, numa secção específica do supermercado ou no supermercado em geral, ou numa repartição pública, ou até no ginásio onde nunca falei com ninguém, e agora, mais recentemente, no Hospital onde tenho ido todos os dias por causa do internamento da minha mãe, há sempre alguém a (querer) falar comigo...
Mas isto não se fica por aqui... Através do Messenger, de SMS ou do telemóvel, as pessoas contactam-me, mas aqui são as pessoas que eu conheço mesmo, obviamente, e não estou com isto a dizer que não gosto ou não quero, é só porque às vezes nem consigo atender o telefone porque... também estão a falar comigo no meu trabalho ou noutra situação qualquer...
Parece que passei dum mundo silencioso para um mundo falador em que eu própria me vejo obrigada a falar, correndo o risco de parecer extremamente antipática e mal educada se não o fizer...
No ginásio estava sempre para lá no meu canto... Agora já falo com algumas pessoas que vão nos mesmos horários que eu vou, e há anos que também o fazem, tal como eu... Mas se encontro alguém desconhecido no balneário, também começam a falar comigo...
No Hospital já perdi a conta ao número de pessoas com quem tenho falado, pessoas que conheço do sítio de onde moro, da Escola do filhote, pessoas que conheço de vista mas que ali se aproximam, pessoas que conheci nas urgências e que têm familiares internados no mesmo sítio onde a minha mãe está e por aí fora...
Às vezes... às vezes já não sei para onde virar a cabeça para... falar...
E bem sei que é uma parvoíce estar a associar esta situação à separação e ao divórcio mas é que antes não me recordo de falar com tanta gente como depois de tal acontecer... Eu que achei que ia mergulhar numa solidão imensa qualquer, afinal, vejo-me rodeada de... gente e de pessoas realmente amigas que querem o meu bem...
É a vida...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Eu nem sou (ou deixei de ser...) lamechas... mas...

Com o passar do tempo, dos anos e da vida, creio que me tenho tornado numa pessoa cada vez menos lamechas... Passei de sentimentalóide para dar pouca importância, ou ficar melindrada, com "coisas poucas"...
E isto também se aplica à maternidade... Como eu própria sempre fui muito sensível, tenho tentado educar o meu filho para também o ser mas não em modo lamechas como a mãe.
Mas isto tudo para dizer que, quando menos esperamos, há algo que afinal nos afeta...
Todos os dias de manhã, antes de deixar o filhote na Escola, vamos os dois beber café (quer dizer, eu é que bebo o café...), comprar pão e o filhote ou come mais qualquer coisa para além do pequeno-almoço tomado em casa ou leva mais qualquer coisa para juntar ao seu lanche.
E assim todos os dias de manhã temos um breve corropio entre a ida ao supermercado, as pequenas compras e o horário de entrada na Escola...
Hoje foi uma manhã diferente. Hoje o filhote teve o pai de manhã que o foi buscar pelo que fui ao mesmo sítio, com as mesmas rotinas mas... sozinha... Até aqui, nada de "anormal"...
Mas eis senão quando que a senhora do café, habituada a que todos os dias eu peça mais coisas (para o filhote levar...) me pergunta se "é só...?". E eu, deu-me um ataque de lamechice muito pouco habitual e usual... Os olhos encheram-se de água e respondi: "é sim, hoje não tenho cá o meu companheiro...".
E posto isto, mais duas pessoas que lá estavam e que também encontramos todos os dias, olharam para mim com um ar diferente, num misto de admiração com consternação...
Nunca pensei que o facto de me ver ali sozinha, desse origem a tamanha falta do meu filho...
Há dias em que já tenho os cabelos em pé com tantas teimosias e respostas tortas mas depois... depois afinal sente-se cá no fundo a ausência...

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Divórcio, Doenças e Morte (não necessariamente por esta ordem...).

Por tudo o que tenho passado nos últimos tempos, com a separação que culminou em Divórcio, há coisas que se sentem e que se notam e que, se calhar, só quem passou pelo mesmo é que entende, compreende e pode ter também sentido o mesmo.
Aquando da separação, senti um pouco de tudo na pele por parte das pessoas que me rodeiam. Ou rodeavam...
Houve quem me apoiasse incondicionalmente.
Havia aquelas pessoas que pareciam ter medo se se tocasse no assunto.
Dei conta de pessoas a "fugirem" de mim no supermercado, em que notei que me viram mas que fizeram "vista grossa" e foram por outro corredor, não fôssemos nós esbarrar uns nos outros.
Houve pessoas que eu mal conhecia e que me deram os seus números de telefone caso eu precisasse de alguma ajuda ou apoio.
Houve pessoas que me passaram a mal me falarem por serem amigas 'do outro lado'.
E houve pessoas que, pura e simplesmente, pensava eu que eram minhas amigas, desapareceram do mapa. Nem uma mensagem pela merda do Facebook, nem uma sms, nem um telefonema, nada... Nunca perguntaram ou deixaram de perguntar se eu precisava de alguma coisa.
E, por fim, houve pessoas que me apoiaram e que têm estado cá incondicionalmente para mim. Essas pessoas têm-me aturado ao longo destes meses ao me ouvirem, ao estarem presentes, ao enviar mensagens nem que seja para dizer olá, ao nunca me deixarem... sozinha...
Entre essas pessoas está um grupo de colegas, de amigas, que ao longo destes meses sempre me apoiou.
Iam correr comigo, fizemos almoçaradas e jantares, demos passeios, ouviram-me sem me julgar e, muito importante, não desapareceram da minha vida só porque a minha condição conjugal passou a ser outra.
Podia estar aqui a escrever um enorme texto sobre este assunto, mas deixo a versão resumida.
E porquê o título deste post? Por que tenho comparado as separações e os divórcios a uma doença ou a uma morte pois quando isto acontece, conseguimos perceber quem são os nossos verdadeiros amigos, quem nos ampara e mima, quem não se afasta e desaparece das nossas vidas como se tivéssemos uma doença contagiosa.  
"O que não nos mata, torna-nos mais fortes" e não é que é mesmo verdade...?
Aprendi que a única pessoa com quem posso contar, para além de muito poucas pessoas à minha volta das quais já nem espero (quase) nada para não ter mais desilusões, sou eu mesma e o meu filho...
Estamos sozinhos nesta vida e nesta 'luta' e com todo este processo aprendi que, definitivamente, não se pode nem se deve esperar quase nada de ninguém e que o melhor que fazemos é seguir com a nossa vida, inspirar, fechar os olhos e acreditar que melhores dias virão.
Nunca na vida me senti tão forte e tão autónoma como agora...
E os amigos... Esses... os que ficaram e estão na minha vida, creio que irão ficar para sempre pois são as pessoas que não me desampararam nem fugiram quando mais precisei.
Quanto aos outros que por aí andam, o tempo e a vida o dirá... 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O nome, o tempo e o dinheiro

Agora que falei "abertamente" aqui no blog sobre o facto de me ter divorciado, parece que me apetece falar do "tema", tal como aconteceu quando criei o meu primeiro blog, o "Mãedrasta", no saudoso ano de 2005, porque na altura achava que não havia quase ninguém na mesma situação que eu: ter um enteado... A propósito "disto", ainda hei-de vir aqui falar nas férias de Verão, mas agora, adiante...
A verdade é que quando passamos por determinadas situações na vida, parece que começamos a pertencer a uma espécie de 'clube' que só quem passou ou está a viver o mesmo, entende...
E hoje apetece-me falar do nome, do apelido adotado com o casamento.
Em solteira sempre disse que se um dia me casasse nunca iria adotar o apelido da pessoa com quem casasse.
Contudo, quando fomos marcar o casamento e na Conservatória me perguntaram se eu desejava adotar o apelido do futuro esposo, eu respondi um tímido "Sim"...
E vai daí que na altura ainda estava em Lisboa e apesar de ter casado e ter passado a ter outro apelido no fim do nome, era conhecida na mesma pelo "nome de solteira".
Com a mudança para o Oeste, as pessoas conheceram-me já casada e com o apelido do marido pelo que passei a ser tratada pelo apelido do esposo... Ainda assim, sempre prezei os meus apelidos, o nome do meu pai e no Facebook coloquei o nome do meu pai e o apelido de casada. Em todas as provas de BTT a que ia, colocava sempre os três nomes, o próprio, o apelido do meu pai e o nome de casada.
Pois bem, com a separação e o divórcio, deixei de usar de imediato o apelido daquela pessoa com a qual já nada tinha a ver, mas só agora, com o divórcio formal é que me deparo com a panóplia de documentos e situações em que tenho que alterar o nome. Isto faz com que perca imenso tempo e até dinheiro pois tive que pagar pelo novo cartão de cidadão e agora é ir por aí fora: carta de condução, registo do carro, ADSE, Bancos e onde quer que tenha o meu nome, toca a mudar.
Comecei pelo trabalho pois não só tive que pedir para alterar o nome na documentação como também no e-mail e nos contactos. Muda também a situação fiscal e, viva (!), passo a descontar cerca de menos 2% em relação ao IRS...
Agora é todo um novo mundo e o regressar ao meu nome de origem, o qual nunca deveria ter sido alterado...
Viver para aprender...
Só o tempo e o trabalho que me está a dar a mudança do nome em todo o lado, já me cansa...!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Ele há coisas... e ele há datas...

Recordo-me que no dia de anos do meu pai sempre houve lugar a algumas "coisas marcantes" como, por exemplo, saber neste dia, no longínquo ano de 1992 que tinha entrado na minha primeira opção na Faculdade. Tinha 18 anos, tão jovem e tão sonhadora...
Uns anos mais tarde, por volta de 1999, também soube nesse dia que tinha entrado num MBA que não cheguei a concluir. Tinha 25 anos, ainda jovem, ainda sonhadora mas já a trabalhar no mundo real...
Tenho ideia de outras coisas quaisquer terem acontecido neste dia mas já não me lembro exatamente do quê, apenas que o mês de setembro sempre foi o mês das novidades e da "renovação" e do reinício de algumas coisas na minha vida...
Foi em setembro que recomecei a minha vida no Oeste, tendo deixado Lisboa, tudo e todos.
E vai daí que hoje, dia de anos do meu pai só me apetece dizer isto: a 27/09/1944 nascia o meu pai, a 27/09/2016, com 42 anos, a sua filha ganhou um novo estado civil: sou agora oficialmente divorciada.
Após meses de uma separação guardada em mim - nunca me apeteceu expor este assunto aqui no blog e muito menos pelo Facebook - agora que tudo é oficial, apeteceu-me partilhá-lo aqui porque há silêncios, dores e sentimentos que, de facto, só cada um é que sabe de si, e venha o primeiro ou a primeira para julgar seja o que for.
Foram muitos anos de namoro e casamento que acabaram, tendo culminado no que mais precioso tenho na vida: o meu filho, que daqui a um mês completa 10 anos.
Durante esse namoro e casamento, muita coisa aconteceu, até aqui nos Blogs, primeiro fui a Mãedrasta, depois o Sol de Outubro e por fim, sou a Algures no Oeste que quase toda a gente sabe quem é na vida real, pois sou de carne e osso, não sou de ferro, ainda que o possa parecer por vezes.
Creio mesmo que estou apta a dizer que desde que me mudei de Lisboa para o Oeste, há sete anos atrás, aconteceram mais coisas na minha vida do que em todo o resto para trás...
Já perdi a conta às "peripécias" que aconteceram desde que vivo no Oeste, por isso, das duas uma, ou viver no Oeste é uma animação, ou é tão somente a vida e os anos a passarem.
O casamento foi um projeto que falhou, acho que quando nos casamos nunca imaginamos que um dia o divórcio nos pode bater à porta. É como uma doença ruim e silenciosa que vem e se instala nas nossas vidas, é como uma morte, é o fim de uma vida a dois que um dia já foi muito feliz...
Agora é hora de inspirar fundo, expirar, e seguir em frente.
Estou sozinha com filhote há muitos meses mas hoje foi o dia em que se concretizou no papel aquilo que já vinha a decorrer, o fim, o oficializar dum estado civil e o trabalho que dá andar a alterar o nome no cartão de cidadão, na carta de condução, no trabalho, no e-mail do trabalho e por aí fora...
Hoje fecho os olhos.
Hoje a vida segue lá fora.
Hoje o meu pai faria 72 anos e por isso pai, deixo aqui uma foto nossa dos tempos que não voltam mais e dos quais tenho muitas saudades.
Hoje precisava do teu colo pai mas eu sei, e sinto, que algures por aí, estás a olhar por e para mim... E já se sabe, se foi no teu dia de anos, é porque é o melhor para mim...